Dia do faz de conta

30 06 2010

Hoje, 30 de junho, é daqueles dias no qual cabe bem a máxima do ‘faz de conta que eu acredito’, ‘faz de conta que eu não estou vendo’, ‘faz de conta que é tudo verdade’.
De concreto e verdadeiro neste dia apenas a confirmação, por mais uma pesquisa, da dianteira consolidada da candidatura de Dilma Rousseff – sendo maior a sua vantagem na espontânea do que na estimulada (26% a 20% na primeira e 40% a 35% na segunda), ensejando uma leitura de que a fatura poderá ser liquidada no 1º turno.
Voltando ao dia…
Teoricamente último dia para convenções partidárias – mas todos nós sabemos que de hoje à meia-noite até o dia 5 de julho é que acontecerão as verdadeiras barbáries políticas, onde vagas de suplências de candidaturas majoritárias serão negociadas, trocadas por dinheiro, por compromisso de financiar as campanhas. É a parte que a Justiça Eleitoral sabe que é a mais podre de todas as etapas, mas nada faz. É preciso terminar com esta pequena licenciosidade, porque como bem sabemos, basta um minúsculo orifício para que a classe política construa verdadeiros túneis de ilegalidade. O correto e justo seria que o registro final em todo País ocorresse no dia 1º de julho – mas quem foi que disse que a Justiça Eleitoral e mesmo os partidos querem terminar com as brechas, as fendas e os ralos?
Nunca é demais lembrar que os dois mais significativos avanços na Legislação Eleitoral aconteceram por conta de iniciativa popular – se bem que no caso da chamada ‘ficha limpa’, tirante a pequena tentativa de esperteza do senador Dorneles, o adendo feito pelo Congresso Nacional quanto à necessidade de decisão colegiada para a ineligibilidade foi mais justa que a proposta original.
Teoricamente o dia no qual o Demo vai engolir o que lhe resta de auto-estima e vai, prostrado, humilhado e de joelhos pedir a benção a sua santidade o tucanato, aceitando o papel que lhe cabe antes de ir repousar na lata de lixo das coisas execráveis que a política brasileira já produziu. O lixo da história é o que aguarda o Demo – lugar mais do que adequado para este esbulhoda ditadura, que foi mudando de nome sem jamais mudar de prática e sem jamais contribuir para a consolidação da democracia.
Teoricamente hoje é o dia no qual saberemos quem é quem no cenário das composições. No caso da eleição presidencial, como ficará o Demo: se apenas humilhado ou humilhado e ridicularizado. Há pendências regionais, como no caso do Paraná, para ficar definido o palanque para Dilma; em Santa Catarina se o PMDB Nacional vai engolir a aliança do partido com o Demo feita no Estado e aqui no DF, qual o destino de três siglas fisiológicas ao extremo – Demo, PTB e o PP (cada qual com sua peculiaridade mercantilista).
No DF, todos ao balcão
Há três partidos que ainda não fecharam as negociações quanto ao lado com o qual fecharão aliança. O cenário é mais ou menos este:
1 – O Demo ensaia uma candidatura própria, mas ainda há quem acredite e aposte que na hora ‘agá’, o time dos ‘gagá’ (e quem diz isso é o próprio deputado Fraga) acabe ficando com Roriz. Este ao menos é o sonho da dupla Osório Adriano e Adelmir Santana.
2 – O PP é a melhor opção comercial de Benedito Domingos. Uma parte quer ficar com Roriz e outra com Agnelo, não propriamente pela candidatura local, mas convictos de que Dilma ganhará a eleição presidencial ainda no 1º turno. Rodovalho gosta de Roriz e os dois gostam de dinheiro. Benedito tem mágoas antigas do Roriz, por quem foi humilhado e publicamente execrado. Ao contrário de Abadia, que foi chamada de ‘vadia’ por Roriz e voltou a lhe beijar a mão, Benedito é homem de princpípios – e um deles é ser bom negociante.
3 – O PTB talvez seja a situação mais engraçada. De cobiçado e desejado pelo PT e pelo PMDB, hoje luta para ficar sem nada. Tenta emplacar Paulo Goyaz ou algum outroamigo de Gim Argello como suplente na chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB). É instituição meramente cartorial – basta ver a forma como o PTB em nível nacional negociou o seu tempo do programa na TV para bajular Serra. Gim procura uma saída honrosa, depois de ver desmontada a tese de que interessaria ao Planalto um 2º palanque para Dilma no DF – algo que seria um contrasenso, na medida em que Lula e o PT fizeram das tripas coração para construir palanques únicos nos Estados. Se ganhar uma suplência na majoritária, fica com o PT. Na verdade, esta opção agrada muito ao próprio partido de Agnelo.
Por fim e sem ser o fim… ninguém quer andar com Roriz…
Hoje é apenas um faz de conta.
Definição mesmo, só no dia 6 de julho.

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2 responses

30 06 2010
Sara

Como você fala bobagem. Paulo Goyaz para suplente de senador!!!!!!!!!!!!!Pelo PTB!!!!!!!! Ele que mandou vc publicar essa notinha ridícula?
Jornalista…publica só o que é verdade! Para de plantar coisas infundadas. Isso é falta de responsabilidade e compromisso com a sua profissão.

30 06 2010
passelivreonline

Eu acho que você confunde facilmente as coisas, quem sabe por não seguir eventuais recomendações médicas. Você é do PTB? Você conhece o Paulo Goyaz? Se ao menos tivesse falado uma vez com ele saberia que nem ele é de ‘mandar’ e muito menos eu de obedecer.

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