39,29% consideram ‘péssimo’ início do governo Agnelo

17 03 2011

Enquete realizada por este blog apontou que para 39,29% dos internautas que participaram, o começo do governo Agnelo/PT é péssimo. Esta sensação de que nada acontece no ‘novo caminho’ se dá por uma série de equívocos que são apontados pelos próprios petistas com os quais conversei nos últimos dias. Para eles, Agnelo hoje contabiliza muitos erros e não consegue ‘faturar’ com os eventuais e esporádicos acertos.
Falta coordenação, falta sincronia, falta competência, falta capacidade de trabalho, falta criatividade… nas conversas, depois de preencher alguma spáginas com avaliações negativas, resolvi nem mais anotá-las – tamanha a carga de críticas que são feitas pelos próprios petistas.
Enquanto isso, 20,54% o consideram ótimo. A terceira opção com 15,18% foi para ‘Espero que melhore’. ‘Não inovou muito’ teve 13,39% dos votos; ‘Acima do esperado’ obteve 8,04% e ‘Outro’ apenas 3,57%.
Ou seja: fica a impressão, a estranha sensação de que o governo Agnelo para muitos acabou antes mesmo de começar!





Governo Agnelo: risco de naufrágio apavora petistas do DF

17 03 2011

A letargia das ações governamentais, o amadorismo na formação da equipe de governo, a incapacidade política do governador de assumir compromissos e se desvencilhar deles, a falta de visão estratégica do cargo, a falta de sensibilidade na definição dos administradores regionais, a indefinição e a dubiedade da movimentação política do governador, a omissão diante da voracidade do vice que abocanhou as áreas estratégicas, um incompreensível alheamento do que acontece ao seu redor…
Estas são as opiniões recorrentes que a gente capta conversando com petistas de vários matizes e tendências. Dizem que até agora a marca do governo Agnelo é a omissão. Nem mesmo o povo da DS, corrente do secretários e deputados Paulo Tadeu e de Arlete Sampaio, e que foi a mais aquinhoada com espaço, cargos e poder, está contente.
Antes de completar 100 dias de governo, há uma sensação de frustração e desencanto com a tibieza de Agnelo Queiroz – que se cercou de um núcleo de amigos e, diante de problemas, acaba sempre se omitindo de tomar as decisões necessáiras. Tomado por uma percepção de infalibilidade, o governador não se dá conta de que manter alguns dos secretários escolhidos sabe-se lá segundo quais critérios é fazer naufragar ainda mais o seu governo.
E aqui, sejamos francos, ninguém leva a sério ou considera como real a possibilidade de haver alguma fita incriminadora de Durval contra Agnelo. O que está apavorando as pessoas é a falta de ação. Não houve rompimento com as antigas práticas – e muitos dos que se locupletaram com Roriz, Arruda e Rosso continuam nadando de braçada. Administrações regionais, como a do Guará, por exemplo, continuam nas mãos do grupo político que esculhambou a cidade, tornando-a um reduto de kits e um inferno por conta de prédios autorizados bem além do gabarito estipualdo pelos moradores em audiências públicas para a definição do PDL.
Agnelo, reclamam outros, é refém de esquemas com os quais fez acordos no afã de chegar ao poder.
A pergunta que fica: estes mesmos petistas que hoje temem pelo naufrágio… eles não sabiam o que estava sendo tramado? Há os que reclamam e ameaçam coocar a boca no trombone mostrando que Agnelo não está cumprindo acordos políticos e financeiros – um cenário que deixa petistas apavorados.





Jorge Martins – O Crocodilo 16 e 17 de março

17 03 2011

VIDA DE FOTÓGRAFO

Sob sol ou chuva, afagos ou pancadas, eles estão sempre a postos para colher os flagrantes que o leitor vê nos jornais, revistas, sites e blogs. Na foto, sob o temporal temporal que caíu sábado, no Abadião (Ceilândia) o nosso companheiro e amigo Chiquinho Stuckert mostra como a coisa funciona para eles: preferem proteger seus “canhões” de fotos do que a si próprio. Eles são assim. Salve os fotógrafos do Brasil

