Os tucanos entre mensalões, caixa 2 e listas

11 10 2010

Vamos fazer um rápido levantamento acerca dos mensalões, listas e caixas dois dos últimos anos dos tucanos:
– Zé do Banco (1994) confessou Caixa 2 na Campanha de FHC;
– Mensalão Tucano de MG que também contemplou FHC e tucanos de todo país (1998);
– Lista de Furnas, a mais escabrosa demonstração de organização do crime (2002);
– Mensalão do Demo (2008) e que implodiu Arruda, o vice de Serra;
– Serra foi nota 3,5 pelo Diap por ter votado sempre contra os trabalhadores;
– Serra colocou a polícia contra os professores.
– O rolo do vice lá em SC;
– A roubalheira da Yeda (Detran; etc);
– O Visa do Arthur Virgilio;
– O emprego fantasma da filha real de FHC;

Aceito contribuições e adendos…
– Privatização e pilantragem no Governo FHC;
– Sanguessugas de Serra (será que ele tem mais saudade dos Vedoin ou da Soninha que faz aborto?);
– O amigo que fugiu com U$ 4 milhões e que antes tentava vender jóias roubadas;
– O episódio Cacciola;
– O Proer (tá rolando um processo básico contra o Serra);





Os aliados de Serra no DF

11 10 2010

Muitos atacam, questionam e criticam os apoios que a Dilma foi colhendo ao longo da caminhada. Apontam Collor, Sarney… Eu também não me sinto ‘bem’ com estas figuras por perto – mas o Collor pelo que me consta foi eleito pelo povo de Alagoas Senador e agora foi reprovado nas urnas. Sarney (a família) o mesmo em termos de Maranhão. É do jogo democrático…
Mas olhemos quem está ao redor de Serra:
Quércia
TFP
Opus Dei
Maluf
César Maia
Bornhausen
Yeda Cruzius
Arthur Virgílio
Diogo Mainardi
Marcelo Madureira
Regina Duarte
Daniel Dantas
Gilmar Mendes

A lista é imensa. Só figurinha carimbada.
Mas… e aqui no DF? Aqui no DF, a fina flor da pilantragem está com Serra. Vejamos: Roriz, Weslian, Arruda, Paulo Octávio, Luiz Estevão.
É importante observar este pequeno detalhe: todos os que apóiam o Serra estão envolvidos em falcatruas, roubos e malversações de recursos públicos. Isto não quer dizer nada?





Debate na Band: Dilma desmontou Serra

11 10 2010

Acompanhei o debate ao lado de um ferrenho serrista, destes que apenas a imensa amizade nos faz ser condescendente ao ponto de não interná-lo para um tratamento psiquiátrico. Ele é daqueles que acreditam que Serra e FHC são santos, que o PCC é criação do PT e que até o avião da Gol foi derrubado pelo Lula em 2006 e por isso fez bem o Kamel em não colocar o assunto no Jornal Nacional – mesmo já sendo do conhecimento da editoria…
Pois bem. Ele já tinha desistido de votar na turma do Roriz. E agora está tomando outra garrafa de vinho na tentativa de entender o que está acontecendo com o seu presidente – visto que ele só se refere ao Serra como ‘presidente’.
Mostra-se desconsolado. Atendendo pedido dele incluive tuitei para o Nassif para ver como está a audiência da Band por conta do debate. Ele teme que o massacre acabe por enterrar o esforço que a grande mídia fez nos primeiros dias depois do 1º turno de dar uma sobrevida ao Serra.
Ele se mostra desconsolado. Serra não tem proposta e nem resposta. Serra, o preparado, não sabe nada, titubeia ao extremo. Acostumado a mentir, teme agora usar sua arma preferencial porque pela forma como Dilma está afiada e consistente, será desmascarado.
Até agora, Serra não conseguiu responder coisa com coisa. Deixou todo mundo pendurado no pincel, meu amigo devora queijos, copas e vai sorvendo o cabernet argentino como quem engole o próprio desencanto.
Parou de falar. tem os olhos perdidos. Tenho a impressão de que não escuta mais o que Serra fala. Mas alguém será capaz de escutá-lo?
Qual o marido que seria capaz de deixar a esposa publicamente em maus lençóis? Serra não teve como defender a esposa. E olha que a Dilma ainda nem perguntou da quebra do sigilo bancário que a filha dele orquestrou junto com a filha do Dantas. Não defende o amigo que levou alguns milhões.
Percebe-se que o arsenal de ataque de Dilma é imenso. Nas respostas de Serra, transparece o ódio e o rancor que são típicos de tucanos – e todos os jornalistas que já o entrevistaram sabem bem disso. Ele parece menino criado pela vó: se for contrariado, fica com birra e sai brigando, xingando, esbravejando.
Tenho para mim que este pode ter sido o primeiro e único debate do 2º turno. Não acredito que o Serra tenha ânimo para uma nova rodada. A depender do ânimo qaue vislumbro no meu amigo, pressinto que os dois – Serra e o José – estão contando os minutos para terminar o debate. Para chorar no colo das respectivas esposas.
Os blocos se sucedem. Eu que temia ver a minha futura presidenta ser massacrada pelo Serra, percebo que ele está igual aquele treinador que grita, esbraveja, esperneia ao lado do gramnado mas só consegue transmitir a imagem de um palhaço, de um desequilibrado.
Não conseguiu colocar Dilma nem uma vez em situação de apuro, de dificuldade. Não conseguiu colar nada em Dilma, enquanto irá levar para casa o simpático apelido de ‘mil caras’. Ele vai trocando de assunto como aquele sujeito que não tem conversa e tenta achar alguém com quem compartilhar as angústias existenciais. Para cada pergunta formulada pelo Serra, Dilma contrapõe argumentos claros, informações precisas.
Ao mesmo tempo em que fui pegar uma nova garrafa de vinho, aproveitei e passei na estante para pegar um livro do Miguel de Unamuno que vou começar a ler depois do debate. “Do sentimento trágico da vida”, foi publicado em 1913 – já o li uma vez. Não sei porque, mas vendo o Serra fiquei com vontade de lê-lo outra vez. E agora, ao ler o post do Noblat no twitter, me dei conta de que eles estão ansiosos querendo que o debate termine.
Como eu já falei: Serra é o típico menino criado pela vó.
Reclama, choraminga, esperneia. O retrato mais fiel deste debate da Band é que ele (Serra, o preparado) sai arrasado. Meu amigo que se chama José, já chamou a esposa. Tá pensando em ir para casa. Discute futebol.
Para encerrar, uma tuitada lapidar do Emir Sader: “O problema do Serra não é que circulem a ficha falsa dele. Mas que nós façamos circular a verdadeira”. Este é o problema do Serra: com qual das mil caras ele vai chegar em casa?

