Rodoviários em greve

20 06 2010

Foi nesta manhã de domingo, com a  massiva participação dos filiados, que o Sindicatos dos Trabalhadores Rodoviários de Brasília acatou deliberação da Assembléia e está confirmada a greve da categoria a partir da 0 hora desta segunda-feira, dia 20.

É uma queda de braço muito antiga e que acaba sempre prejudicando a classe trabalhadora que fica sem meios de chegar ao seu trabalho. O que precisa ser feito, com urgência, aqui no DF é uma revolução no transporte coletivo – que é ruim, caro e ineficiente. Apenas os donos de empresas de ônibus sempre se dão bem.

Há uma determinação legal de manter 60% da frota rodando, algo que transcende os 30% ‘comuns’ a outras decisões da Justiça em outros estados. Trata-se de uma queda de braço entre a ganância dos empresários e a força de uma das categorias mais mobilizadas do DF – ainda mais que enfrentando o arrocho salarial.

De qualquer sorte, anuncia-se uma segunda de caos e confusão.

Abaixo, a matéria do Correio Braziliense:

Rodoviários decretam greve geral a partir da 0h desta segunda-feira  

Leilane Menezes

Manoela Alcântara

Publicação: 20/06/2010 12:19 Atualização: 20/06/2010 18:38

Os rodoviários decretaram greve geral em votação unânime, na manhã deste domingo (20/6). Cerca de 4.500 representantes da categoria foram até a assembléia, no Conic, para confirmar a paralisação anunciada para começar no primeiro minuto desta segunda-feira. Com isso, os brasilienses devem se preparar para o mesmo tráfego intenso visto na semana passada.

O sindicato dos rodoviários irá cumprir a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de manter 60% da frota de ônibus rodando na cidade. Porém, o presidente da entidade, João Osório, não concorda com essa imposição. “Esse percentual é abusivo. Greve tem que ser feita com o mínimo e não com o máximo”, disse. “Já estamos lutando na Justiça do Trabalho para rodar com 30% da frota”, complementou.

Entre os benefícios exigidos para que o transporte público volte ao normal, estão o aumento salarial de 20% e a renovação do acordo coletivo que garante uma lista de cerca de cem benefícios. Porém, os empresários se recusam a atender às exigências dos rodoviários sem o aumento de 28% no preço da tarifa. O governo, por sua vez, afirmou que não vai intervir na questão e não fala em alterar o valor das passagens.

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One response

21 06 2010
Valdemar Engroff

Saudades dos “chasques tradicionalistas do Rio Grande do Sul”, ao vivo direto de Alvorada (RS) no programa Brasil Grande do Sul…..

Alfredo

Por incrível que possa parecer, já perdi a conta de quantos anos faz que Porto Alegre não assiste e não sofre por causa de uma greve dos motoristas e cobradores de ônibus. E o sindicato da categoria é da CUT. A passagem é unificada e não é a mais cara do país. Além disso, a frota é uma das de menor idade em termos de uso.

Escuto muito a Rádio CBN de São Paulo. E como tem cidades grandes que sofrem com a greve dos motoristas e cobradores. Não faz muito Belo Horizonte, Rio e Bauri (SP) tiveram problemas semelhantes aos de Brasília.

Baita abraço e Saudações

Valdemar Engroff

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