Greve/Sindjus – Ato em frente ao STF

28 05 2010

 Greve da Justiça no DF: Cerca de 3000 servidores realizam ato público em frente ao STF

Em um ato público realizado ontem, dia 27 de maio, em frente ao STF, cerca de 3000 servidores do Judiciário e do MPU mostraram toda a insatisfação da categoria com o atraso na aprovação dos projetos 6613/09 e 6697/09, que reestruturam as duas carreiras. Ao dar os informes sobre os últimos passos da negociação com o governo, o coordenador geral do Sindjus, Roberto Policarpo, disse ser necessário o fortalecimento da mobilização. “Só entramos em greve porque a negociação para a aprovação dos projetos na Câmara caminhava a passos de tartaruga. Ontem o governo deu sinais de que pode negociar, mas sabemos que para acelerar o processo de negociação devemos fortalecer a greve”, afirmou. Policarpo informou que havia se reunido na noite de quarta-feira (26/5) com o ministro do Planejamento Paulo Bernardo. A reunião foi marcada pela Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados e contou, também, com a participação de diretores da Fenajufe. Apesar de ter começado a reunião afirmando não ser possível implementar o PCCR neste ano, o ministro saiu do encontro dizendo que vai conversar com ao presidente do STF sobre o assunto. Paulo Bernardo informou, ainda, que recebeu orientação do presidente Lula para negociar. “O que temos de fazer neste momento é continuar a greve para que o STF se mexa”, afirmou Policarpo. Ele também deu informes sobre uma reunião que teve na tarde de ontem com a administração do STF. Durante o ato, os grevistas realizaram um apitaço embaixo do anexo do STF como forma de incentivar os servidores do STF a aderirem à mobilização. Como parte da estratégia de mobilização dos servidores será realizado na próxima terça-feira, 1º de julho, a realização de um ato público em frente ao Ministério do Planejamento.





A culpa da imprensa

28 05 2010

Já fiz futebol enquanto jornalista – quer na condição de repórter (rádio, TV e jornal) e em algumas oportunidades fui escalado para comentar jogos. Na verdade, gosto demais da conta de futebol – também por ter jogado durante muito tempo.

Enquanto jornalista da área esportiva, sempre me deixou chateado aquilo que considero um espaço demasiado que é dado, na imprensa em geral, ao futebol e aos jogadores – até porque os entes que ‘fazem’ o futebol pouco ou nada entendem nem mesmo daquilo que é a profissão deles. Para falar a verdade, nunca encontrei no meio futebolístico algum jogador que entendesse de esquemas táticos, de mecânica de jogo e variáveis. No geral delegam esta função ao ‘professor’ – alcunha generalizante com a qual os boleiros costumam tratar os treinadores.

E a mídia, ao incensar medíocres e dentro da necessidade de criar ídolos, acaba sendo cúmplice de um jogo sórdido de manipulação emocional do torcedor. Há uma grandiloquência irresponsável ao tipificar como craque ou colocar um título em algum jogador – até mesmo porque a maior parte deles pode até ter algum talento futebolístico, mas chegam sem nenhuma estrutura emocional ou percepção do mundo.

E a mídia trata de inflar o ego deles dentro de uma troca onde o que menos interessa é a racionalidade. Depois, quando o jogador se depara com os monstrengos que ele próprio foi criando ao longo da vida – por comportamento amador, por conduta desaconselhada para um atleta e outras práticas – a mesma imprensa que o bajulava de modo desenfreado, passa a atacá-lo.

Assim, acaba sendo leviana e irresponsável duas vezes. Mesmo com o imenso gosto pelo futebol, acabei deixando de lado o prazer de estar presente em alguma cobertura por conta desta banalização do papel do repórter que se acomodou ao não perguntar coisas espinhosas – ou corre o risco de ser chamado para a briga como aconteceu com um repórter no RS que inclusive foi chamado para a briga por um desqualificado como Fossati.

Diante de um episódio desta natureza, o que deveriam fazer os demais repórteres? No mínimo parar de fazer a cobertura do Inter, porque sem mídia e sem divulgação nenhum clube sobrevive. Até que o treinador entendesse que ele não tem o direito de afrontar quem está trabalhando.

Mas a imprensa tem uma incapacidade de fazer um análise de seus erros – e, ca entre nós, não se trata d eprivilégio de quem cobre futebol ou outro esporte…