Jorge Martins – O Crocodilo 16 e 17 de março

17 03 2011

VIDA DE FOTÓGRAFO

Sob sol ou chuva, afagos ou pancadas, eles estão sempre a postos para colher os flagrantes que o leitor vê nos jornais, revistas, sites e blogs. Na foto, sob o temporal temporal que caíu sábado, no Abadião (Ceilândia) o nosso companheiro e amigo Chiquinho Stuckert mostra como a coisa funciona para eles: preferem proteger seus “canhões” de fotos do que a si próprio. Eles são assim. Salve os fotógrafos do Brasil

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O BICHO NÃO É TÃO FEIO

Não há dúvida que a notícia da intervenção judicial (TJDFT) na Federação Brasiliense de Futebol pegou a todos de surpresa. Em princípio, óbvio que chegou a causar certo impacto. Ao afastar presidente e vice, respectivamente, de uma só cajadada, claro que a decisão judicial deixou transparecer a todos uma situação excessivamente delicada, como malversação de verbas públicas, coisa assim. Mas não é isso. O bicho não é tão feio como pintaram. O que teria ocorrido, sim, foi a destinação indevida de verba liberada pelo GDF para aplicação num projeto esportivo, e não distribuída entre o Gama, Brasiliense e CFZ, por representarem o futebol da cidade nas suas séries no Campeonato Brasileiro, como exposto na sentença. Bem diferente, portanto, de alguém da FBF apossar-se indevidamente do dinheiro público.
Ademais, da decisão cabe ainda recurso ao Tribunal de Justiça do DF. Trata-se, por enquanto, de sentença de primeira instância. Pelo exposto, após verificar a existência de irregularidades na aplicação da verba, na destinação indevida que teria sido dada pelo FBF, em se tratando de dinheiro público o juiz houve por bem determinar a intervenção. O que não sei (só mesmo vendo os autos da ação), é o que a FBF teria exposto em sua defesa, principalmente o presidente (licenciado) Fábio Simão, que emitiu a destinação do numerário. O que também não entendo é como um fato ocorrido em 2004 teria passado despercebido pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal, que analisa a liberação e aplicação das verbas liberadas pela GDF às suas Secretarias e, consequentemente, delas as federações. Afinal, já se vão aí oito anos. Complicado, complicado.
Pelo que depreendi ainda, o então vice, Paulo Araujo (atual presidente em exercício), não assinou nada, não autorizou nada. A destinação era da alçada do presidente, que recebendo o repasse da Secretaria, era e foi o responsável pela distribuição da verba. Pior, bem pior do que isso, no entanto, é constatarmos diariamente meterem à mão no dinheiro público através de maracutaias diversas. Bem ou mal, essa verba foi aplicada. Ninguém ficou com centavo dela. E as que saem para os bolsos de terceiros às custas das imorais verbas emergenciais, etc, etc.? É isso aí!

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PRESENÇA DA ABCD INCOMODA

Não teria como deixar passar em brancas nuvens a estranhesa do meu amigo e colunista do Caderno de Brasilia, José Bonetti, com relação ao fato de a Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos-ABCD- e Federação Brasiliense de Futebol, na pessoa do seu presidente, Paulo Araújo, não terem sido convidados (sequer informados, essa é a verdade) para um encontro realizado há dias em Brasilia, reunindo membros da Fifa, da CBF e do GDF.
Por qual razão não teriam convidado o presidente da FBF, responsável pelo futebol da cidade, francamente como desconheço o motivo. Foi como fazerem festa no Vaticano e não convidarem o Papa. Coisa assim. Uma indelicadeza e grosseria incomuns numa cidade que, tida e havida como Capital da República, repleta de órgãos com cartilhas mil de cerimoniais, se apresenta como sede de uma Copa do Mundo.
Com relação a exclusão da ABCD do encontro, porém, é mais fácil explicar. A entidade, como representante da crônica esportiva candanga e porta-voz direta da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos-Abrace-, é vista como espiã na busca pela moralidade. Verdadeira Persona non Grata para aqueles que não a querem por perto, que têm medo das suas paticipações, contestações e independência. A ABCD nunca pediu-lhes qualquer favor. Vive das suas posses, das anuidades dos seus associados. Não troca favores por migalhas ou promessas de status e verbas para si. Se solicitações faz (justíssimas), é sempre em favor dos seus associados, das aguerridas e sofridas equipes esportivas das nossas emissoras (que durante todo o ano acompanham o esporte da capital, fazendo das tripas coração para se manterem no ar).
Amigo Bonetti, o escriba aqui tem 50 anos de estrada no jornalismo. Não começou ontem. Pega tudo no ar. Sabe, por exemplo, que ao convidá-lo, o vice-presidente da CBF, Weber Magalhães, até certo ponto chegou até mesmo a burlar o esquema oficial. Pode crer: não querem mesmo a imprensa por perto, quem opine, quem conteste. Ou, como na maioria dos estados que sediarão, a Copa, já teriam indicado um membro em suas comissões pró-Copa.
Aliás, pelo que tenho observado, até mesmo nosso governador (e botafoguense) Agnelo Queiroz parece estar blindado com relação aos velhos amigos e conhecidos da crônica. Não me parece mais, realmente não, aquele amigo de então. É impossível que na sua agenda não disponha de 10 minutos para ouvir algumas coisas do nosso interesse… e dele também. Distanciou-se por completo. Uma pena, uma pena! É isso aí.!

