Plenovit faz sucesso nas praias do Sul…

4 01 2010

Dia destes, conversando com amigos sobre como anda o verão pelo Sul do País fiquei curioso com um tema recorrente: um remédio similar ao Viagra, mas enquanto este da Pfizer é vendido a R$ 25,00 a unidade, o outro é comercializado a R$ 20,00 a caixa com 20 comprimidos. Produzido no Uruguai, ele está entrando nas praias do Sul na bagagem dos turistas e vai ocupando um espaço como apetrecho básico para quem vai sair na noite.

Trata-se, claro, de contrabando e pirataria – tendo em vista que não possui (ao que sei) registro em terras nacionais. Além do mais, cabe aqui enfatizar que não é correto e nem seguro tomar qualquer remédio sem prescrição médica. Mas é, também, uma demonstração como a máfia dos laboratórios vai aumentando aritificialmente o preço dos remédios, sempre com o intuito de ampliar seus lucros.





Falácias com ares de verdades

4 01 2010

Gosto de futebol  e valendo-me de uma afirmação do Roberto Carvalho segundo a qual todo mundo que tem mais de 50 anos foi bom jogador quando novo posso dizer que joguei muito. Hoje o corpo estipulou outros limites, mas ficou, óbvio, a paixão por tudo que envolve o esporte como um todo.

Mas claro que vou falar de futebol e como estamos no período de reapresentação dos jogadores depois das férias, contratação de reforços e uma série de notícias que se repetem como uma ladainha enfadonha a cada novo ano (já fiz futebol também trabalhando em rádio, jornais e TVs).

Há coisas patéticas, como as declarações de amor nos momentos de euforia, aquele beijo ensandecido no escudo do clube e outras exteriorizações da emoção momentânea. Para mim, o último jogador-torcedor foi Danrlei, goleiro do Grêmio e que em seu jogo de despedida num sábado à tarde de dezembro em Porto Alegre foi capaz de levar 33 mil torcedores ao Olímpico. E não era Grêmio contra outro time e Danrlei jogando alguns minutos, saindo de campo e tudo mais. Foi uma partida de ex-atletas, mas a torcida estava lá para se despedir de alguém que nunca escondeu sua clara condição de torcedor – e talvez isto sirva para entender algumas de suas brigas. Entender, jamais perdoar.

Fora este exemplo, haverá um caso aqui outro ali. Mas nos clubes de ponta, figuras como Danrlei deixaram de existir. Não há mais lugar para este tipo de jogador. Lamentavelmente.

Hoje, o que existe são empresários. E são os empresários, que ganham sem jogar, que estão trazendo de volta um discurso de que não é acintoso um jogador ter salários de R$ 200 mil por mês porque a carreirra é curta. Não vou usar como referência alguém que receba R$ 200 mil por mês, mas sim alguém que perceba R$ 40 mil – hoje salário de qualquer perna de pau.

Você que está lendo este texto, acha pouco R$ 40 mil?

A carreira de um jogador dura em média 15 anos. Ou seja: sem contar bichos por vitrórias, prêmios por conquistas, patrocínios com marcas de material esportivo, um jogador reserva dos principais clubes brasileiros recebe em torno de R$ 480 mil por ano. A grosso modo, isto equivaleria a uma fortuna acumulada de mais de R$ 6 milhões no final da carreira.

Mas não é asism porque daí entram os empresário, que mordem sem fazer nada entre 10% e 40% do salário, além d percentual sobre bichos, prêmios, contratos e transferências.

A carreira não é curta. O problema é a rapinagem empresarial que existe e o despreparo dos atletas. Nada tenho contra o desejo de mudar e melhorar de vida. Mas a primeira coisa que qualquer jogador faz é a comprar um carro importado. Usa isto como símbolo de status e como isca para atrair as ‘maria chuteira’ sempre rondando vestiários, hotéis e concentrações. E é bem presente o caso de Jobson, menino humilde aqui da Ceilândia e que de repente estava envolvido com atrizes…

A falácia da ‘carreira curta’ não resiste a uma avaliação desapaixonada da realidade. O que existe é um despreparo destes atletas para a vida, sendo que muito cedo caem na lábia de empresários (muitos deles, a maioria para ser mais exato, usando o futebol para lavar dinheiro) que os transformam em mercadorias, em produtos em busca de vitrine. Não há nenhuma preocupação com o ser humano, mas apenas com a possibilidade de ‘lucro’.

Olhando a qualidade de jogadors que hoje ganham R$ 200 mil por mês me pergunto: quanto valeria e qual seria o salário de um cara como o Zico, ou o Reinaldo (Atlético Mineiro), ou o Falcão (Inter), ou o De Leon (Grêmio), ou o Pelé (Santos) e tantos outros?

O Grêmio memso é especialista nestas besteiras de jogar dinheiro fora, agora memso pagando R$ 200 mil por mês para repatriar do Japão o centroavante Leandro que era do São Paulo e estava jogando lá na 2ª divisão.

Nada contra alguém ganhar bem, mas é preciso ao menos mudar este discurso de que jogador tem que ganhar muito porque a carreira dele é curta. Na verdade, ele ganha pouco – sendo que a maior fatia fica com intermediários, empresários (e alguns treinadores) e até dirigentes que pagam e depois recebem uma parte de volta.

