Agnelo tem o desafio de tirar o GDF do mar de lama

2 04 2011

A Caixa de Pandora, tal qual na mitologia, depois de aberta pela Polícia Federal como parte de uma operação, está revelando toda a podridão que tomou conta da política no DF – depois de janeiro de 1999, quando a Capital de todos os brasileiros foi governada por Roriz durante oito anos, Arruda três, Wilson Lima alguns dias e Rogério Rosso poucos meses.
Mas, ao contrário do legado grego, é preciso mantê-la aberta. Tenho para mim, que depois de todas as revelações, há de sobrevir a esperança. Não é possível que nós, brasiliense, não tenhamos razões de continuar acreditando em um novo tempo.
Estive ontem à tarde em um evento no Buriti. Não tive estômago para ficar mais do que meia hora no local.
Confesso que fiquei enojado vendo figuras que se locupletaram nos governos podres que transformaram Brasília em sinônimo de lama e corrupção andando com perversa desenvoltura pelos corredores de um Palácio hoje ocupado por um governo que deveria portar-se unicamente pelo padrão ético. E o que mais me apavorou foi ver como algumas pessoas são facilmente seduzidas pelas amplas ramificações da bandidagem.
Estes últimos 12 anos serviram para enraizar uma cultura de podridão entre a classe política que certamente vai acabar atingindo muitos dos que usam discursos de moralidade. Que a sociedade faça uma limpa, mas é vergonhoso como o eleitor é manipulável, como ele aceita trocar seu voto por uma promessa, por um benefício ou simplesmente por dinheiro.
É ruim que continuem na equipe de Agnelo pessoas que tem sido constantemente acusadas de atos de clara improbidade – mantendo-se sob a ameaça de que, sem espaço, passariam para a oposição. Não entendo como pode o governo Agnelo estar tão capenga em termos de negociação política. Não tem lógica esta ambição e querer construir um governo com 22 dos 24 distritais na sua mão.
Já disse isso e volto a repetir: de que adianta o apoio de Agaciel Maia, por exemplo, se ele na verdade é controlado politicamente por Pedro Passos – seu apoiador e financiador? Nos corredores da Câmara Legislativa fala-se abertamente que o mandato de Agaciel é ‘cuidado’ por Pedro Passos – e ele sabe usá-lo indicando apaniguados seus para a Secretaria de Agricultura, para administrações regionais. Qual a vantagem de contar com o apoio de Benedito Domingos, político que usa a sigla para fazer negócios e beneficiar familiares? Estes são apenas dois casos, mas poderíamos aqui discorrer sobre como a casa legislativa do DF tem prazer em chafurdar na lama.

Mais escândalos

A cada nova semana, um festival de denúncias.
A cada dia que passa, mas podridão vem à tona.
Segundo um velho conhecido da Receita Federal, já aposentado, os desvios no DF seriam superiores a R$ 30 bilhões – entre subornos, corrupção, desvios, aumento de gabaritos de prédios, remissão fiscal e tributária, tráfico de influência, etc.
E que o meio mais seguro para lavar este dinheiro é através de fazendas com criação de gado, lojas em shopping (consta que um ex-secretário dos governos Roriz e Arruda é dono de 10 lojas em um só shopping no DF, todas elas em nomes de laranjas), aquisição de imóveis e carros através de consórcios.
Talvez isto explique porque no DF está o metro quadrado construído mais caro do País – havendo apartamentos que são vendidos por R$ 14 mil o metro quadrado. Sempre tive curiosidade em saber se a desculpa de que o terreno encarece a construção poderia justificar tal absurdo. Ao encontrar um engenheiro/empreendedor, divaguei sobre valores e cheguei a conclusão de que o que encare a construção civil do DF são os chamados sócios ocultos.
A coisa funciona mais ou menos assim: alguém entra com um projeto numa administração regional ou órgão do GDF. Para o documento andar, começam a ser feitas concessões. Para quem não sabe, cada administração regional é nicho comandado e controlado por um distrital. Assim, para que o documento seja liberado e a autorização para a obra saia, o empreendedor é obrigado a dar apartamentos que são escriturados em nome de laranjas, ou igrejas, ou empresas…

Hora de dar um basta!

