Sinpro: Assembleia na quarta pode deflagrar greve

12 04 2011

Notícia importante para a categoria dos professores, alunos e comunidade escolar:
“Até o momento o Governo do Distrito Federal não apresentou nenhuma proposta diferente daquela que foi rejeitada pela categoria no dia 31 de março. Esperamos que até o dia 13, data da Assembleia tenhamos outro contato por parte do governo que garanta o repasse do reajuste do Fundo Constitucional de 13,83%. Portanto, vamos todos à Assembleia marcada para esta quarta-feira, dia 13 de abril às 9h no estacionamento do Mané Garrincha. Professoras e professores, sua presença é fundamental.” (Sinrpo Notícias)





E viva a passionalidade do torcedor!

31 03 2011

Comecei a escrever este post no dia 19 de março. E o retomo agora – convicto de que vale sim uma provocação.
Antes de mais nada: sou gremista, que isso fique sempre bem claro.
Mas me permito falar de outros times – porque também torcedores de outros falam do meu.
Vamos, pois, aos fatos – uma vez que a mídia hoje só tem olhos e ouvidos e atenção para Obama (quando, na minha opinião, o mais notável é saber que ele veio com esposa, filhas e sogra). E agora começa a colocar os pés num lodaçal tipo Vietnã, Afeganistão e Iraque – sem saber como fazer para derrubar Kadaffi – que não é molenga como Sadam.
De repente, uma estranha contradição: os rebeldes líbios são apoiados pela “Alcaida” do Bin Laden e pelos ianques de Obama. Até parece o samba do afro-descendente com problemas mentais.
Quando Renato chegou ao Grêmio, o time estava na zona do rebaixamento.
Isto todos lembram. Silas era um boneco nas mãos dos jogadores.
Renato chegou e foi para o emocional.
Indicou alguns reforços que se encaixaram perfeitamente e alguns até jogaram bem mais do que podiam.
O 2º semestre de 2010 foi de intensa sinergia entre Renato – time – torcida.
Veio dezembro e diante da tragédia do Goiás, a vaga para a LIbertadores caiu no colo do Grêmio. Uma espécie de prêmio – que se revelou também um castigo.
O Grêmio mudou a diretoria. Saiu um Duda Kroeff que estava mais preocupado com a sua fazenda do que com o Grêmio. Entrou Odone, mais preocupado com seu ego e sua carreira política do que com o Clube.
E Odone desandou a fazer trapalhadas – e o preço está sendo pago agora, com um time que se arrasta em campo… Quis Ronaldinho e deixou Jonas sair de graça. É um pavão que administra o Grêmio com ódio de Koff – que irá derrota-lo no final de 2012. Ou algum dos leitores acredita que com este time limitado, sem esquema de jogo, sem jogadas treinadas, sem dinâmica e nem mecânica de jogo… alguém acredita que se poderá ganhar algo além de um Gauchão?
Dispensou Paulo e Anderson Paixão – pai e filho que fizeram o Grêmio correr no final da temporada atropelando adversários. O novo preparador físico não consegue fazer os jogadores correrem no começo da temporada. Dizem que Renato e nem Odone gostam do Paixão porque ele é voz forte de vestiário, mobilizador e incendiário.
E o que se vê em campo é um time sem esquema tático, cheio de canhotinhos padrão enceradeira (Douglas, por exemplo, é pra mim um Zinho piorado). O time não tem padrão, corre feito um bando. A defesa leva gol de cabeça de jogadores altos, baixos – basta cruzar a bola na área e o pânico está instaurado.
E lá vem o Renato dizer que não escala o Mário Fernandes na zaga porque ele não sabe cabecear? E qual dos atuais sabe? Gilson? Gabriel? Rafa? Rodolfo?
Renato começa a naufragar no Grêmio porque o seu ego não permitiu que tivesse uma compreensão de que futebol não é apenas vamos-vamos.
O Grêmio não tem esquema tático. O Grêmio está mais pra bando do que pra time.
Não é só o Gilson que está ocupando espaço indevido.
O que dizer de Vinicius Pacheco… de Carlos Alberto… de Diego Clementino…
Enquanto isso, o Lins, aquele que veio do Criciúma e que na minha opinião seria o jogador de velocidade lá na frente, nem concentrar, concentra. Ele não faz parte da panela do Renato. Não foi jogador indicado por ele.
Tenho olhado os jogos. Sei que não vamos passar da próxima fase da Libertadores. Pode ser bom, uma vez que assim talvez o Renato comece a trabalhar fundamentos – passes, cobrança de lateral, cobranças de falta (não aquela porcaria de levantamento de bola para a área, nossa única jogada). Coisas assim prosaicas e que revelam o quadro de abandono do futebol do Grêmio.
Hoje o Grêmio precisa de um zagueiro pela direita; um lateral esquerdo; um meia de qualidade e que jogue com o pé direito e um atacante de melhor qualidade do que o Borges.
A torcida sempre é passional. Eu também sou.
Por isso, para mim, este time do Grêmio em 2011 é vergonhoso, patético e ridículo.
A mística da suposta imortalidade não pode nos cegar ao ponto de ver que o Grêmio em 2011 está matando o seu torcedor de raiva e também matando torcedores de outros times de tanto rir deste timeco bem limitado – mas ainda arrogante, sem perceber que a simples identificação com uma mística imortalidade não tem como transformar pernas de pau em jogadores dignos de vestir a camiseta do Grêmio.





