As razões do ‘fica PO’

19 02 2010

A decisão de PO em permanecer governador do DF, ao menos até segunda-feira, na avaliação cética de alguns, tem muito a ver com o medo de duas das figuras que atuaram de modo decisivo e persuasivo: Deputados Fraga e Eliana Pedrosa. Fraga porque a ele convém manter-se dentro da máquina do governo, com muitas indicações e interesses – cuidando da área de transportes, onde nada funciona para o usuário, mas isto não chega a lhe tirar o sono. No caso da deputada Pedrosa, o caso é ainda mais econômico: com tendência reiterada a incontinências verbais, o presidente da Câmara Legislativa do DF, Wilson Lima, conhecido pelo ilustrativo apelido de Ursinho, e a quem caberia comandar o GDF em caso de renúncia de PO, andara conversando alto demais e revelando pensamentos sinistros em relação aos contratos que as empresas de Pedrosa mantêm com o GDF – além de uma nunca justificada administração dos cemitérios no DF.

A razão do ódio que Ursinho nutre por Pedrosa tem a ver com a recente eleição na Câmara Legislativa. Com um projeto que une de modo perigoso ambição e falta de escrúpulos, Pedrosa tentou ensaiar uma candidatura para derrotar Ursinho, o preferido de Arruda. Abatida na sua pretensão, Pedrosa procurou inclusive aliar-se a Roriz desde já, mas a prisão de Arruda e a possibilidade de seu desafeto assumir o GDF e colocar em risco seus contratos, a nomeação de centenas de indicados na estrutura do GDF e outros negócios, fez com que ela se torna-se defensora radical da permanência de PO.

Mas a própria personalidade indefinida de PO serviu a contento para que ele fosse manobrado e manipulado. De um lado, trata-se de mero alpinista social que sempre fez todo o possível e impossível para galgar espaço e poder, de outro, alguém extremamente vaidoso, que se alimenta mais da imagem do que de algum eventual conteúdo ético. A sustentar esta geléia humana, uma incapacidade de tomar decisões e manter-se fiel a elas.

O sonho secreto de PO, neste momento, é que Arruda continue preso e assim ele possa comandar os festejos dos 50 anos da cidade que o avô da esposa inaugurou – porque pelo que se sabe, JK nada construiu e o máximo que fez foi afundar as finanças do Brasil com o Projeto Brasília, além de enriquecer muita gente.





PO ludibriou blogueiros

18 02 2010

Uma das mais deploráveis práticas do jornalismo chama-se adivinhologia – ciência preferida dos blogueiros que preferem colocar no ar aquilo que alguém ‘assoprou’ nos seus ouvidos. Com muito pouco de jornalismo, os blogueiros buscam uma instantaneidade que não lhes permite colocar em dúvida as veraddes que lhes são passadas. Julgam-se sempre detentores de alguma fonte secreta.

O episódio de PO – onde 9 em cada 10 blogueiros diziam de fonte segura que até a carta de renúncia já estava na Câmara – mostra claramente como é fácil manipular estes pseudo-jornalistas que atuam mais como porta-vozes de interesses do que comprometidos com a informação.

Aqui no DF, por sinal, quase todo blogueiro é empregado de algum partido político – sendo que muitos deles trabalham descaradamente como prota-vozes. A volúpia em informar fez com que os distintos e distintas coleguinhas e as edições online de TODOS os jornais tivessem uma sucessão de ‘barrigas’ (para quem não sabe: mentira).

No mínimo os blogueiros devem, por dever de ofício, pedir desculpas por colocarem o compromisso com a informação num plano inferior…





O pé frio de Arruda e PO

17 02 2010

Flagrados com a mão na cumbuca criada, lubrificada e alimentada desde o governo Roriz, em 1999, Arruda e PO realmente vivem um tempo estranho e de muitos desafios. Um busca sair da prisão e outro luta de todas as formas para não ser caçado e não ter o mesmo e merecido destino.

Para os brasilienses, ver o governador na cadeia deixou de ser motivo de vergonha e perplexidade e já se insere no contexto de vitória da dignidade e da cidadania. Mas ainda falta Roriz, PO, os Distritais, os Federais e os diretórios dos partidos – todos eles comensais do banquete podre da corrupção.

Outra constatação: Aruda enfim conseguiu uma exposição nacional e se fez presente em todas as capas de revistas nacionais dos últimos dias. Enfim, a vaidade doentia foi contemplada.

