UnB confirma: terça-feira, 12, não haverá aula

11 04 2011

Com a dificuldade de comunicação, tendo em vista que as chuvas acabaram causando transtornos na parte de tecnologia de infdormação, a UnB está se valendo do twitter para se comunicar com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral. Assim, foi confirmada há pouco a manutenção da suspensão das aulas em todo o Campus Darcy Ribediro nesta terça-feira, dia 12.
Ainda não está decidido oficialmente o retorno das aulas na quarta, decisão que deverá ser comunicada somente na terça-feira, 12, após uma série de exames técnicos. O maior cuidado estrá com a parte das instalações elétricas – pelo temor de choques.
Assim, é esperar para saber se as aulas voltam mesmo na quarta ou, como defendem alguns, somente na segunda-feira, dia 18.





UnB define nesta segunda, 11, retorno à normalidade

11 04 2011

Ainda não está definido que as aulas da UnB, no Campus Darcy Ribeiro, voltam à normalidade nesta terça-feira, 12. Tudo vai depender de uma rigorosa inspeça feita pelos técnicos de segurança da insituição, além da defesa civil e da própria CEB.
Alguns segmentos acadêmicos defendem que as aulas sejam suspensas durante toda a semana, fazendo assim com que os calendários dos campus de Ceilândia, Gama e Darcy Ribeiro voltassem ao mesmo ciclo – lembrando que nos dois primeiros houve paralisação por conta da luta dos alunos por melhores instalações e para pressionar pela conclusão das obras.
Pelo modelo ‘pedagógico’ utilizado pela UnB, o fato de um instituto ou departamento não ter sido atingido pelas águas não quer dizer muita coisa, porque é comum, por exemplo, que alunos de Administração tenham aulas no ICC. E o mesmo vale para outros cursos.
Até o final do dia a UnB anuncia um cronograma de volta às atividades.





UnB sem aula nesta segunda, 11

10 04 2011

Em face da imensa chuvarada que caiu sobre áreas do DF e cercanias – impondo inclusive a queda do telhado de um shopping em Valparaíso de Goiás, na saída Sul, na chamada área do Entorno – estão suspensas as aulas da UnB desta segunda-feira, dia 11, em todo o campus Darcy Ribeiro – localizado na Asa Norte de Brasília. A priori a suspensão das aulas é apenas para esta segunda-feira.
As imagens e os relatos dão conta de um quadro desalentador, com muita água e perdas de livros, material didático e mesmo equipamentos da TV UnB. Há riscos decorrente do contato de fiação/rede elétrica com água.
Os sites de notícias da UnB e mesmo o portal do Cespe estão fora do ar.
Não é a melhor hora para buscar culpados, mas sim de cerrar forças para que a UnB se recupere desta tragédia.





Lula x Dilma – o 3º turno que eles não verão acontecer

10 04 2011

Já faz tempo que existem vários ‘brasis’ em permanente conflito. Um conflito artificial, alimentado por grupos que excluídos do núcleo central do poder, continuam achando que ele pertence exclusivamente a eles. Por não quererem entender que o poder começa a ser de outros também eles tentam criar uma situação de confronto. De conflito. De inconformidade.
Já disse e volto a repetir: o PT, sob o comando de Lula, transformou-se no partido social democrata, ocupando o espaço que as elites tinham reservado para os tucanos. Acontece que o PSDB, por ausência de penetração nos diversos segmentos e movimentos sociais (e até pela dificuldade em conviver com eles, optando, pelo contrário, em sua criminalização e demonização) acabou tendo que se aliar com o que de mais podre existe na política nacional: o fisiologismo corrente do PFL/DEM, o oportunismo cartorial do PPS – além do adesismo renitente de outras siglas como PTB, PMDB, PP.
Ao migrar para o centro, o PT obrigatoriamente deslocou este grupo tucano para a extrema-direita – exemplo disso foi a campanha de Serra em 2010, resgatando temas seiscentistas e que revelam a miopia em relação ao que acontece hoje em nosso País. Com a consolidação do papel social democrata, claro que o PT acabou atraindo estas siglas voláteis e sem sentido ideológico a não ser o de buscar levar vantagens (PTB, PP, PMDB, PR). Como os petistas vão administrar esta aliança e como eventualmente irão se livrar de algumas companhias depende principalmente de como irão se comportar, inclusive eleitoralmente, as siglas mais históricas e que fizeram parte do primeiro consórcio petista.
Para manter o PT com um papel social democrata de centro esquerda – será que existe tal classificação? – é fundamental que a correlação de forças demonstre que o PSB não será tomado pela sedução de se fundir com o serrista PSD de Kassab, Índio e Kátia Abreu; que o PCdoB tenha como se revitalizar e também se livrar de algumas figuras que trazem o Partido para o noticiário apenas quando geram problemas; que o PDT possa deixar de ser um ente em vias de extinção e se fortaleça em torno de novas lideranças que abandonem a sedução do fisiologismo.