Terá Agnelo coragem e força para dar quebrar esta cadeia?
É difícil saber, porque a corrupção acabou empoderando pessoas que hoje detém mandatos parlamentares. E foi de atl forma letal que acabou seduzindo até mesmo deputados e políticos do próprio partido do Governador. Para romper todo este esquema, apenas com transparência e sem passar a mão na cabeça de aliados. Existe uma engrenagem carcomida, com dentes podres e alavancas invisíveis, entraves com vida própria.
A saída do Secretário de Desenvolvimento Econômico dá bem uma dimensão do poder desta máfia. O mesmo acontece em áreas como da Agricultura, Terracap, Saúde, Obras, Transporte, Educação, Tecnologia… Sei de histórias escabrosas que são contadas por pessoas que descobrem fatos e percebem que o comando destas estruturas corrompidas continuam nas mesmas mãos que estavam nos últimos anos, a mostrar o quanto esta rede de proteção criminosa detém de poder.





Jornalismo de Brasília está de luto

17 02 2011

Recebo do amigo e jornalista ACQ – Antonio Carlos Queiroz, a notícia da morte de um daquels que não se forjam mais na realidade do jornalismo dos dias de hoje. O que se foi e do qual logo em seguida transcrevo o texto emocionado e o relato esclarecedor que o ACQ mandou, este, o que agora é só saudade, era de um tempo onde lutar não era apenas uma expressão de fim de noite. Era um compromisso de vida, um referencial cotidiano.
Pessoas assim acabam fazendo muita falta, porque cada vez mais esta nossa profissão está sendo ocupada por oportunistas, sem comprometimento e sem ética.
O texto do ACQ serve para resgatar o Seninha. De minha parte, cabe apenas dizer que ficará o vazio e a saudade que poderemos e deveremos preencher com seus exemplos de lealdade e de dignidade.

Perdemos o companheiro Clóvis Sena, o Seninha

Perdemos, nessa terça-feira, 15, um importante membro de nossa Velha Guarda: o jornalista, poeta e escritor maranhense Clóvis de Queiroz Sena, aos 81 anos de idade, vítima de câncer abdominal. Ele foi enterrado às 11 horas desta quarta-feira.

Seninha, como era tratado pelos amigos, participou ativamente das lutas dos jornalistas de Brasília. Foi um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas e do Clube da Imprensa, e ocupou a presidência do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados no período 1985 e 1986.
Durante 25 anos, no DF, foi correspondente do Correio do Povo, de Porto Alegre. Passou pelas redações do Correio Braziliense, do Jornal de Brasília, do Diário de Brasília, dos semanários José, O País e O Semanário, e dos Cadernos do Terceiro Mundo. Foi também servidor da Câmara dos Deputados.

Clóvis Sena era um democrata radical e defendia a ideia de que os jornalistas devem ter posição, sem prejuízo da objetividade. Como militante, cerrou fileiras com lideranças da oposição à ditadura militar, entre os quais o deputado federal Neiva Moreira, do antigo Partido Social Progressista (PSP), um dos primeiros cassados após o golpe de 1º de abril de 1964, e que participou da organização do PDT de Leonel Brizola na redemocratização. Sena iniciou sua carreira jornalística no Jornal do Povo de São Luís, de propriedade de Neiva, nos anos 50, exercendo as funções de repórter, redator, cronista e crítico de assuntos culturais. Na gestão de 1955-56, foi diretor da União Nacional dos Estudantes.