A política como um negócio meramente familiar

27 03 2011

Não sei se é pelo fato de eu estar entre aqueles milhões de brasileiros que precisam trabalhar – e muito! – para garantir o meu sustento e o de minha família; não sei se é pelo fato de eu, a exemplo de milhões de brasileiros, não compreender a mágica do enriquecimento de algumas pessoas; não sei se tem algo a ver com minha dificuldade com a matemática desde os tempos que tive aula com a profª Domitila Rodrigues, lá no Ginásio Agrícola Gastão Bragatti Lepage; não sei se ficou faltando algo do período de confirmação com o Pastor Elmer Nicodemus Flor ou de minhas conversas com o também Pasor Aragão… mas a verdade é que não compreendo a cínica mágica de pessoas que sobrevivem, enriquecem, engordam patrimônio e ainda têm lucros sem jamais terem trabalhado.
Uma reportagem hoje, domingo dia 27, veiculada no Correio Braziliense pode ajudar um pouco a revelar esta mágica. Mas ela se refere apenas ao universo de uma família e sua ramificação no DF. Vou colhendo tantos exemplos de pessoas que nunca trabalharam e continuam bancando campanhas milionárias. Possoaqui citar uns 30 nomes, como os de Pedro Simon, Esperidião Amin, Álvaro Dias, José Serra, César Maia e seu filho Rodrigo, Aécio Neves, Marconi Perillo, ACM Neto, José Sarney e seus filhos Roseana e Zéquinha.
É importante que a gente se dê conta e se revolte contra uma perversa realidade: a nossa elite dirigente só briga quando está fora do poder por não ter acesso a benesses. Vejam o caso do velho e nada saudoso ACM com a OAS, corretamente de Obras para os Amigos do Sogro.
Por esta razão, sou totalmente contra toda a reeleição.
Na minha forma de entender o mundo, a pessoa deveria disputar um mando e ao fim do seu exercício deveria ficar igual período em alguma atividade produtiva – comprovando a manutenção do padrão de renda. Só depois ele poderia voltar a se candidatar outra vez. Já disse isso e vou repetir: vereador, deputado estadual ou distrital, deputado federal ou senador que saísse do seu cargo durante o mandato teria de renunciar.
A reportagem do Correio Braziliense deveria servir para uma demorada reflexão sobre estas pessoas que fazem da política a profissão e mesmo com o baixo salário, enriquecem, adquirem patrimônio e vivem impunes.

