Copa 2010 – a mediocridade continua

12 06 2010

Mais um dia que se vai. Três jogos, três espetáculos deprimentes.

O melhor lance do dia foi um passe do Maradona, de terno e sapato, levantando com extrema categoria uma bola na lateral ensejando uma cobrança de arremesso pelo time argentino. Foi um deleite e uma espécie de provocação, como quem diz: bando de malucos… a bola quer ser bem tratada…

Tirante Maradona, destaque para Messi, Roney (jogador inglês e que nem sei se é assim que se escreve) e para o goleiro Enyeama da Nigéria. Destaque mais negativo entre os negativos, o frango de Green, goleiro inglês (frango daqueles que o Clemer do Inter costumava engolir).

Vamos lá – domingo tem três jogos.

Argélia x Eslovência – vou torcer e muito pela Argélia.

Sérvia x Gana – tô com ganas de ficar só aproveitando o tempo para o churrasquinho de domingo. Quem sabe antecipá-lo. Resultado? Acho que vai dar Gana.

Alemanha x Austrália – vamos ver até que ponto a turma do chucrute se vira sem a presença do Ballack, talvez o único jogador um pouco acima da média geral da mediocridade que tomou conta do futebol alemão.

Será?

Uma questão preliminar: não haverá relação direta entre a ruindade das seleções com a falta de jogadores ‘nacionais’ disputando os campeonatos? Veja-se o caso da Inglaterra, que por conta do dinheiro importa os jogadores, tem bons times e a seleção é uma josta. O mesmo para a França.  E pode ser o drama da Itália. A Espanha, sempre penou com isso.

Eu me pergunto: por que os dirigentes do futebol destes países não fazem nada para mudar este quadro?

O inverso também vale: no caso do Brasil, estão saindo jogadores ainda usando fraldas e os que entram em campo, não possuem nenhuma identidade nacional, ao potno de alguns terem até dificuldade em falar português.

São coisas… mas que a ruindade tá de matar qualquer paixão, isto tá…





Sobre a liberdade e a fantasia

12 06 2010

Leio notícias, escuto vozes e indicativos de que se prepara um ‘encontro’ nacional de blogueiros independentes. Talvez seja uma grande oportunidade de se ‘organizar’ o povo que, meio que à margem do sistema, esteja hoje afzendo o melhor jornalismo do País. O grande risco é os organizadores passarem a pensar como os donos do PT, do PSDB e da mídia nacional – de que só a vida inteligente em São Paulo.

Em encontro nacional de blogueiros deve necessariamente estar aberto a imensa diversidade de linguagens e ter como premissas três pontos:

1 – O oferecimento gratuito de templates/modelos de blogs além daqueles hoje disponíveis no Ig, no Blogspot, no WordPress, no Uol e outros. É preciso ter ‘modelos’ nacionais. Onde estão os chamados programares jovens e conscientes? Onde está o povo do software livre que ainda não se atentou para esta realidade? Ou só conseguem pensar do ponto de vista de suas salas com ar condicionado?

2 – Hospedagem, que hoje é a forma mais safada e desgraçada de controle de conteúdo. Quantos blogueirtos já tiveram seus conteúdos bloqueados nestes pseudos portais de hospedagem ‘gratuitos’? Assim, sugiro que a primeira ação da ressucitada Telebrás seja a de disponibilizar, gratuitamente, hospedagem a todos os blogs

3 – Que a Secom destine recursos para a veiculação de ‘popas’ de anúncios do Governo Federal – porque pelas normas de hoje, só os grandes e poderosos conseguem acessar estas verbas.

Dito isto, reitero: discutir qualquer assunto centrado apenas na realidade do próprio umbigo é hiresia. Esquecer que o Brasil é muito além de São Paulo, é hipocrisia.





A morte do ombudsman na Folha

12 06 2010

Para quem gosta de comunicação, o artigo abaixo, que extraí do sítio da Agência Sindical, leia-se Franzin, revela como a Folha de São Paulo resolveu excluir qualquer vestígio de inteligência e democracia de sua redação e também de sua relação com os leitores.

A morte do ombudsman na Folha

Por Eduardo Guimarães

O jornal Folha de São Paulo inovou ao adotar um ombudsman no fim de 1989. Foi o primeiro – e, até hoje, o único – jornal de projeção nacional a empregar um profissional como esse, o que ajudou o veículo a assumir a liderança dos periódicos brasileiros.

