O triste fim de Augusto Carvalho

31 05 2010

Acostumado a atuar e negociar nos bastidores longe dos holofotes, aos quais recorria apenas para mostrar um discurso ético e puro, Augusto Carvalho vê ruir a cada dia a imagem que meticulosamente tratou de criar. Exemplo da imensa distância entre o real e o fictício se deu em sua desastrada passagem pela Secretaria de Saúde do GDF onde tratou de contribuir para a destruição do já frágil sistema de saúde pública do DF. Inclusive passando o Hospital de Santa Maria, construído com recursos públicos, para uma ONG que já havia sido escorraçada da Bahia por não prestar serviços de qualidade.

A mais recente descoberta das digitais de Augusto aponta para sua tentativa de interceder no processo de escolha do novo presidente do BRB. Ao constatar a impossibilidade de garantir um lugar de destaque ao seu protegido Ayres Hypólito – que tinha sido diretor do BRB e presidente do Cartão BRB no Governo Arruda – ele resolveu atacar as escolhas de André Clemente (Secretário de Fazenda do GDF na gestão Rosso). Seu périplo começou ao sondar Nilban de Melo Júnior, futuro presidente do BRB, acerca da possibilidade de colocar Ayres no lugar de Alair Vargas. Não conseguiu.

Toda sua ira estava centrada contra a indicação de Alair Vargas, pelo desejo de ocupar espaço na nova diretoria do BRB. Ao não ter nada para provar contra ele, resolveu desqualificá-lo tanto junto a Nilban como junto ao governador Rosso com o epiteto de que se tratava de um petista. Ou como disse um colunista pró-Roriz: petista de carteirinha.

Desesperado, Augusto Carvalho, que é funcionário do BB, buscou a mídia para disseminar informações insidiosas – entre as quais, a informação mentirosa de que o convite para que Alair assumisse a DTVM-Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários tinha sido negociado por Érika Kokay. Além de demonstrar todo seu desespero, a ação de Augusto Carvalho ajuda a desvendar um pouco mais do perfil deste político que se esmerou em atuar na calada da noite. Sempre tentando não ser visto e nem notado. A máscara continua caindo…

Uma dos pontos positivos, inclusive, é o fato de haver um reconhecimento à capacidade de trabalho dos servidores do BRB, com a indicação de muitos deles, de carreira, para as diretorias – o que significa uma efetiva valorização do quadro funcional.

O que Augusto ainda não percebeu é que seu tempo e seu modo de fazer política acabaram – hoje, não há mais espaço para a hipocrisia.





DF: Polarização mantida

31 05 2010

Pesquisa veiculada pelo Jornal de Brasília na edição desta segunda-feira, dia 31 de maio, mostra que a eleição no DF continua polarizada entre Roriz e Agnelo.

Pesquisa mostra o crescimento de candidatos alternativos no DF

A mais nova rodada de pesquisas do Exata Opinião Pública, registrada no TRE-DF sob o número 13.663/2010, mostra uma estagnação dos votos dos dois líderes na corrida ao Buriti. Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT) mantiveram a faixa de votação no primeiro turno, apurada na pesquisa realizada em abril, e seguem tecnicamente empatados num possível segundo turno. A novidade da coleta de dados foi o crescimento de outras candidaturas ao GDF, especialmente as de Alberto Fraga (DEM) e de Gim Argello (PTB).

Desta vez, o Exata simulou três cenários para a pesquisa estimulada a governador do DF. No primeiro, Roriz lidera com 35,1%, à frente de Agnelo, que tem 25,7% de intenções de voto. Em terceiro aparece Alberto Fraga (DEM), com 10,4%, crescimento de quase quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Toninho do Psol tem 2,9%. Há  13,4% de eleitores indecisos e 12,5% pretendem anular o voto. 

O segundo cenário  trocou de Fraga pelo deputado federal  Tadeu Filippelli (PMDB). Neste caso, Roriz sobe para 36,8% e Agnelo mantém os 25,7%, Filippelli ficou com 6% e Toninho do Psol caiu para 2,6%. Indecisos somam 16,8% e nulos são 12,1% dos entrevistados. O terceiro cenário colocou  o senador Gim Argello (PTB) como candidato. Roriz e Agnelo mantiveram os 36,8% e 25,7%. Gim alcançou 6,2% e Toninho do Psol manteve os 2,6%. Indecisos ficaram em 16,8% e nulos, 11,9%.

O Exata também realizou, pela primeira vez, uma pesquisa espontânea para governador. Nela., há 59,4% de eleitores indecisos. Entre os 40,1% que declararam voto, Roriz lidera, com 18,1% de citações,  e Agnelo vem em segundo, com 9,4%. Na sequência, Cristovam Buarque (PDT)  e o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) obtiveram 2,5%. O governador Rogério Rosso (PMDB), com 1,9% e o deputado José Antônio Reguffe (PDT), com 1,5%, foram outros citados por mais de 1% dos entrevistados.





Ninguém quer ser vice do Serra

31 05 2010

Em queda nas pesquisas, se esmerando cada vez mais em falar besteira e sem conseguir convencer ninguém a ser vice, Serra vai colhendo frutos de tudo aquilo que plantou. Adepto do jogo pesado e sujo – que o diga Roseana Sarney, que resolveu atravessar o seu caminho em 2002 – Serra hoje só consegue atrair como aliados figuras como Bob Jefferson, Paulo Maluf, Yeda Cruzius, Itamar ‘cachaça’ Franco, Roberto ‘boquinha’ Freire, César Maia e Orestes Quércia. Convenhamos: com um time de apoiadores assim, nada mais natural do que ir despencando nas pesquisas…

Em Brasília, três nomes ganham força para compor a chapa com Serra: Regina Duarte, Ana Maria Braga e Gilmar Mendes – este em atrito com o CNJ-Conselho Nacional de Justiça. Se nenhum deles aceitar, ele pode se socorrer de uma solução ‘caseira’: indicar Arnaldo Jabor, marido de sua assessora…





Senado – a briga no DF ainda não começou

31 05 2010

Os primeiros levantamentos acerca das intenções de voto para as duas vagas de Senador aqui pelo DF revelam a dianteira de Cristovam Buarque (Pdt) e a rápida alavancada em torno do nome de Rodrigo Rollemberg (Psb), em qualquer dos cenários pesquisados. Mas estes dados não podem ser usados nem para ufanismo e nem para desânimo em face do elevado número de indecisos – percentual acima dos 50%.

Somando 1º e 2º voto, Cristovam atinge o patamar de 47%, cabendo a Rodrigo Rollemberg 29,2. Na sequência, 17% optam por Abadia; 14,3% preferiram Gim – seguindo-se Fraga com 11% e Adelmir Santana com 7%.

Tanto Cristovam quanto Rollemberg levam vantagem pelo fato de estarem na mídia e já terem, os dois, colocado a campanha na rua – ao contrário de Abadia que ainda não sabe qual o rumo que a tucanaiada vai tomar aqui no DF. Dentro desta mesma premissa, Gim tem anunciado a disposição de concorrer – mas ainda não definiu a qual cargo – numa indefinição que em nada ajuda a consolidar o nome para a disputa.

Por outro lado, os números devem manter o folego de Fraga, que pretende concorrer ao Senado pelo Demo, na vaga que hoje está ocupada por Adelmir Santana – outro suplente que herdou o mandato.

Por falar em senado, espera-se que desta vez o eleitor observe com cuidado quem são os suplentes – lembrando que cadaSenador tem na sua sombra mais dois nomes.

A bem da verdade, nem mesmo Cristovam – o Senador-viajante – tem a eleição garantida, ainda mais que a sua rejeição entre os petistas continua alta e em alguns setores tem ares de ser definitiva.





Argentina: filhos adotivos e conivência

30 05 2010

Está nos portais: a Justiça Argentina – ah, como faz falta uma Justiça um pouco digna em nosso País! – determinou a coleta de material genético da dona do Jornal O Clarin. Por trás de uma notícia prosaica pode estar a ponta de um imenso iceberg que, uma vez confirmadas as suspeitas, pode jogar uma nova luz sobre as promíscuas relações dos donos dos meios de comunicação com os regimes ditatoriais.
Mas isto não se deu apenas ‘lá’. Aqui no Brasil, hoje é sabido que a Folha de São Paulo emprestava veículos para os órgãos de repressão.
Mas, vamos transcrever as matérias – a primeira da Folha Online, a segunda é da agência EFE e a terceira da BBC-Brasil.

29/05/2010-16h25

Justiça argentina ordena operação policial na casa de diretora do “Clarín”

GUSTAVO HENNEMANN
DE BUENOS AIRES

A Justiça argentina determinou ontem que a polícia entrasse na casa da diretora do grupo de mídia “Clarín”, Ernestina Herrera de Noble, com o objetivo de obter material genético necessário para exames de DNA de seus filhos adotivos, Marcela e Felipe.

Os dois são protagonistas de uma ação judicial iniciada em 2001, na qual entidades de direitos humanos sustentam que ambos foram raptados pelo regime militar instaurado em 1976 e, depois, entregues ilegalmente a Ernestina.

Durante uma audiência, na manhã de ontem, Marcela e Felipe haviam se recusado a fornecer amostras de sangue para comparar com o BNDG (Banco Nacional de Dados Genéticos), que reúne o DNA de todas as famílias que procuram crianças raptadas durante a ditadura.

Pouco depois, a polícia foi até a casa de Ernestina, onde os dois estavam, e levou as roupas que vestiam naquele momento. Para um canal de TV que pertence ao grupo Clarín, os dois disseram que estão sendo expostos pela juíza e que tiveram a ‘paz roubada’.

Marcela e Felipe já haviam fornecido amostras de sangue em dezembro, mas só permitiram que o DNA fosse comparado com o de duas famílias que procuram filhos desaparecidos e não com o BNDG.

O conflito judicial em torno dos filhos adotivos de Ernestina são parte da guerra declarada travada entre o grupo Clarín e o governo da presidente Cristina Kirchner, que apoia as entidades de direitos humanos que investigam o desaparecimentos de bebês durante o regime militar.

SERÁ… que não há nada semelhante entre n´´os?

09/04/2010

17h27

Filhos de diretora do “Clarín” farão comparação com DNA de desaparecidos

da Efe, em Buenos Aires

Os dois filhos adotivos da diretora do jornal argentino “El Clarín”, Ernestina Herrera de Noble, deverão comparar seu DNA com uma base de dados genéticos de pessoas desaparecidas durante a ditadura militar, apontou hoje o máximo tribunal penal de apelações da Argentina.

A decisão da Câmara Nacional de Cassação Penal satisfaz as reivindicações de organismos humanitários que pediam que os DNAs de Marcela e Felipe Noble Herrera fossem comparados com os do Banco Nacional de Dados Genéticos de desaparecidos.

No entanto, se limita a rejeitar uma apelação dos filhos adotivos de Ernestina, “pela existência de um crime formal”, sem pronunciar-se sobre a questão de fundo da longa batalha judicial que cerca o assunto, informou o Centro de Informação Judicial.

A sentença apontou que a apelação foi rejeitada por ser “inválida”, já que “não incluía as assinaturas dos afetados pela decisão, Marcela e Felipe Noble, mas só as de seus advogados”.

Afirmou, ainda, que o tribunal ditou sua decisão “sem considerar” se os estudos genéticos de Marcela e Felipe Noble deveriam ser comparados somente com os das duas famílias que apresentaram queixas ou com todo o banco de dados genéticos das vítimas da ditadura.

Felipe e Marcela Noble, ambos de 33 anos, foram adotados em 1976 por Ernestina, viúva de Roberto Noble, fundador do “Clarín”.

Uma das famílias suspeita que Marcela pode ser, na realidade, filha de Bárbara Miranda e de Roberto Lanuscou, militantes da guerrilha dos Montoneiros, dados por mortos em um tiroteio com militares em setembro de 1976.

A outra parte pede que se esclareça se Felipe seria filho de María del Carmen Gualdero, sequestrada em junho de 1976, quando estava quase dando à luz, e que desapareceu depois de ter sido levada a um prisão clandestina em Buenos Aires.

MAS HÁ MATÉRIAS/REPORTAGENS ANTERIORES QUE AJUDAM A COMPREENDER MELHOR O QUE SE PASSA PELAS TERRAS DE MARADONA E GARDEL:

29/12/2009 –  19h12

Herdeiros do “Clarín” fazem exame de DNA para determinar pais biológicos

MARCIA CARMO
da BBC Brasil, em Buenos Aires

Os dois filhos adotivos da diretora e dona do jornal Clarín, Ernestina Herrera de Noble, realizaram nesta terça-feira exames de sangue para definir se são filhos ou não de desaparecidos políticos durante a ditadura militar argentina (1976-1983).

“Hoje é um dia muito importante porque o exame pode ser feito onde a Justiça determinou, no Corpo Médico Forense, que é ligado ao sistema Judicial do país”, disse o advogado Jorge Anzorreguy, que defende Marcela e Felipe, ambos com 33 anos.

Segundo seu representante, Marcela e Felipe se apresentaram “espontaneamente” à Justiça em 2003, depois de terem sido informados de que poderiam ser filhos de desaparecidos políticos.

Em 2004, um juiz de primeira instância determinou que o exame de DNA fosse realizado no Corpo Médico Forense, mas desde então surgiu uma disputa judicial sobre o local da extração de sangue.

*Disputa *

O grupo argentino de defesa dos direitos humanos Avós da Praça de Maio deseja que os exames de DNA sejam comparados com os de 22 famílias que buscam netos que poderiam ser Marcela e Felipe.

Já os irmãos requisitaram que a comparação seja feita apenas com duas famílias.
O advogado das Avós da Praça de Maio, Mariano Gaitán, afirmou à BBC Brasil que a medida seria “ilegal” porque “desrespeita” uma lei aprovada em novembro passado.

O advogado afirma que a nova lei determina que os exames devem ser feitos no Banco Nacional de DNA e comparados com “todas as 200 famílias” que buscam seus parentes “sequestrados”, e não “com famílias específicas”. Gaitán diz que estuda pedir à Justiça a anulação do exame.

A expectativa é de que o resultado saia em entre 15 e 45 dias.

Histórico

A entidade Avós da Praça de Maio localizou até hoje cem jovens que recuperaram suas identidades após exames de DNA e passaram a saber que são filhos de desaparecidos políticos.

Em muitos casos, eles nasceram no cativeiro da mãe e foram entregues, ainda bebês, com nomes trocados, pelos militares a outras famílias.

As Avós estimam que pelo menos outros 400 jovens, agora com mais de 30 anos, ainda estejam na mesma situação.

Em novembro, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei do governo da presidente Cristina Kirchner que autoriza a Justiça a determinar a recuperação compulsiva de amostras biológicas para determinar a identidade de supostos filhos de desaparecidos políticos.

A medida gerou polêmicas no país e levou a oposição a afirmar que o alvo eram os filhos adotivos de De Noble, em um momento de fortes diferenças do governo com a imprensa local, especialmente com o grupo Clarín.





Cegueira ou idiotia?

29 05 2010

Algumas questões pontuais da semana:
1 – Serra sofre de cegueira ou apenas está comprovando o seu elevado grau de idiotia?
Porque não tem cabimento e nem lógica os ataques que tem feito ao governo boliviano, até porque o Uribe, que é o queridinho dele, preside a Colômbia que é de onde vem a maior parte da cocaína consumida no Brasil.
2 – A indústria bélica americana manda na família Clinton que, pelo jeito, está mandando no Obama. Até parece a repetição da cena: os brancos sempre mandam mais.
Ou seja: a indústria bélica não pode aceitar a idéia de paz, por isso colocou o Irã no centro dos debates. O Paquistão tem bomba atômica e isso parece não preocupar os empresários da morte.
3 – A mídia já não consegue mais manipular tanto assim a informação.
Hoje existe toda uma reação contra a política de desinformação que os jornais e demais meios de comunicação – porta-vozes de uma elite atrasada e retrógrada – usam como prática cotidiana. Que o governo aprenda e no próximo mandato não libere mídia para estes veículos comprometidos em destruir o Brasil.
4 – E se a Dilma ganhar no 1º turno?
Será que Gilmar Mendes, o Collor primo do Mello e outras excelências de nenhum saber, aceitarão o resultado ou tentarão ganhar no tapetão?





Serra, o empulhador…

29 05 2010

Como será possível que alguém, de sã consciência, vá depositar o seu voto – que é instrumento de cidadadia, que é arma de mudança, numa figura assim cínica e deplorável como o Serra?