Organograma da Câmara Legislativa revela uma teia de apadrinhados políticos
Lilian Tahan

Ricardo Taffner

Publicação: 27/03/2011 08:16 Atualização:

Antônio Abrão Hizim é advogado, faz bico como vendedor de couro, mas o que tem lhe ocupado a maior parte do tempo desde janeiro é a rotina na Câmara Legislativa. Irmão da distrital Celina Leão (PMN), ele cuida de assuntos administrativos no gabinete da parlamentar, que mal inaugurou o mandato e já entrou na mira do Ministério Público e da Polícia Civil por suposto envolvimento em desvio de dinheiro em Samambaia e suspeita de conivência com a manutenção de servidores fantasmas na época em que era chefe de gabinete de Jaqueline Roriz (PMN).

Como outro funcionário qualquer, Abrão Hizim dá expediente na Câmara Legislativa. Sempre com uma pastinha debaixo do braço, circula com desenvoltura pelos gabinetes dos colegas de Celina. Foi Abrãozinho, como é tratado carinhosamente pela irmã, quem esteve à frente, por exemplo, da negociação de cargos e salários dos funcionários que compõem a equipe da deputada. Apesar da função que exerce, esse não é um caso clássico de nepotismo. Simplesmente porque Abrão não está formalmente contratado pela Câmara. Faz um “trabalho informal” e recebe “uma ajudinha financeira” da irmã. Abrão é casado com Camila Calazâncio, uma das enteadas de Manoel Neto, que era empregada do gabinete de Jaqueline Roriz entre 2007 e 2010. “Sou representante de couro aqui em Brasília, mas como meu trabalho é muito por telefone, acaba me sobrando tempo”, disse Abrão ao Correio. A deputada contou que recompensa a dedicação do irmão. “Abrãozinho me ajuda muito desde a campanha. Sempre que posso, pago umas contas para ele”, disse Celina.

Irmãos

A situação de Abrão é apenas uma das esquisitices do organograma montado pelos distritais com os cargos comissionados. Outra excentricidade: trabalham no gabinete de Celina três irmãos. Dois deles, Sandro de Moraes Vieira e Sílvio de Moraes Vieira, estão lotados lá oficialmente. O terceiro, Alcidino Júnior, tem rotina parecida com a de Abrão. Cumpre tarefas na Câmara em nome de Celina, mas não está oficialmente no gabinete. Na última terça-feira, Maria Balbina de Moraes Vieira foi nomeada com CL 14 de R$ 8,6 mil para a secretaria executiva da Comissão de Ética e Direitos Humanos da Câmara. Maria é mãe de Sandro, Sílvio e Alcidino e foi indicada para o cargo por Celina Leão, que é a presidente da Comissão. Antes, a família Balbino, como é conhecida na Câmara, era vinculada ao gabinete de Eurides Brito, cassada no ano passado por ter embolsado o dinheiro de Durval Barbosa.

Juninho, o Alcidino, não pode ter vínculo formal na Câmara, pois estaria em estágio probatório de três anos como técnico penitenciário. Conseguiu licença do emprego na Secretaria de Justiça sob o argumento de exercer atividades para o sindicato que representa a categoria. Porém é visto no dia a dia da Câmara, tendo acesso, inclusive, ao plenário, que é restrito a servidores da Casa ou do GDF com atuação na área parlamentar.

Jaqueline Roriz foi eleita para a Câmara dos Deputados, mas deixou herança no Legislativo local. Acomodou uma de suas afilhadas no gabinete da irmã Liliane Roriz. Angélica Veras dos Anjos era assessora de plenário de Jaqueline. É requisitada do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para atuar no Poder Legislativo. Entre os colegas, é vista com desconfiança. Há quem acredite que ela ainda mantém vínculos políticos com Manoel Neto, marido de Jaqueline e desafeto de Liliane, de quem é cunhado. Outra ex-funcionária de Jaqueline também foi mantida na Casa. Fabíola Pereira dos Santos ficou alojada no gabinete de Celina Leão por 11 dias e depois foi transferida para o bloco Avanço Democrático, do qual a deputada faz parte.