O sonho do 3º turno

Nestes 100 primeiros dias do governo Dilma este quadro dos ‘brasis’ em conflito se manteve inalterado – como foi durante os oito anos de Lula. Existe no entanto uma diferença, mais demoníaca que real: as elites tentam mostrar Dilma como a anti-Lula, tentando cooptá-la, em lugar de compreender, entender e aceitar que o Governo Dilma é a continuidade do Governo Lula – mesmo não sendo o mesmo e nem querendo ser igual. Até porque o Brasil que Dilma herdou não é nem parecido com o Brasil que Lula assumiu em janeiro de 2003.
Se o 1º turno foi Dilma contra todos; se o 2º turno foi Dilma contra o obscurantismo, o 3º turno sonhado e idealizado é Dilma contra Lula. É tão perceptível este cenário e ele passa pela forma como a extrema-direita busca diferenças e antagonismos entre os dois presidentes. O que eles queriam, que fosse igual aos anos de chumbo onde tínhamos um ditador de plantão, seguindo pela mesma cartilha, sendo manipulados por quem realmente detinha o poder?
Esmiuçar discursos, dizer que Dilma fala mais em mulheres do que Lula falava; que ela fala mais em Brasil do que Lula falava; que ela fala mais em miséria do que Lula falava… é muita babaquice – me desculpem pela expressão. Dilma não é Lula, mas os dois têm o mesmo projeto e assumiram o mesmo desafio de levar justiça social para milhões de brasileiros que sempre viveram às margens de qualquer possibilidade de inserção social. Podem ser diferentes as palavras, podem ser diferentes os métodos – mas o objetivo é exatamente igual.
Enquanto as nossas elites não entenderem isso, elas continuarão dando com os burros na água na espera de um 3º turno, que, na visão e sonho deles, significaria o efetivo distanciamento de Lula e Dilma. Sonhem…





Turma do atraZo reforça atuação no Entorno de Brasília

9 04 2011

Derrotados moralmente pela divulgação de fitas e eleitoralmente desalojados do poder, os destroços da turma do atraZo – rorizistas e arrudistas que não conseguiram a proteção/benção e o apoio do vice Tadeu Filippelli – miram agora o Entorno de Brasília. O objetivo é simples e claro: querem ganhar espaço e força política comandando prefeituras em cidades próximas ao DF e que possuem contingente populacional que vota no DF. Há, ainda, a chamada migração de votos, fenômeno que acontece a cada novo pleito – sem qualquer ação coibitiva ou restritiva por parte da Justiça Eleitoral.
A estratégia tenta repetir uma jogada de êxito e que envolveu o retorno de Arruda ao cenário político depois da pantomima, para não dizer palhaçada, da bisbilhotice, seguida das juras e posterior confissão da mentira e que culminou com sua renúncia do Senado. Arruda moldou o discurso da nova chance junto aos humildes do Entorno e quando chegou no DF, já tinha a plena convicção de que a encenação com lágrimas e auto-flagelação causava impacto positivo – resultando na sua expressiva votação em 2002 (324.248 votos – 26,56% dos votos válidos)
Amparados neste marketing, a turma do atraZo está jogando pesado com o que lhe restou para tentar ganhar gordura, inclusive financeira, através do domínio de algumas máquinas de administração municipal. Seria um espaço para encostar lideranças que hoje estão soltas – porque nem todas foram inseridas dentro do projeto político que hoje, mais parecendo uma colcha de retalhos, comanda o GDF.

Weslian candidata em Luziânia?

