Governo Agnelo: risco de naufrágio apavora petistas do DF

17 03 2011

A letargia das ações governamentais, o amadorismo na formação da equipe de governo, a incapacidade política do governador de assumir compromissos e se desvencilhar deles, a falta de visão estratégica do cargo, a falta de sensibilidade na definição dos administradores regionais, a indefinição e a dubiedade da movimentação política do governador, a omissão diante da voracidade do vice que abocanhou as áreas estratégicas, um incompreensível alheamento do que acontece ao seu redor…
Estas são as opiniões recorrentes que a gente capta conversando com petistas de vários matizes e tendências. Dizem que até agora a marca do governo Agnelo é a omissão. Nem mesmo o povo da DS, corrente do secretários e deputados Paulo Tadeu e de Arlete Sampaio, e que foi a mais aquinhoada com espaço, cargos e poder, está contente.
Antes de completar 100 dias de governo, há uma sensação de frustração e desencanto com a tibieza de Agnelo Queiroz – que se cercou de um núcleo de amigos e, diante de problemas, acaba sempre se omitindo de tomar as decisões necessáiras. Tomado por uma percepção de infalibilidade, o governador não se dá conta de que manter alguns dos secretários escolhidos sabe-se lá segundo quais critérios é fazer naufragar ainda mais o seu governo.
E aqui, sejamos francos, ninguém leva a sério ou considera como real a possibilidade de haver alguma fita incriminadora de Durval contra Agnelo. O que está apavorando as pessoas é a falta de ação. Não houve rompimento com as antigas práticas – e muitos dos que se locupletaram com Roriz, Arruda e Rosso continuam nadando de braçada. Administrações regionais, como a do Guará, por exemplo, continuam nas mãos do grupo político que esculhambou a cidade, tornando-a um reduto de kits e um inferno por conta de prédios autorizados bem além do gabarito estipualdo pelos moradores em audiências públicas para a definição do PDL.
Agnelo, reclamam outros, é refém de esquemas com os quais fez acordos no afã de chegar ao poder.
A pergunta que fica: estes mesmos petistas que hoje temem pelo naufrágio… eles não sabiam o que estava sendo tramado? Há os que reclamam e ameaçam coocar a boca no trombone mostrando que Agnelo não está cumprindo acordos políticos e financeiros – um cenário que deixa petistas apavorados.

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17 03 2011
Marc Arnoldi

“Amanhã será um lindo dia”, era o slogan da campanha PTista ao GDF em 1994. A idéia era fazer uma curva de 180 graus em todos os setores, mudar de verdade. Os feitos do Governo Cristovam estão aí para quem quiser conferir. E, sem dúvida com erros e acertos, não há como negar que a administração PTista de 95/98 criou uma ruptura com as precedentes. Talvez não pelo próprio bem já que, como todo mundo sabe, o projeto foi interrompido nas urnas em outubro de 1998.
Na campanha de 2010, o momento político da cidade era outro, mas em nenhum momento a coligação Novo Caminho se apresentou “revolucionária”. É verdade que sua composição impedia qualquer lema mais radical, tendo em visto várias integrantes de outros carnavais, perdão, governos.
Mas vamos nós ater a sua pergunta. Ninguém duvida que, em política como em outros setores, atrás da sala de recepção iluminada existe uma cozinha, exigindo na sua entrada o porte de máscara, luvas e botas. Por higiene.
Da mesma forma, depois do projeto eleitoral vitorioso de Lula (e após tantos fracassados do PT com Lula), a lição de casa foi feita em (quase) todos os estados. A chegada ao poder é condicionada ao respeito da velha máxima que reze que pouco importam os meios diante dos fins almejados.
O cenário político do DF teve mudança radicais e inesperadas (bem, inesperadas não para alguns que, pelo jeito, “sabiam antes”…) em pouquíssimo tempo. A derrocada do grupo Arruda, é claro, mas também e depois, o surgimento do Ficha Limpa, que deu um duro golpe ao grupo Roriz. É bom lembrar que a sanção da lei pelo Presidente Lula se deu somente em junho de 2010, mês das convenções partidárias.
Ao mesmo tempo, e pela primeira vez na história do DF, não se conseguiu viabilizar a tradicional 3a via. Rollemberg e Cristovam, de um lado, e Fraga do outro, tiveram que se aconchegar nas duas opões existentes (Toninho do PSOL acabou atraindo uma grande parte do eleitorado, estimado em 15/20 %, que chamamos de nem-nem, nem Roriz, nem PT).
A partir desta situação, nem neutralidade era opção. E vários partidos acabaram coligando-se com o Novo Caminho, na última hora, sem conseguir nem compromisso formal com Agnelo e sua equipe. O pós-eleição é um outro século em política.
Então eu não estaria preocupado pelos acordos políticos eventualmente não cumpridos. Já os financeiros…

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