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PERGUNTAR não ofende: será que ao anteciparem a rodada do domingo para sábado, a Federação Brasiliense de Futebol e os clubes pensaram no fato de a PMDF estar com quase 90% do seu efetivo voltado para a visita do presidente Barack Obama? E que, com isso, poderá não ter como dar cobertura a todos os jogos da rodada? Aliás, se alteraram apenas o jogo de um estádio, mantendo todos os demais como programados, por quê a antecipação? Meu Deus!

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C R O C _S

O PRESIDENTE do Brasiliense, Luiz Estêvão, tem mesmo de ir à Justiça Comum na busca dos direitos do clube. Foi dessa forma que, em 2000, o Gama conseguiu reverter sua exclusão do Brasileirão. O alviverde perdeu todas na Justiça Esportiva, mas graças a um trabalho jurídico notável e memorável do seu atual presidente, Paulo Goyas, ganhou todas na justiça comum. /// GANHOU na Justiça de Primeira Instância, no TJDFT, na Justiça Federal de Primeira Instância do DF e São Paulo, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (sediado no Distrito Federal) e no Superior Tribunal de Justiça – não perdeu uma! /// GAMENSE alguma tem como esquecer-se disso. Não fosse Paulo Goyáz, a imprensa candanga (que motivou a paulista e carioca a favor da causa gamense da cidade) e a própria população do DF e seus muitos abaixo-assinados, e o Gama dificilmente teria conseguido êxito na guerra travada contra a CBF. /// O BRASILIENSE teve, sim, seu direito atropelado pela Justiça Desportiva. A inclusão do Duque de Caxias foi uma vergonha para a Justiça Desportiva. Idêntica a que praticou contra o Gama. /// O CLUBE carioca usou indevidamente dois jogadores que estavam punidos com o terceiro cartão amarelo. Caso cristalino de suspensão automática. Não respeitou, escalou-os e devia ser punido. Isso é uma vergonha! /// O JACARÉ tem mesmo é de botar a mandíbula pra fora e ir atrás dos seus direitos, mesmo participando da Série C. O que não pode é fazer o jogo da CBF e da justiça desportiva.Tem de cumprir a tabela para, após seis meses, ingressar na justiça comum. Nem que seja atrás apenas de boa e bojuda indenização. /// COM relação a recorrer à Fifa, confesso-lhes não acreditar que consiga absolutamente nada. A Fifa não é muito melhor que a CBF ou a nossa justiça desportiva. Blatter e Teixeira comem no mesmo prato. /// SE recorrer internacionalmente tem de fazê-lo perante o Tribunal Internacional de Haia. O Flamengo (com Márcio Braga) já fez isso. Só que, dias mais tarde, retirou a ação (a pedidos). E conseguiu o que queria. /// A TABELA do Candangão está totalmente desacreditada. O que os dirigentes estão fazendo, alterando-a a cada nova semana, desmoraliza o futebol da cidade. Um vexame! /// SERGIO Duque, da equipe de apoio da ABCD, será o responsável por conduzir em seu fon-fon, nesse sábado os cachorinhos farejadores de explosivos trazidos dos Estados Unidos a Brasília por agentes do FBI e da CIA. /// A PRIMEIRA coisa que os “xerifes”fizeram ao entrar no carro dele, no Aeroporto JK, foi cheirar tudo. Até o Sergio foi cheirado. Se em época de festas juninas, com cheiro de pólvora de bombinha na mão, certamente ele já era! É isso aí!


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