Debate na Globo – eu ainda tenho estômago

30 10 2010

Serra, eu mereço respeito…
Até tinha me programado para escutar o debate e ir comentando-o. Mas tenho para mim que este modelo engessado de debate não serve nem para os candidatos, nem para mobilizar a militância, nem para conquistar votos. Ficou do jeto que os marqueteiros gostam. Só isso.
Assim, em lugar dos trololós do Serra, fiz algo que foi muito melhor para o coração.
Passei o tempo escutando Leopolfo Rassier, Borghetti e Yamandu Costa e principalmente Tião Carreiro e Pardinho.
Me desculpem – mas é uma questão de sanidade. Ninguém suporta mais a mentiraiada dos tucanos – que não aguentam 10 min no sol (numa caminhada, sabe-se agora, onde os servidores públicos de SP foram ‘convidados’ a participar).
Optei por escutar música. Eu ainda tenho estômago.
Serra não dá. Ninguém aguenta.
Ninguém merece. Ele que fique com os tucanos paulistas, com a Veja, com a Globo, com a Folha. Ele que fique com o Índio escorraçado pelos moradores da Rocinha. Serra que fique com a Soninha… Que se acerte com a história do aborto da Mônica. Em verdade, tenho para mim que nem os tucanos suportam ele. Nem o Brasil e muito menos eu.
O que sei: domingo, voto 13. Agtnelo Governador. Dilma Presidente.





Porque hoje é quinta-feira…

28 10 2010

É claro que, quanto mais se aproxima o dia e a hora, mais acelerado e por vezes descontrolado o coração bate.
Toma-se mais café.
As conversas mesclam euforia e preocupação.
Disparam-se telefonemas a amigos.
São feitas ligações a amigos do outro lado, para descobrir como anda o clima por lá. A gente tenta entender e ler até mesmo as diferenças na respiração… nos silêncios.
É quinta-feira. Faltam três dias.
Continua o cheiro de armação no ar.
Continua esta Marina Silva sem coragem de assumir.
Reclama que os tucanos distorcem suas palavras.
Diz que os tucanos – leia-se campanha do Serra – inventam declarações.
Diz que não é dela o falso e-mail que anda circulando pela blogosfera.
Mas ela é frouxa, mole. Não tem fibra. Parece uma ameba.
Por vezes penso que é melhor assim: ela pensa que teve 20 milhões de votos…
Mas é quinta-feira.
Tem jogo do Grêmio com o Fluminense, lá no Engenhão – que parece um chiqueiro de tão descuidado que está. Mas mesmo assim, vamos torcer… É dia de ganhar, continuar na luta por uma vaga na Libertadores… Na outra semana, será aqui ao lado, no Serra Dourada contra o Goiás e já tenho convite da equipe de esportes da Rádio Cultura para comentar o jogo – confesso: será bom voltar a comentar uma partida de futebol depois de 25 anos… nos tempos de Guarujá de Floripa… pelos idos de 1985…
Hoje é dia de preparar mais um Jornal Passe Livre, que lançado em 1998, com a proposta de ser semanal, foi transformado em bi-semanal e nesta reta final está sendo diário e com tiragem de 150 mil exemplares.
Pode não ser muito, mas é uma forma de guerrilha.
E tenho certeza que vai ajudar a virar o jogo pró-Dilma no DF – lembrando que na primeira pesquisa depois de 3 de outubro, Serra tinha 10 pontos de vantagem sobre Dilma aqui no DF.
Como tenho certeza também que o Jornal Passe Livre vai ajudar a consolidar a vitória de Agnelo.
Mas é quinta-feira…
Falta três dias.
Sobra tempo para a extrema direita mentir, inventar, manipular.
É quinta-feira e eu não acredito em urna eletrônica.
Não adianta. Nada me convence da lisura destas máquinas.
Hoje é quinta-feira.
Ninguém sabe da Mônica Serra, a chilena que vociferava pelas ruas que a Dilma mata criancinhas. Tadinha. Tenho pena dela. Logo ela que carrega a dor de um aborto. Ela e o Serra.
Confesso, sem maldade, que sempre pensei que o Serra fosse um aborto da natrureza pela forma doentia como s eposiciona. Mas, falando com outros psicólogos, me disseram que o descontrole do Serra é o peso na consciência.
Bom, se for isto – menos mal: ao menos se descobre que ele tem consciência. Pesada, mas tem…
Hoje é quinta-feira. Faltam três dias.
Dizem que a Folha não vai mais publicar a matéria contra Dilma.
Duvido. Logo-logo Gilmar Dantas, ops, Gilmar Mendes libera.
Logo ele, Gilmar, que ontem babava de tanto ódio. De tanto rancor.
E acabou reconhecendo: a Lei da Ficha Limpa é do PT.
Agora o Sera terá de ligar de novo para ele?
E como fica o Índio que queria roubar a relatoria do projeto, que na verdade foi do Cardoso do PT-SP? E Índio vai ter que falar com o Gilmar…
Continuar também na guerrilha virtual.
Seguir estruturando o projeto de um seminário para novembro – OS DESAFIOS DA BLOGOSFERA. Quem falando para quem.
Coisa que se mesclam.
Já preocupado. Domingo é dia de vestir uma camisa vermelha, verdadeiro sacrilégio. Só visto de 4 em 4 anos. Por causa das eleições.
Hoje é quinta…
Faltam três dias…