Engano

Jorcelino Teixeira dos Santos foi nomeado em 3 de fevereiro para o CL 3 no gabinete do distrital Raad Massouh (DEM). Ficou pouco tempo, apenas cinco dias, com um fim de semana no meio, mas o suficiente para causar estranheza. Em dezembro do ano passado, descobriu-se que Jorcelino era caseiro de Manoel Neto, mas recebia salário de R$ 2,8 mil. Ele é casado com Sandra Ribeiro Soares, que era lotada no gabinete de Jaqueline com salário de R$ 12 mil, mas trabalharia como empregada doméstica da então distrital. Raad Massouh disse que a nomeação de Jorcelino foi um erro. “Trata-se de um equívoco da minha chefe de gabinete, Ana Maria, reconhecido por ela própria. Nunca vi essa pessoa, nem sabia da existência dela. Não mandei nomear nem exonerar. Penso que alguém tenha tentado plantar esse funcionário em meu gabinete. Mas não colou, pois o erro foi corrigido de um dia para o outro.”

A teia de apadrinhados é comprida e complexa. Leny Eiró Dias de Oliveira pertencia ao gabinete de Jaqueline Roriz e foi nomeada para trabalhar com Celina Leão. O marido de Leny, José Flávio de Oliveira, é o chefe de gabinete de Liliane Roriz. Pessoa da confiança de Joaquim Roriz, ele trabalhou como secretário de Assuntos Parlamentares do ex-governador, de quem foi tesoureiro na campanha.

Giselle Ferreira de Oliveira trabalhou com Jaqueline Roriz e hoje está com Washington Mesquita. Ela é filha de Vera Lúcia Ferreira, que é apontada por ex-colegas de ter agido como laranja no gabinete de Jaqueline. O caso está sob investigação. Poliana Oliveira Melo atua como secretária parlamentar no Bloco Avanço Democrático na cota de Olair Francisco. Na legislatura passada, Poliana foi uma das principais servidoras do gabinete de Jaqueline, tendo, inclusive, chefiado o gabinete da então distrital. A permanência dela na Casa, no entanto, não pode ser atribuída a Jaqueline. Poliana se desentendeu com Manoel Neto.

Olair ainda ficou com o espólio de Júnior Brunelli, que assim como Eurides Brito, saiu do cenário político por ter se envolvido no escândalo da Caixa de Pandora. Getúlio Soares Novaes Frota foi chefe de gabinete de Brunelli e agora trabalha com Olair. Esses são alguns dos casos em meio a muitos semelhantes. Sinal de que os deputados até passam, mas os laços continuam.





Durval Barbosa garante: Alírio recebia mensalão de Arruda

26 03 2011

O Governo Agnelo começa a sofrer as consequências por ter saido montado sem respeitar os princípios defendidos durante a campanha. Entregar secretarias para quem tinha participado dos governos corruptos de Roriz e Arruda (Rosso) foi uma jogada de extremo risco e falta de percepção política da realidade local.
Continuo sendo um defensor do Governo Agnelo e creio que estas denúncias, uma vez reiteradas e comprovadas, devem servir de senha para o governador se livrar de uma série de figuras nefastas, perversas e comprometedoras. Depois de quase 100 dias, Agnelo tem a chance de realmente mostrar para Brasília e seus habitantes que tem compromisso com um novo caminho, sem estar na companhia de pessoas que vivem de velhas práticas.
E se fizer esta limpa, poderá inclusive compor uma base menos fisiológica na Câmara Legislativa. O governo não precisa contar com 22 dos 24 votos. O melhor é ter a maioria. Fica mais barato, inclusive financeiramente. Não sei de onde esta vontade de ter 22 votos. Não entendo de onde esta necessidade.
É preciso fazer uma limpa imediata nas administrações regionais. Não tem cabimento deixar administrações importantes nas mãos de pessoas que tem o único compromisso de esculhambar e acabar com as cidades.

Alírio e Durval – figuras do mensalão do demo

Transcrevo a seguir o material veiculado no portal do Terra Notícias, que por sua vez escreveu o texto a partir de notícias da edição de hoje, sábado, do jornal Folha de São Paulo.

A matéria do Terra é a seguinte:

DF: secretário de Agnelo é acusado de receber mensalão do DEM

26 de março de 2011 • 08h43 – Notícia

Reduzir Normal Aumentar Imprimir O secretário de Justiça do governo do Distrito Federal na gestão do petista Agnelo Queiroz, Alírio Neto (PPS), é acusado ter recebido propina do escândalo de corrupção conhecido como “mensalão do DEM”. Durval Barbosa, delator do esquema, disse em depoimento à Promotoria do DF que encaminhou repasses de R$ 80 mil mensais a Alírio quando o secretário ocupava a mesma pasta na gestão do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Alírio presidiu na Câmara Distrital a CPI criada para investigar a corrupção no DF. De acordo com Barbosa, Alírio era um dos beneficiários de parte dos R$ 220 mil desviados mensalmente do Detran. O dinheiro, segundo ele, era arrecadado junto a empresas de informática contratadas pelo Detran e pela Secretaria de Justiça e Cidadania. O secretário nega as acusações e diz que elas têm motivação política. O policial aposentado Marcelo Toledo, que aparece em um dos vídeos gravados por Barbosa entregando dinheiro, seria o responsável por repassar a propina ao secretário.

Entenda o caso

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final de 2009, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Já a reporragem veiculada pela Folha de São Paulo é a seguinte:

Secretário do DF é acusado de receber propinas
Delator do mensalão do DEM diz que R$ 90 mil eram repassados a político

Secretário da Justiça já ocupava pasta na gestão Arruda; Alírio nega as acusações e diz que elas têm motivação política

FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

O atual secretário de Justiça do governo do petista Agnelo Queiroz, no Distrito Federal, é acusado de receber propina do mensalão do DEM, de acordo com depoimentos até agora inéditos do delator do esquema de corrupção na capital do país.
Durval Barbosa, denunciante do escândalo, revelou à Promotoria do DF que encaminhou repasses de R$ 90 mil mensais a Alírio Neto (PPS), quando o secretário ocupava a mesma pasta na gestão do ex-governador José Roberto Arruda.
Segundo Barbosa, Alírio era um dos beneficiários de parte dos R$ 220 mil desviados mensalmente do Detran. O dinheiro, segundo ele, era arrecadado junto a empresas de informática contratadas pelo Detran e pela Secretaria de Justiça e Cidadania.
Alírio Neto nega as acusações e diz que elas têm motivação política.
Barbosa detalha a participação do secretário no esquema em dois depoimentos no dia 14 de setembro do ano passado. Não faz menção a vídeos registrando a entrega do dinheiro a Alírio, que presidiu a CPI criada para investigar a corrupção no DF.
Barbosa afirma nos depoimentos que “eram arrecadadas propinas” junto a duas empresas que prestavam serviços de informática no Detran e uma na Secretaria de Justiça e Cidadania.
“Por determinação do então governador Arruda, parte desses valores era repassado diretamente ao deputado distrital Alírio Neto, então secretário da referida pasta”, afirmou Barbosa.
Quem repassava a propina ao secretário, segundo os depoimentos, era o policial aposentado Marcelo Toledo, que aparece em um dos vídeos gravados pelo delator entregando dinheiro.
Ao falar sobre a Secretaria de Justiça, o delator afirma que os repasses de R$ 90 mil foram feitos no quando Alírio permaneceu na pasta- de fevereiro e novembro de 2009.
No caso do Detran, Barbosa diz que Arruda determinou que cerca de 30% do arrecadado na área de informática do Detran fosse entregue a Alírio e ao ex-deputado Leonardo Prudente.

Na mesma edição, Alírio Neto se defendeu:

OUTRO LADO

Acusações têm motivação política, afirma Alírio Neto

DE BRASÍLIA

O secretário de Justiça e Cidadania do DF, Alírio Neto (PPS), negou todas as acusações do delator do mensalão do DEM e disse que as declarações de Durval Barbosa têm motivação política.
Segundo Alírio, ele e Durval sempre foram de grupos adversários dentro da Polícia Civil do DF. O secretário disse desconhecer os depoimentos prestados pelo delator à Promotoria do DF, mas afirmou saber que Barbosa fala mal dele “há muito tempo”.
“Todo mundo que ele acusa, apresenta vídeo. É fácil falar, quero ver um vídeo com minha imagem e minha voz.”
O governo do DF informou não ter “conhecimento oficial sobre qualquer denúncia contra o secretário”.
Procurado pela Folha, o advogado de Marcelo Toledo disse que não o localizou. Também não foi localizado o defensor do ex-deputado Leonardo Prudente. Os advogados de Arruda não atenderam ligações da reportagem.