Além de jornalista, Sena destacou-se como crítico de cinema e de música erudita, poeta e escritor. São de sua autoria as obras: Neiva Moreira, testemunha de libertação (depoimento). Brasília: Movimento Brasileiro pela Anistia, 1979; Flauta rústica (romance). Brasília: Thesaurus, 1984 (2.ed., Thesaurus, 1985); Jornalismo de Brasília: impressões e vivências (co-autoria). Brasília: Lantana Comunicação, 1993; A queda de Ovídio (poema), distinguido com o 1º lugar do Prêmio Nacional de Literatura da Fundação Cultural do Distrito Federal, 1987; O senhor da cerimônia (poema), 1985; O arquipélago (poemas), 1989; Muitos cajus da vida (poema), 1990; Mitolavratura (poema), 1991; Poema do continente e das ilhas, 1991.

Sena foi membro do Conselho de Cultura do Distrito Federal; do Júri Nacional de Cinema e de diversos júris de festivais de Cinema de Brasília e de Gramado; da Associação Nacional de Escritores; do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal; e da Academia Brasiliense de Letras. Ocupava a cadeira número 5 da Academia Maranhense de Letras. E foi vice-presidente da Associação Cláudio Santoro. Em 2006, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília da Câmara Legislativa do DF.

Um depoimento do Seninha sobre a sua carreira e sobre as mudanças políticas ocorridas no País em meio século foi colhido pelo jornalista Paulo José Cunha para o programa Comitê de Imprensa, da TV Senado, e pode ser visto no seguinte endereço: http://tinyurl.com/4rqqtmz Nesse documentário ele conta que veio para Brasília, entre outras razões, por achar que aqui o chão ficava mais perto do céu.

Outro depoimento dele, sobre a história do nosso Sindicato e do Clube da Imprensa, está no vídeo “Cadê o Sindicato que estava aqui?”, de autoria de Luiz Turiba, à venda no SJPDF.

A Velha Guarda dos Jornalistas do Distrito Federal vai encaminhar à direção do Sindicato dos Jornalistas a proposta de Turiba de dar ao auditório da futura sede da entidade no SIG o nome de nosso querido companheiro. Será uma homenagem mais que merecida a um jornalista e artista que foi, antes de tudo, um lutador das causas democráticas e populares.





Jornal Passe Livre nº 482

5 01 2011

A edição 482 do Jornal Passe Livre estará sendo distribuída amanhã na rodoviária de Brasília. São 60 mil exemplares!
Na edição desta semana, entre os destaques:
– Hospitais não podem exigir cheque-caução
– Agência Brasília virou reduto de anti-petistas
– Governo Agnelo castiga o Guará mantendo a cidade sob o comando dos que a odeiam
– Arruda ensaia retorno
e muito mais…


Para ver em tela cheia, selecione “Menu” e depois “View fullscreen”