O que deixa jogadores na miséria no fim da vida é que ao longo da carreira esqueceram que a única coisa que dinheiro não aceita é abuso. E nesta hora final, não tem empresário e nem ‘maria chuteira’ por perto…





Liberdade de imprensa – mitos e realidade

4 01 2010

Transcrevo abaixo um artigo rápido do Beto Almeida sobre este tão delicado tema que é a ‘Liberdade de Imprensa’. A reflexão é oportuna, porque o fato em torno do qual ele comenta aconteceu na ‘civilizada’ Inglaterra e não na ‘ignóbil’ Bolívia e nem na ‘selvagem’ Venezuela. Como o próprio Beto diz: imagina se no Brasil (leia-se Governo Lula e PT) fosse aplicado o mesmo tipo de ‘corretivo’. Aqui, marido de funcionária do Serra é comentarista da TV Globo; aqui, filho de dono de empresa de comunicação contratada pelo Serra é articulista de revista semanal; aqui, um casal desqualificado e sem cérebro que apresenta um jornal de muita audiência na TV se julgam capazes de emitir juízos de valor… Vale a pena ler:

Demissão de radialista revela limite real da liberdade de imprensa na Inglaterra

Beto Almeida *

Críticas à rainha que em discurso lamentava unilateralmente pelos soldados britânicos mortos, portanto, reafirmando a criminosa e ilegal ocupação militar britânica no Afeganistão, resultaram na demissão do radialista inglês e na revelação sobre como funciona a tão elogiada liberdade de imprensa naquele país imperialista.
Aqui Lula é chamado de analfabeto, cachaceiro, ignorante, rude, ladrão, preguiçoso e ao que se saiba ninguém foi demitido por isto.O Boris Casoy e o Jabor continuam exercendo seu livre direito de ofender e de insultar… Na Venezuela os jornalistas chamam o Chávez de negro-doido, índio-ignorante, psicopata, assassino, fascista, nazista, e nenhum destes jornalistas está preso, ao contrário, continuam em seus postos de trabalho, não são processados. Chega-se ao cúmulo dos meios de comunicação privados divulgarem propostas de assassinato do presidente da república legitimamente eleito.  Na Bolívia, chamam o Evo de índio-rude, narco-presidente, ignorante, ladrão etc,  e lá estão estes jornalistas nos mesmos postos de trabalho, com sua plena liberdade de ofender, caluniar, defender o golpe de estado etc
Mas, a rainha –  preguiçosa por nunca haver trabalhado na vida: parasitária ou predadora?  –  quando finge  lamentar a morte de jovens ingleses que o império britânico manda para matar civis afegãos, tem seu discurso legitimamente criticado, mas é o radialista que perde o emprego no altar da liberdade de imprensa da democracia inglesa????
E as crianças, mulheres e civis mortos aos milhares pelos  bombardeios das tropas de ocupação anglo-saxônica no Afeganistão???
Assim se entende melhor o que é liberdade de imprensa no que chamam de primeiro mundo: para o caso da rainha(abaixo) aplica-se o mesmo critério de “liberdade de imprensa” em que os meios de comunicação ingleses foram defensores editoriais da bárbara execução do brasileiro Jean Charles, pela política inglesa numa estação de metrô de Londres.
A policial que comandou esta execução de um inocente acaba de ser promovida e condecorada.
A liberdade de imprensa na Inglaterra termina no limite impostos pelos interesses estratégicos do Império, que não podem ser criticados.
* Beto Almeida é jornalista
30/12/2009 11:07:50
Discurso chato da rainha Elizabeth faz apresentador perder emprego
Por Redação, com BBC

Rainha falou sobre soldados mortos no Afeganistão em seu discurso

Um apresentador de uma rádio de Birmingham, no centro da Grã-Bretanha, foi demitido depois de interromper a transmissão de um discurso da rainha Elizabeth 2ª no Natal, dizendo que ele estava chato.

O apresentador e comediante Tom Binns interrompeu a transmissão do discurso na rádio BRMB, que havia entrado no ar por engano no lugar do noticiário, dizendo: – Duas palavras: – Cha-To –, afirmou.
Em seguida ele comentou que a família real é considerada boa para o turismo, mas que a França degolou sua família real e continua recebendo turistas.
Binns colocou então no ar a música Last Christmas, do grupo Wham!, liderado por George Michael, dizendo que passava “de uma rainha para a outra” (a palavra queen, rainha em inglês, é também usada como gíria para homossexual).
A companhia Orion Media, proprietária da rádio, disse ter recebido “um pequeno número” de reclamações de ouvintes, mas confirmou ter suspendido o contrato com Binns.
Soldados mortos
A rainha usou seu tradicional discurso de Natal deste ano para expressar a sua tristeza pelo número recorde de soldados britânicos mortos no Afeganistão neste ano desde a invasão de 2001.
Binns disse não ter escutado o conteúdo do discurso e que resolveu fazer piada porque ele não deveria ter entrado no ar.
– Ninguém teria sintonizado na estação para ouvir o discurso da rainha, então eu tentei lidar com isso de uma maneira engraçada. Afinal de contas, eles empregam comediantes para fazer piadas –, afirmou ele a um site local.
Ele criticou a decisão da rádio de demiti-lo como uma reação de “reflexo instantâneo”, por temor em relação às agências reguladoras de mídia.
– Estamos chegando a um ponto em que os comediantes não podem falar mais nada que possa possivelmente ofender qualquer um –, disse.
O diretor de programação e marketing da Orion Media, David Lloyd, afirmou que o apresentador fez “comentários inapropriados” sobre o discurso da rainha.
– Não concordamos com o que ele disse de forma nenhuma, tenha ele falado de brincadeira ou não –, disse.
Segundo ele, a estação está contactando os ouvintes que fizeram as reclamações sobre os comentários de Binns para pedir desculpas pessoalmente. A rádio também levou ao ar um pedido público de desculpas.