DF, um cemitério de obras

12 01 2010

Além do deplorável espetáculo escatológico e verborrágico ao qual nós brasilienses estamos sendo submetidos pelo mais cínico e desavergonhado ente político da história política nacional, agora temos de conviver com o estorvo de dois ‘esqueletos’ onipresentes: os próprios ex e atual-ainda governador e vice, e a infinidade de obras paralisadas. Ao contrário do que vociferava o cadáver e repercutia a imprensa quando alardeava sem fundamento que ‘nenhuma obra será paralisada’, hoje percebe-se que só há forças para mandar servidores em função comissionada para a porta da Câmara Legislativa – despudoradamente transformada em pouco mais do que um guichê onde barnabés de terceira linha se prestam ao degradante trabalho (já muito bem pago) de atuar como serviçais em defesa daquilo que fazem parte.
É aterrorizador perceber o quanto se enraizou na estrutura de poder do DF a corrupção e o modo fisiológico e clientelista de fazer política que a dupla Roriz e Arruda transformou em cultura administrattiva, onde nada anda e nem funciona a não ser na base da propina, no tráfico de influência e na bandalheira. Certa feita, em um comentário na capa do PASSE LIVRE (https://passelivreonline.wordpress.com/2009/12/15/passe-livre-edicao-399/) foi feita a interpelação (antes do episódio do Durval) questionando: qual o pior? Lá está: “a realidade mostra que não há entre os dois ‘diferenças’”. O que veio ocorrendo depois serviu apenas para confirmar a vergonhosa escalada da corrupção a partir de janeiro de 1999, quando o GDF passou a ser apenas um balcão de negócios, com obras e mais obras por todos os cantos, numa intervenção que não leva em conta como fator prioritário a qualidade de vida dos moradores.
É dentro deste quadro, no qual o vírus da corrupção se entranhou, em maior ou menor escala, no tecido de todos os organismos da sociedade – Câmara Legislativa, Tribunal de Contas, grandes parcelas do Judiciário, Sindicatos, Associações Comunitárias, Condomínios, Imprensa e mesmo nos prosaicos chás beneficentes de madames do Lago Sul – que a sociedade precisa reencontrar a esperança. Fosse Arruda um homem com espírito público, pediria afastamento do cargo, se recolheria oa bucolismo do haras e de lá só sairia para prestar contas com a Justiça e, se ela fosse correta, amargar alguns anos de cadeia. Mas prefere, em lugar desta postura de dignidade e vergonha, continuar agredindo os moradores do DF com seu cinismo, hipocrisia e cara de pau – diante de um cenário devastado, onde o DF hoje tem cara de um cemitério de obras paradas e lama…


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