Não é adeus, apenas um ‘até breve’

17 04 2011

Saudações!
Estou migrando deste blog para um projeto mais amplo e que estará disponível a partir de 1º de maio no http://www.debrasilia.com.br – onde mais do que um blog, estaremos disponibilizando informações acerca de todos os nossos ‘veículos’ relacionados à comunicação.
O afastamento se dá por conta da necessidade de uma viagem ao Sul, coincidindo com os feriados.
Assim, o retorno no novo endereço será em maio – espero que já no dia 1º.
Valeu pelos milhares de acessos diários, afzendo com que este espaço aqui tivesse nas últimas semanas uma média de SETE mil acessos/dia.
Lembrando, pois, que a partir de maio o blogue estará no http://www.debrasilia.com.br





Grêmio: não basta se dizer imortal, precisa é jogar futebol

15 04 2011

O Grêmio de 2011 é o mesmo Grêmio que vive de um faz de conta.
Jogadores medianos descobriram que ao se rotularem, em sites ou no twitter como ‘imortais’, caem nas graças de uma torcida forjada na mentira, no embuste.
Sou gremista de um outro tempo, confesso.
Sou de um tempo onde o time era limitado, mas tinha garra, tinha vergonha na cara.
Esta porcaria de ‘imortal’ surgiu de uma dos maiores fiascos do Grêmio, que foi o seu rebaixamento. E op Grêmio só subiu por conta do acaso, não de um time. Aquela história dos Aflitos e seu aspecto heróico, aquilo tudo serve para engambelar os jovens torcedores – que gostam de se sentir ‘partes’, quando atuam apenas como tolos. Repetindo asneiras sem parar para ver que nosso time se encaminha para ser uma espécie de ‘Ameriquinha’.
O que tenho visto em campo neste 2011 me envergonha e sinto que este sentimento também está presente nas reações dos meus filhos – gremistas iguais a mim.
O time não tem padrão de jogo, não tem esquema tático.
É um bando de ‘imortais’, verdadeiros peladeiros – comandados por um fanfarrão que, consumido pelo ego, esqueceu que a função de qualquer treinador é começar o seu time por um sistema defensivo confiável.
O Grêmio de Renato é uma piada e diria que o treinador já venceu seu período.
Falta comando. Faltam alternativas.
Talvez por ego, mas a verdade é que o Grêmio de Renato e Odone é um time tão medíocre – que leva sufoco que times como Liverpool, do Uruguai, e é goleado por timecos como o Oriente Petrolero.
Quanto tempo a direção vai demorar para intervir?
Que Renato volte a ser apenas treinador.
Ou que seja substituído – o que é minha recomendação.
Não precisa ir muito longe para contratar o substituto.
Basta chamar o desempregado Lisca e fazer uma limpa no plantel – mandando embora ‘imortais’ que me dão nojo e asco ver usando a camisa do grêmio. A lista é grande: Clementino, Viçosa, V. Pacheco, Rafael Marques, Gilson – apenas para começar.
O torcedor, fascinado pela basófia das declarações de amor do Renato – eu também declararia amor a um time se a cada 30 dias recebesse R$ 470 mil limpinhos por este amor – vai aceitando as palhaçadas que vem fazendo.
Acorda direção enquanto é tempo. O prazo de validade de Renato já venceu.