Deste modo, a turma do atraZo tentará ter viabilidade eleitoral em 2014 ou mesmo mais adiante, com a formação de quadros de sua confiança. Jaqueline Roriz, o nome idealizado pela turma, está definitivamente comprometido depois da divulgação das imagens de seu encontro com Durval. Weslian Roriz, usada como laranja em 2010, dificilmente terá ânimo para tentar o Buriti de novo em 2014.
Dia destes, durante rápida passagem por Luziânia, conversei com algumas pessoas e me deparei com o boato de que Weslian poderia ser candidata à prefeitura de Luziânia – tentando capitalizar o papel de ‘coitada’ que foi massacrada pela mídia da Capital Federal. Não consegui confirmação deste intenção, mas ela não teria dificuldade em justificar seu domicílio no município tendo em vista que Roriz é dono de fazendas na região.
É preciso levar em conta também um outro aspecto: com a indefinição do STF-Supremo Tribunal Federal quanto à aplicação e vigência da Lei da Ficha Limpa, Roriz pode ser outra vez candidato – usando o discurso do prejudicado? Se sim, o Entorno joga um papel fundamental para 2014.
Ou seja: qualquer que seja o cenário de 2014, a turma do atraZo já se deu conta de que a sua sobrevivência passa pelas eleições municipais de 2012. Portanto, cabe aqui enfatizar, é bom ficar com as barbas de molho e acompanhar com redobrada atenção o que acontecerá daqui até outubro do ano que vem, para depois não ser surpreendido.





Existem dores que ficam como marcas em nós

7 04 2011

Passei o dia entre conversas e reuniões e na medida em que sou um jornalista à moda antiga, daqueles que ainda não sabem usar as modernas geringonças tecnológicas que possibilitam mobilidade, somente agora, diante do computador, tenho tempo para tentar colocar em ordem os pensamentos que me atordoam desde quando eclodiu a barbárie do assassinato de crianças no Rio de Janeiro – contraditoriamente dentro de uma escola que, sempre se supõe, seja um ambiente seguro.
Escutei recortes de várias entrevistas com autoridades, com policiais, com psiquiatras forenses, com psicólogos e uma série de pessoas que tinham em suas linhas de raciocínio e de argumentação mais ‘quês’ de dúvida do que ‘porque’ de convicção.
A minha única certeza é de que esta é daquelas dores que ficam em nós como marcas, como um divisor de águas a nos chamar sempre de novo para a lembrança de uma cruel realidade: o homem opta de modo célere pela sedução da barbárie. O lado animalesco, antes contido por valores e parâmetros sociais, de repente torna frágeis os mecanismos de retenção da besta que vive ‘a solta’ e é parte do ser humano.
Tenho filhos como por certo tantos dos leitores que a cada dia por aqui passam neste universo virtual e imagino a sensação de ódio e de dor que permeia os familiares de cada uma das vítimas. O que aconteceu no Rio de Janeiro é destes episódios que mostram a que nível perigoso chegou a desestruturação do ser humano, o que uma besta pode fazer quando deixa de ter parâmetros em sua relação com o mundo.
De repente muitos de nós já estávamos acostumados com ataques de ‘serial killer’ em shoppings, universidades, igrejas e escolas lá nos Estados Unidos e em outros países. De certo modo, sentíamo-nos amparados numa segurança deque aqui, entre nós, isto jamais teria como acontecer.
E quando nos descobrimos passíveis de sermos vítimas de tais monstros, nos deparamos com tantas perguntas que permanecem sem resposta. Tenho medo que este episódio possa ter rompido o lacre e de repente nos vejamos permanentemente ameaçados, dentro da percepção de que o episódio no Rio de Janeiro pode não ter sido apenas um fato isolado.
Destarte todas as linhas de raciocínio, tenho para mim que existem alguns pontos que considero fundamentais – sem antes reiterar o verdadeiro asco que sinto pelo sensacionalismo que as TVs tentam dar a fatos desta natureza, desrespeitando a dor de quem foi vitimizado pelos disparos:
1. O papel novamente leviano de boa parte da mídia, servindo mais para gerar pseudo-verdades e como forma de disseminar preconceitos, amparando-se em ‘me disseram’ para formular perfis que buscam denegrir outras religiões, outros povos. Na sua busca por audiência, percebo que a mídia enveredou por um caminho de leviandade. Não há mais tempo para checar uma informação. O importante é jogar no ar e quanto mais chocante, melhor.
2. A transformação de bandidos em heróis, quando na realidade deveriam ser tratados apenas como pessoas que vivem em conflito com a Lei. A mídia dá um glamour a figuras de delinquentes, traficantes e assaltantes que tem seus atos retratados em horário nobre dos nossos telejornais. Esta exposição em destaque enseja uma percepção de que basta ser bandido para virar astro.
3. A existência de um processo mimético onde algum esquizofrênico de repente se identifica com uma situação análoga e que tenha acontecido em outro País mas que, repercutido pela TV no Brasil, pode instá-lo a querer ‘ser igual’ ao que ele usa como referência de sua insanidade.
4. A absoluta falta de valores que hoje domina o ser humano. Não é ser chato, apenas a minha sincera opinião: está faltando Deus na vida do ser humano.





