Arruda e Yeda, símbolos marcantes

25 12 2009

Dois governadores – um eleito pelo Demo e outra pelo Psdb – mostram claramente a face mais perversa do modelo de governo que a mídia e a oposição querem de volta em 2010. Os dois trazem o dna da corrupção, da mentira e de uma aliança espúria com os meios de comunicação. É vergonhosa a forma conivente como os meiosd e comunicação do DF e do RS tratam os dois ‘governantes’ – ambos flagrados cometendo toda sorte de delitos.

Yeda está com o corpo todo na lama – com episódios como a compra d euma mansão, o caso do Detran, a arapongagem de adversários e uso da truculência pela BM (que no RS não existe PM, mas sim a Brigada Militar). Arruda é um caso atípico, onde o que mais existe é motivo de vergonha. No caso dele há algo que o próprio Lula deveria se preocupar: como pode a União bancar a PM e o Governador usá-la contra o povo?

Houvesse um meio seguro de mensurar a dimensão da performance criminosa dos dois, certamente haveria empate. A paulista Yeda Crusius, que a RBS comandada por Pedro Parente (ex-Chefe da Casa Civil do defenestrado FHC) e com algumas bocas de aluguel como Lasier Martins e outros igualmente abjetos, é um símbolo acabado da decadência gaúcha comandada pelo monopólio da comunicação no Sul.

Para entender o empobrecimento moral dos gaúchos, a perda de sua auto-estima, o fim de sua cantada e propalada ‘maturidade política’ é preciso entender, avaliar e se debruçar sobre como os veículos da RBS trabalham em sua programação para a bestificação dos gaúchos. Se alguém considera a programação da Globo de baixo nível, tendenciosa e omissa coma verdade, multiplique-se por muitos pontos e se terá uma vaga idéia do que é a RBS – tanto no RS, como em Santa Catarina.

A perversidade da ação deste grupo é tamanha que acabou com toda a diversidade da informação, comprando ou ‘matando’ os jornais que existiam em cidades pólos, como Santa Maria, Passo Fundo, Caxias, Pelotas e Santa Cruz do Sul. Não por acaso, nestas cidades o PT enfrenta uma fadiga eleitoral por conta da opção dos veículos em apoiar abertamente candidatos reacionários e que assumam o compromissos de drenar boa parte dos recursos de publicidade e de comunicação para os veículos do ‘grupo’ – quando não são responsáveis pela indicação dos secretários de comunicação. Que os indicativos da Confecom contra toda forma de monopólio sejam prontamente aplicados no RS…

No caso do DF, a  relação não é menos promíscua – envolvendo também boa parte dos chamados jornais comunitários, que recebem a PI de algum anúncio e a indicação das matérias a serem veiculadas. Nada se sabe do que aocntece fora da vontade oficial.