Aécio: mais para Collor do que para Tancredo

7 04 2011

Escutei o discurso de Aécio.
Confesso que esperava mais.
Mas devo reconhecer que FHC tinha razão quando ele disse que Aécio é apenas o parente de Tancredo.
O discurso é uma colagem de clichês – como alguém que pega um roteiro e vai preenchendo com aquilo que pode impactar. Como ensinava meu velho pai: em terra de vesgo, quem tem um olho no máximo enxerga meia realidade.
Pensei que depois de dois anos de mandato de governador, tendo uma passagem apagada antes como Federal… pensei sinceramente que Aécio tivesse crescido intelectualmente, tivesse amadurecido politicamente, tivesse aprendido com os mineiros. Mas me lembrei: ele não é mineiro. Ele é uma espécie de carioca que optou por Minas apenas por comodismo e a facilidade de se apresentar sempre com um caixão debaixo do braço.
Definitivamente, Aécio, depois deste dircurso, cheio de lugares-comuns, cheio de futilidades linguísticas.. ele está sim mais para o Collor caçador de marajás e que falava qualquer besteira e a mídia do Rio e São Paulo transformava em grande evento político.
E sem querer fazer qualquer ironia, cabe lembrar que Collor e Aécio são dois cariocas – inclusive recaindo sobre os dois as mesmas dúvidas quanto a condutas e hábitos.
A dúvida que fica depois de tanto vazio em palavras é se a mídia irá tornar o vazio um poço de sabedoria.
Para quem esperava ver surgir, no discurso, a esperança de um futuro líder da oposição, a papagaiada de Aécio deixou a firme convicção do ressurgimento de um fantasma do passado. Resta saber se o povo brasileiro aceitará ser tapeado mais uma vez.





A direita é incansável. E burra

3 03 2011

Eu pensei, confesso: sou um ingênuo, que o ódio, o rancor e a cegueira da direita estariam restritos ao período eleitoral. Mas eis que percebo que eles continuam vociferando suas esquizofrenias. Perdem eleição depois de eleição e não entendem o que está acontecendo no Brasil.
Quero compartilhar com meus diletos amigos da blogosfera esta preciosidade que chegou hoje no meu e-mail. E veio com assinatura e tudo mais.
Recomendo que os mais sensíveis tenham por perto algo onde possam se aliviar depois de ler este abjeto material – mas que reflete o ponto de vista de uma direita rancorosa e desesperada.
Volto a dizer, seguindo inclusive pedido e recomendação apropriados de um amigo leitor, que o texto a seguir não é meu. ASpenas o estou divulgando para que mais pessoas saibam o que andam rolando na blogosfera. É preciso tirar este povo da obscuridade e trazê-los à luz do dia.

CAMPANHA LULA-2014

Com o patrocínio de empresários traidores do país o ex-presidente Lula começa sua campanha para voltar ao poder em 2014 junto com José Dirceu como seu braço direito formal, já que todos sabem que o chefe da gang do mensalão, que deu a Lula a garantia da aprovação de seu projeto de transformar o país em um Paraíso de Patifes, e o Parlamento em um covil de bandidos, vai ser inocentado pelo STF.

O homem que enfiou o Brasil, de maneira inconsequente, irresponsável e desonesta, no buraco de uma dívida pública impagável, para financiar seu assistencialismo comprador de votos e a campanha de sua indicada à presidência, recebeu nada menos – conforme especulado pelo mercado – R$200 mil para fazer uma palestra preparada por terceiros, e que somente pode ser presenciada por jornalistas nos seus primeiros 15 minutos. “É UM ATO DE UM VERDADEIRO DEMOCRATA QUE NÃO TEM NADA A ESCONDER E NEM TEM MEDO DE SER JULGADO PELAS MENTIRAS QUE FALA.” QUE A IMPRENSA MARROM CONTINUE PRESTIGIANDO O RETIRANTE PINÓQUIO COMO RECIPROCIDADE PELO TRATAMENTO QUE RECEBE.