No DF, bandidagem arma esquema para ‘emparedar’ Agnelo

18 11 2010

Meio por baixo do pano, mas não fazendo nenhuma questão de atentar-se aos cuidados e precauções elementares, o grupo criminoso que foi montado durante os governos Roriz – 1999 a 2006 – e que, pela chantagem, conivência e troca de favores, tornou Arruda refém de suas práticas (que continuam intactas no governo Rosso), está atuando fortemente no sentido de colocar Agnelo sob o seu comando.
Trata-se basicamente de um grupo de policiais civis aposentados, capitaneados por Durval Barbosa e Toledo, que se dizem credores de Agnelo por não terem fornecido o material de que dispunham para a campanha de Roriz e, em troca, agora, querem a manutenção de suas benesses.
É muito amplo e estranho o leque de atuação – vai de agências de comunicação com contratos com o GDF e que desavergonhadamente se extenderão pelo primeiro ano do mandato de Agnelo/PT. Mas é bem mais audaciosa a rede montada, inlcuindo a intimidação ao governador no sentido dele aceitar entregar a parte das finanças (Secretaria da Fazenda, BRB), das obras (Secretaria de Obras), transportes (cartelizado ao extremo – enquanto em Salvador atuam cerca de 70 empresas, no DF apenas quatro operam todos os serviços) e a questão fundiária (Terracap e legalização de condomínios e vistas grossas para invasão de áreas públicas – além dos interesses do Creci, Ademi & Cia).
A turma tem expoentes, além dos dois já mencionados. Figuras manjadas das tramóias, falcatruas e malversações de recursos e práticas desabonadoras como Brunelli, Luiz Estevão, Afrânio, Pedro Passos, Zé Edmar, Pedro Barbudo, Rosso, Welligton Morais (conhecido como Baiano) e que foi secretário de comunicação de Roriz por oito anos e fiel escudeiro de Arruda, Omézio Pontes – passando por pessoas do judiciário, ministério público, Tribunald e Contas do DF e União.
Em verdade, trata-se de herança de podridão que a passagem de Roriz e seu modo de fazer política – emporcalhando e enxovalhando as instiutições aqui no DF – conseguiu dar ares de normalidade e de imutabilidade. Será necessária uma urgente e profunda assepsia nas estruturas do pdoer no DF. E o desafio desta turma é impedir que Agnelo tenha condições de fazê-lo.
Quem irá vencer o embate?
Pelos sinais que estamos vendo, teme-se que o crime seja vencedor!





Jornal Passe Livre 475

17 11 2010

O Jornal Passe Livre será distribuído amanhã na rodoviária de Brasília – mas você já pode ler a edição aqui no blog. Lembrando que o jornal tem tiragem de 60 mil exemplares. Os destaques são:
– Interbairros, não!
– A turma de Roriz força a barra para ocupar espaço no Governo de Agnelo/PT
– Alunos, comunidade e professores lutam contra o fechamento de escola
– Cartas marcadas no futebol brasileiro?
– Ipea realiza Confereência.





