Passe Livre 495

6 04 2011

A edição do Jornal Passe Livre 495 será distribuída nesta sexta-feira na rodoviária de Brasília – com 60 mil exemplares – e tem, entre outros destaques:
– Governo Agnelo está procurando sarna?
– Diretoria Comercial da Terracap continua um balcão de negócios
– Esquema de corrupção do Pró-DF continua a pleno vapor
– Turma do atraZo ‘abandona’ o DF e centra fogo nas eleições do Entorno
– Por que o Governo Agnelo não revoga todo o PDOT?
– Sinpro realiza nesta 5ª um dia de lutas.


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Por trás da queda

3 03 2011

Confesso que ontem, depois do anúncio da queda de Emir Sader, fiquei preocupado com o rumo que este governo da Dilma está tomando. Volto a repisar uma tecla que me angustia: o PT já ocupou, no coração da elite, o espaço que antes era reservado ao PSDB. Se voltarmos ao começo dos anos 90, haveremos de nos lembrar que a agremiação tucana surgiu com um forte discurso social-democrata – que é hoje o retrato mais acabado deste PT.
A caminhada para o centro, sem preconceitos se aliando com agrupamentos de centro direita e de centro esquerda, já forçou os tucanos a adotarem um discurso de extrema-direita nas eleições de 2010. Digo, inclusive, se os tucanos quiserem sobreviver, terão de ocupar o espectro, o espaço e o campo que hoje está nas mãos do Demo, do PV, do PPS, do PTB e um sem fim de siglas que não chegam a se configurar em partidos – assumindo, também, a aliança com as alas mais conservadoras da maçonaria, tfp, udr, igrejas católica e pentecostais e outros grupos.
Com a ida do PT para o centro, com uma forte visão social-democrata nos moldes europeus dos anos 60 e 70, e com a ida do PSDB para a extrema-direita, há espaço sim para um partido de esquerda – ideia que deve mover boa parte de quem está no PSB, mas este sofre também pelo fato de sua cúpula ser de centro, com fortes pendores para a direita.
Assim… quem fica na esquerda? Nem Pstu e nem Psol dão sinais de capacidade política de transcenderem a dimensão de agrupamentos – com bons e preparados quadros, mas ainda carecendo de maior interação com o conjunto da sociedade, com dificuldade de levar a sua mensagem e sendo estereotipado até mesmo pela mídia, que acolheu o PT e rejeita divulgar as ações destes grupos efetivamente de esquerda.
Dentro desta visão, o episódio Emir Sader revela algumas questões fundaentais e isto ficou claro na extremada alegria com que comentaristas de TV, de jornais/blogues/portais e de rádio, ligados ao conservadorismo e obscurantismo da mídia comentavam que Ana de Holanda havia vencido a queda de braço contra os petistas. Também confirma, como já disse antes, que o PT hoje é o partido de centro que as elites adotaram.
Este episódio vem na esteira de outras ações de Dilma que deixam a militância de cabelos em pé, como a presença no convescote da Folha, nos programas de tititi e na relutância do governo de assumir a luta política pela regulação da mídia.
Para quem esperava que Dilma ajudasse a embicar o barco do governo um pouco a bombordo pode ir se acostumando com a certeza de que a timoneira está mais interessada em flertar a estibordo/boroeste. A travessia até 2014, ao que tudo indica, será de muitas e outras tantas frustrações de curso e não se admirem se esta mesma militância começar a trabalhar silenciosamente pela volta inexorável de Lula nas próximas eleições.





Jornal Passe Livre nº 488

16 02 2011

Já está disponível aqui, online, a edição do jornal Passe Livre nº 488 que circulará amanhã na rodoviária urbana de Brasília. São 60 mil exemplares e que tem como destaques:
– Globo x Record: a briga desta vez é pra valer?
– Ponte JK: balança mas não cai! E se cair?
– O Governo Federal e a regulação da mídia;
– EUA tentaram infiltrar armas e remédios vencidos na Argentina;
– Velhos amigos dos tempos de Roriz e Arruda causam pavor nos corredores do Buriti…
isto é só um aperitivo – tem muito mais!


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Na hora do adeus

15 02 2011

O Correio do Metrô, nº 397, desta semana publica uma reflexão sobre a despedida de Ronaldo, o fenômeno!