Todos sabem que dinheiro não vai faltar para o ex-presidente fazer sua campanha pois na família Lula/PT isso não é mais problema, com a vantagem da estrutura de mordomias paga pelo contribuinte, e que foi colocada à sua disposição como direito de um ex-presidente.

Prestigiar, e pior, pagar para o mentor e executor do mais sórdido projeto de poder político da história do país fazer uma palestra, é realmente o papel de uma sociedade que não tem mais vergonha na cara, especialmente seus canalhas esclarecidos. O lugar dessa gente sórdida é no paredão da vergonha.

Geraldo Almendra





Por trás da queda

3 03 2011

Confesso que ontem, depois do anúncio da queda de Emir Sader, fiquei preocupado com o rumo que este governo da Dilma está tomando. Volto a repisar uma tecla que me angustia: o PT já ocupou, no coração da elite, o espaço que antes era reservado ao PSDB. Se voltarmos ao começo dos anos 90, haveremos de nos lembrar que a agremiação tucana surgiu com um forte discurso social-democrata – que é hoje o retrato mais acabado deste PT.
A caminhada para o centro, sem preconceitos se aliando com agrupamentos de centro direita e de centro esquerda, já forçou os tucanos a adotarem um discurso de extrema-direita nas eleições de 2010. Digo, inclusive, se os tucanos quiserem sobreviver, terão de ocupar o espectro, o espaço e o campo que hoje está nas mãos do Demo, do PV, do PPS, do PTB e um sem fim de siglas que não chegam a se configurar em partidos – assumindo, também, a aliança com as alas mais conservadoras da maçonaria, tfp, udr, igrejas católica e pentecostais e outros grupos.
Com a ida do PT para o centro, com uma forte visão social-democrata nos moldes europeus dos anos 60 e 70, e com a ida do PSDB para a extrema-direita, há espaço sim para um partido de esquerda – ideia que deve mover boa parte de quem está no PSB, mas este sofre também pelo fato de sua cúpula ser de centro, com fortes pendores para a direita.
Assim… quem fica na esquerda? Nem Pstu e nem Psol dão sinais de capacidade política de transcenderem a dimensão de agrupamentos – com bons e preparados quadros, mas ainda carecendo de maior interação com o conjunto da sociedade, com dificuldade de levar a sua mensagem e sendo estereotipado até mesmo pela mídia, que acolheu o PT e rejeita divulgar as ações destes grupos efetivamente de esquerda.
Dentro desta visão, o episódio Emir Sader revela algumas questões fundaentais e isto ficou claro na extremada alegria com que comentaristas de TV, de jornais/blogues/portais e de rádio, ligados ao conservadorismo e obscurantismo da mídia comentavam que Ana de Holanda havia vencido a queda de braço contra os petistas. Também confirma, como já disse antes, que o PT hoje é o partido de centro que as elites adotaram.
Este episódio vem na esteira de outras ações de Dilma que deixam a militância de cabelos em pé, como a presença no convescote da Folha, nos programas de tititi e na relutância do governo de assumir a luta política pela regulação da mídia.
Para quem esperava que Dilma ajudasse a embicar o barco do governo um pouco a bombordo pode ir se acostumando com a certeza de que a timoneira está mais interessada em flertar a estibordo/boroeste. A travessia até 2014, ao que tudo indica, será de muitas e outras tantas frustrações de curso e não se admirem se esta mesma militância começar a trabalhar silenciosamente pela volta inexorável de Lula nas próximas eleições.





Jornal Passe Livre 473

5 11 2010

Edição do Jornal Passe Livre 473 e que circulou nesta sexta-feira, dia 5, aqui no DF.





Jornal Passe Livre 472

5 11 2010

Esta é a edição 472 do Jornal Passe Livre que circulou na quarta-feira.





Dilma, a minha presidenta!