Derrotada, mídia opta por disseminar preconceitos

17 11 2010

Causou asco, nojo, espanto e indignação a revelação, em nível nacional, das diatribese sandices vociferadas por um ‘comentarista’ da RBS/SC. Em verdade, não deveria.
Este sujeito, ao qual não se nomina e nem se insere em nenhuma profissão visto que a sua indicação como ‘parte’ de determinada área ou categoria poderia servir como referência desabonadora de outros bons profissionais em verdade não fala sozinho.
Este sujeito, ao qual alguns tentam vincular sua origem (RS) para disseminar o preconceito inverso de que todo gaúcho é preconceituoso, é na realidade semelhante a tantos outros.
A diferença básica está na sua reiterada grosseria – mas que em nada difere do que já foi vomitado pelo Madureira, pelo Jabor, pelo Mainardi, para ficar apenas em alguns casos. Neste caso, todos são condenados, mas a condenação se dá pela sua manifestação de opinião. Não vi nenhum comentário dizendo que Jabor é contra os nordestinos e contra o Lula por ser carioca. Ou que o Mainardi é contra o Lula e os nordestinos por ser paulista. Então não venham dizer que Prates faloiu o que falou por ser gaúcho. Falou porque é imbecil e porque representa um ponto de vista que está na cabeça de comentaristas de vários estados, de várias origens, de várias etnias.
A questão não é o estado onde nasceu, mas o estado (mental) no qual se encontra a cabeça de pessoas capazes de dizerem o que diz um Jabor, um Prates, um Mainardi, uma Cantanhede, um Merval.
Não é coerente que nós, de repente, movidos pelos nossos próprios preconceitos, queiramos jogar fora a água suja do balde sem antes tirarmos a criança de dentro.
Tenho dito e volto a dizer: o Governo Lula/PT foi omisso e se acovardou no enfrentamento desta questão da mídia. Foram oito anos jogados fora, período no qual nem o Governo e nem o Partido do Presidente tiveram a coragem e a ousadia de alterar o eixo da política de comunicação. O que impera dentro da lógica da Secom e na ‘comunicação social’ de empresas como CEF, BB, etc – a única exceção, ainda tímida, é a Petrobrás – é o modo tucano de tratar os veículos. Aos grandes, as benesses de tratamento privilegiado. Aos alternativos e pequenos, migalhas e tratamento desrespeitoso.
A mídia usa estas ‘bocas de aluguel’ porque sabe que o Governo Federal é frouxo e conivente. Certa feita cauosu furor e espanto a afirmação de José Serra de que haviam ‘blogues sujos’ que, segundo ele, eram financiados pelo Governo Federal. Decrépito e demente, como quem fala o que não sabe e nem entende, Serra jamais pode provar nada – ficando assim, mais uma vez comprovada sua dificuldade de manter ligados o ‘tico e o teco’.
Se o Serra não pode provar nada, resta-nos farto material para mostrar que existe sim uma ‘mídia suja’ fartamente bancada pela mídia oficial. Trata-se de algo vergonhoso, basta folhear – quem tiver estômago – alguma edição da Veja. Basta assistir – quem tiver estômago – a Globo ou a Band.
Sinceramente eu não consigo entender como esta cultura tucana se manteve intacta dentro da Secom – e pode-se temer até que continue a vigorar o mesmo tratamento preconceituoso no governo de Dilma. Não há sinais de mudança desta cultura, até porque muitos ‘companheiros e companheiras’ se sentem mais confortáveis com os salamaleques dos grandes veículos do que com o despojamento de quem faz comunicação comunitária, alternativa, independente ou o nome que se queira dar.
A mídia – derrotada pelos Brasil e pelos brasileiros – continua gozando da generosidade das verbas da Secom e do Governo Federal. E, bancada com o dinheiro da sociedadade, continuará a disseminar o preconceito contra o Brasil e os brasileiros que a derrotaram.
O que fomenta que os Jabor, os Prates, as Cantanhede e outros continuem vociferando suas aleivosias, exteriorizando de modo impune e incentivando o preconceito, é a certeza, dos donos dos meios de comunicação, de que lá na Secom o modo tucano de gerir as verbas de publicidade se mantiveram intactas durante os oito anos do Governo Lula/PT.
E apostam que continuará assim no Governo Dilma/PT…





Weslian confirma na Globo que votará em Agnelo!

