Grêmio – um espetáculo deprimente numa tarde de sábado

12 03 2011

Sem me preocupar com mo resultado, o pior do jogo Grêmio x Cruzeiro foi perceber que o Renato amparado em seu gremismo de R$ 500 mil por mês está revelando uma incapacidade de montar taticamente o time. Já foi assim na partida contra o Caxias – como em outros jogos. Não nos iludamos, torcedores: o Grêmio não tem esquema tático e a única jogada ensaiada é o levantamento de bola para a área adversária.
Jogos como este de hoje servem também para ver quem tem algum futuro e quem precisa ser mandado embora por absoluta inaptidão. Sempre ressalvando a dúvida quanto a ser desmentido no futuro, mas pode-se dizer sem medo de errar que jogadores como Maylson, Vinicius Pacheco, Diego Clementino e Carlos Alberto – dos que começaram o jogo de hoje – não têm condições nem de completar o elenco.
Não diria que são ruins. Mas sim que são ruins demais. Comprometem o time e envergonham o torcedor.
Outra preocupação é quanto ao excessivo endeusamento de Renato mpor parte da torcida. Eu creio que ele está mais preocupado em jogar para a torcida do que interessado em fazer o time jogar. Tanto nos reservas quanto nos titulares, não há aproximação entre os jogadores, não há uma mecânica e fica um tal de alçar bola que é facilmente marcável pelo adversário. Lembremo-nos que o Grêmio perdeu André Lima e o Borges é um baixinho com boa impulsão. Nada além disso.
A insistência com a bola erguida é lamentável, porque não se trata de decorrência de uma jogada, mas reducionismo e simplificação.
Observando o jogo, pode-se dizer que o Grêmio entrou em campo extremamente mal escalado. Teria de ter começado com Mário Fernandes, Saimon, Neuton e B runo Colaço compondo a retaguarda. Na minha avaliação, o meio de campo teria de ser com Mateus Magro, Fernando, Mithuê (nem sei como se escreve o nome dele) e Emerson. O ataque com Wesley e Lins.
O Renato, ao que parece, tem especial predileção em fazer com que certos jogadores atuem fora de suas características. Mandar o Wesley sair da área é o memso que pedri para um elevante para lavar uma taça de cristal. Ele é jogador de área, com pouca mobilidade. Este trabalho teria sido melhor cumprido por Lins – que é arisco, tem velocidade e poderia contribuir mais do que Clementino.
Lamentável também o bagaço físico dos jogadores do Grêmio ao final da partida.
Por fim, as boas notícias (ao menos para mim) foram a confirmação de que Bruno Colaço deve ser titular do Grêmio; a qualidade do goleiro Matheus (não fosse ele e o Grêmio teria levado um balaio) e a constatação, ao menos para mim, que o Grêmio tem em seu elenco o atacante de velocidade que diz estar procurando no mercado. Resta saber se o Renato vai dar oportunidade para ele – me refiro a Lins.

E a Libertadores?

Estou apreensivo e com medo do jogo lá no Peru. O Grêmio que penou com o Liverpool – aquele time de amigos lá do Uruguai – e ainda não convenceu em 2011 é, para mim, apenas um bando de jogadores vestindo uma camisa gloriosa – sem esquema tático, sem jogadas ensaiadas e sem gerar confiança na torcida. Podemos passar de fase, mas não vejo nenhuma razão para acreditar no tri.


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