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O BICHO NÃO É TÃO FEIO

Não há dúvida que a notícia da intervenção judicial (TJDFT) na Federação Brasiliense de Futebol pegou a todos de surpresa. Em princípio, óbvio que chegou a causar certo impacto. Ao afastar presidente e vice, respectivamente, de uma só cajadada, claro que a decisão judicial deixou transparecer a todos uma situação excessivamente delicada, como malversação de verbas públicas, coisa assim. Mas não é isso. O bicho não é tão feio como pintaram. O que teria ocorrido, sim, foi a destinação indevida de verba liberada pelo GDF para aplicação num projeto esportivo, e não distribuída entre o Gama, Brasiliense e CFZ, por representarem o futebol da cidade nas suas séries no Campeonato Brasileiro, como exposto na sentença. Bem diferente, portanto, de alguém da FBF apossar-se indevidamente do dinheiro público.
Ademais, da decisão cabe ainda recurso ao Tribunal de Justiça do DF. Trata-se, por enquanto, de sentença de primeira instância. Pelo exposto, após verificar a existência de irregularidades na aplicação da verba, na destinação indevida que teria sido dada pelo FBF, em se tratando de dinheiro público o juiz houve por bem determinar a intervenção. O que não sei (só mesmo vendo os autos da ação), é o que a FBF teria exposto em sua defesa, principalmente o presidente (licenciado) Fábio Simão, que emitiu a destinação do numerário. O que também não entendo é como um fato ocorrido em 2004 teria passado despercebido pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, que analisa a liberação e aplicação das verbas liberadas pela GDF às suas Secretarias e, consequentemente, delas as federações. Afinal, já se vão aí oito anos. Complicado, complicado.
Pelo que depreendi ainda, o então vice, Paulo Araujo (atual presidente em exercício), não assinou nada, não autorizou nada. A destinação era da alçada do presidente, que recebendo o repasse da Secretaria, era e foi o responsável pela distribuição da verba. Pior, bem pior do que isso, no entanto, é constatarmos diariamente meterem à mão no dinheiro público através de maracutaias diversas. Bem ou mal, essa verba foi aplicada. Ninguém ficou com centavo dela. E as que saem para os bolsos de terceiros às custas das imorais verbas emergenciais, etc, etc.? É isso aí!

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PRESENÇA DA ABCD INCOMODA

Não teria como deixar passar em brancas nuvens a estranhesa do meu amigo e colunista do Caderno de Brasilia, José Bonetti, com relação ao fato de a Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos-ABCD- e Federação Brasiliense de Futebol, na pessoa do seu presidente, Paulo Araújo, não terem sido convidados (sequer informados, essa é a verdade) para um encontro realizado há dias em Brasilia, reunindo membros da Fifa, da CBF e do GDF.
Por qual razão não teriam convidado o presidente da FBF, responsável pelo futebol da cidade, francamente como desconheço o motivo. Foi como fazerem festa no Vaticano e não convidarem o Papa. Coisa assim. Uma indelicadeza e grosseria incomuns numa cidade que, tida e havida como Capital da República, repleta de órgãos com cartilhas mil de cerimoniais, se apresenta como sede de uma Copa do Mundo.
Com relação a exclusão da ABCD do encontro, porém, é mais fácil explicar. A entidade, como representante da crônica esportiva candanga e porta-voz direta da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos-Abrace-, é vista como espiã na busca pela moralidade. Verdadeira Persona non Grata para aqueles que não a querem por perto, que têm medo das suas paticipações, contestações e independência. A ABCD nunca pediu-lhes qualquer favor. Vive das suas posses, das anuidades dos seus associados. Não troca favores por migalhas ou promessas de status e verbas para si. Se solicitações faz (justíssimas), é sempre em favor dos seus associados, das aguerridas e sofridas equipes esportivas das nossas emissoras (que durante todo o ano acompanham o esporte da capital, fazendo das tripas coração para se manterem no ar).
Amigo Bonetti, o escriba aqui tem 50 anos de estrada no jornalismo. Não começou ontem. Pega tudo no ar. Sabe, por exemplo, que ao convidá-lo, o vice-presidente da CBF, Weber Magalhães, até certo ponto chegou até mesmo a burlar o esquema oficial. Pode crer: não querem mesmo a imprensa por perto, quem opine, quem conteste. Ou, como na maioria dos estados que sediarão, a Copa, já teriam indicado um membro em suas comissões pró-Copa.
Aliás, pelo que tenho observado, até mesmo nosso governador (e botafoguense) Agnelo Queiroz parece estar blindado com relação aos velhos amigos e conhecidos da crônica. Não me parece mais, realmente não, aquele amigo de então. É impossível que na sua agenda não disponha de 10 minutos para ouvir algumas coisas do nosso interesse… e dele também. Distanciou-se por completo. Uma pena, uma pena! É isso aí.!

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PERGUNTAR não ofende: será que ao anteciparem a rodada do domingo para sábado, a Federação Brasiliense de Futebol e os clubes pensaram no fato de a PMDF estar com quase 90% do seu efetivo voltado para a visita do presidente Barack Obama? E que, com isso, poderá não ter como dar cobertura a todos os jogos da rodada? Aliás, se alteraram apenas o jogo de um estádio, mantendo todos os demais como programados, por quê a antecipação? Meu Deus!

