No DF, bandidagem arma esquema para ‘emparedar’ Agnelo

18 11 2010

Meio por baixo do pano, mas não fazendo nenhuma questão de atentar-se aos cuidados e precauções elementares, o grupo criminoso que foi montado durante os governos Roriz – 1999 a 2006 – e que, pela chantagem, conivência e troca de favores, tornou Arruda refém de suas práticas (que continuam intactas no governo Rosso), está atuando fortemente no sentido de colocar Agnelo sob o seu comando.
Trata-se basicamente de um grupo de policiais civis aposentados, capitaneados por Durval Barbosa e Toledo, que se dizem credores de Agnelo por não terem fornecido o material de que dispunham para a campanha de Roriz e, em troca, agora, querem a manutenção de suas benesses.
É muito amplo e estranho o leque de atuação – vai de agências de comunicação com contratos com o GDF e que desavergonhadamente se extenderão pelo primeiro ano do mandato de Agnelo/PT. Mas é bem mais audaciosa a rede montada, inlcuindo a intimidação ao governador no sentido dele aceitar entregar a parte das finanças (Secretaria da Fazenda, BRB), das obras (Secretaria de Obras), transportes (cartelizado ao extremo – enquanto em Salvador atuam cerca de 70 empresas, no DF apenas quatro operam todos os serviços) e a questão fundiária (Terracap e legalização de condomínios e vistas grossas para invasão de áreas públicas – além dos interesses do Creci, Ademi & Cia).
A turma tem expoentes, além dos dois já mencionados. Figuras manjadas das tramóias, falcatruas e malversações de recursos e práticas desabonadoras como Brunelli, Luiz Estevão, Afrânio, Pedro Passos, Zé Edmar, Pedro Barbudo, Rosso, Welligton Morais (conhecido como Baiano) e que foi secretário de comunicação de Roriz por oito anos e fiel escudeiro de Arruda, Omézio Pontes – passando por pessoas do judiciário, ministério público, Tribunald e Contas do DF e União.
Em verdade, trata-se de herança de podridão que a passagem de Roriz e seu modo de fazer política – emporcalhando e enxovalhando as instiutições aqui no DF – conseguiu dar ares de normalidade e de imutabilidade. Será necessária uma urgente e profunda assepsia nas estruturas do pdoer no DF. E o desafio desta turma é impedir que Agnelo tenha condições de fazê-lo.
Quem irá vencer o embate?
Pelos sinais que estamos vendo, teme-se que o crime seja vencedor!