Ou seja: uma boa oportunidade para o Governo Agnelo se livrar de Alírio e a Câmara Legislativa inicra um processo de cassação do seu mandato.





39,29% consideram ‘péssimo’ início do governo Agnelo

17 03 2011

Enquete realizada por este blog apontou que para 39,29% dos internautas que participaram, o começo do governo Agnelo/PT é péssimo. Esta sensação de que nada acontece no ‘novo caminho’ se dá por uma série de equívocos que são apontados pelos próprios petistas com os quais conversei nos últimos dias. Para eles, Agnelo hoje contabiliza muitos erros e não consegue ‘faturar’ com os eventuais e esporádicos acertos.
Falta coordenação, falta sincronia, falta competência, falta capacidade de trabalho, falta criatividade… nas conversas, depois de preencher alguma spáginas com avaliações negativas, resolvi nem mais anotá-las – tamanha a carga de críticas que são feitas pelos próprios petistas.
Enquanto isso, 20,54% o consideram ótimo. A terceira opção com 15,18% foi para ‘Espero que melhore’. ‘Não inovou muito’ teve 13,39% dos votos; ‘Acima do esperado’ obteve 8,04% e ‘Outro’ apenas 3,57%.
Ou seja: fica a impressão, a estranha sensação de que o governo Agnelo para muitos acabou antes mesmo de começar!





Tem gente arrudeando no novo caminho…

16 03 2011

Com o chefe chamuscado e tendo se tornado sinônimo de ‘deslumbrado político’ e flagrado em cenas nada recomendáveis quando foi aberta a Caixa de Pandora aqui no DF, algumas das figuras que tinham muita notoriedade no mundo e submundo arrudeano estão tentando colocar as manguinhas de fora. O êxito é relativo, mas a sorte tem sido benfazeja para com certos detentores de biografias nada recomendáveis. Teve aqueles que, mais destemidos, viraram até secretários na atual gestão – outros ainda vicejam nas sombras, mais preocupados em se livrar de pensas e condenações.
Mas tem causado particular espanto a movimentação de duas pessoas próximas ao hgomem do Mensalão do Demo e que pretendem assumir a presidência do Sinduscon. Para quem não é enfronhado ou não convive com o cotidiano da máquina pública, o Sinduscon é, sob a fachada de um sindicato empresarial, na veradde uma máquina a normatizar a corrupção – vez que é em suas reuniões que são definidos os acertos que antecedem as concorrências das grandes obras. Não por acaso é uma seceretaria disputada a unha, dente e rasteiras quando da composição de qualquer governo estadual. No DF, não foi diferente. Agnelo e o PT bem que tentaram tirar das mãos do Pmdb de Felippelli – que foi inclusive secretáriode Obras de Roriz e depois esteve com Arruda. Não conseguiu tirar das mãos do Pmdb e muito menos teve força de impedir que um ex-aliado de Arruda assumisse a pasta de Obras. Ou seja: onde se fazem obras, continuou valendo o velho caminho. Agora, sabe-se da movimentação de Márcio Machado e Dalmo Perez trabalhando para assumir o Sinduscon-DF. E qual a principal credencial que apresentam: serem próximos, terem acesso e serem aliados do secretáriod e Obras do GFG.
Mas… calma aí: quem são estes dois candidatos? Márcio Machado foi presidente do Psdb-DF e secretário de Obras de Arruda e denunciado na Operação Caixa de Pandora. Quanto ao segundo, é pai da esposa do homem do mensalão.
Assim fica mais fácil fechar a equação ou alguém ainda precisa desenhar para que se perceba que o mesmo grupo que comandou a máquina de corrupção nas obras durante os últimso anos no DF está se articulando 24h por dia para manter intacto o esquema no Governo Agnelo.
Depois, que ninguém venha dizer que não foi avisado…





Delação premiada ou autorização para chantagear?