Os jornais do DF e o estranho jeito de ser independente

14 04 2011

Quando comecei a escutar a chiadeira de algumas vozes e o burburinho feito eco de outros anunciando um tempo de coas e obscurantismo cercando a imprensa do DF, com fechamento de jornais e a demissão em massa de profissionais, confesso que fiquei preocupado.
Mas como sou de um tempo onde sempre considero mais prudente esperar a poeira baixar para ver melhor o cenário, eis que se desenha um novo quadro. É importante deixar de lado o choro das viúvas e dos que perderam o acesso facilitado ao modus operandis que era vigente nos últimos 12 anos e entender que o governo mudou.
Confesso que de cara levei um susto, pois li Liliane Roriz defendendo jornais e jornalistas, logo ela que não saiu em defesa da irmã quando esta foi exposta ao opróbio das imagens degradantes de uma visita dela à sala de Durval. Logo ela que durante os oito anos de desgoverno de Roriz, seu pai, em nenhum momento questionou o favorecimento de jornais aliados, de líderes comunitários (que, inclusive, usavam supostos ‘jornais’ para reforçar o orçamento; enquanto que o GDF de então usava o garrote financeiro para reforçar a lealdade).
Escutei muchochos da Celina Leão, também sobre o mesmo tema. Inclusive com a mesma variante, cabendo para as duas, a necessária extensão do questionamento também para o governo Arruda – onde a prática se manteve intacta (inclusive com o mesmo esquema operacional e com as pessoas mantendo os postos e gostos).
Sinto muito pelos colegas que perderam o emprego. Muitas vezes um emprego precário, que atrasa o salário, é ainda muito melhor do que estar desempregado. Sei do pânico que se instaura neste momento, porque é uma realidade que já vivi ao longo de quase quatro décadas de jornalismo –sendo 24 anos só aqui em Brasília.
Poderia dizer que eu próprio vivi esta realidade, mas o que é o ‘eu’, quando no contexto se fala em um todo com ares de tragédia? Mas é ignorar que no mais das vezes quem coloca um jornal ‘alternativo’ ou ‘comunitário’ em circulação o faz sem estudos de mercado, acreditando em promessas e com recursos para no máximo seis edições. Eu falei: no máximo.
Ignorar a dinâmica do processo de comunicação, a rotatividade das redações e o abre-fecha de jornais comunitários é ter vivido sempre dentro do casulo do amparo de um esquema de mídia viciado que funcionou no DF nos últimos 12 anos. E que é o mesmo processo em Candelária, Blumenau, Florianópolis, Curitiba, Goiânia ou Brasília. Jornais construídos tendo como principal fonte de sustentação o governo ‘local’ têm prazo de validade condicionada ao mandato deste próprio governo ou, quando muito, do seu sucessor se houver ranços de um no governo do outro.

Dependência e comodismo

A grosso modo, pode-se dizer que esta é a realidade do GDF de hoje, onde alguns políticos que serviram e se serviram das benesses e da mídia nos governos Roriz e Arruda – inclusive chafurdando na lama e sendo alvo de denúncias – continuam pressionando o ‘anunciante’ para que mantenha o apoio a certos comunitários que servem como ‘jornais particulares’.
Voltando ao DF, os jornais que fecharam e em torno do qual se faz tanto alarde, estranho é alguém se surpreender com o fim dos mesmos. O Tribuna do Brasil, cujo dono foi flagrado enfiando dinheiro pra dentro das roupas, era muito mais uma negação de si mesmo do que um projeto de comunicação – desde o seu nascedouro. Durante a campanha eleitoral apostou tudo em Roriz – e perdeu. Os demais, queiram me desculpar os que ficaram desempregados, sempre foram jornais que fizeram parte de um esquema de favorecimento de mídia. E poderia elencar aqui mais uma dezena de jornais ‘comunitários’ que não circulam mais e cujos ‘donos’ estão pelos corredores da Câmara Legislativa buscando um novo padrinho.
Dentro deste quadro, é preciso saudar a manifestação do Distrital e empresário Olair Francisco ao questionar esta dependência exclusiva das verbas do GDF, provocando os ‘empresários’ da área de comunicação a construir alternativas – algo que hoje em dia virou uma imensa falácia, porque é muito mais fácil ficar uma, duas ou três horas esperando para ser recebido por algum políticos do que bater pernas atrás de anúncios (como fazem muitos jornais) ou colocar a cabeça para funcionar no sentido de construir novos meios de sustentabilidade.
Existem alternativas, mas o choro de viúvas é normal – inclusive se forem divulgados os valores repassados a certos jornais nos últimos anos, muita gente vai ter dificuldade de continuar com este discurso de vítima.

Em tempo: estive no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF para saber efetivamente quantos profissionais devidamente contratados, com carteira assinada e legalmente exercendo a profissão foram demitidos. Pediram para que eu voltasse lá para pegar os dados.





GDF – cheiro de armação na festa da Capital!