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C R O C _S

O PRESIDENTE do Brasiliense, Luiz Estêvão, tem mesmo de ir à Justiça Comum na busca dos direitos do clube. Foi dessa forma que, em 2000, o Gama conseguiu reverter sua exclusão do Brasileirão. O alviverde perdeu todas na Justiça Esportiva, mas graças a um trabalho jurídico notável e memorável do seu atual presidente, Paulo Goyas, ganhou todas na justiça comum. /// GANHOU na Justiça de Primeira Instância, no TJDFT, na Justiça Federal de Primeira Instância do DF e São Paulo, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (sediado no Distrito Federal) e no Superior Tribunal de Justiça – não perdeu uma! /// GAMENSE alguma tem como esquecer-se disso. Não fosse Paulo Goyáz, a imprensa candanga (que motivou a paulista e carioca a favor da causa gamense da cidade) e a própria população do DF e seus muitos abaixo-assinados, e o Gama dificilmente teria conseguido êxito na guerra travada contra a CBF. /// O BRASILIENSE teve, sim, seu direito atropelado pela Justiça Desportiva. A inclusão do Duque de Caxias foi uma vergonha para a Justiça Desportiva. Idêntica a que praticou contra o Gama. /// O CLUBE carioca usou indevidamente dois jogadores que estavam punidos com o terceiro cartão amarelo. Caso cristalino de suspensão automática. Não respeitou, escalou-os e devia ser punido. Isso é uma vergonha! /// O JACARÉ tem mesmo é de botar a mandíbula pra fora e ir atrás dos seus direitos, mesmo participando da Série C. O que não pode é fazer o jogo da CBF e da justiça desportiva.Tem de cumprir a tabela para, após seis meses, ingressar na justiça comum. Nem que seja atrás apenas de boa e bojuda indenização. /// COM relação a recorrer à Fifa, confesso-lhes não acreditar que consiga absolutamente nada. A Fifa não é muito melhor que a CBF ou a nossa justiça desportiva. Blatter e Teixeira comem no mesmo prato. /// SE recorrer internacionalmente tem de fazê-lo perante o Tribunal Internacional de Haia. O Flamengo (com Márcio Braga) já fez isso. Só que, dias mais tarde, retirou a ação (a pedidos). E conseguiu o que queria. /// A TABELA do Candangão está totalmente desacreditada. O que os dirigentes estão fazendo, alterando-a a cada nova semana, desmoraliza o futebol da cidade. Um vexame! /// SERGIO Duque, da equipe de apoio da ABCD, será o responsável por conduzir em seu fon-fon, nesse sábado os cachorinhos farejadores de explosivos trazidos dos Estados Unidos a Brasília por agentes do FBI e da CIA. /// A PRIMEIRA coisa que os “xerifes”fizeram ao entrar no carro dele, no Aeroporto JK, foi cheirar tudo. Até o Sergio foi cheirado. Se em época de festas juninas, com cheiro de pólvora de bombinha na mão, certamente ele já era! É isso aí!





Durval e o ventilador

17 03 2011

Desde antes do carnaval, o multi-processado Durval Barbosa, talvez acossado pelo abandono, quiçá sentindo-se cercado, com problemas familiares decorrentes de briga com a ex e em vias de ir perdendo patrimônio e sem o glamour que alguns tentaram, por conveniência, criar em torno de sua figura como se pelo fato de ter revelado suas atividades criminosas e parte de seus cúmplices e comparsas, isso o tornasse figura de biografia imaculada… a verdade é que por alguma razão ele sentiu necessidade de dar sinal de vida e voltou a trazer vídeos que são saudados com estardalhaço por viúvas de Roriz e Arruda, que junto com agrupamentos diversos, ainda saúdam Durval como a esperança…
Trata-se de material requentado, partes complementares de material anteriormente editado e divulgado – dentro de um processo de blefe e de chantagem, contando com o beneplácito da chamada ‘delação premiada’. Neste sentido, é importante observar o que disse Roberto Gurgel, no Correioweb: “Questionado sobre o risco de Durval perder a delação premiada, o procurador-geral foi incisivo ao dizer que as gravações não podem ser entregues a “conta-gotas”, como ocorreu no caso do vídeo divulgado no último dia 4 em que a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) e o marido, Manoel Neto, recebem R$ 50 mil. “Na verdade, ele tem a obrigação de entregar o todo o material que ele tenha de uma só vez. A partir do momento em que ele estabelece uma entrega, digamos em conta-gotas, ele está sim rompendo os termos do acordo”, alerta Gurgel. “O Ministério Público não será instrumento de um tipo de conduta que não parece conveniente à Justiça, mas sim a outros interesses e a interesses certamente escusos”, completou.
É hora sim de dar um basta na palhaçada e na patifaria.
Que revele o nome das pessoas, dos magistrados, dos integrantes do Ministério Público, dos jornalistas e deixe de usar uma vasta rede de fofocas para tentar vender o material como tem sido insuando por alguns. É certo que o fim dos aportes financeiros cotidianos irá gerar uma redução de sua capacidade de cobrir custos com advogados e outras necesidades jurídicas para se livrar da condenação futura.
Brasília não merece ficar refém dos estertores de uma quadrilha que tomou de assalto o poder em janeiro de 1999 – inclusive com tentáculos dentro do governo que foi eleito com o compromisso de oportunizar ao DF e aos seus moradores ‘um novo caminho’.
Não me move nenhum sentimento de culpa ou de medo, apenas de nojo em face desta novela onde patifaria tenta se passar por heroísmo…





Jornal Passe Livre nº 492

17 03 2011


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