29 10 2010

Ainda restam dois dias.
Como diz o povo… São mais duas edições do Jornal Nacional. O debate da Globo. A capa da Veja. E uma edição da Folha.
Há medo no ar.
Passei naquilo que seria o comitê do Serra aqui no DF. Desânimo.
Passei no comite de Weslian. As pessoas estão cabisbaixas. Havia cobranças. Dinheiro atrasado em fim de campanha é sempre um problema.
Fui na Feira do Paraguai, reduto do rorizismo e me deparei com a cena de ver mais adesivo de Agnelo do que Weslian.
Depois, uma passada pelo comitê de Dilma e Agnelo, que ficam próximos aqui em Brasília – por vezes fica a sensação de que faltou mais interação entre as duas coordenações.
Esta é a minha sexta campanha aqui no DF. Nunca vi o rorizismo tão fraco. Também pudera: o velho morubixaba foi matando todos os que, sendo aliados, poderiam colocar em risco o seu mandonismo.
Assim, defenestrou Valmir Campelo, Abadia (esta, de modo totalmente humilhante, depois de ser chamada de ‘vadia’ por Roriz, voltou a fazer parte de sua ‘base’), Paulo Octávio, Arruda (foi Roriz quem divulgou os vídeos como retaliação por conta do episódio do PMDB) e tantos outros. Restaram apenas que, por serem restos, ninguém mais queria.
Na disputa presidencial, uma constatação: os eleitores de Serra são mais enrustidos. Omitem suas preferências. Em verdade, quem vota nele, vota com vergonha. Vota muito mais por seus preconceitos contra o PT, contra Lula e contra Dilma do que propriamente por ver qualidades em Serra.
Faltam dois dias…
E terá o Serra condições de responder as tantas interrogações que continuam a lhe perseguir:
– Mônica Serra fez aborto. E, segundo o relato das alunas, com conhecimento dele. Serra é a favor do aborto?
– Onde está a Mônica Serra – que sumiu depois de ser desmascarada?
– Qual é a sua efetiva relação com Paulo Preto?
– Por que a Alstom é sinônimo de Psdb?
– Como a filha conseguiu comprar aquela mansão em SP?
– Tem falado com os Vedoin?
– Qual o conceito dele, Serra, acerca da liberdade de imprensa?
– Mandar demitir jornalistas é base do seu conceito sobre liberdade de imprensa?
– o Candidato Serra é a favor da prostituição?
– Qual a opinião do Serra sobre o papel das mulheres na sociedade?
– Qual o seu conceito de aparelhamento da máquina pública?
– Se ele, Serra, é contra acordos, por qual razão Soninha, Márcio Fortes, Roberto Freire e tantos outros políticos de siglas aliadas estão pendurados em empresas paulistas?
E tantas outras perguntas que a gente fica pensando…
Para a Dilma, eu faria algumas perguntas pontuais:
– A senhora e seu partido aprenderam como tratar a mídia?
– No seu mandato, a Secom vai continuar alimentando com dinheiro da sociedade veículos como Globo, Veja e Folha?
– Vai ser apresentada a Lei dos Meios de Comunicação?
– O seu governo vai apoiar de modo mais decisivo a II Confereência de Comunicação?
– O sistema Globo continuará sendo dono do do Ministério das Comunicações?
Sewxta-feira.
O Grêmio foi roubado pelo Herbert no jogo contra o Flu.
Sei, todo juiz erra. Mas juiz que entra de má-fé em campo é perverso.
Herbert é daqueles que odeiam o Grêmio. E sempre afana o time gaúcho. Foi assim no 1º turno nmo jogo do Grêmio x Vasco – outro penalti não marcado.
Pode ser cisma. Mas careca costuma ser problema. Ele é um exemplo. Serra é outro…
Sexta-feira…
Dois dias.
E continua o estranho cheiro de armação no ar.
Domingo, 8 e meia da noite.
Só então meu coração estará sossegado.
São três torcidas que se entrelaçam.
Dilma presidente, 13. Confirma.
Agnelo governador, 13. Confirma.
E para o povo aqui do Entorno é Iris governador, 15. Confirma.

Antes de encerrar, uma constatação depois do debate de ontem à noite: Weslian Roriz com certeza vota no Agnelo. Basta ver que ela o chamou de ‘nosso candidato’ e também de Governador. Foi muito bom escutar isto. Enfim, a ‘dona’ Weslian mesma sempre disse que falava com o coração. abriu o coração e confirmou: ela vota sim em Agnelo.
Assim, tenho pela primeira vez uma razão para cumprimentá-la pela sábia decisão anunciada solenemente ao vivo na TV Globo…
Dois dias…