1 11 2010

Foram dias de luta e cansaço.
Enfrentar toda a avalanche dos meios de comunicação, não é nada fácil.
Ao acordar – que afinal de contas a vida segue e já está na hora de fazer mais uma edição do Jornal Passe Livre – passei os olhos pelo noticiário da internet: eles não conseguem aceitar a derrota!
Impressionante a cegueira que tomou conta destas pessoas.
Ontem assisti, com meus filhos, ao mais hilariante programa de humor dos últimos anos da TV brasileira: as carpideiras serristas se lamuriando na Globo News – Merval, Waack, Waldvoguel, Lobo. Nos divertimos muito escutando a penca de frustrados destilando ódio, rancor e amargura.
Até mesmo a Record News se prestou ao papel de toalha para dejetos, como um certo candidato derrotado do PV ao Senado de SP que não conseguia esconder a frustração pela derrota do Serra.
Confesso: fui dormir de alma lavada!





Weslian confirma na Globo que votará em Agnelo!

29 10 2010

Ainda restam dois dias.
Como diz o povo… São mais duas edições do Jornal Nacional. O debate da Globo. A capa da Veja. E uma edição da Folha.
Há medo no ar.
Passei naquilo que seria o comitê do Serra aqui no DF. Desânimo.
Passei no comite de Weslian. As pessoas estão cabisbaixas. Havia cobranças. Dinheiro atrasado em fim de campanha é sempre um problema.
Fui na Feira do Paraguai, reduto do rorizismo e me deparei com a cena de ver mais adesivo de Agnelo do que Weslian.
Depois, uma passada pelo comitê de Dilma e Agnelo, que ficam próximos aqui em Brasília – por vezes fica a sensação de que faltou mais interação entre as duas coordenações.
Esta é a minha sexta campanha aqui no DF. Nunca vi o rorizismo tão fraco. Também pudera: o velho morubixaba foi matando todos os que, sendo aliados, poderiam colocar em risco o seu mandonismo.
Assim, defenestrou Valmir Campelo, Abadia (esta, de modo totalmente humilhante, depois de ser chamada de ‘vadia’ por Roriz, voltou a fazer parte de sua ‘base’), Paulo Octávio, Arruda (foi Roriz quem divulgou os vídeos como retaliação por conta do episódio do PMDB) e tantos outros. Restaram apenas que, por serem restos, ninguém mais queria.
Na disputa presidencial, uma constatação: os eleitores de Serra são mais enrustidos. Omitem suas preferências. Em verdade, quem vota nele, vota com vergonha. Vota muito mais por seus preconceitos contra o PT, contra Lula e contra Dilma do que propriamente por ver qualidades em Serra.
Faltam dois dias…
E terá o Serra condições de responder as tantas interrogações que continuam a lhe perseguir:
– Mônica Serra fez aborto. E, segundo o relato das alunas, com conhecimento dele. Serra é a favor do aborto?
– Onde está a Mônica Serra – que sumiu depois de ser desmascarada?
– Qual é a sua efetiva relação com Paulo Preto?
– Por que a Alstom é sinônimo de Psdb?
– Como a filha conseguiu comprar aquela mansão em SP?
– Tem falado com os Vedoin?
– Qual o conceito dele, Serra, acerca da liberdade de imprensa?
– Mandar demitir jornalistas é base do seu conceito sobre liberdade de imprensa?
– o Candidato Serra é a favor da prostituição?
– Qual a opinião do Serra sobre o papel das mulheres na sociedade?
– Qual o seu conceito de aparelhamento da máquina pública?
– Se ele, Serra, é contra acordos, por qual razão Soninha, Márcio Fortes, Roberto Freire e tantos outros políticos de siglas aliadas estão pendurados em empresas paulistas?
E tantas outras perguntas que a gente fica pensando…
Para a Dilma, eu faria algumas perguntas pontuais:
– A senhora e seu partido aprenderam como tratar a mídia?
– No seu mandato, a Secom vai continuar alimentando com dinheiro da sociedade veículos como Globo, Veja e Folha?
– Vai ser apresentada a Lei dos Meios de Comunicação?
– O seu governo vai apoiar de modo mais decisivo a II Confereência de Comunicação?
– O sistema Globo continuará sendo dono do do Ministério das Comunicações?
Sewxta-feira.
O Grêmio foi roubado pelo Herbert no jogo contra o Flu.
Sei, todo juiz erra. Mas juiz que entra de má-fé em campo é perverso.
Herbert é daqueles que odeiam o Grêmio. E sempre afana o time gaúcho. Foi assim no 1º turno nmo jogo do Grêmio x Vasco – outro penalti não marcado.
Pode ser cisma. Mas careca costuma ser problema. Ele é um exemplo. Serra é outro…
Sexta-feira…
Dois dias.
E continua o estranho cheiro de armação no ar.
Domingo, 8 e meia da noite.
Só então meu coração estará sossegado.
São três torcidas que se entrelaçam.
Dilma presidente, 13. Confirma.
Agnelo governador, 13. Confirma.
E para o povo aqui do Entorno é Iris governador, 15. Confirma.