Para alegria de muitos, a Beija Flor dos R$ 3 milhões de patrocínio e anunciados 30% de devolução acabou quebrando a cara no carnaval carioca…





PO é uma gracinha só…

16 02 2010

O vice-governador do DF é uma das figuras típicas de Brasília: soube, como poucos, usar de amizades e relações de consanguinidade, para do anda construir um pequeno império – todo ele de areia, sem base e nem sustentação. Fez carreira sempre valendo-se do submundo dos favores e das trocas, gastando fortunas para se eleger e ir alargando a sua área de influência – conta-se que, a despeito de ser católico fervoroso e devoto de uma série sem fim de santos, é também sócio de uma igreja denominada Sara Nossa Terra (em companhia de Leonardo Prudente e do Bispo Rodovalho, o primeiro aquele distrital que coloca dinheiro na meia o segundo um federal que sua da fé para se eleger e enriquecer).

Figura típica da cena de Brasília, PO faz parte de uma geração de ‘brasilienses’ que descobriram como ficar rico sem ter dinheiro. É da turma de Collor e Luiz Estevão, sendo inclsuive um dos avalistas de uma das mais grotescas farsas chamada “Operação Uruguai”.

Soube-se agora, por conta da Folha de São Paulo, que as empresas de comunicação de PO – rádios e TV (estranhamente ainda não chegaram aos jornais que ele controla) receberam a bagatela de R$ 10,4 milhões (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1602201002.htm).

Tudo muito natural, quando a gente observa que outro político radialista – também encrencado com a Justiça como o Vigão – é dono da Rádio Atividade e também recebeu muitos milhões na forma de patrocínio. A Folha poderia ter aprofundado a análise, pegando, por exemplo, os repasses da Câmara Legislativa do DF para as emissoras de PO – e o bolo seria imensamente maior.

PO, por sinal, é destas excentricidades que só revelam o quanto a esperteza conta mais para o enriquecimento pessoal do que o trabalho. Durante muitos anos, seus empreendimentos imobiliários foram prefenrencialmente financiados pelo Funcef – que hoje, inclusive, cobra milhões de ressarcimento por pagamentos inadequados e acima dos valores pactuados em contrato. Se houver uma dissecação cuidadosa neste emaranhado, a fortuna de PO terá o mesmo destino dos prédios de Sérgio Naya (que foi seu sócio): viram apenas pó e uma estranha sensação de alívio por enfim estar sendo restaurada e restituída a verdade.





Marchinha de carnaval

15 02 2010

Vale a pena conferir esta marchinha:





Debate sobre eleições no DF

15 02 2010

Recebo do Avel de Alencar, com autorização de publicação e veiculação, uma interessante troca de mensagens sobre o PT e o atual momento político que o DF vive. Alfredo Bessow

Alfredo para seu conhecimento. Leia a última msg que deu origem a esta.
Um abraço,
Avel de Alencar
Diretor Presidente EFTI
Diretor Jurídico SINDPD-DF

—– Original Message —–

Sent: Tuesday, February 02, 2010 1:27 PM

Subject: Re: eleições no DF
É Benildes você não está sendo diferente de ninguém. Quando se levanta uma questão que desagrada os capas se desqualifica o debate e quem o propoe. É uma pena, de desqualificação em desqualificação o PT vai se transformando num partido igual aos outros. e devolvendo sua provocação: Como posso ser porta voz de alguém se o debate não existe?? E quanto as suas ilações parece carapuça vestida, se você está desfiando toda esta argumentação e porque alguma coisa está pertubando as mentes, afinal os pré-candidatos citados até agora nos jornais são todos vinculados aos esquemas de corrupção do GDF. Se o Agnelo, de quem gosto muito, foi citado, com certeza é uma forma de desqualificá-lo como aconteceu com Magela. Portanto sua explanação é infeliz e desnecessária, demonstra a necessidade cabal de se discutir o assunto a luz dos acontecimentos, afinal não existe até o momento a oficialização de candidaturas e posições podem ser revistas ou não, só acredito que a participação da militância dará maior respaldo a quem quer que seja o candidato, afinal você mesma questionou várias vezes a forma de discussão excludente.
Avel de Alencar
Diretor Presidente EFTI
Diretor Jurídico SINDPD-DF
—– Original Message —–
From: Benildes

