PO é uma gracinha só…

16 02 2010

O vice-governador do DF é uma das figuras típicas de Brasília: soube, como poucos, usar de amizades e relações de consanguinidade, para do anda construir um pequeno império – todo ele de areia, sem base e nem sustentação. Fez carreira sempre valendo-se do submundo dos favores e das trocas, gastando fortunas para se eleger e ir alargando a sua área de influência – conta-se que, a despeito de ser católico fervoroso e devoto de uma série sem fim de santos, é também sócio de uma igreja denominada Sara Nossa Terra (em companhia de Leonardo Prudente e do Bispo Rodovalho, o primeiro aquele distrital que coloca dinheiro na meia o segundo um federal que sua da fé para se eleger e enriquecer).

Figura típica da cena de Brasília, PO faz parte de uma geração de ‘brasilienses’ que descobriram como ficar rico sem ter dinheiro. É da turma de Collor e Luiz Estevão, sendo inclsuive um dos avalistas de uma das mais grotescas farsas chamada “Operação Uruguai”.

Soube-se agora, por conta da Folha de São Paulo, que as empresas de comunicação de PO – rádios e TV (estranhamente ainda não chegaram aos jornais que ele controla) receberam a bagatela de R$ 10,4 milhões (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1602201002.htm).

Tudo muito natural, quando a gente observa que outro político radialista – também encrencado com a Justiça como o Vigão – é dono da Rádio Atividade e também recebeu muitos milhões na forma de patrocínio. A Folha poderia ter aprofundado a análise, pegando, por exemplo, os repasses da Câmara Legislativa do DF para as emissoras de PO – e o bolo seria imensamente maior.

PO, por sinal, é destas excentricidades que só revelam o quanto a esperteza conta mais para o enriquecimento pessoal do que o trabalho. Durante muitos anos, seus empreendimentos imobiliários foram prefenrencialmente financiados pelo Funcef – que hoje, inclusive, cobra milhões de ressarcimento por pagamentos inadequados e acima dos valores pactuados em contrato. Se houver uma dissecação cuidadosa neste emaranhado, a fortuna de PO terá o mesmo destino dos prédios de Sérgio Naya (que foi seu sócio): viram apenas pó e uma estranha sensação de alívio por enfim estar sendo restaurada e restituída a verdade.

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