Antes de encerrar, uma constatação depois do debate de ontem à noite: Weslian Roriz com certeza vota no Agnelo. Basta ver que ela o chamou de ‘nosso candidato’ e também de Governador. Foi muito bom escutar isto. Enfim, a ‘dona’ Weslian mesma sempre disse que falava com o coração. abriu o coração e confirmou: ela vota sim em Agnelo.
Assim, tenho pela primeira vez uma razão para cumprimentá-la pela sábia decisão anunciada solenemente ao vivo na TV Globo…
Dois dias…





Porque hoje é quinta-feira…

28 10 2010

É claro que, quanto mais se aproxima o dia e a hora, mais acelerado e por vezes descontrolado o coração bate.
Toma-se mais café.
As conversas mesclam euforia e preocupação.
Disparam-se telefonemas a amigos.
São feitas ligações a amigos do outro lado, para descobrir como anda o clima por lá. A gente tenta entender e ler até mesmo as diferenças na respiração… nos silêncios.
É quinta-feira. Faltam três dias.
Continua o cheiro de armação no ar.
Continua esta Marina Silva sem coragem de assumir.
Reclama que os tucanos distorcem suas palavras.
Diz que os tucanos – leia-se campanha do Serra – inventam declarações.
Diz que não é dela o falso e-mail que anda circulando pela blogosfera.
Mas ela é frouxa, mole. Não tem fibra. Parece uma ameba.
Por vezes penso que é melhor assim: ela pensa que teve 20 milhões de votos…
Mas é quinta-feira.
Tem jogo do Grêmio com o Fluminense, lá no Engenhão – que parece um chiqueiro de tão descuidado que está. Mas mesmo assim, vamos torcer… É dia de ganhar, continuar na luta por uma vaga na Libertadores… Na outra semana, será aqui ao lado, no Serra Dourada contra o Goiás e já tenho convite da equipe de esportes da Rádio Cultura para comentar o jogo – confesso: será bom voltar a comentar uma partida de futebol depois de 25 anos… nos tempos de Guarujá de Floripa… pelos idos de 1985…
Hoje é dia de preparar mais um Jornal Passe Livre, que lançado em 1998, com a proposta de ser semanal, foi transformado em bi-semanal e nesta reta final está sendo diário e com tiragem de 150 mil exemplares.
Pode não ser muito, mas é uma forma de guerrilha.
E tenho certeza que vai ajudar a virar o jogo pró-Dilma no DF – lembrando que na primeira pesquisa depois de 3 de outubro, Serra tinha 10 pontos de vantagem sobre Dilma aqui no DF.
Como tenho certeza também que o Jornal Passe Livre vai ajudar a consolidar a vitória de Agnelo.
Mas é quinta-feira…
Falta três dias.
Sobra tempo para a extrema direita mentir, inventar, manipular.
É quinta-feira e eu não acredito em urna eletrônica.
Não adianta. Nada me convence da lisura destas máquinas.
Hoje é quinta-feira.
Ninguém sabe da Mônica Serra, a chilena que vociferava pelas ruas que a Dilma mata criancinhas. Tadinha. Tenho pena dela. Logo ela que carrega a dor de um aborto. Ela e o Serra.
Confesso, sem maldade, que sempre pensei que o Serra fosse um aborto da natrureza pela forma doentia como s eposiciona. Mas, falando com outros psicólogos, me disseram que o descontrole do Serra é o peso na consciência.
Bom, se for isto – menos mal: ao menos se descobre que ele tem consciência. Pesada, mas tem…
Hoje é quinta-feira. Faltam três dias.
Dizem que a Folha não vai mais publicar a matéria contra Dilma.
Duvido. Logo-logo Gilmar Dantas, ops, Gilmar Mendes libera.
Logo ele, Gilmar, que ontem babava de tanto ódio. De tanto rancor.
E acabou reconhecendo: a Lei da Ficha Limpa é do PT.
Agora o Sera terá de ligar de novo para ele?
E como fica o Índio que queria roubar a relatoria do projeto, que na verdade foi do Cardoso do PT-SP? E Índio vai ter que falar com o Gilmar…
Continuar também na guerrilha virtual.
Seguir estruturando o projeto de um seminário para novembro – OS DESAFIOS DA BLOGOSFERA. Quem falando para quem.
Coisa que se mesclam.
Já preocupado. Domingo é dia de vestir uma camisa vermelha, verdadeiro sacrilégio. Só visto de 4 em 4 anos. Por causa das eleições.
Hoje é quinta…
Faltam três dias…





Cheiro de armação no ar…

27 10 2010

Ao sair do estúdio da TV Cidade LIvre de Brasília depois de entrevistar o sindicalista Paulo Antenor, presidente do Sindireceita e eleito 1º suplente de Senador na chapa encabeçada por Magno Malta lá no ES, recebi telefone de um telespectador que, em outras palavras, dizia ter a Folha de São Paulo negociado, financeiramente, o depoimento de um ex-preso político. O objetivo de tal ‘depoimento/desabafo’ seria o de desmontar a versão da Dilma ‘osso duro de roer’. Na versão negociada, o denunciante criaria uma versão de que ela teria delatado vários aliados da luta armada contra a ditadura.
Todos nós estamos um tanto quanto atônitos com tanto zumzum, mas, ao que tudo indica, seria uma artilharia pesada a ser usada mais para o fim de semana, redundando numa ação conjunta da Folha, da Veja e da TV Globo – provavelmente sexta à noite.
Não sou partidário de dar crédito a boataria, até porque se trata de estratégia usual do crime – como forma de causar tensão permanente no ‘outro lado’. A máfia também age assim, de quando em vez eliminando um dos seus como forma de aviso, lembrete e para definir, com a sua onipresença, o modo de vida das pessoas.
Acontece que não foi a única ligação neste sentido.
Mais cedo, um jornalista com larga atuação política e concursado da TV Senado havia manifestado a mesma preocupação. Ou seja: tem sim cheiro de armação no ar – resta saber se estas pessoas têm algum limite para a patifaria ou não.
Neste sentido, até mesmo estaria servindo de demonstração de imparcialidade o fato da Folha de São Paulo ter divulgado ontem, 26, a notícia de que a turma tucana de SP era partícipe de um grande conluio para beneficiar empresas em obras do metrô.
Por esta ótica, a mesma Folha que detonou a licitação dos tucanos por ‘compromisso com o jornalismo’, estaria liberada para publicar um testemunho que, na realidade, teria sido comprado.
Não sei até que ponto a nossa sociedade ainda vai acreditar em tais armações – logo a Folha que criou a ficha-falsa da Dilma, que publicou entrevistas com pessoas que nunca foram entrevistadas, que colaborou com a ditadura militar cedendo veículos…
Cada qual com sua realidade local, mas a verdade é que as campanhas eleitorais tem se transformado num festival de baixarias. Aqui no DF, por exemplo, o grupo de Roriz gosta de chafurdar na lama e se sente protegido até mesmo pela Justiça Eleitoral para fazê-lo – comprando testemunhas, reiventando fatos e deturpando a verdade. Não por acaso, cabe sempre lembrar, Roriz é o cabo eleitoral de Serra no DF.

Voltando…

Dentro deste quadro de dúvida, é bom que todos fiquemos atentos. A direita mais perversamente retrógrada que se aglutinou em torno do Serra – figuras venais e deploráveis como Kátia Abreu, Roberto Jefferson, Orestes Quércia, César Maia, Itamar Franco, Roberto Freire, Jorge Bornhausen, Yeda Cruzius, Pedro Simon; grupos de comunicação monopolistas e organizações fascistas como a Maçonaria, TFP, UDR, monarquistas, integralistas; facções religiosas ligadas à Igreja Católica e mesmo a grupos pentecostais – não se dá por vencida.
Os números das pesquisas em lugar de servir de conforto, devem nos alertar de que é hora ampliar a nossa luta em defesa do projeto de um governo transformador da sociedade que é representado por Dilma Rousseff.





Serra não conhece o Brasil. E nem aos brasileiros

26 10 2010

Até agora, salvo engano, foram três debates para o 2º turno. Resta o da Globo, na quinta. A percepção que advém destes três momentos é, segundo definição lapidar captada ao acaso no twitter, que a campanha dos tucanos se resume em: favela falsa, promessa falsa, agressão falsa, passeata falsa, discurso falso, candidato falso.
O grande problema de Serra, e das elites que ele representa, é a extrema incapacidade de não ver o Brasil e nem os brasileiros como algo possível, como algo viável. No processo de reprodução dos conceitos de classe, eles não tiveram nem capacidade e nem interesse em rever seus preconceitos. Estão acostumados a olhar a ‘sociedade’ como algo sobre o qual eles detém o controle.
Até foi assim. Houve um tempo no qual as elites mantinham absoluto controle sobre o povo.
Mas a velocidade com que os brasileiros estão mudando a forma de se enxergarem não mais como párias, mas partes de um processo de conquista de voz – esta velocidade não tem sido engolida pelas elites. A opção por Serra é, e a cada debate isto fica mais claro, a tentativa das elites (e seus instrumentos como TFP, Maçonaria, Opus Dei, meio de comunicação, segmentos das igrejas Católica e pentecostais – praticamente uma versão tupiniquim dos chamados AIE-Aparelhos Ideológicos do Estado conforme definição de Althusser) de retomar o controle do Brasil. As elites, perversas no seu egoísmo, sabem que apenas alguém neurótico como Serra será capaz de atacar de frente os movimentos sociais.
Este é o intuito. Serra não quer apenas privatizar o pré-sal, vender o BB e a Caixa. Desfazer-se do controle de Itaipu. As elites precisam, e Serra fará o papel de cão raivoso (que foi esta a percepção de sua face de ódio e rancor na saudação de encerramento do debate na TV Record), mutilzar os movimentos sociais. Quebrar-lhes a capacidade de luta. Tolher-lhes as condições operacionais de agir, atuar e intervir.
Serra e as elites batem no MST, mas na verdade miram associações, sindicatos, centrais e entidades de luta. Já dobraram e trouxeram para seu lado a CNBB e a própria OAB. Quem não aderir, será destruído.
Volto a dizer: Serra e as elites atacam o MST, mas o objetivo é destruir, mitigar o poder de intervenção dos movimentos sociais.
Mas, Serra revela o quanto desconhece o Brasil e os brasileiros ao tentar ridicularizar as conquistas dos últimos anos. Ao negar a mudança no perfil social do brasileiro, Serra (na condição de boneco das elites) reitera e descarrega sua carga de preconceito e ódio contra o povo.
Ainda que Dilma disponha de confortável dianteira, segundo as pesquisas, é importante que cada um de nós esteja consciente do que estará em jogo no domingo.
De um lado o representante de um segmento ideológico da sociedade que acredita que a razão de existir um país e haver povo nele é estarem sempre ao dispor destas elites. Estes votam no Serra.
De outro lado, a proposta de continuidade de um projeto que vem sendo implementado desde 2003 – com seus defeitos, com suas limitações. Mas um projeto que representa a perspectiva de tornar o Brasil um País de todos. Estes votam Dilma, 13.