Sent: Tuesday, February 02, 2010 1:05 PM

Subject: Re: eleições no DF
Não sou ingênua. Sou partidária. Eu não defendo nome de ninguém, defendo o nome que representa a construção do projeto político defendido pelo meu partido. Portanto, não defendo Agnelo e nem Magela. Defendo o nome escolhido pelo PT. Pelo que me consta, a partir da desistência do Magela, ficou o Agnelo e nesse caso, não há necessidade de prévia.
Em nenhum momento insinuei que você era porta voz oficial, mas aceitando a provocação, me diga, quando você reindroduz a questão de Prévia você está sendo porta voz de alguém?
Esse “envolvimento” de pré candidato que você diz é linha de argumento para tirar o Agnelo da disputa, porque ele enviou um comunicado dizendo que o Durval o convidou p/ ver as fitas do mensalão do DEM? Onde que isso prova que ele está envolvido com a corrupção? Ele recebeu propina? Se a estratégia é essa para trazer de volta o nome do Magela para disputar prévia no PT, é lamentável.  Disputa política não se faz tentando destruir ou desconstruir candidaturas de companheiros.
Se a linha de raciocino for essa, o PT-DF não terá candidato ao Buriti, afinal quem não se lembra que Magela também teve o nome envolvido (INJUSTAMENTE) no escândalo que, por sinal, também tinha o mesmo do escândalo local. Esse tipo de injustiça não se pode cometer com outros companheiros.
Ressalvo: Não defendo nomes. Defendo PT. O candidato que o PT apresentar será o meu candidato.
Benildes
—– Original Message —–
Sent: Tuesday, February 02, 2010 12:23 PM
Subject: Re: eleições no DF
Você esta agindo como porta voz oficial ou é ingenuidade mesmo?? Com as situações criadas pelo escândalo do DEM/PSDB e com as publicações na imprensa envolvendo vários pré candidatos,  acho importante que esta discussão seja reaberta para maior respaldo das decisões.
Avel de Alencar
Diretor Jurídico SINDPD-DF
—– Original Message —–
Sent: Tuesday, February 02, 2010 10:46 AM
Subject: eleições no DF
Prezados Companheiros, a algum tempo, tenho me mantido afastado da militância partidária e me excluido de participar dos eventos envolvendo o PT e a corrente majoritária. Entretanto, como todo animal político, não posso deixar de opinar sobre as coisas que estão me incomodando no PT. A forma de discussão ou a não forma de discussão sobre as candidaturas majoritárias é uma delas.

A meses se discute quem será o candidato a governador e a senador pelo PT. Fizeram conchavos de cúpula, deciram não decidir, distribuiram as vagas, declararam acordos em público e tudo isto sem a paticipação da militância, como se os filiados do partido, suas lideranças locais, seus militantes sindicais fossem meros homologadores de uma minoria de “capas pretas”. Agora, com os escândalos que estão envolvendo do DEM ao PMDB parece-me que tudo está sendo rediscutido, pior mantendo-se os vícios da primeira fase,  as conversas estão correndo por debaixo do pano deixando mais uma vez como  desimportante a democracia interna do PT.

Com a eleição do companheiro Roberto Policarpo para presidentre do PT/DF talvez seja a chance de voltarmos a ter debates internos no partido. Policarpo é uma pessoa centrada e não possui os vícios e os rancores de antigos dirigentes. Acredito que talvez possamos fazer esta discussão de forma mais ampla com a participação de todos e esta forma de discussão coletiva está prevista no estatuto do partido que é a PRÉVIA para definição das candidaturas. Este método unifica o partido e compromissa os militantes com os candidatos escolhidos. O Companheiro Lula disse que a militância fará a diferença em 2010. Pode ser, se formos ouvidos.

Avel de Alencar
Diretor Jurídico SINDPD-DF





Sigmaringa pelo PT?

14 02 2010

O presidente Lula nunca escondeu de ninguém a opção preferencial pelo nome de Agnelo Queiroz que, no entanto, alvejado pelas picuinhas do fogo interno alimentado por Magela, pode abrir espaço para um chamado ‘Plano B’: o ex-deputado federal Sigmaringa Seixas. Oriundo do Psdb, onde foi fundador, Sigmaringa poderia ser o nome de consenso do Partido, sem o risco de conturbação ou perturbação decorrente de alguma denúncia ou da disseminação de supostas irregularidades. Para quem não sabe, o atual presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, foi inclusive coordenador geral da campanha de Sigmaringa Seixas à Camara dos Deputados em 2006 quando conseguiu 41.722 votos – numa campanha marcada e pautada pela apresentação de projetos e propostas de interesse de todo o DF.

Sig, como é conhecido, tem a seu favor ainda a ‘trafegabilidade’ de seu nome junto a outros partidos e ser amigo pessoal do presidente Lula.