Na hora do adeus

Alfredo Bessow

Costumo dizer que certas coisas só conseguem transcender a condição e dimensão humana se em torno delas gira um certo ar de tragédia, um quê de mistério e uma mitologia toda particular. Resgato esta percepção não apenas da agradável lembrança das tragédias gregas, que em certo sentido Shakespeare depois redimensionou até chegar ao nosso tempo, mas por conta de uma cena esperada, mas que mesmo assim atraiu a atenção do mundo para o Brasil.
A segunda-feira, 14 de fevereiro, certamente ficará marcada na memória daqueles que gostam do futebol como o dia no qual Ronaldo finalmente sucumbiu diante de algo intransponível, logo ele que passou a vida destruindo defesas e desmentindo os que anunciavam o seu fim – a cada nova lesão. Quem jogou bola, mesmo que em prosaicas peladas de fim de semana, sabe que tem uma determinada hora na qual a cabeça pensa e ordena ao corpo, mas este não consegue mais atender às determinações.
Creio que foi melhor assim, porque seria por demais deprimente levar nos olhos esta imagem de um Ronaldo gordo, motivo de chacota de uns e de ira dos outros, quando a verdadeira imagem que precisa ser preservada é a do maior artilheiro da história das copas – a sacramentar conquistas como a do penta, diante da Alemanha que tinha um goleiro até então imune e germanicamente arrogante em sua frieza de ‘melhor do mundo’.
Ronaldo agora sai dos campos e se insere naquele universo dos atletas que marcaram seu tempo. Está entre os grandes jogadores da história do futebol mundial – e não acho justo compará-lo com outros nomes dos quais nós só sabemos pelas histórias e pelas lendas que chegaram até nós. É destes atletas que tornam o futebol algo sempre mágico, porque há nele talento para o inusitado.
Quer em forma ou se arrastando em campo, como nos últimos meses, Ronaldo era sempre uma esperança de algo que fugisse aos esquemas padronizados onde o que conta é o vigor físico e não a capacidade de encantar. Fico pensando que agora os campos brasileiros estarão mais pobres, ocupados por jogadores que sabem apenas cumprir determinações táticas e que não são capazes de gerar na torcida – do seu time e na torcida do time adversário – a confiança de que algo único e maravilhoso pode acontecer nos 90 minutos.
Com o adeus de Ronaldo, o futebol brasileiro fica bem menos mágicos e a cada dia mais o que se vê são trogloditas que não dominam a bola, matam-na – que não encantam, apenas mostram que sem os ‘ronaldos’ da vida, às mulheres têm razão: o futebol é algo sem graça!





Jornal Passe Livre nº 482

5 01 2011

A edição 482 do Jornal Passe Livre estará sendo distribuída amanhã na rodoviária de Brasília. São 60 mil exemplares!
Na edição desta semana, entre os destaques:
– Hospitais não podem exigir cheque-caução
– Agência Brasília virou reduto de anti-petistas
– Governo Agnelo castiga o Guará mantendo a cidade sob o comando dos que a odeiam
– Arruda ensaia retorno
e muito mais…


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Jornal Passe Livre 478 – O GDF ‘saiu’ de férias?

9 12 2010

Vem chegando fim de ano, férias, festas, planos, balanços e perspectivas para os governos que assumem em janeiro/2011 – alguns novos, outros reeleitos e alguns ‘novos’ com cara de reeleitos… Enfim, é vida que segue.
A edição (478) desta semana do Jornal Passe Livre demorou um pouco mais para ‘entrar no ar’ por conta de viagens e demandas profissionais e já está disponível na página http://www.passelivredf.com.br.
O atraso online não ocorreu na edição ‘em papel’ – que foi distribuída na quinta, 9, na na rodoviária de Brasília – com a tiragem de 60 mil exemplares.
Alguns assuntos mereceram maior destaque, como por exemplo a débâcle de mais um senador eleito pela ‘direita’ no DF – depois de Luiz Estevão, Arruda, PO e Roriz, chegou a vez de Gim. O clima de fim de (des)governo no DF é assustador: vias esburacadas, mato crescendo, irregularidades sem fim e muitas cascas de banana sendo armadas para que Agnelo e sua turma possam escorregar. E a turma do Agnelo será uma verdadeira salada de fruta – onde até o defenestrado Gim continuará com muita força, com influência na Secretaria da Fazenda (o atual, André Clemente, é aliado de Gim), no BRB, onde a diretoria do Banco e do BRB cartões parece um gabinete do parlamentar e na nefanda Terracap.
Pode-se dizer que não faltam razões para tremer e temer pelo futuro do Governo Agnelo – até porque, sabe-se aconselhado por quem, colocou como assessora de imprensa uma egressa do Correio Braziliense. Um novo caminho que começa bem sombrio…
Entre os assuntos em destaque na edição desta semana:
– Que assessoriazinha…
– Globo bate em Tiririca para bater na Record
– Papai Noel é vermelho por causa da Coca-Cola?
– Queda de Gim faz Roriz ter uma alegria no fim de ano
– Aprovar os bingos é incentivar o crime e o tráfico
– Dizem que foi Roberto Jefferson quem detonou Gim…
Enfim… estes e outros assuntos do nosso cotidiano e que você encontra no Jornal Passe Livre.

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Governo Agnelo: nomes ou cogitações?

1 12 2010

Conforme a edição do Jornal Passe Livre 477 – que circulará amanhã aqui no DF e que terá sua edição online liberada às 19h aqui no site/blog – Agnelo Queiroz já definiu alguns nomes do seu secretariado e já tem gente ‘convidada’ convidando gente para trabalhar na equipe de futuras secretarias. Áreas como Comunicação, Saúde, Educação e Trabalho já teriam titulares definidos.
Quem está atuando de modo mais intenso é Campanella, ainda alojado na sigla do PMDB e próximo a Filippelli, futuro secretário do Trabalho.