Domingo sem futebol

3 10 2010

Claro, hoje é dia de eleição.
Hoje é dia de votarmos para que o Brasil continue mudando.
Mesmo distante, torço para que o meu Rio Grande deixe de ser manipulado pela RBS e eleja um governador que nos dê orgulho. E que este governador não fique de joelhos para a RBS. E que a futura presidenta do Brasil não trate a RBS com tanto dinheiro como o governo do Lula tratou.
Hoje é dia de nós, que vivemos, que escolhemos o DF para viver, morar e criar nossos filhos, começarmos a enterrar a página mais nefasta, vergonhosa e deprimente da nossa incipiente vida política local. É preciso enterrar Roriz, Arruda, PO, Rosso, Estevão e tantos outros e começar a reconstgruir o DF.
Por contraditório que seja, ao menos para mim, hoje é dia de torcer pela vitória de Anastasia em Minas – porque será insuportável ver um funcionário da Globo como governador das Gerais. Este mesmo funcionário da Globo que enquanto Ministro das Comunicações desencadeou sistemática, violenta e fascista campanha contra as rádios e tvs comunitárias. Que os petistas mineiros me perdoem, mas foi um equívoco o poder central determinar a aliança com Hélio Costa.
Ainda que hoje seja dia de eleição, nunca custa lembrar de futyebol e daí saudar o crescimento do Grêmio. Comendo pelas ‘berada’, está em 8º – o que é muito para quem, faz pouco, estava em penúltimo.
Está a 3 pontos do Atlético Paranaense – contra quem jogará na 35ª rodada (21/11 às 16h no Olímpico) – que seria o 4º clube brasileiro na Libertadores de 2011.
Eu acredito que o futebol brasileiro recuperará esta vaga, afinal de contas trata-se de algo que já estava valendo quando a competição (Brasileirão) começou e que portanto não poderia mudar durante o desenrolar da competição.
De qualquer sorte, são nove pontos longe do Cruzeiro (contra quem o Grêmio joga no Olímpíco na 30ª rodada, dia 17/10 às 16h). Mas se os ponteiros da competição continuarem vacilando e facilitando como na rodada do fim de semana (antes das eleições), não duvide…
Basta lembrar que antes da bola rolar no sábado, dia 2/10, o Grêmio estava a 15 pontos do Flu (51 a 36). Terminados os jogos, ficou a 13.
Sonhar, nunca é demais…
Por falar nisso, estimado leitor: você já votou para transformar em realidade o nosso sonho de continuar mudando o Brasil?





A insanidade da Folha

3 10 2010

Tenho para mim que as eleições deste ano entram para a história como o divisor de águas acerca do papel que os meios de comunicação assumem em toda e qualquer campanha. Não que em 2010 tenha sido diferente do que foi nos anteriores. A postura golpista dos meios de comunicação está presente desde antes do suicídio de Vargas.
A diferença é que este ano trouxe um novo protagonista para o ringue: uma blogosfera onde jornalistas mais bem preparados do que os que estavam escrevendo nos jornais fez, pela primeira vez, um contraponto à manipulação.
Não houve nenhuma mentira montada contra Dilma e veiculada pela mídia tradicional, por exemplo, que tenha resistido mais de seis horas de desconstrução pela blogosfera – sendo que a mídia tradicional, muitas vezes, demorou dias para assumir o erro (em alguns casos, a despeito de todas as provas e evidências, manteve-se apegada a sua versão e contribuindo, por teimosia, para o seu próprio descrédito).
O protagonismo propositivo da blogosfera estabeleceu o antes inexistente contraditório – algo assim primário, elementar, mas que pela primeira vez fez valer a diferença. E não se diga, como Serra e alguns sabujos, que o ‘nosso’ papel tenha sido o de fazer o jogo sujo. Pelo contrário: coube a este segmento fazer a limpeza da sujeira colocada na mídia e na rede.
Ao exteriotipar os adversários como ‘sujos’, Serra, a mídia e a elite por seus porta-vozes, acabou atraindo a atenção de muitos para as baixarias veiculadas contra Dilma, a montagem grotesca de fotos, as inverdades e as insanidades – que iam repercutindo em antas como Merval, Eliane, Reinaldo, Diogo. Na medida em que iam sendo desmascarados e condenados, eles próprios tornaram-se vítimas das próprias leviandades.
Assim, um fugiu e os outros foram ficando cada qual do seu verdadeiro tamanho intelectual, profissional e de subserviência profissional. Ou alguém ainda tem estômago para escutar Miriam Leitão? Ou alguém vai me dizer que não ficou arranhada a credibilidade do JN pela agressividade com que o Bonner, esta coisinha rica e fofa, atacou Dilma ao ser entrevistada? Ou não virou hit o pedido de desculpas ao ter que cortar Serra? Ou alguém haverá de esquecer que em face da repercussão negativa da entrevista até a Globo teve que soltar nota dizendo-se neutra?
Não faltam exemplos. Depois das eleições – mesmo que ocorra o improvável 2º turno – jornais como O Globo, Zero Hora (que é um verdadeiro câncer a corroer o RS e só quero ver se o Tarso Genro vai ter coragem de governar sem se ajoelhar para o povo da RBS), Folha de São Paulo e o Estadão terão de se reinventar ou serão cada vez mais jornais identificados apenas com um segmento derrotado da sociedade). O mesmo vale para revistas como a Veja – a despeito de algumas derrapadas, percebe-se que a famiglia Marinho parece que tirou as mãos do Kammel da linha editorial da Época. A TV terá de conviver cada vez mais com outra realidade: ela é a imagem da decadência.
Goste-se ou não de Edir Macedo enquanto empresário – permito-me como Luterano não questionar a suposta teologia da igreja por ele criada – mas a verdade é que ele partiu ativamente para o confronto. Não teve medo. Não aceitou a chantagem global. Correu o risco e está enfrentando a Globo e seus tentáculos com a mesma estratégia de sempre: sem recuar.
Mas… nada superou uma declaração de impotência que a Folha de São Paulo estampou na capa do portal Folha Online:

