Para que(m) serve Roberto Jefferson?

1 10 2010

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, é uma das figuras políticas mais reveladoras da pobreza mental daquilo que alguns convencionaram chamar de elite. Oportunista e fisiológico, vive às expensas do partido – que usa como fachada para negociatas e acordos estaduais. Mesmo sem mandato e minoritário dentro da sigla, continua ‘mandando’ na máquina partidária.
Alguns acreditam que todo este poder secreto baseia-se nas informações de que dispõem acerca de negócios, acordos e negociatas.
Tenho para mim, que a prática do PTB é o mais pungente argumento em favor de uma urgente Reforma Política. Mas reforma séria, profunda – que passe pelo financiamento público de campanha, voto distrital. A forma cartorial de partidos como PTB e outras siglas de aluguel funcionarem e se estruturarem é, para mim, o mais sólido argumento contra o chamado voto em lista.
Nas eleições de 2010, observamos outra vez o quão nefasto é o modus operandi dos ‘nossos’ partidos – que não possuem partido, são estruturados sobre as vontades de chefetes e decrépitos coronéis cartoriais. No caso do PTB (mesma postura canalha e pilantra do PP), chega a ser ridícula a solução a qual chegaram: os eleitos do PTB apóiam Dilma. O dono do PTB entregou o tempo de TV para a candidatura de Serra e agora anuncia que vai votar em Plínio – fosse eu o Plínio e faria uma declaração pública pedindo para ele não votar em mim.
Esta encenação ridícula do sempre alterado e inconstante Jefferson mostra a que ponto chegamos. E dizer que ainda tem gente que acredita nas mentiras que ele fala – logo ele, o único ladrão confesso em todo o episódio que a mídia transformou em ‘mensalão’.
Leiam abaixo a matéria que a Folha Online publicou sobre a opção de voto deste tresloucado sobrevivente do fisiologismo – mais parecendo personagem menor de uma ópera bufa:

01/10/2010 – 10h54
Jefferson anuncia voto em Plínio e libera PTB para votar em quem quiser à Presidência

MÁRCIO FALCÃO
SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA

A dois dias da eleição, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, liberou o partido para votar em qualquer candidato na disputa presidencial e anunciou seu voto no candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio. Oficialmente, o PTB compõe a aliança com o candidato do PSDB, José Serra.

“Como presidente do PTB, libero meus companheiros a escolherem seu candidato a presidente do Brasil”, disse Jefferson no twitter. E completou: “Plínio terá meu voto pessoal para presidente do Brasil”.

No microblog, Jefferson criticou a desenvoltura de Serra no último debate presidencial, realizado ontem na TV Globo. “Serra foi o mesmo de sempre. Sem graça, sem emoção, sem colorido. Sem compromisso com o coletivo de partidos a seu lado. Eu, eu, eu…”, afirmou.

Em entrevista ontem à Folha, Jefferson chamou o tucano de “autista” e avaliou a aliança do PTB no primeiro turno como “anódino”. O petebista disse que para um eventual segundo turno o apoio a Serra não estava garantido e que iria propor a neutralidade.

“Eu vou sentar com o partido para ver se vamos apoiar o Serra ou se não vamos apoiar ninguém. De Dilma [Rousseff, PT] vou fazer força para não ir. Vamos ver se construímos uma posição independente”, disse.

Jefferson disse acreditar que o segundo turno será provocado pela “onda” Marina Silva (PV), que, para ele, deve alcançar 20% dos votos.

“O Serra se estabilizou. O que vejo é um crescimento da Marina e ela não cresce em cima do Serra, mas da Dilma. Não creio que ela [Marina] tenha fôlego para ultrapassar o Serra, mas eu penso que vai dar segundo turno”, disse.

Na avaliação do presidente do PTB, a campanha de Serra foi “racional e sem emoção”. “Ele não surpreendeu mais, procurou bater no PT, fazer mais oposição, mas não teve emoção. Como eleição se decide pelo coração, não empolgou”, disse.

A insatisfação de Jefferson com a campanha serrista não é novidade. Ele já reclamou do marqueteiro Luiz Gonzalez e lançou críticas ao isolamento do candidato tucano. Ontem, disparou novos ataques contra Serra. “Ele se preocupa com a biografia e não com as pessoas do entorno. É um cara fechado nele mesmo.”

Jefferson, que foi delator do esquema do mensalão, em 2005, e teve o mandato de deputado cassado, disse que a oposição deixa essa eleição “sem identidade, sem discurso”.

Questionado se apoiaria um eventual governo Dilma, o petebista disse que prefere criar um novo estilo de oposição. “Se a Dilma vencer, eu gostaria que o partido não ficasse com ela. O ideal é a independência, para construir uma oposição serena, crítica, começar a construir um caminho novo”, afirmou.

============
Fica a pergunta:
Quando o PTB se livrará desta coisa?


Ações

Informação

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: