Quando a saudade dá um “Oh! de casa”

6 02 2011

Faz bem de quando em vez a gente olhar o largo dos caminhos andados, percorrer no coração e na saudade as mesmas sendas por onde carregamos nossos sonhos, nossos medos e principalmente nossa inquebrantável vontade de estar ‘mas alla’ – como tão bem nos ensinam los hermanos de alla frontera.
Tenho imenso orgulho de cada passo dado e de ter sempre mantido uma coerência em relação ao que busco, sonho, desejo e tenho como referências – isto na vida, onde carrego em mim as lições do velho Romeo; na política, desde as primeiras descobertas e ensinamentos nos tempos da Convergência Socialista; no esporte, onde sempre são três cores de muita emoção; na profissão, onde o jornalismo foi a única busca, além do futebol; na família, base de tudo e que Deus me oportunizou como dádiva e bálsamo para quem, sem ela, não teria forças para reerguer-se nos lanhaços do viver; na fé, por Luterano que sempre sou desde 04 de dezembro de 1958 e onde construo o meu Castelo Forte; na lealdade aos amigos, e acima de tudo a gratidão por quem me possibilitou tantas e tantas vezes superar adversidades – tal qual um resiliente…
Deambulei tanto para dizer da estranha sensação que vivi, junto com meu filho, ao consultar livros na Estante Virtual e encontrar exemplares de três dos cinco livros por mim escritos. Para falar bem a verdade, só tenho exemplares do Diário de um trabalhador e de um cordel publicado no Recife, em parceria com o magistral cordelista pernambuca Allan Salles.
Assim, comprei Horas de pensar…, publicado em 1979 e do qual não tinha mais nenhum exemplar – naquela estranha mania de ir repassando exemplares e quando a gente se dá conta, nem um para mostrar para os filhos.
Aproveite e adquiri um dos exemplares do livro que lancei em 1982, chamado Engenheiro de sonhos – com prefácio de Antonio Hohlfeldt, um dos mais severeos críticos literários do País.
Mas confesso que não tive coragem de pagar R$ 50,00 por um livro meu – que mesmo tendo apenas sete páginas – isto mesmo! – está sendo vendido por esta verdadeira fortuna. Na verdade, o livro saiu como parte de um projeto genial de dois gênios catarinenses – Flávio José Cardoso e Silveira de Souza – que aproveitando restos/aparas de papel da IOESC-Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina, imprimiam ‘livros’ no formato de ‘sanfona’.
Vou continuar sem a companhia daqueles versos que, curtos, correram mundo, apartaram-se de mim – já os li em encartes e coletâneas, mas quem sabe um dia eles voltem a estar junto de mim.
Mas… confesso: estas sete páginas irão continuar faltando junto de mim…


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