É o reconhecimento da impotência: Conheça os cargos em disputa; aprenda a votar branco ou nulo.





O mensalão da Abril

21 09 2010

Alguém já perguntou a razão pela qual a Veja ataca tanto o governo Lula, o PT e trata de criminalizar os movimentos sociais? Claro que não se trata de nada ideológico, afinal de contas, uma revista que traz no ‘dna’ as opiniões da famiglia Civita não tem nem ideologia e nem ética. É uma troca de interesses, meros negócios.

O pessoal do Blog da Dilma (não oficial) fez um levantamento de arrepiar – ao qual os demais blogueiros poderiam fazer levantamento semelhante em seus estados. Aqui mesmo no DF, em troca de uma entrevista nas páginas amarelas, a Veja vendeu para o GDF milhares de assinaturas desta coisinha fofinha que é a Veja e outras publicações.

Sugiro que os governos democráticos e populares – a começar pelo governo federal:

1 – cancelem todas as assinaturas da Veja e das demais publicações da famiglia;

2 – cancelem as milhares de assinaturas da Folha de São Paulo e de acesso a Uol;

3 – que o Governo federal suspenda os contratos de veiculaçãod e material ‘educativo’ na TV Globo – principalmente os telecursos e a retransmissão de conteúdo para as escolas pelo País;

4 – que uma vez eleito, Tarso Genro suspenda as assinaturas de Zero Hora, das autorizações de acesso ao conteúdo, das mídias e publicidades na RBS e em seus veículos (principalmente os que se encontram em nome de laranjas);

5 – que não sejam renovadas as assinaturas de O Estadão e também da revista Época,

6 – que seja criado o conselho de comunicação;

7 – que seja democratizado o Núcleo de Mídia – inclusive eliminando a figura perversa que hoje o coordena e que é anti-petista e prestou serviços ao governo Roriz (comenta-se que está no posto por sua amizade com Franklin Martins).

Se cada um de nós fizer um levantamento dos contratos em seus respectivos estados – e alguém tiver a parcimônia de fazê-lo em relação ao Governo federal – veremos que estas revistas não sobrevivem mais de venda em banca ou de publicidade – mas sim das assinaturas.

Este é o texto que copiei do blog da Dilma (http://blogdadilma.blog.br)

O mensalão da Editora Abril


Daniel Bezerra, editor geral


Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas:


– DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.


– DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.


– DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.


– DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.


– DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data daassinatura: 08/09/2008.


– DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.


– DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.


– DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.


– DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.


– DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.

Negócios de R$ 34,7 milhões.


Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.


Esta “comprinha” representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo.