Atenção: a direita ainda não ganhou no Chile!

14 01 2010

Em face do silêncio da mídia em relação ao pleito que acontece domingo (dia 17) no Chile, subitamente a mídia nacional deixou de revelar os dados de pesquisas – logo a mídia nacional que ao final do 1º turno lá fez questãod e mostrar a diferença de quase 20 pontos em favor do ‘seu’ candidato lá. Por que? Simples: o candidato dela (direita) ‘lá’, ligado ao ditador Pinochet – empresário e bilionário Sebastián Piñera – está em queda nas pesquisas. Levantamento de ontem, dia 13, ainda aponta sua ‘vitória’, mas a diferença caiu muito nos últimos dias. Hoje em torno de 2%.

Enquanto isso, a campanha do ex-presidente Frei recebeu o reforço, também no dia 13 e sem impacto ainda nas pesquisas: o independente Marco Enriquez-Ominami Gumucio, anunciou oficialmente que está com o ex-presidente da República. O apoio de Ominami marca nova etapa na campanha, uma vez que durante o primeiro turno – em que obteve 14% dos votos – foi um dos críticos mais duros a Frei.

Ou seja: pelo jeito, não vai ser desta vez ainda que os Bóris Casoy da vida vão poder soltar toda frustração acumulada e vociferar doentiamente a frase com que mais sonham: A América Latina está na direita.

Leia abaixo a matéria divulgada hoje pela EBC. Alfredo Bessow

Disputa pela Presidência no Chile será apertada e pode ter surpresas

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A três dias das eleições no Chile, uma pesquisa sobre intenções de voto publicada no jornal La Tercera mostra que a disputa entre os dois candidatos será apertada até o último momento. O empresário e candidato da direita, Sebastián Piñeira (Alianza) leva ligeira vantagem em relação ao governista e esquerdista Eduardo Frei Ruiz (Concertación). Pelos dados, Piñeira obteria 50,9% e Frei 49,1%.

Ontem (13), porém, Frei ganhou um apoio de peso nesta reta final. O candidato derrotado no primeiro turno, o independente Marco Enriquez-Ominami Gumucio, anunciou oficialmente que está com o ex-presidente da República. Ominami atrai o eleitorado insatisfeito com as propostas tradicionais e favorável às ideias de avanços sociais, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O apoio de Ominami marca nova etapa na campanha, uma vez que durante o primeiro turno – em que obteve 14% dos votos – foi um dos críticos mais duros a Frei. Por causa da indicação do ex-presidente pela Concertación, Ominami e o pai, o senador Carlos Ominami, abandonaram a coligação e tornaram-se independentes. A decisão levou à derrota de ambos em dezembro.

Ominami disse que seu apoio a Frei se deve ao fato de haver um “abismo irreconciliável” com a direita, enquanto com parte da Concertación o relacionamento é bom. De acordo com ele, o motivo da decisão foi o fato de o governo da presidente Michelle Bachelet – que apoia Frei – estimular a tramitação no Congresso de projetos que julga fundamentais, como o voto voluntário, o reconhecimento constitucional das águas como bem nacional de uso público e o fortalecimento da educação pública.

No próximo domingo (17), cerca de 9 milhões de eleitores irão às urnas nas nove regiões políticas do Chile. A previsão dos organizadores é de que os resultados sejam conhecidos no começo da noite, como ocorreu no primeiro turno em dezembro. Para obter a vitória no primeiro turno, o candidato deve conseguir mais de 50% dos votos.

Ex-presidente do Chile (1994-2000), Frei tenta conquistar os votos dos eleitores e intensifica a campanha em grandes cidades como Talca, Valparaizo e Santiago. Da mesma forma age Piñeira, um dos homens mais ricos do Chile, dono da empresa aérea Lan Chile, da rede de televisão Chile Visión e do time de futebol Colo Colo. Oficialmente, a campanha deles deve ser encerrada hoje (14).





Gabeira e Marina do PV – senilidade ou oportunismo?

14 01 2010

A confirmação de que haverá um ‘campo’ verde (deve ser verde da cor das cédulas norte-americanas) no apoio a Serra só pode surpreender àqueles que, idealistas, ainda pensam que há muitos outros por aí. O Partido Verde brasileiro é exemplo patético de como uma boa idéia lá de fora, transposta para cá, virá apenas mais uma grande picaretagem.

É preciso entender, por exemplo, que o partido é uma colcha d eretalhos de interesses e ambições. Podiam, por respeito aos verdes de outras partes do mundo, trocar a sigla por PEE – Partido dos Egos Excitados. Mas atmbém aí é necessário lamentar que o PT tenha mantido o mandato de Marina Silva, usando os recursos, as passagnes aéreas e a visibilidade na mídia para fustigar o projeto político que está mudando o Brasil para muito melhor a partir de 2003.

O comando do PT parece que nãos e emenda. Gosta de sangrar em público. Adora o espetáculo deprimente de ver senador seu desfilando de sunguinha vermelha para agradar apresentadora de programa de TV. Esta predisposição para aceitar ser achincalhado parece que entorpece o Partido, gerando uma sensação de que nada e ninguém pode ser criticado.

Vejam o que aocnteceu com a ex-senadora Heloísa Helena. Destituída dos holofotes que a mídia de Brasília oportunisticamente lhe acendia, hoje é uma decrépita e decadente liderança de bairro, destilando suas baixarias contra vereadoras. Mas a mídia é esperta e pescou outra deslumbrada, advinda da pobreza e mantendo a pobreza mental como referência e o deslumbramento pelo espetáculo como ‘linha política’. Saiu Heloísa Helena – aquela mesma que votou pela absolvição do Luis Estevão – e tentaram colocar os holofotes sobre a Kátia Abreu, mas logo descobriram que ali estava uma montanha de corrupção em ebulição e tratam de usá-la apenas esporadicamente. Mas quema nda pelos corredores do senado, sabe bem que Marina Silva sempre foi mestre em passar ‘em off’ notícias contra o governo (quando ainda estava no PT) para jornalistas, pedindo que eles fossem confirmar a veracidade não com senadores da base do PT, mas sim com senadores da oposição.

Mas esta não é uma ação apenas da Marina. Tem outros senadores petistas que adoram fazer isto. Atuam como lavadeiras de beira de rio que, entre cochichos, trazem segredos de alcova para inseri-los na realidade.

E o que se ve nos noticiários é a verdadeira aflição dos ‘verdes’ em fechar logo a aliança com Serra. A candidatura de Marina para vice de Serra está sendo costurada.  A própria Marina já concordou com a hipótese e só mantém sua candidatura para ‘presidente’ enquanto alguns ajustes regionais vãos endo consolidados e dentro da estratégia de Serra de, com os dois, ter mais espaço para de um aldo ficar como ‘estadista’ e a Marina para bater no Lula/PT e Dilma.

Por trás de tudo isto, muito dinheiro rolando…