11 03 2011

Foi preciso que alguém fora do viciado círculo político de Brasília resolvesse levantar a voz e dizer que está na hora de dar um basta nesta pantomima na qual se transformou o espetáculo deprimente que Durval Barbosa vem produzindo no DF, com a divulgação a conta gotas e a seu bel-prazer de farto material colhido na sua pratica criminosa de filmar reuniões e encontros. Volto a dizer: para mim, não existe bandido bom ou ruim. Sem querer ser maniqueísta, mas para mim existem bandidos e existem pessoas de bem. Um ato isolado, ainda que supostamente beneficie ‘meu’ grupo político ou atinja algum inimigo ‘meu’, mas praticado por um bandido continuará sendo um ato praticado por um bandido. O caminho para bandidos é a cadeia – depois de julgados e caso forem condenados pela Justiça.
É dentro desta ótica que vejo e lamento muito que as pessoas estejam si divertindo com o circo armado, onde nós, eleitores, somos os verdadeiros palhaços. Por isso saúdo o presidente da Câmara dos Deputados, o gaúcho Marco Maia (PT) ao dizer que a concessão da ‘Delação premiada’ implica na entrega de todo o material e não pode servir (interpretação minha) como escudo para a veiculação de ameaças e através de recadinhos – como pode ser lido em tuits e mesmo em blogs, onde supostas bocas de aluguel usam as chamadas redes sociais para a disseminação de boatos, tentando gerar um clima de apreensão e, quem saberá?, facilitar a prática de negociações excusas.
A fonte é sabida, mas a impunidade acaba gerando uma atenção desmerecida a tais figuras – muitas delas partes do mesmo lamaçal de onde emergiu o escândalo. Por vezes é hilário, noutras chega a ser patético o ataque sistêmico tipo: o rolo vai começar, as imagens estão sendo editadas, tem gente perdendo o sono… Cria-se a falsa impressão de que a classe política em sua totalidade é podre – clima propício, digo uma vez mais, para a perversa prática deletéria da generalização.
Há quem diga, de fonte segura, que a divulgação destas imagens de Jaqueline Roriz foi fruto apenas de desavença financeira e sensação de abandono. E que ao divulgá-las, estaria mandando um recado para algumas pessoas que não estariam cumprindo os acordos de silêncio, proteção e apoio já firmados. Volto a dizer: teve uma atitude correta o deputado Marco Maia ao não silenciar diante da pilantragem, de não calar diante da patifaria, de não pactuar com bandidos.
Se tem fitas/imagens com A, B ou C… que sejam divulgadas e que cada um assuma seus erros, responda por seus atos e se justifique perante o eleitor e trate de arranjar outra profissão bem longe da necessidade de referendo popular. É preciso emparedar o MP, que já se sabe também tem seus pecados, para que a coisa ande. Da mesma que respondo por meus atos e meus pecados, que cada um se vire pelo que fez – mesmo que tenha sido em alguém em quem eu tenha votado. Não me cabe pactuar ou passar a mão sobre a cabeça de ninguém. Quem errou que arque com as consequências.
Mas quero enfatizar: não é justo o MP e a PF manterem o benefício da Delação premiada para quem apenas a usa como escudo e nuvem de fumaça para manter-se no noticiário e usufruir outras benesses.
Ao circular por Brasília hoje de manhã, me deparei com toda sorte de ilações – mas não consegui encontrar nenhuma pessoa, independente de paixão ou facção partidária que tenha achado que Durval está divulgando estas fitas por ter algum compromisso com a ética e a justiça. A opinião pública que em um primeiro momento até pode ter visto no gesto do delator uma demonstração de hipócrito desejo de refazer o caminho, já descobriu que ele usa tais imagens para continuar usufruindo vantagens.
Que a PF e o MP cessem imediatamente os benefícios da Delação premiada e que ele passe a responder pelos crimes que já responde e por mais outros decorrentes destas práticas subterrâneas que fazem parte do seu modus operandis.