Cheiro de armação no ar…

27 10 2010

Ao sair do estúdio da TV Cidade LIvre de Brasília depois de entrevistar o sindicalista Paulo Antenor, presidente do Sindireceita e eleito 1º suplente de Senador na chapa encabeçada por Magno Malta lá no ES, recebi telefone de um telespectador que, em outras palavras, dizia ter a Folha de São Paulo negociado, financeiramente, o depoimento de um ex-preso político. O objetivo de tal ‘depoimento/desabafo’ seria o de desmontar a versão da Dilma ‘osso duro de roer’. Na versão negociada, o denunciante criaria uma versão de que ela teria delatado vários aliados da luta armada contra a ditadura.
Todos nós estamos um tanto quanto atônitos com tanto zumzum, mas, ao que tudo indica, seria uma artilharia pesada a ser usada mais para o fim de semana, redundando numa ação conjunta da Folha, da Veja e da TV Globo – provavelmente sexta à noite.
Não sou partidário de dar crédito a boataria, até porque se trata de estratégia usual do crime – como forma de causar tensão permanente no ‘outro lado’. A máfia também age assim, de quando em vez eliminando um dos seus como forma de aviso, lembrete e para definir, com a sua onipresença, o modo de vida das pessoas.
Acontece que não foi a única ligação neste sentido.
Mais cedo, um jornalista com larga atuação política e concursado da TV Senado havia manifestado a mesma preocupação. Ou seja: tem sim cheiro de armação no ar – resta saber se estas pessoas têm algum limite para a patifaria ou não.
Neste sentido, até mesmo estaria servindo de demonstração de imparcialidade o fato da Folha de São Paulo ter divulgado ontem, 26, a notícia de que a turma tucana de SP era partícipe de um grande conluio para beneficiar empresas em obras do metrô.
Por esta ótica, a mesma Folha que detonou a licitação dos tucanos por ‘compromisso com o jornalismo’, estaria liberada para publicar um testemunho que, na realidade, teria sido comprado.
Não sei até que ponto a nossa sociedade ainda vai acreditar em tais armações – logo a Folha que criou a ficha-falsa da Dilma, que publicou entrevistas com pessoas que nunca foram entrevistadas, que colaborou com a ditadura militar cedendo veículos…
Cada qual com sua realidade local, mas a verdade é que as campanhas eleitorais tem se transformado num festival de baixarias. Aqui no DF, por exemplo, o grupo de Roriz gosta de chafurdar na lama e se sente protegido até mesmo pela Justiça Eleitoral para fazê-lo – comprando testemunhas, reiventando fatos e deturpando a verdade. Não por acaso, cabe sempre lembrar, Roriz é o cabo eleitoral de Serra no DF.

Voltando…

Dentro deste quadro de dúvida, é bom que todos fiquemos atentos. A direita mais perversamente retrógrada que se aglutinou em torno do Serra – figuras venais e deploráveis como Kátia Abreu, Roberto Jefferson, Orestes Quércia, César Maia, Itamar Franco, Roberto Freire, Jorge Bornhausen, Yeda Cruzius, Pedro Simon; grupos de comunicação monopolistas e organizações fascistas como a Maçonaria, TFP, UDR, monarquistas, integralistas; facções religiosas ligadas à Igreja Católica e mesmo a grupos pentecostais – não se dá por vencida.
Os números das pesquisas em lugar de servir de conforto, devem nos alertar de que é hora ampliar a nossa luta em defesa do projeto de um governo transformador da sociedade que é representado por Dilma Rousseff.





Serra não conhece o Brasil. E nem aos brasileiros

26 10 2010

Até agora, salvo engano, foram três debates para o 2º turno. Resta o da Globo, na quinta. A percepção que advém destes três momentos é, segundo definição lapidar captada ao acaso no twitter, que a campanha dos tucanos se resume em: favela falsa, promessa falsa, agressão falsa, passeata falsa, discurso falso, candidato falso.
O grande problema de Serra, e das elites que ele representa, é a extrema incapacidade de não ver o Brasil e nem os brasileiros como algo possível, como algo viável. No processo de reprodução dos conceitos de classe, eles não tiveram nem capacidade e nem interesse em rever seus preconceitos. Estão acostumados a olhar a ‘sociedade’ como algo sobre o qual eles detém o controle.
Até foi assim. Houve um tempo no qual as elites mantinham absoluto controle sobre o povo.
Mas a velocidade com que os brasileiros estão mudando a forma de se enxergarem não mais como párias, mas partes de um processo de conquista de voz – esta velocidade não tem sido engolida pelas elites. A opção por Serra é, e a cada debate isto fica mais claro, a tentativa das elites (e seus instrumentos como TFP, Maçonaria, Opus Dei, meio de comunicação, segmentos das igrejas Católica e pentecostais – praticamente uma versão tupiniquim dos chamados AIE-Aparelhos Ideológicos do Estado conforme definição de Althusser) de retomar o controle do Brasil. As elites, perversas no seu egoísmo, sabem que apenas alguém neurótico como Serra será capaz de atacar de frente os movimentos sociais.
Este é o intuito. Serra não quer apenas privatizar o pré-sal, vender o BB e a Caixa. Desfazer-se do controle de Itaipu. As elites precisam, e Serra fará o papel de cão raivoso (que foi esta a percepção de sua face de ódio e rancor na saudação de encerramento do debate na TV Record), mutilzar os movimentos sociais. Quebrar-lhes a capacidade de luta. Tolher-lhes as condições operacionais de agir, atuar e intervir.
Serra e as elites batem no MST, mas na verdade miram associações, sindicatos, centrais e entidades de luta. Já dobraram e trouxeram para seu lado a CNBB e a própria OAB. Quem não aderir, será destruído.
Volto a dizer: Serra e as elites atacam o MST, mas o objetivo é destruir, mitigar o poder de intervenção dos movimentos sociais.
Mas, Serra revela o quanto desconhece o Brasil e os brasileiros ao tentar ridicularizar as conquistas dos últimos anos. Ao negar a mudança no perfil social do brasileiro, Serra (na condição de boneco das elites) reitera e descarrega sua carga de preconceito e ódio contra o povo.
Ainda que Dilma disponha de confortável dianteira, segundo as pesquisas, é importante que cada um de nós esteja consciente do que estará em jogo no domingo.
De um lado o representante de um segmento ideológico da sociedade que acredita que a razão de existir um país e haver povo nele é estarem sempre ao dispor destas elites. Estes votam no Serra.
De outro lado, a proposta de continuidade de um projeto que vem sendo implementado desde 2003 – com seus defeitos, com suas limitações. Mas um projeto que representa a perspectiva de tornar o Brasil um País de todos. Estes votam Dilma, 13.





Debate na Record – Serra se enrola nos trololós

26 10 2010

Antes de começar o debate, um festival de besteiras nas entrevistas e nos comentários. Escutar Índio, Sérgio Guerra e Alckmin é destas coisas que fazem a gente pensar na qualidade da nossa classe política.
Tanto pelo lado da situação, quanto da oposição.
Mas observando o que eles falam e dizem, fico maldizendo mais uma vez a herança obscurantista dos anos de chumbo que não permitiram a formação de lideranças políticas. Há um vazio. Uma falta de renovação. Basta observar que são sempre os mesmos

1º Bloco – Dilma começa batendo sem dó: Nordeste, PróUni e Paulo Preto…

A Dilma pergunta, o Serra foge.
A Norte Sul no Governo FHC andou poucos quilômetros – somando o tempo de Sarney e FHC, menos de 300km. Nos oito anos anos de Lula/Dilma, mais de mil quilômetros.
A Transposição do São Francisco é a negação do coronelismo do PSDB. Por isso que eles nunca fizeram. A idéia de criá-lo, pode ter sido de FHC. Mas quem a implementou? Foi Lula. Foi Dilma.
Ete trololó do Serra lembra uma analogia: é a mesma coisa do que dizer que o Cruls é o responsável pela construção de Brasília…
Quanto tempo demora para construir uma Refinaria? O Serra é patético. Aprende Serra: 7 anos. Depois de 25 anos, o Brasil voltou a construir uma refinaria.
E o Nordeste continua tomando conta do debate e o Serra se embananando…
Por que São Paulo não entrou na banda larga? Serra quer mutreta… A banda larga de São Paulo não foi comentada. Ele quis falar num paralelo com o Japão… Pergunte para quem vive lá… em São Paulo.
Dilma falou do Paulo Preto. E o Serra outra vez não comentou.
Agora chegou a vez do ProUni. São 700 mil beneficiados.
E lá vem o Serra outra vez com o seu trololó.
Serra não conhece Paulo Preto. Todo mundo conhece ele como Paulo Preto.
E a Dilma batendo no fígado sem piedade.
Chega a dar dó do Serra.
Serra… acobertador. Paulo Preto, agora é um santinho.
E os 27 processos contra o Serra? Isso não conta?
Na saúde, os dois apresentaram as propostas. Estranhei que a Dilçma não tenha perguntado nada sobre a Cracolândia.
Minha opinião: Serra não consegue dizer se vai manter o ProUni. Serra não consegue explicar por que a PC-SP não fez nada para investigar o Paulo Preto – inclusive preso por receptação de jóias roubadas. Gente boa este amigo do Serra… Serra vai de trololó-em-trololó sofrendo por não conseguir esconder o profundo ódio e repulsa que sente pelo Nordeste – sempre tratando a região como ‘carente’, mas nada de defender políticas de isnerção social.
O que fica claro é que Serra não está falando para o telespectador. Ele está falando para o seu programa de TV de terça-feira.

Segundo Bloco – Dilma: Serra quer privatizar as estatais

Serra começou a perguntando. Tema Petrobrás.
Serra quer vender o Pré-Sal.
Ele não consegue negar.
Na verdade, FHC já vendeu…
Chegamos ao ítem dos empregos…
Lula 15 milhões de empregos.
FHC menos de 5 milhões dee vagas.
Serra não sabe como gerar empregos.
Retidão da vida pública. 27 processos. Isso não quer dizer?
E Serra fugiu da resposta do emprego.
Ele sabe empregar só pra Soninha…
Dilminha botando Serrinha para aprender.
Serra não sabe a diferença entre petróleo sujo e o do pré-sal.
Voltemos a segurança…
Serra reconheceu, ajoelhou e fez questão de dizer que a a ação da Polícia Pacificadora é interessante.
Cadastro de criminosos… que coisa…
PCC é o padrão de segurança que Serra tem para apresentar ao Brasil. Além disso, conseguiu criar a Cracolândia…
Em Copenhague foi onde o Serra pediu autógrafo?
Serra não consegue entender a realidade.
Desmatamento zero na Amazônia? A UDR vai permitir?
Eu fico me perguntando… o Serra tem certeza do que está falando?
Ele não passa nenhuma credibilidade. Tudo ele vai afzer.
Lembrando: Dilma fez 47.600.000 de votos. Serra conseguiu engambelar 33.100.000. Vamos ver como será no domingo.

Terceiro bloco – Serra e o massacre dos movimentos sociais

Dinheiro para o MST não pode. Para o agronegócio pode..
Credo… Colocar um boné é comemorar?
Serra gosta de tratar os movimentos sociais na base do cacetete. É assim que ele quer a paz?
Como Serra não sabe responder… Dilma volta a bater na questão da geração de empregos…
Qual era a taxa de juros no Governo FHC/Serra?
Caramba: Serra vive num país e os brasileiros em outro…
Sai desta, Serra…
Ah, Serra.. esqueceu de dizer que aumento o preço da coxinha de galinha…
Qual foi o aumento da carga tributária durante o Governo FHC/Serra?
Considerações finais:
Dilma desta vez foi de arrepiar!
Serra e o velho trololó de sempre.
Serra não quer a intolerância? Com o cacetete na mão?
Político nacional que não entende o que os brasileiros falam… foi asism que ele reclamou em várias entrevistas…
Oferece um passado de fujão…
Oferece 27 processos…

Conclusão: Serra é muito cara de pau…





O que esperar do debate na Record?

25 10 2010

Antes de mais nada, uma certeza – mesmo sem saber o formato do debate, é certo que haverá mais audiência. O debate na Band teve mais repercussão que audiência, o da RedeTV/Folha, nem um e nem outro. Assim, vamos para o 3º embate. De um lado Dilma Rousseff, que representa os anseios dos brasileiros, que tem uma relação de respeito com os movimentos sociais e, acima de tudo, representa a continuidade do projeto político e das ações sociais e de desenvolvimento implementadas pelo presidente Lula/PT. De outro, temos Serra que representa a parte mais retrógrada das chamadas elites brasileiras e tem o apoio de grupos que se escondem por trás de siglas como UDR, Opus Dei, TFP, Maçonaria, Monarquistas e o grande conglomerado monopolista da mídia.
Acredito que será oportunidade para Dilma responder algumas mentiras do Serra que até o momento ela não soube colocar de forma clara:
– O Serra fala que o governo Lula privatizou empresas, quais foram;
– O Serra fala que o Governo Lula ‘vendeu’ o BB na Bolsa de Valores;
– O Serra fala que o Zé Dutra elogiou a m.. que os tucanos fizeram na Petrobras;
– O Serra fala que a Dilma, o Lula e o PT elogiaram o programa de picaretização do sistema de Telefonia;
– O Serra fala que o Governo Lula terminou com os cursos do FAT, mas a Dilma não diz o quanto era roubado nestes cursos no Governo FHC e que aqueles cursos não qualificavam ninguém para o mercado de trabalho.
De outra parte, Dilma deve enfatizar:
– O custo dos pedágios – mostrar o paralelo com os preços cobrados em praças da alçada do Governo Federal;
– Por que Paulo Preto é protegido pelo Governo de SP?
– Por que foram engavetadas mais de 60 CPIs contra os tucanos em SP?
– Onde está a Mônica Serra e como foi a história do abor. Sabe-se, por depoimentos de várias alunas, que Mônica deixou claro que o aborto foi uma decisão do Serra e que ela aquiesceu
– Se o BB não tivesse comprado a Nossa Caixa, ela teria sido privatizada como forma outras empresas públicas de São Paulo?
– Para quem os tucanos querem o Pré-Sal?
– Como falar de aparelhamento, se o próprio Jornal da Tarde de São paulo mostrou que o governo paulista é um puleiro de fantasmas de partidos de vários estados, inclusive ghente que hoje está trabalhando o tempo todo na campanha tucana…
– Deixar claro que enquanto LUla é motivo de orgulho para os brasileiros, ele, Serra, já virou motivo de chacota…
– Falar da destruição da indústria naval brasileira, que nos tempos de FHC/Serra empregava menos de 2 mil pessoas e hoje são mais de 50 mil.
É hora de pontuar estas questões e respondê-las de modo claro, incisivo. Vamos, pois, esperar para ver o bicho que vai dar.
Quais sereiam as sugestões de perguntas que cada um dos que me acompanham teria?





Por que Serra não faz comício?

23 10 2010

Já estava pronto o post quando recebi mensagem no twitter sugerindo uma olhada urgente no Blog da Cidadania do Eduardo Guimarães. E o que está lá, é estarrecedor: pelas imagens veiculadas, a bolinha de papel foi arremeçada por um militante tucano. Vale a pena dar uma olhada.

Por que Serra não faz comício?

A velha mídia grita, estrila, se descabela e se desespera. Dia após dia, Lula e Dilma resgatam o velho hábito dos comícios que levam milhares de pessoas. Quer em Valparaíso (GO), na Ceilândia (DF), em Caxias do Sul (RS), em Uberlândia (MG).
Quem chegasse de fora, de outro país, ficaria questionando: mas só um lado tem esta coragem, esta vinculação com o povo? E o que o outro representa? O que ele faz, caminhadas?
E é exatamente isso que acontece. Enquanto Dilma, amparada pelo PT e pelo presidente Lula, arrasta multidões, gente do povo, Serra é a antítese. Sua candidatura e os partidos que a sustentam – tucanos e demos – não se ampara no povo. É uma vontade das elites podres e pérfidas, contra o sonho e os desejos do conjunto da sociedade.
Cá entre nós: quem o Serra representa? Talvez aqueles 4% que consideram péssima a gestão de Lula. Um segmento da elite, que mesmo apoiando Lula, querem a volta de um branco, europeisado, alguém que se ajoelhe para os EUA.
Serra não faz comícios porque a parte que lhe interessa ele a faz em reuniões e conchavetes como aquele patrocinado por FHC em um hotel em Foz do Iguaçu – quando assumiu o compromisso de botar Serra no colo e obedecer o ideário neoliberal.
Serra não precisa do povo, porque tem a imensa maioria dos meios de comunicação. Meios estes que manipulam a realidade, distorcem os fatos e tratam o Brasil como uma latrina e os brasileiros como gado. Os meios de comunicação pensam que nós, brasileiros, somos lacaios deles. Estes que sendo concessão do Estado, atuam contra o Estado e contra o povo. Onde está a história do aborto? E pelos depoimentos das alunas, a opção pelo aborto foi do Serra marido que impôs a sua vontade, que determinou que a chilena Allende – que está sumida da campanha – simplesmente fizesse o aborto e pronto. Mas isto os meios de comunicação não falam…
Serra não faz comício porque sabe que sua eleição é sem povo. Se vencer – e tudo pode acontecer diante de tanta manipulação – este país vai entrar num período de delicada radicalização. Mesmo com o apoio do Judiciário, Serra terá dificuldades de botar de volta nas jaulas os movimentos sociais que com Lula ganharam o direito de respirar em liberdade.
Tenho muitas e claras divergências com o governo do Lula/PT – foi omisso na questão do BC, que está privatizado; foi conivente com a perseguição que Hélio Costa a mando das redes de rádio e tv fez contra rádios e tvs alternativas e comunitárias em todo País; não teve a capacidade de romper com o domínio das bancas na indicação dos ministros do STF; entre outras. Mas a dspeito de eventuais e pontuais divergências, tenho claro que o único caminho para que o Brasil continue com os projetos que mudaram a cara da pirâmide social em nosso país, propiciando uma mobilidade social sem precedentes, enfim, a continuidade desta caminhada passa obrigatoriamente pela eleição de Dilma Rousseff.
Assim, fica a pergunta e uma sugestão de resposta: Por que o Serra não faz comícios? Porque a ele e aos que o cercam e imolam, falta povo…