Ombudsman é uma palavra sueca de dois gêneros que significa ouvidor atuante em empresas e órgãos públicos, mas que passou a ser mais usada para órgãos de imprensa.

A finalidade do ombudsman de meios de comunicação é a de criticá-los sob a ótica do publico e dos manuais de jornalismo.

Não se pode negar que a Folha teve ao menos um ombudsman de verdade, mas tampouco se pode ignorar que, por agir como tal, ele foi defenestrado.

Refiro-me a Mário Magalhães, que, por conta de colunas críticas acusando o partidarismo atucanado do jornal e a promiscuidade entre opinião e notícia, foi coagido a pedir demissão em abril de 2008.

Magalhães foi substituído por Carlos Eduardo Lins da Silva, que, apesar de ter sido um ombudsman mais “domesticado”, teve momentos de independência em que fez críticas análogas às de Magalhães.

Em fevereiro deste ano, Lins da Silva, que conheci pessoalmente e com quem mantive uma breve e cordial relação de suposta amizade, abriu mão de um terceiro ano no cargo.

Posso afirmar que ele abriu mão de continuar no cargo não só por conta dos ataques de leitores àquele que se tornaria alvo do inconformismo deles com o mau jornalismo da Folha, mas por perceber que o jornal decidira enquadrar o ocupante de tal cargo.

E foi o que aconteceu. Para um cargo que requer independência a Folha escolheu sua ex-secretária de Redação, que por seis anos ficou encarregada de ignorar as pregações desesperadas dos ombudsmans contra a crescente partidarização do jornal.

Desde 25 de abril, Singer vem publicando colunas dominicais na Folha que cumprem o objetivo de eliminar as acusações de engajamento político pró-PSDB e anti-PT que os três ombudsmans anteriores fizeram ao jornal.

Não era para menos. Em seu período à frente da Redação da Folha, Singer trocava mensagens (públicas e privadas) com os ombudsmans repudiando suas acusações de manipulação.

As colunas publicadas pela nova “ombudsman” desde 25 de abril têm se restringido a amenidades e se esquivado de abordar o viés político da Folha que lhe gera centenas de e-mails de protesto todos os dias.

A morte do cargo de ombudsman na Folha é emblemático do processo de decadência da grande imprensa brasileira, transformada em um partido político dissimulado que vem flertando, inclusive, com a criminalidade.

Eduardo Guimarães no blog da cidadania





2010 – a Copa da mediocridade?

12 06 2010

Hoje me permiti o direito de, entre serviços e correrias e mesmo não podendo aceitar o convite do Embaixador da África do Sul para assistir o jogo de abertura da Copa 2010 na residência oficial, ‘olhar’ aos dois jogos. Não sei se alguém já se deu conta de que jogou fora seu tempo, mas esta foi a sensação que eu vivi.

Credo! Que festival de jogadores medíocres, verdadeiros trogloditas a triturarem a bola. Para não dizer que é tudo igual, diria: pior – mais do que iguais, eles conseguem se superar na ruindade. Quando eu, no papel de torcedor, pensei que já tinha assistido minha dose copal de ruindade no jogo entre África e México, eis que vem a segunda dose de veneno: México e Uruguai.

Que povo ruim de bola. Os franceses, que sempre tiveram bons jogadores, hoje entraram no padrão africano de futebol de muita correria e nenhum talento. Fiquei pensando nos meus tempos de jogador. Alguém como Anelka jamais seria chamado para fazer parte de nossos jogos. No Uruguai, só tem o Pablo Forlan que joga. O resto? Bem… é o resto.

Neste sábado, dia 12, espera-se que ao menos tenha futebol.

Coreia do Sul x Grécia – é destes jogos que a gente chega a ter medo de ‘tirar’ tempo para assistir. Talvez eu aproveite para limpar o canil. Porque, cá entre nós, este deve ser um espetáculo duro de ver.