13 04 2011

A denúncia é grave.
Uma história escabrosa e que, confirmada, enlameia uma vez mais o aniversário de Brasília. É intolerável imaginar que isto esteja acontecendo. Com a palavra, o povo da Secretaria de Cultura.
No apagar das luzes, a Secretaria de Cultura está criando mecanismos para fraudar um processo pseudo-democrático. Há uma cláusula no Edital de Chamamento Público para o aniversário da cidade que afirma, categoricamente, que é necessário apresentar uma declaração de que nenhum integrante dos grupos classificados é integrante ou faz parte do GDF. Entretanto, após o processo estar quase finalizado, mudaram a regra permitindo tais incrições de funcionários!
Este fato – mudança de regras durante o jogo! – foi informado pelo coordenador do processo, sr. Dilnei, que sequer conhece as regras do processo que está coordenando ou, simplesmente, ignora. Qual o motivo de concordar com uma ignomínia deste tamanhop? Alguma vantagem pessoal? Estará advogando em favor de quem?
Isso é uma vergonha!
Seria prática verdadeira de um novo caminho mudar as regras durante o jogo para benefício próprio?
Ou essa também é herança maldita?
Entre os contemplados, há grupos com músicos e artistas funcionários do Metrô, Fundação Educacional, Secretaria de Comunicação e Sedest…
Com a palavra a Secretaria de Transparência do GDF, do Ministério Público.
Como diz parte da denúncia enviada ao blog: “Nós cidadãos, artistas estamos sendo enganados! Precisamos tornar isso público para tentar evitar essa mudança no grito e no tapetão! Exigimos transparência e o cumprimento do edital!”
Vamos, agora, esperar as explicações.





Professores da rede pública do DF aceitam proposta de reajuste

13 04 2011

Em assembleia realizada hoje, 13, os professores da rede pública de ensino do DF aprovaram a proposta apresentada pelo GDF de reajuste de 13,83% dividido em três parcelas e decretou estado de mobilização para acompanhar a discussão a respeito da reestruturação do plano de carreira e a continuidade das negociações dos outros pontos da pauta de reivindicações ainda não contemplados. Foi aprovada ainda a realização de assembleia geral no dia 11 de maio para avaliar o processo de negociação. Serão realizadas plenárias para discussão do Plano de Carreira a partir dos próximos dias.
Mais detalhes sobre a proposta você encontra acessando: http://www.sinprodf.org.br





FHC até parece um ‘trapalhão’ a serviço do PT

13 04 2011

Há certos momentos nos quais a gente lê, relê e volta ao ponto inicial na vã esperança de estar lendo errado, de não estar compreendendo algum sentindo oculto, alguma genialidade nas entrelinhas. Mas, vencidos pela realiadde, somos obrigados a aceitar o que pensamos irreal.
Cada intervenção de FHC é um desastre político, como foi o seu mandato presidencial – com a dilapidação do patrimônio público no mais famigerado e criminoso processo de transferência de um bem de todos para o benefício de poucos. Nem vou discutir os méritos da privatização, mas sim a imensa picaretagem e negociata no qual se transformou este evento onde andaram, par-e-passo, a pilantragem e a irresponsabiliadde – sob o manto da insanidade. É sabido que as empresas públicas de telefonia foram doadas com valores bem abaixo do mercado – sem a salvaguarda ou a preopcupação com o consumidor que hoje paga as mais elevadas tarifas para celular, fixo e internet do mundo (para um serviço imundo, vil e degradante); a Vale do Rio Doce foi ‘doada’ por algo como 10% do seu valor real, a transferência de rodovias com curso de pedágio garantindo um retorno absurdo da casa de 30% do valor investido.
Alguém lembra de 2006 quando FHC garantiu a vitória de Lula no 2º turno ao dizer que era sim preciso privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobrás? Ou alguém já esqueceu da nunca desmentida reunião com investidores em Foz do Iguaçu em 2010 quando FHC disse que Serra seria apenas um fantoche em suas mãos e ele garantiria que o Pré-Sal estaria nas mãos das multinacionais – e com o fim do modelo de partilha aprovado pelo governo Lula?
A compulsão de FHC pela verborragia é algo a ser estudado por especialistas em distúrbios ou descompasso entre o ego exaltado e o anonimato e ostracismo ao qual a história o está relegando – e nem questiono aqui se este esquecimento é justo ou não.
Mas eis que ele ataca novamente. No momento em que a oposição se fragmenta e uma parcela tenta criar um partido para flertar com o Governo Dilma – o PSD é composto daqueles que sabem que sem máquinas públicas não têm como sobreviver. O seu último ataque pró-PT foi este seu artigo no qual ele diz categoricamente que o PSDB deve deixard e lado os pobres e os movimentos sociais e moldar seu discurso para tentar engambelar a nova classe média. Ele não está de todo errado em sua abordagem, afinal foi esta nova classe média quem garantiu a vitória de Piñera no Chile – derrotando um governo que havia propiciado sua (desta nova classe média) mobilidade social.
O probelma de FHC, ao menos na minha opinião, é o seu ego. Ele deve escrever tais artigos e lê-los olhando-se no espelho – como a escutar o seu próprio elogio ao brilho intelectual que ficou perdido naquelça sua antológica frase solicitando que todos esquececessem o que ele havia escrito e dito até então.
Como ideólogo tucano, diria que FHC é um dos melhores propagadores do PT.





