STF: Golpe contra a ficha limpa?

23 09 2010

Uma das ações incompreensíveis do presidente Lula foi não ter indicado para o STF ‘magistrados’ com uma visãod e Brasil e de ética. Cézar Peluso, o atual presidnete do STF, por exemplo, é alguém que seja arrogante e acintoso em sua cruzada contra ações moralizantes – ainda que no âmbito do conservador e anti-democrático CNJ-Conselho Nacional de Justiça.

Dizem que o avalidor das indicações de Lula ao STF é o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos – razão que explica o descompasso de certas nomeações.

No julgamento do recurso de hoje, o tal do Peluso criou uma ‘adin’ estempoeânea e que pode colocar em risco a própria independência e autonomia dos poderes. É sabido que o Supremo para se manifestar sobre a inconstitucionalidade de uma Lei deve ser provocado, sob pena de abrir um precedente jurídico vergonhoso: cada vez que um Ministro do Supremo não gostar de uma Lei no Congresso Nacional poderá arguir sua inconstitucionalidade. É o STF brincando com fogo. Mas como já disse, o que esperar de figuras como Peluso, Celso de Melo, Marco Melo e Gilmar Dantas?

O julgamento do recurso de Roriz será retomado nesta quinta, mas tudo indica que o Supremo está armando um golpe para liberar todos os fichas-sujas para participarem das eleições.

Como o própio Arruda confidenciou: ministros do TSE e do Supremo foram subornados por Roriz. Isso foi no passado. E quem disse que não pode ter acontecido de novo?





As etapas do golpe

23 09 2010

Muito tem sido dito acerca da movimentação da mídia na preparação de um golpe contra a eleição de Dilma Rousseff. Não sou destes que vêem fantasmas em tudo, mas reitero que é preciso neste momento considerar algumas realidades pontuais:

1. De um lado, a responsabilidade direta do presidente Lula e a omissão imperdoável de seu partido, o PT, em não tratar a mídia da forma como ela precisa ser tratada. Ela não está assumindo ares golpistas agora, mas desde janeiro de 2003 – e  o governo não teve coragem de efetivar o enfrentamento político que se fazia necessário. Pelo contrário – insistiu em manter intacto dentro da Secom e como política de comunicação o modo tucano de agir (sempre para os mesmos de sempre). Não tiveram – o presidente e o seu partido – coragem de implementar uma decisão de seu próprio Congresso de criar um jornal popular, nacional e que servisse de contraponto à manipulação da mídia. Manteve no Ministério das Comunicações um serviçal da Globo, perseguindo rádios comunitárias e impedindo que se estabelecesse uma rede de emissoras em nível nacional.

2. A manutenção da postura de deslumbrado, ensejando tratamento diferenciado para a chamada mídia tradicional. Muitos da chamada esquerda sonham em aparecer na mídia golpista. A própria Secom sempre foi conivente com as práticas e os preconceitos das agências – e volto a dizer que o Núcleo de Mídia, dirigido, coordenado, comandado ou a palavra que o valha por uma anti-petista, ex-serviçal de Roriz, é o retrato acabado de como o modo tucano de agir está impregnado no governo do PT. O mesmo acontece na Caixa, no BB e em outras instâncias do governo – onde os que mandavam nos tempos de FHC de um certo modo, continuam mandando no Governo Lula e do PT e com muito mais arrogância.

3. Lula repete agora a sua opção de confrontar com a grande mídia que adotou quando seu mandato esteve ameaçado. E o faz indo para junto da classe trabalhadora – que ele e o seu partido por vezes esqueceram, mormente quando se observa a conivência do Governo Federal com os lucros abusivos, escorchantes e imorais do sistema financeiro.

4. O governo não procedeu a uma devassa necessária nos meios de comunicação – porque se uma pequena revista ou jornal tiver algum débito, não pode nem pensar em pleitear publicidade. Mas a grande mídia que deve milhões para a Previdência, esta continua recebendo aportes milionários de modo diário.

5. Seria fundamental que o Governo Federal colocasse em cada anúncio veiculado em jornais, revistas, rádios e mesmo na TV qual o valor daquela inserção – e certamente ficaria patente que as empresas privadas cobram muito mais caro do governo do que dos anunciantes ‘privados’.

6. O governo Lula e o PT não tiveram a capacidade de terminar com a odiosa prática – principalmente da Caixa – de compra antecipada de espaços nos mesmo meios tradicionais.

Ou seja: o golpismo da mídia existiu desde 1º dee janeiro de 2003 e desde então o Governo Lula e o PT tem sido reiteradmente coniventes. Inclusive financiando-os.

O cenário golpista de hoje é o mesmo que existia em 2005. Lá como hoje – e só então – o presidente Lula vem buscar no povo a força para resistir ao golpe. Golpe que, repito, ele Lula, seu Governo e o PT ajudaram a alimentar. Percebo que o PT sonha em verdade em ser aceito pelas elites, em ser parte delas – e isto vale também pela relação dúbia mantida pelo governo com a mídia. Foi o Governo Lula quem financiou a mídia e não criou mecanismos para o surgimento de uma mídia alternativa de caráter popular.

O Governo Lula apoiou de modo pífio a mídia alternativa e quando o fez, não teve o viés de partir para o campo da comunicação popular ou massiva e preferiu apoiar iniciativas tipo ‘leitura cabeça’ como se falava nos anos 80.

Em verdade, Lula e o PT pagam hoje por seus erros e pela incapacidade de aprender com eles, visto que repetem o memso modo de agir que antes fizeram em prefeituras, governos estaduais e também em nível federal.

Certa feita escutei algo que costumo lembra:

AS PESSOAS MUITO INTELIGENTES, APRENDEM COM OS ERROS DOS OUTROS.

AS PESSOAS INTELIGENTES APRENDEM COM OS PRÓPRIOS ERROS.

E TEM OS OUTROS… que, arrogantes e burros, continuam pensando-se donos da verdade…