Argentina x Nigéria – até acho que los hermanos têm um time, individualidades, superior ao do Dunga (porque esta seleção não é a brasileira e muito menos a ‘minha’. É a seleção dos patrocínios). Mas gostaria que a Argentina perdesse o primeiro jogo. Isto poderia ajudá-los a serem humildes e assim enfim conquistar um título – os outros dois não são muito bons de relembrar (78 – aquele jogo contra o Peru; 86 – aquele gol com a mão).

Inglaterra x Estados Unidos – dizem alguns que o futebol surgiu na Inglatera. Grande besteira. Mas, os Ingleses também levam uma grande mágoa: jamais ganharam uma Copa honestamente. Venceram em 66 a Alemanha com um gol onde a bola não entrou. Em 1970, talvez eles tenham tido o melhor time deles. Mas o nosso, naquela época, era muito melhor e vencemos. Lembro até hoje o sufoco que foi, assistindo ao jogo no auditório do Colégio lepage lá em Candelária. Eu queria que a Inglaterra amanhã enfiasse uns 6 a 0 nos ianques…

Bom… separei um lance…- coisa do passado, que o presente tá uma nhaca…

O gol de Maradona com a mão:

Lamentável, mas não achei, não localizei o não gol que foi gol da Inglaterra em 1966.





Jornal Passe Livre faz ‘escola’

12 06 2010

Lançado em fevereiro de 1998, o Jornal Passe Livre sempre conviveu com o ódio de quem o queria controlar, sem jamais poder. Lembro inclusive de duas ex-deputadas distritais petistas que fizeram questão de não apenas não ajudar o Jornal, mas assumiram o compromisso de destruí-lo. Hoje, as duas não passam de cadáveres políticos e o Jornal tem, a partir da próxima semana, sua tiragem ampliada para 80 mil jornais por edição.

Mas nada vem de modo isolado. O que as pessoas ainda não perceberam é que o Jornal Passe Livre se alimenta da capacidade de sonhar que ainda existe em algumas pessoas.

Dia destes, conversando com o competente Sasaki, coordenador de comunicação do Sindicato dos Bancários de Brasília, ainda nos deleitamos em risadas ao ser informado por ele de que para o povo do Pstu, o Jornal Passe Livre é do PT – como se o PT tivesse interesse em trabalhar a comunicação desta forma. O PT prefere trabalhar a comunicação injetando dinheiro na Veja, Folha, Globo, RBS, Estadão & Cia. Na verdade, o Jornal PasseLivre existe porque memso no PT e em outros partidos existem pessoas que acreditam no poder e no valor dos sonhos, dos projetos e do trabalho.

Mas o Jornal Passe Livre possibilita outros deleites a quem sempre acreditou nele, a começar pelo saudoso ‘Neguinho’, ou o ‘Tuniquinho’, da Gráfica Sindical que o rodou sem jamais receber nada. Gosto sempre de lembrar e resgatar as pessoas que foram importantes no seu processo, na sua caminhada – ainda que alguns destes tenham se transformado, por oportunismo e interesses, em inimigos do povo e de Brasília.

Mas, agora, há novos motivos de satisfação.

Ao contrário do que sonha o meu amigo Cicinho, o Jornal Passe Livre não está ‘necrosado’. Ao contrário do que ele vocifera na sua adoração doentia pelo doente Roriz, o formato do Jornal Passe Livre e a ‘apresentação’ de suas notas é mais atual, dinâmica e moderna do que nunca. Tenho certeza, ao menos fui informado acerca disso, que a própria turma do Roriz está preparando um jornal com o mesmo formato. Como a gente sabe os métodos que eles usam, mandei o pessoal redobra a atenção para ver se, de repente, não sai alguma edição pirata do Jornal Passe Livre. Em 1998, chegaram a fazer isso. Depois, a turma do Welington Moraes, o Baiano, aquele mesmo que por conta das estrepulias no Governo Arruda passou muitos dias na Papuda, lançou outros jornais com o memso formato para tentar combater o Jornal Passe Livre – tenho inclusive guardados exemplares e as ameaças neles contidos contra mim.

Hoje, mais uma vez o Jornal Passe Livre serve de modelo de comunicação – quer para o pessoal do Demo, de sindicatos ou distritais. É o Jornal Passe Livre fazendo escola, para desespero de muitos especialistas em comunicação que, em lugar de fazer algo, ficam destilando sugestões em salas confortáveis e com cafezinho sendo servido.