Trajano Jardim e os 100 dias do Governo Agnelo

13 04 2011

CEM DIAS DO GOVERNO AGNELO

Trajano Jardim*

As forças democráticas e populares enfrentaram uma ferrenha luta para conseguir a emancipação política de Brasília. As correntes conservadoras, resquícios do governo autoritário-militar, usaram de todos os meios possíveis para impedir que a cidade pudesse escolher os seus governantes livremente.

Em 1986, um ano após a posse do primeiro presidente civil pós-ditadura militar, o Senado aprovou eleições diretas para deputado federal e senador. Durante a Constituinte, setores organizados se mobilizaram e foram ao deputado federal Ulysses Guimarães (PMDB-MG), presidente do Congresso Constituinte, reivindicar o direito de voto à população de Brasília.

A Constituição (1988), no seu Capítulo V, artigo 32, criou a representação política para a capital federal, com a eleição de um governador e de uma Câmara Legislativa; a criação de um Fundo Constitucional para o DF foi importante para a independência frente ao governo federal.
Até a primeira eleição direta enfrentamos os diversos governadores biônicos, indicados de acordo com a correlação de forças na comissão de senadores que dirigia administrativamente o Distrito Federal.

O último deles, Joaquim Roriz, conseguiu, por meio de conxavos políticos, concorrer e vencer a primeira eleição direta em 20/09/88, e transformou Brasília em um feudo familiar, interrompido por um mandato com a eleição do governo democrático e popular de Cristovam Buarque. Fora esses quatro anos, o domínio das forças rorizistas foi absoluto.

Em 2010, vislumbramos uma oportunidade de derrotar as forças dominantes. Por três motivos. Primeiro, porque o núcleo dirigente liderado por Roriz esfacelou-se e mergulhou no mais profundo mar de corrupção que afogou o governo de José Roberto Arruda. Segundo, os setores democráticos e de esquerda, principalmente o PT, entenderam que só seriam vitoriosos com ampla unidade de forças progressistas do DF. E terceiro, porque o nome do candidato escolhido, Agnelo Queiroz, tinha ampla passagem nos estamentos médios da sociedade formadores de opinião. Para ganhar a eleição foi necessária uma coalizão que envolveu até então antagônicos.

Do ponto de vista tático essa união de forças, levando em conta a conjuntura, era compreensível. Posições maniqueístas não contribuiriam para alcançar o objetivo estratégico de derrotar Roriz e seus asseclas. Separar o “joio do trigo” para buscar a vitória.

Passado o pleito, as articulações para formação do governo mostraram que “o buraco era mais embaixo”. A supremacia na aliança política dos profissionais da política prevaleceu. A luta pelo poder paralisou o governo Agnelo. Compromissos injustificáveis, com vistas a formação de uma maioria na Câmara Legislativa, quase sempre na base do “toma-lá-dá-cá”, mostrou-se frágil do ponto de vista político.

Passados cem dias de governo a fragilidade dessa maioria buscada comprovou-se. Os compromissos com gregos e troianos, pedros e pedrosos mostraram para Agnelo que era, literalmente, no senso comum uma roubada. E o governador reconheceu que não dá para colocar “raposas no galinheiro”.

Cem dias perdidos podem ser recuperados, desde que o comando das ações esteja em mãos certas. Os estudos e levantamentos feitos no governo de transição poderiam servir de subsídios para a elaboração de um plano emergencial para os primeiros meses de governo. Entretanto, as coisas trilham pelos mesmos caminhos “dantes navegados”. Nada de novo no front. Setores que sempre lidaram com os grandes orçamentos do DF continuam no comando.

Para os próximos cem dias esperamos que o espectro do governo do “camarada” Agnelo não continue a trilhar os “velhos caminhos” trilhados até agora e construa, de fato, um “Novo Caminho” para a política do Distrito Federal.
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*Jornalista Profissional








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