Pós: engraçada a matéria do Uol. Nem falou do amigo que sumiu com milhões ou da história da mulher do Serra. É fácil ser candidato com uma mídia complacente…





DF: Weslian também é ficha-suja?

11 10 2010

Trata-se de reportagem veiculada pela Folha Online – porque aqui no DF, os jornais sabem apenas silenciar…

10/10/2010 – 11h34

Tribunal de Contas liga ONG de Weslian Roriz a mensalão do DEM

FILIPE COUTINHO
GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

O instituto fundado pela candidata ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (PSC), foi beneficiado pelo mesmo esquema que mais tarde patrocinou o mensalão do DEM, segundo o Tribunal de Contas do DF.

O Instituto Integra aparece na lista de irregularidades em contratos de informática da Codeplan (Companhia do Desenvolvimento do DF). Na época, a companhia estava sob a administração do governador Joaquim Roriz (2003-2006) e era presidida por Durval Barbosa.

Barbosa veio a ser o delator do mensalão do DEM. O caso envolve empresas também contempladas pelo esquema já no governo José Roberto Arruda (2007-2010). Essas empresas foram indiciadas pela Polícia Federal na operação Caixa de Pandora.

Segundo o delator e a CPI da Codeplan, a companhia de desenvolvimento foi o embrião do esquema do mensalão –possibilidade admitida pelo próprio Roriz.

Todas as “falhas graves” apuradas pelo tribunal no Instituto Integra são do período em que Weslian era presidente da ONG (2004-2006). O TCDF afirma que as facilidades obtidas pela ONG podem ser consideradas uma violação do princípio constitucional da impessoalidade, dada a relação do “casal 20” –slogan de Weslian na campanha ao governo após substituir o marido “ficha-suja” na disputa.

Segundo o tribunal, a ONG recebeu da Codeplan obras e equipamentos para montar laboratórios de informática para cegos, e o governo bancou os instrutores, sem a ONG ter comprovado que ofereceu os cursos. O governo pagou a manutenção dos computadores sem a organização oferecer de fato o programa de inclusão digital. Mesmo assim, o convênio foi renovado duas vezes.

A auditoria apontou também que os programas da ONG “Fábrica Minha Sopa” e “Cão Guia” não tinham relação com inclusão digital.

Não é possível saber quanto foi gasto pela Codeplan com a ONG. Não houve transferência direta de recursos e há quatro anos o governo não informa os valores gastos. Isso foi considerado mais uma irregularidade.

CARTÃO DE VISITAS

Usada na campanha como principal experiência da novata Weslian, a Integra contou ainda com outras facilidades no governo Roriz. A sala do instituto foi doada pelo governo e, segundo a auditoria, material de informática foi deixado para a ONG. Só para “adequar o ambiente”, o governo gastou R$ 343 mil (em valores atualizados).

A procuradoria do tribunal afirma ainda que funcionário terceirizado do governo, que deveria trabalhar no maior hospital de Brasília, dava expediente na ONG de Weslian. Além disso, um decreto de Joaquim Roriz deu exclusividade para o instituto Integra capacitar cães-guia.

O processo no TCDF se arrasta desde 2006 porque dirigentes da Codeplan não compareceram às audiências. No período, a Codeplan também foi presidida pelo atual governador, Rogério Rosso (PMDB). Aliado de Weslian, ele não prestou as informações pedidas pelo tribunal.

OUTRO LADO

Weslian Roriz não se manifestou sobre as irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal na ONG Integra.

A Folha encaminhou na quinta-feira uma lista de perguntas para a assessoria da candidata, mas não obteve resposta.

A presidente do Integra, Lúcia Bittar, também não atendeu às ligações telefônicas da Folha. Segundo funcionários da ONG, ela está em viagem para o exterior.

Aliado de Weslian Roriz e ex-presidente da Codeplan, o governador Rogério Rosso (PMDB) afirmou que não poderia responder sobre irregularidades encontradas em governos anteriores ao seu.

Por meio da assessoria, Rosso afirmou que não prestou informações ao Tribunal de Contas do DF, quando era da Codeplan, porque o órgão estava subordinado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano do DF, e os contratos de informática não eram mais de sua responsabilidade.