Aécio: mais para Collor do que para Tancredo

7 04 2011

Escutei o discurso de Aécio.
Confesso que esperava mais.
Mas devo reconhecer que FHC tinha razão quando ele disse que Aécio é apenas o parente de Tancredo.
O discurso é uma colagem de clichês – como alguém que pega um roteiro e vai preenchendo com aquilo que pode impactar. Como ensinava meu velho pai: em terra de vesgo, quem tem um olho no máximo enxerga meia realidade.
Pensei que depois de dois anos de mandato de governador, tendo uma passagem apagada antes como Federal… pensei sinceramente que Aécio tivesse crescido intelectualmente, tivesse amadurecido politicamente, tivesse aprendido com os mineiros. Mas me lembrei: ele não é mineiro. Ele é uma espécie de carioca que optou por Minas apenas por comodismo e a facilidade de se apresentar sempre com um caixão debaixo do braço.
Definitivamente, Aécio, depois deste dircurso, cheio de lugares-comuns, cheio de futilidades linguísticas.. ele está sim mais para o Collor caçador de marajás e que falava qualquer besteira e a mídia do Rio e São Paulo transformava em grande evento político.
E sem querer fazer qualquer ironia, cabe lembrar que Collor e Aécio são dois cariocas – inclusive recaindo sobre os dois as mesmas dúvidas quanto a condutas e hábitos.
A dúvida que fica depois de tanto vazio em palavras é se a mídia irá tornar o vazio um poço de sabedoria.
Para quem esperava ver surgir, no discurso, a esperança de um futuro líder da oposição, a papagaiada de Aécio deixou a firme convicção do ressurgimento de um fantasma do passado. Resta saber se o povo brasileiro aceitará ser tapeado mais uma vez.





Passe Livre 495

6 04 2011

A edição do Jornal Passe Livre 495 será distribuída nesta sexta-feira na rodoviária de Brasília – com 60 mil exemplares – e tem, entre outros destaques:
– Governo Agnelo está procurando sarna?
– Diretoria Comercial da Terracap continua um balcão de negócios
– Esquema de corrupção do Pró-DF continua a pleno vapor
– Turma do atraZo ‘abandona’ o DF e centra fogo nas eleições do Entorno
– Por que o Governo Agnelo não revoga todo o PDOT?
– Sinpro realiza nesta 5ª um dia de lutas.


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O desafio de combater a impunidade

5 04 2011

Imunidade, sim! Impunidade, jamais!

Alfredo Bessow, jornalista

Observo com uma ponta de preocupação a ação de grupos políticos e até mesmo de segmentos supostamente sociais que de quando em vez encetam cruzadas ‘eugenizantes’ da política – centrando fogo nas reiteradas mazelas apresentadas pelos nossos representantes dos legislativos e executivos em todos os níveis da chamada república. A minha dúvida ‘prática’ não é com o movimento em si – louvável sob todos os aspectos! – mas sim pelo equívoco político de reduzir o tema a soluções intempestivas ou vangloriantes do acaso. Não acredito no espontaneísmo como instrumento ou meio de ação política.
Quero reiterar para que não paire dúvida: é preciso destacar a importância de apoiar e reforçar a ação destes grupos, mas deixando claro o reducionismo de suas cruzadas messiânicas. Na minha modesta opinião, o problema que aflige o ‘fazer política’, dentro de uma sociedade guiada e dominada pelo dinheiro, é bem mais simples na sua compreensão e, contraditoriamente, complexo na transformação prática.
Antes de mais nada, ações pontuais como adote isso ou adote aquilo me lembra de um prefeito de uma cidade do interior que nos anos 70 criou um programa chamado ‘adote uma praça’, até que veio alguém que sugeriu que ele alterasse o projeto para ‘adote uma rua’ – tendo em vista que praça e ruas da cidade careciam de conservação. De repente, não mais do que de repente, um gaiato que havia ‘adotado uma rua’, se sentiu no direito de se portar como dono da rua, quando esta deveria ser de todos.
Um vereador ou deputado não precisa ser adotado, mas sim ter compromisso com todos. E saber que em nenhum momento estará acima da Lei. E como fazer esta vigilância: pelo voto. Não alivio o lado do eleitor como co-responsável pelas mazelas tanto do Legislativos quanto dos Executivos pelo País afora. Quem foi candidato bem sabe como é fazer campanha ideológica, sem prometer nada, sem trocar e sem atolar-se no corporativismo de grupos profissionais, religiosos ou mesmo criminosos.
Sempre entendi que uma verdadeira Lei Eleitoral também deveria punir severamente a extorsão do eleitor. A proibição de brindes, shows e outros eventos já contribuiu para tornar a disputa mais ‘parelha’ – mas, ainda assim, o peso desta fisiologia ideológica praticada pelo eleitor custa caro e acaba comprometendo o próprio mandato.
Eu acredito que estas ações pontuais que, repito, são importantes, na realidade acabam ajudando a encobrir questões que para mim acabam sendo mais ‘causa’ de desvios no exercício do mandato do que a própria ação perversa do eleitor. Me refiro à judicialização do processo eleitoral e, por conta dos meandros e intermináveis recursos, acaba sendo incentivo à impunidade.
Nada é mais caro à sociedade do que a percepção de que a Lei só existe para o pobre, que não tem advogado renomado e que no máximo conta com um defensor público. É só observar a celeridade com que os tribunais julgam causas cotidianas que envolvem desavenças entre pobres e como são demoradas as oitivas, as diligências, as audiências e a quantidade de recursos que são interpostos ao longo do processo, questionando por vezes, questões de total insignificância e que não afetariam o mérito da causa, quando estão envolvidos os interesses de poderosos – muitas vezes apostando na prescrição.
A Lei teoricamente é a mesma. Mas a aplicação dela difere de acordo com o poder financeiro. Veja-se o caso de Nenê Constantino, o milionário dono da Planeta e da Gol – cujos processos como mandante de vários assassinatos ainda se encontra na fase preliminar. São crimes dos quais ele é acusado e que foram perpetrados há 10, 15 anos. Ou o processo trabalhista que envolve a hoje ainda federal Jaqueline Roriz que teria contratado, valendo-se de subterfúgios, trabalhadores para uma de suas fazendas e, na hora da rescisão, cometido arbitrariedades. O processo é de 2007 e simplesmente não anda. Imagine se um chacareiro em situação análoga já não teria tido de acertar contas com a justiça trabalhista…
A certeza da impunidade dos poderosos, volto a dizer, é o verdadeiro combustível, é o insumo básico para que muitos acabem confiando nestes subterfúgios como forma de garantir a manutenção de práticas deploráveis.

Coragem sob encomenda e com hora marcada

Também me causa espanto a extrema coragem dos idealistas de plantão que atacam membros do Legislativo e do Executivo, mas são cegos e coniventes com os desmandos do Judiciário. Acredito que estes rompantes de coragem decorrem de um simples fato: legisladores e membros do poder executivo não detêm em suas mãos o poder de prender.
Ou seja: a coragem que sobra é apenas uma fantasia da qual se valem em momentos, desde que garantidas as suas próprias salvaguardas.
Se o propósito for mesmo o de melhorar a democracia brasileira é preciso sim também dissecar as mazelas que afligem o Judiciário – mormente nas instâncias superiores. Uma boa medida seria a de que todos os chamados democratas e éticos cidadãos deste País fizessem um abaixo assinado para completar, para melhorar a proposta encaminhada pelo senador Pedro Simon.
Simon, para quem não sabe, apresentou projeto de lei que proíbe a concessão de aposentadoria para parlamentares que tenham sido cassados (não sei se ele fala também em caso de renúncia). Caberia aqui acrescentar também que magistrados, membros do MP e outros entes da Justiça que tenham sido demitidos por justa causa percam o direito de se aposentarem com a integralidade dos vencimentos.
Este é o mínimo que se espera. Porque assim já acontece com os servidores do Legislativo e do Executivo que são demitidos, perdendo todos os direitos. Digam-me o que justifica que apenas para os membros do Judiciário exista tal benevolência?

Um assunto já tratado

Ainda que já tenha abordado este assunto em outros post, quero aqui enfatizar o seguinte: a Reforma Eleitoral em gestação no Congresso Nacional pelos congressistas deveria, mas não fará, deixar bem clara a proibição de que vereadores, deputados e senadores eleitos ocupem cargos no Executivo. Eleitos, que cumpram o mandato, ou renunciem a ele para atender aos chamados de Executivos.
Como também considero que vereadores, deputados e senadores candidatos às eleições subsequentes ao mesmo cargo no qual já se encontram devam renunciar ao mandato para que em seu lugar entrem suplentes. Seria uma fórmula de tornar a disputa mais parelha entre os que já são e os que querem ser eleitos.
No caso dos senadores, ao contrário da maioria, considero que a suplência está correta, reduzindo-a a uma só. Mas que os senadores que se afastarem para ocupar cargos no Executivo ou que queiram se aventurar em disputas enquanto são protegidos pelo mandato de oito anos, que renunciem ao mandato de Senador.
Para concluir o tópico, um adendo que aqui publico e que pretendo sugerir a algum parlamentar da Comissão: que a posse dos vereadores, deputados estaduais/distritais e federais e dos senadores coincida com a data da posse de prefeitos (quando houver), dos governadores e do Presidente da República – para evitar que a sociedade pague por suplentes que vão assumir mandatos por 15 ou 30 dias. Mas que não corra a falta de vergonha que acontece aqui em Brasília, onde os deputados distritais tomam posse no dia 1º de janeiro, junto com o governador, e logo entram em recesso de 30 dias e, se o governador precisar votar questões com urgência, terá de convocá-los extraordinariamente. Que a lei seja clara neste sentido: no ano em que tomam posse, vereadores, deputados estaduais/distritais e federais e senadores NÃO terão direito ao recesso do mês de janeiro.

Imunidade, sim! Impunidade, jamais!

Poderia resumir este meu entendimento das mazelas atuais que assolam a política nacional – decorrência, digo mais uma vez, da judicialização do ‘fazer’ político – como oriundas da imunidades, dos chamados foros especiais e privilegiados e outras figuras jurídicas que servem para encobrir a mesma prática perversa.
Sou defensor ferrenho da tese segundo a qual, todo e qualquer homem público só deve ter direito à imunidade para os chamados delitos de opinião no exercício do mandato. Todos os demais crimes dos quais venham a ser acusados que sejam tratados pela Justiça Comum.
Reduzir à imunidade aos delitos de opinião é, no meu modesto juízo, muito mais salutar para a melhoria da qualidade da nossa representação política do que adotar este ou aquele político.
Continuo acreditando que podemos melhorar a democracia. Mas isto, repito, não será através de ações messiânicas ou promessas de pureza – que é a promessa e o compromisso que marca o início de todo e qualquer processo ditatorial, conforme tão bem nos mostra e ensina a história.





Jorge Martins – O Crocodilo de 4 de abril

4 04 2011

Brasiliense continua favorito - Ft.: Francisco Stukert


MUITA ÁGUA AINDA VAI ROLAR

A fonte ainda não secou. O que quero dizer é que não há nada definido no Candangão. Pela lógica, óbvio que o Brasiliense continua como o mais cotado para chegar ao título. Tem o melhor time, melhor banco, melhor estrutura. Por sinal, não sei sequer o que ele está fazendo nesse quadrangular. Um time que chega na frente dos demais com 12 pontos de vantagem, num campeonato curto como o da FBF, há muito já deveria estar com a taça, título e faixas de camepão na Boca do Jacaré. Mas se concordou com o regulamento, paciência. Mas,repito, é o favorito.
Domingo, em Formosa, o Brasiliense pegará um adversário determinado a tirar o couro do Jacaré a qualquer custo. A empolgação tem seus justos motivos. Afinal, o verde formosense não apenas fez uma boa campanha e classificou-se para as semifinais por seus próprios méritos como, agora, na hora dos pingos nos “i”, bateu o Botafogo-DF no Cave e o Gamão em seus domínios. E, por favor, sem essa de chororô, de responsabilizar a arbitragem. Se o gol foi duvidoso, o Periquito teve perto de 60 minutos para chegar a igualdade, 10 deles com o Formosa com um jogador a menos. Mesmo derrotado, ouso afirmar que essa tenha sido uma das melhores partidas do Gama no Candangão. O resultado mais justo seria o empate. Mas futebol é isso mesmo.
Contra o Brasiliense, portanto, o Formosa terá de jogar todas as suas fichas. A vitória será fundamental para requerer o visto do seu passaporte para à final. Com nove pontos, poderá até perder seus futuros jogos no DF e esperar por uma vitória contra o Botafogo em seu território. Daí porque até mesmo um empate contra o Amarelão de Taguatinga, convenhamos, estará de bom tamanho para ele, vez que um empate entre Gama e Botafogo-DF ainda o deixará numa situação bem confortável na tabela.
Ao Botafogo e Gama, não restam maiores alternativas: só vitórias interessam. Quem perder, dança! Para manter a pretensão de ainda chegar à final, sem pontos ganhos, ambos terão uma rodada decisiva no próximo domingo. Será vencer ou vencer! E torcer para o Brasiliense superar a equipe goiana (que ainda terá dois jogos difíceis em Brasília, contra o Jacaré e o Gama, no Serejão e no Bezerrão, respectivamente. É isso aí!

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PLACAR MORAL

CANDANGÃO

Formosa 1 X 1 Gama
Brasiliense 1 X 0 Botafogo

PAULISTA

Mirasol 1 X 1 São Paulo
Palmeiras 2 X 1 Santos

CARIOCA

D.de Caxias 1 X 4 Flamengo
Vasco 7 X 1 Bangu
Botafogo 0,0 X 0,0 Resende

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FIM DO CREDENCIAMENTO

A Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos – ABCD – informa aos associados e empresas que ainda não solicitaram o credenciamento nacional da Abrace, que o prazo para esse procedimento será encerrado no dia 15/04.
A partir dessa data, o credenciamento nacional será feito apenas para os integrantes de equipes esportivas que estejam começando suas atividades.

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CARTÃO VERMELHO

A Fifa e a Uefa baniram a Bósnia do futebol mundial. A ação é decorrente da Federação do país negar-se a mudar seu estatuto, que prevê o comando diretivo da entidade através de um regime de três presidentes, como ocorre com o governo bósnio. Como não foram atendidas na determinação, as entidades decidiram suspender os bósnios, por tempo indeterminado. Sua seleção e clubes (56ª colocada no ranking mundial) estão proibidos de jogar partidas internacionais..

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OPINIÃO
(E-Mail para Fernando Calazans-O Globo)

Amigo Fernando. Enquanto embalo meu domingo ouvindo o magnífico Carlos José, gostaria de observar que se o Milan jogasse sempre tão bem como jogou contra a Inter, seria um time quase imbatível. Sidorff acabou com o jogo. Joga muito o holandês casado com brasileira. Até os geralmente medíocres laterais do Milan jogaram bem. O namoro do Pato com a filha do “homem” tudo indica que tem feito bem ao garoto. Ótimo. Você viu, Fernando, baixaram o cacete naquele talentoso meia holandês. Mas, também, já mascaradão, cheio de frescuras. Creio que a Inter ainda é melhor time do que o Milan. Mesmo porque não existe dois jogos iguais. Caso Ganso realmente vá embora, azar o nosso e da bola, prefiro que vá para o Barcelona. Mas como parece não haver tal posibilidade, que vá brilhar na Inter. O que achas? Por fim, achei uma piada de mau gosto, li por aí, que o Real Madrid gostaria de trocar Kaká por Neymar. Nem quando Kaká estava em forma, jogava mais do que Neymar, que, por sua vez, é muito mais moço, sem contusões e ainda com muita lenha-futebol para mostrar. Forte abraço e continue lembrando de verdadeiros e eternos craques, como Didi, Gerson, Zico. Faz bem ao futebol, eleva teu raciocinio e deixa feliz teus leitores de bom gosto. (Vicente Limongi)

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BOLA MURCHA

O troféu Bola Murcha do final de semana vai para o grupinho de cafajestes, que travestidos de torcedores do Gama provocaram toda sorte de badernas antes, durante e após o jogo do alviverde em Formosa, cidade que tão bem tem acolhido todas as torcidas dos clubes do Distrito Federal. A PM foi muito condescendente. Mereciam xilindró.

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TÚLIO MARAVILHA

Na batalha pela conquista do seu milésimo gol, o atacante e boa praça Tulio Maravilha foi personagem, domingo, no Serejão, de matéria especial para o SportTV. A equipe da emissora poderia ter aproveitado a oportunidade para entrevistar o meia Iranildo, que também teve boa passagem pelo alvinegro carioca e aos 35 anos continua sendo um dos destaques do futebol brasiliense.

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TOMA, CÉSAR!

