Liberdade de imprensa – mitos e realidade

4 01 2010

Transcrevo abaixo um artigo rápido do Beto Almeida sobre este tão delicado tema que é a ‘Liberdade de Imprensa’. A reflexão é oportuna, porque o fato em torno do qual ele comenta aconteceu na ‘civilizada’ Inglaterra e não na ‘ignóbil’ Bolívia e nem na ‘selvagem’ Venezuela. Como o próprio Beto diz: imagina se no Brasil (leia-se Governo Lula e PT) fosse aplicado o mesmo tipo de ‘corretivo’. Aqui, marido de funcionária do Serra é comentarista da TV Globo; aqui, filho de dono de empresa de comunicação contratada pelo Serra é articulista de revista semanal; aqui, um casal desqualificado e sem cérebro que apresenta um jornal de muita audiência na TV se julgam capazes de emitir juízos de valor… Vale a pena ler:

Demissão de radialista revela limite real da liberdade de imprensa na Inglaterra

Beto Almeida *

Críticas à rainha que em discurso lamentava unilateralmente pelos soldados britânicos mortos, portanto, reafirmando a criminosa e ilegal ocupação militar britânica no Afeganistão, resultaram na demissão do radialista inglês e na revelação sobre como funciona a tão elogiada liberdade de imprensa naquele país imperialista.
Aqui Lula é chamado de analfabeto, cachaceiro, ignorante, rude, ladrão, preguiçoso e ao que se saiba ninguém foi demitido por isto.O Boris Casoy e o Jabor continuam exercendo seu livre direito de ofender e de insultar… Na Venezuela os jornalistas chamam o Chávez de negro-doido, índio-ignorante, psicopata, assassino, fascista, nazista, e nenhum destes jornalistas está preso, ao contrário, continuam em seus postos de trabalho, não são processados. Chega-se ao cúmulo dos meios de comunicação privados divulgarem propostas de assassinato do presidente da república legitimamente eleito.  Na Bolívia, chamam o Evo de índio-rude, narco-presidente, ignorante, ladrão etc,  e lá estão estes jornalistas nos mesmos postos de trabalho, com sua plena liberdade de ofender, caluniar, defender o golpe de estado etc
Mas, a rainha –  preguiçosa por nunca haver trabalhado na vida: parasitária ou predadora?  –  quando finge  lamentar a morte de jovens ingleses que o império britânico manda para matar civis afegãos, tem seu discurso legitimamente criticado, mas é o radialista que perde o emprego no altar da liberdade de imprensa da democracia inglesa????
E as crianças, mulheres e civis mortos aos milhares pelos  bombardeios das tropas de ocupação anglo-saxônica no Afeganistão???
Assim se entende melhor o que é liberdade de imprensa no que chamam de primeiro mundo: para o caso da rainha(abaixo) aplica-se o mesmo critério de “liberdade de imprensa” em que os meios de comunicação ingleses foram defensores editoriais da bárbara execução do brasileiro Jean Charles, pela política inglesa numa estação de metrô de Londres.
A policial que comandou esta execução de um inocente acaba de ser promovida e condecorada.
A liberdade de imprensa na Inglaterra termina no limite impostos pelos interesses estratégicos do Império, que não podem ser criticados.
* Beto Almeida é jornalista
30/12/2009 11:07:50
Discurso chato da rainha Elizabeth faz apresentador perder emprego
Por Redação, com BBC

Rainha falou sobre soldados mortos no Afeganistão em seu discurso

Um apresentador de uma rádio de Birmingham, no centro da Grã-Bretanha, foi demitido depois de interromper a transmissão de um discurso da rainha Elizabeth 2ª no Natal, dizendo que ele estava chato.

O apresentador e comediante Tom Binns interrompeu a transmissão do discurso na rádio BRMB, que havia entrado no ar por engano no lugar do noticiário, dizendo: – Duas palavras: – Cha-To –, afirmou.
Em seguida ele comentou que a família real é considerada boa para o turismo, mas que a França degolou sua família real e continua recebendo turistas.
Binns colocou então no ar a música Last Christmas, do grupo Wham!, liderado por George Michael, dizendo que passava “de uma rainha para a outra” (a palavra queen, rainha em inglês, é também usada como gíria para homossexual).
A companhia Orion Media, proprietária da rádio, disse ter recebido “um pequeno número” de reclamações de ouvintes, mas confirmou ter suspendido o contrato com Binns.
Soldados mortos
A rainha usou seu tradicional discurso de Natal deste ano para expressar a sua tristeza pelo número recorde de soldados britânicos mortos no Afeganistão neste ano desde a invasão de 2001.
Binns disse não ter escutado o conteúdo do discurso e que resolveu fazer piada porque ele não deveria ter entrado no ar.
– Ninguém teria sintonizado na estação para ouvir o discurso da rainha, então eu tentei lidar com isso de uma maneira engraçada. Afinal de contas, eles empregam comediantes para fazer piadas –, afirmou ele a um site local.
Ele criticou a decisão da rádio de demiti-lo como uma reação de “reflexo instantâneo”, por temor em relação às agências reguladoras de mídia.
– Estamos chegando a um ponto em que os comediantes não podem falar mais nada que possa possivelmente ofender qualquer um –, disse.
O diretor de programação e marketing da Orion Media, David Lloyd, afirmou que o apresentador fez “comentários inapropriados” sobre o discurso da rainha.
– Não concordamos com o que ele disse de forma nenhuma, tenha ele falado de brincadeira ou não –, disse.
Segundo ele, a estação está contactando os ouvintes que fizeram as reclamações sobre os comentários de Binns para pedir desculpas pessoalmente. A rádio também levou ao ar um pedido público de desculpas.

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