Cumprindo o ditado “A Cesar o que é de Cesar”, a coluna deseja cumprimentar o administador regional do Guará, Carlinhos Nogueira, que mesmo ainda sem ver a cor do dinheiro do GDF para muitas medidas que pretende tomar em favor do cidadão local, determinou nesta segunda-feira a passagem do trator para aparar o matagal que vinha tomando conta das quadras e conjuntos daquele satélite. Posto isto, “Toma, Cesar!” Valeu Nogueira! Nota mil.

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Partido Liberal está de volta à politica nacional

O Partido Liberal (PL) está de volta e com muito gás para fortalecer a política nacional. A sigla retorna contando com apoio de pastores evangélicos e de diversos outros setores, identificados com o ideário político do partido. Todos juntos estão promovendo uma mobilização nacional para refundar o partido, que foi extinto em 2007, depois da fusão com o Prona, que resultou no Partido da Republica (PR). Um dos coordenadores da legenda em Brasília, o pastor Osésa Rodrigues, diz que o partido já está próximo de conseguir número suficiente de assinaturas para requisitar seu registro formal junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), cuja exigência da lei eleitoral é de apresentar a assinatura de 0,5% dos eleitores registrados no Brasil, o que corresponde a 500 mil assinaturas.
Segundo Osésa, um grupo de evangélicos trabalha desde 2007 para recriar a sigla que já conseguiu o apoio, na capital federal, de mais de 23 mil assinaturas. E em 18 estados o total ultrapassa 400 mil assinaturas de apoio. Osésa indica que o PL não será, explicitamente, um partido evangélico, mas espera que seja um espaço para congregar todos os evangélicos, que vão defender os interesses dos fiéis.
A legenda no DF prepara um grande evento para a próxima sexta-feira, 8 de abril, quando dará posse à executiva do partido, solenidade que oficializará a diretoria e contará com a presença do presidente nacional, Cleovan Siqueira. (Por:Deise Lisboa)

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CROC_S

O BOTAFOGO voltou a apresentar os mesmos problemas no empate (de bom tamanho) de 1 X 1 contra o Resende. Se verdade que o técnico Caio Júnior mal teve tempo de conhecer melhor os jogadores, nem por isso pode-se eximí-lo de alguma responsabilidade, sobretudo na substituição do Everton por Arévalo. /// ADEMAIS, falar durante toda a semana que o seu time seria ofensivo e entrar em campo num 4-4-2 diante do Resende, convenhamos que não foi bom sinal. Mudou o quê? /// O PROBLEMA do Botafogo não é técnico, mas a falta de qualidade de 60% dos seus jogadores. O time precisa urgentemente de reforços. E reforços contratados por gente do ramo, não por amadores. O departamento de futebol simplemente não existe. É o pior do Rio /// UMA vez mais na Taça Rio, o Vasco apareceu como o melhor da rodada. Não pelos 4 X 0 que meteu no Bangu, mas pelo bom toque de bola e variações táticas que apresentou no decorrer dos 90 minutos. /// O FLAMENGO venceu, mas absolutamente não convenceu. Se é verdade que teve mais posse de bola, fez um gol através de um chute do Renato da intermediária e conseguiu um outro, contra, no finalzinho, graças a uma boa ajuda dos Deuses do Futebol. /// O FLUMINENSE foi outro que ficou devendo. Salvou-se pelos dois gols que fez nos primeiros 20 minutos de jogo. E só! /// DOS quatro grandes, porém, o Botafogo foi novamente o pior. Está mal o alvinegro. /// FOI bonito ver as instalações de São Januário novamente tomadas pela esfusiante torcida vascaína. Um belo espetáculo de amor ao clube. Agora, sim, Roberto Dinamite está no caminho certo. /// A ASSOCIAÇÃO Brasiliense de Cronistas Desportivos-ABCD- continua aguardando da Sectetaria de Esportes as anunciadas mudanças no comando da administração do estádio Bezerrão, cuja responsabilidade de manutenção e administração é daquela Secretaria. /// A PRESIDENTE Dilma Rousseff terá mais uma vaga para preencher no Superior Tribunal de Justiça-STJ-. Ainda este mês, quem se aposenta é o ministro Aldir Passarinho Filho. Gente que é gente, amigo da gente. /// COM a presença de dezenas de familiares e amigos, principalmente do mundo jurídico, quem foi festejado pela passagem dos seus 90 anos, foi o advogado Antonio Carlos Sigmaringa Seixas, um dos baluartes da advocacia brasiliense. /// É isso aí!