Não é adeus, apenas um ‘até breve’

17 04 2011

Saudações!
Estou migrando deste blog para um projeto mais amplo e que estará disponível a partir de 1º de maio no http://www.debrasilia.com.br – onde mais do que um blog, estaremos disponibilizando informações acerca de todos os nossos ‘veículos’ relacionados à comunicação.
O afastamento se dá por conta da necessidade de uma viagem ao Sul, coincidindo com os feriados.
Assim, o retorno no novo endereço será em maio – espero que já no dia 1º.
Valeu pelos milhares de acessos diários, afzendo com que este espaço aqui tivesse nas últimas semanas uma média de SETE mil acessos/dia.
Lembrando, pois, que a partir de maio o blogue estará no http://www.debrasilia.com.br





Lula x Dilma – o 3º turno que eles não verão acontecer

10 04 2011

Já faz tempo que existem vários ‘brasis’ em permanente conflito. Um conflito artificial, alimentado por grupos que excluídos do núcleo central do poder, continuam achando que ele pertence exclusivamente a eles. Por não quererem entender que o poder começa a ser de outros também eles tentam criar uma situação de confronto. De conflito. De inconformidade.
Já disse e volto a repetir: o PT, sob o comando de Lula, transformou-se no partido social democrata, ocupando o espaço que as elites tinham reservado para os tucanos. Acontece que o PSDB, por ausência de penetração nos diversos segmentos e movimentos sociais (e até pela dificuldade em conviver com eles, optando, pelo contrário, em sua criminalização e demonização) acabou tendo que se aliar com o que de mais podre existe na política nacional: o fisiologismo corrente do PFL/DEM, o oportunismo cartorial do PPS – além do adesismo renitente de outras siglas como PTB, PMDB, PP.
Ao migrar para o centro, o PT obrigatoriamente deslocou este grupo tucano para a extrema-direita – exemplo disso foi a campanha de Serra em 2010, resgatando temas seiscentistas e que revelam a miopia em relação ao que acontece hoje em nosso País. Com a consolidação do papel social democrata, claro que o PT acabou atraindo estas siglas voláteis e sem sentido ideológico a não ser o de buscar levar vantagens (PTB, PP, PMDB, PR). Como os petistas vão administrar esta aliança e como eventualmente irão se livrar de algumas companhias depende principalmente de como irão se comportar, inclusive eleitoralmente, as siglas mais históricas e que fizeram parte do primeiro consórcio petista.
Para manter o PT com um papel social democrata de centro esquerda – será que existe tal classificação? – é fundamental que a correlação de forças demonstre que o PSB não será tomado pela sedução de se fundir com o serrista PSD de Kassab, Índio e Kátia Abreu; que o PCdoB tenha como se revitalizar e também se livrar de algumas figuras que trazem o Partido para o noticiário apenas quando geram problemas; que o PDT possa deixar de ser um ente em vias de extinção e se fortaleça em torno de novas lideranças que abandonem a sedução do fisiologismo.

O sonho do 3º turno

Nestes 100 primeiros dias do governo Dilma este quadro dos ‘brasis’ em conflito se manteve inalterado – como foi durante os oito anos de Lula. Existe no entanto uma diferença, mais demoníaca que real: as elites tentam mostrar Dilma como a anti-Lula, tentando cooptá-la, em lugar de compreender, entender e aceitar que o Governo Dilma é a continuidade do Governo Lula – mesmo não sendo o mesmo e nem querendo ser igual. Até porque o Brasil que Dilma herdou não é nem parecido com o Brasil que Lula assumiu em janeiro de 2003.
Se o 1º turno foi Dilma contra todos; se o 2º turno foi Dilma contra o obscurantismo, o 3º turno sonhado e idealizado é Dilma contra Lula. É tão perceptível este cenário e ele passa pela forma como a extrema-direita busca diferenças e antagonismos entre os dois presidentes. O que eles queriam, que fosse igual aos anos de chumbo onde tínhamos um ditador de plantão, seguindo pela mesma cartilha, sendo manipulados por quem realmente detinha o poder?
Esmiuçar discursos, dizer que Dilma fala mais em mulheres do que Lula falava; que ela fala mais em Brasil do que Lula falava; que ela fala mais em miséria do que Lula falava… é muita babaquice – me desculpem pela expressão. Dilma não é Lula, mas os dois têm o mesmo projeto e assumiram o mesmo desafio de levar justiça social para milhões de brasileiros que sempre viveram às margens de qualquer possibilidade de inserção social. Podem ser diferentes as palavras, podem ser diferentes os métodos – mas o objetivo é exatamente igual.
Enquanto as nossas elites não entenderem isso, elas continuarão dando com os burros na água na espera de um 3º turno, que, na visão e sonho deles, significaria o efetivo distanciamento de Lula e Dilma. Sonhem…





Turma do atraZo reforça atuação no Entorno de Brasília

9 04 2011

Derrotados moralmente pela divulgação de fitas e eleitoralmente desalojados do poder, os destroços da turma do atraZo – rorizistas e arrudistas que não conseguiram a proteção/benção e o apoio do vice Tadeu Filippelli – miram agora o Entorno de Brasília. O objetivo é simples e claro: querem ganhar espaço e força política comandando prefeituras em cidades próximas ao DF e que possuem contingente populacional que vota no DF. Há, ainda, a chamada migração de votos, fenômeno que acontece a cada novo pleito – sem qualquer ação coibitiva ou restritiva por parte da Justiça Eleitoral.
A estratégia tenta repetir uma jogada de êxito e que envolveu o retorno de Arruda ao cenário político depois da pantomima, para não dizer palhaçada, da bisbilhotice, seguida das juras e posterior confissão da mentira e que culminou com sua renúncia do Senado. Arruda moldou o discurso da nova chance junto aos humildes do Entorno e quando chegou no DF, já tinha a plena convicção de que a encenação com lágrimas e auto-flagelação causava impacto positivo – resultando na sua expressiva votação em 2002 (324.248 votos – 26,56% dos votos válidos)
Amparados neste marketing, a turma do atraZo está jogando pesado com o que lhe restou para tentar ganhar gordura, inclusive financeira, através do domínio de algumas máquinas de administração municipal. Seria um espaço para encostar lideranças que hoje estão soltas – porque nem todas foram inseridas dentro do projeto político que hoje, mais parecendo uma colcha de retalhos, comanda o GDF.

Weslian candidata em Luziânia?

Deste modo, a turma do atraZo tentará ter viabilidade eleitoral em 2014 ou mesmo mais adiante, com a formação de quadros de sua confiança. Jaqueline Roriz, o nome idealizado pela turma, está definitivamente comprometido depois da divulgação das imagens de seu encontro com Durval. Weslian Roriz, usada como laranja em 2010, dificilmente terá ânimo para tentar o Buriti de novo em 2014.
Dia destes, durante rápida passagem por Luziânia, conversei com algumas pessoas e me deparei com o boato de que Weslian poderia ser candidata à prefeitura de Luziânia – tentando capitalizar o papel de ‘coitada’ que foi massacrada pela mídia da Capital Federal. Não consegui confirmação deste intenção, mas ela não teria dificuldade em justificar seu domicílio no município tendo em vista que Roriz é dono de fazendas na região.
É preciso levar em conta também um outro aspecto: com a indefinição do STF-Supremo Tribunal Federal quanto à aplicação e vigência da Lei da Ficha Limpa, Roriz pode ser outra vez candidato – usando o discurso do prejudicado? Se sim, o Entorno joga um papel fundamental para 2014.
Ou seja: qualquer que seja o cenário de 2014, a turma do atraZo já se deu conta de que a sua sobrevivência passa pelas eleições municipais de 2012. Portanto, cabe aqui enfatizar, é bom ficar com as barbas de molho e acompanhar com redobrada atenção o que acontecerá daqui até outubro do ano que vem, para depois não ser surpreendido.





Aécio: mais para Collor do que para Tancredo

7 04 2011

Escutei o discurso de Aécio.
Confesso que esperava mais.
Mas devo reconhecer que FHC tinha razão quando ele disse que Aécio é apenas o parente de Tancredo.
O discurso é uma colagem de clichês – como alguém que pega um roteiro e vai preenchendo com aquilo que pode impactar. Como ensinava meu velho pai: em terra de vesgo, quem tem um olho no máximo enxerga meia realidade.
Pensei que depois de dois anos de mandato de governador, tendo uma passagem apagada antes como Federal… pensei sinceramente que Aécio tivesse crescido intelectualmente, tivesse amadurecido politicamente, tivesse aprendido com os mineiros. Mas me lembrei: ele não é mineiro. Ele é uma espécie de carioca que optou por Minas apenas por comodismo e a facilidade de se apresentar sempre com um caixão debaixo do braço.
Definitivamente, Aécio, depois deste dircurso, cheio de lugares-comuns, cheio de futilidades linguísticas.. ele está sim mais para o Collor caçador de marajás e que falava qualquer besteira e a mídia do Rio e São Paulo transformava em grande evento político.
E sem querer fazer qualquer ironia, cabe lembrar que Collor e Aécio são dois cariocas – inclusive recaindo sobre os dois as mesmas dúvidas quanto a condutas e hábitos.
A dúvida que fica depois de tanto vazio em palavras é se a mídia irá tornar o vazio um poço de sabedoria.
Para quem esperava ver surgir, no discurso, a esperança de um futuro líder da oposição, a papagaiada de Aécio deixou a firme convicção do ressurgimento de um fantasma do passado. Resta saber se o povo brasileiro aceitará ser tapeado mais uma vez.





O desafio de combater a impunidade

5 04 2011

Imunidade, sim! Impunidade, jamais!

Alfredo Bessow, jornalista

Observo com uma ponta de preocupação a ação de grupos políticos e até mesmo de segmentos supostamente sociais que de quando em vez encetam cruzadas ‘eugenizantes’ da política – centrando fogo nas reiteradas mazelas apresentadas pelos nossos representantes dos legislativos e executivos em todos os níveis da chamada república. A minha dúvida ‘prática’ não é com o movimento em si – louvável sob todos os aspectos! – mas sim pelo equívoco político de reduzir o tema a soluções intempestivas ou vangloriantes do acaso. Não acredito no espontaneísmo como instrumento ou meio de ação política.
Quero reiterar para que não paire dúvida: é preciso destacar a importância de apoiar e reforçar a ação destes grupos, mas deixando claro o reducionismo de suas cruzadas messiânicas. Na minha modesta opinião, o problema que aflige o ‘fazer política’, dentro de uma sociedade guiada e dominada pelo dinheiro, é bem mais simples na sua compreensão e, contraditoriamente, complexo na transformação prática.
Antes de mais nada, ações pontuais como adote isso ou adote aquilo me lembra de um prefeito de uma cidade do interior que nos anos 70 criou um programa chamado ‘adote uma praça’, até que veio alguém que sugeriu que ele alterasse o projeto para ‘adote uma rua’ – tendo em vista que praça e ruas da cidade careciam de conservação. De repente, não mais do que de repente, um gaiato que havia ‘adotado uma rua’, se sentiu no direito de se portar como dono da rua, quando esta deveria ser de todos.
Um vereador ou deputado não precisa ser adotado, mas sim ter compromisso com todos. E saber que em nenhum momento estará acima da Lei. E como fazer esta vigilância: pelo voto. Não alivio o lado do eleitor como co-responsável pelas mazelas tanto do Legislativos quanto dos Executivos pelo País afora. Quem foi candidato bem sabe como é fazer campanha ideológica, sem prometer nada, sem trocar e sem atolar-se no corporativismo de grupos profissionais, religiosos ou mesmo criminosos.
Sempre entendi que uma verdadeira Lei Eleitoral também deveria punir severamente a extorsão do eleitor. A proibição de brindes, shows e outros eventos já contribuiu para tornar a disputa mais ‘parelha’ – mas, ainda assim, o peso desta fisiologia ideológica praticada pelo eleitor custa caro e acaba comprometendo o próprio mandato.
Eu acredito que estas ações pontuais que, repito, são importantes, na realidade acabam ajudando a encobrir questões que para mim acabam sendo mais ‘causa’ de desvios no exercício do mandato do que a própria ação perversa do eleitor. Me refiro à judicialização do processo eleitoral e, por conta dos meandros e intermináveis recursos, acaba sendo incentivo à impunidade.
Nada é mais caro à sociedade do que a percepção de que a Lei só existe para o pobre, que não tem advogado renomado e que no máximo conta com um defensor público. É só observar a celeridade com que os tribunais julgam causas cotidianas que envolvem desavenças entre pobres e como são demoradas as oitivas, as diligências, as audiências e a quantidade de recursos que são interpostos ao longo do processo, questionando por vezes, questões de total insignificância e que não afetariam o mérito da causa, quando estão envolvidos os interesses de poderosos – muitas vezes apostando na prescrição.
A Lei teoricamente é a mesma. Mas a aplicação dela difere de acordo com o poder financeiro. Veja-se o caso de Nenê Constantino, o milionário dono da Planeta e da Gol – cujos processos como mandante de vários assassinatos ainda se encontra na fase preliminar. São crimes dos quais ele é acusado e que foram perpetrados há 10, 15 anos. Ou o processo trabalhista que envolve a hoje ainda federal Jaqueline Roriz que teria contratado, valendo-se de subterfúgios, trabalhadores para uma de suas fazendas e, na hora da rescisão, cometido arbitrariedades. O processo é de 2007 e simplesmente não anda. Imagine se um chacareiro em situação análoga já não teria tido de acertar contas com a justiça trabalhista…
A certeza da impunidade dos poderosos, volto a dizer, é o verdadeiro combustível, é o insumo básico para que muitos acabem confiando nestes subterfúgios como forma de garantir a manutenção de práticas deploráveis.

Coragem sob encomenda e com hora marcada

Também me causa espanto a extrema coragem dos idealistas de plantão que atacam membros do Legislativo e do Executivo, mas são cegos e coniventes com os desmandos do Judiciário. Acredito que estes rompantes de coragem decorrem de um simples fato: legisladores e membros do poder executivo não detêm em suas mãos o poder de prender.
Ou seja: a coragem que sobra é apenas uma fantasia da qual se valem em momentos, desde que garantidas as suas próprias salvaguardas.
Se o propósito for mesmo o de melhorar a democracia brasileira é preciso sim também dissecar as mazelas que afligem o Judiciário – mormente nas instâncias superiores. Uma boa medida seria a de que todos os chamados democratas e éticos cidadãos deste País fizessem um abaixo assinado para completar, para melhorar a proposta encaminhada pelo senador Pedro Simon.
Simon, para quem não sabe, apresentou projeto de lei que proíbe a concessão de aposentadoria para parlamentares que tenham sido cassados (não sei se ele fala também em caso de renúncia). Caberia aqui acrescentar também que magistrados, membros do MP e outros entes da Justiça que tenham sido demitidos por justa causa percam o direito de se aposentarem com a integralidade dos vencimentos.
Este é o mínimo que se espera. Porque assim já acontece com os servidores do Legislativo e do Executivo que são demitidos, perdendo todos os direitos. Digam-me o que justifica que apenas para os membros do Judiciário exista tal benevolência?

Um assunto já tratado

Ainda que já tenha abordado este assunto em outros post, quero aqui enfatizar o seguinte: a Reforma Eleitoral em gestação no Congresso Nacional pelos congressistas deveria, mas não fará, deixar bem clara a proibição de que vereadores, deputados e senadores eleitos ocupem cargos no Executivo. Eleitos, que cumpram o mandato, ou renunciem a ele para atender aos chamados de Executivos.
Como também considero que vereadores, deputados e senadores candidatos às eleições subsequentes ao mesmo cargo no qual já se encontram devam renunciar ao mandato para que em seu lugar entrem suplentes. Seria uma fórmula de tornar a disputa mais parelha entre os que já são e os que querem ser eleitos.
No caso dos senadores, ao contrário da maioria, considero que a suplência está correta, reduzindo-a a uma só. Mas que os senadores que se afastarem para ocupar cargos no Executivo ou que queiram se aventurar em disputas enquanto são protegidos pelo mandato de oito anos, que renunciem ao mandato de Senador.
Para concluir o tópico, um adendo que aqui publico e que pretendo sugerir a algum parlamentar da Comissão: que a posse dos vereadores, deputados estaduais/distritais e federais e dos senadores coincida com a data da posse de prefeitos (quando houver), dos governadores e do Presidente da República – para evitar que a sociedade pague por suplentes que vão assumir mandatos por 15 ou 30 dias. Mas que não corra a falta de vergonha que acontece aqui em Brasília, onde os deputados distritais tomam posse no dia 1º de janeiro, junto com o governador, e logo entram em recesso de 30 dias e, se o governador precisar votar questões com urgência, terá de convocá-los extraordinariamente. Que a lei seja clara neste sentido: no ano em que tomam posse, vereadores, deputados estaduais/distritais e federais e senadores NÃO terão direito ao recesso do mês de janeiro.

Imunidade, sim! Impunidade, jamais!

Poderia resumir este meu entendimento das mazelas atuais que assolam a política nacional – decorrência, digo mais uma vez, da judicialização do ‘fazer’ político – como oriundas da imunidades, dos chamados foros especiais e privilegiados e outras figuras jurídicas que servem para encobrir a mesma prática perversa.
Sou defensor ferrenho da tese segundo a qual, todo e qualquer homem público só deve ter direito à imunidade para os chamados delitos de opinião no exercício do mandato. Todos os demais crimes dos quais venham a ser acusados que sejam tratados pela Justiça Comum.
Reduzir à imunidade aos delitos de opinião é, no meu modesto juízo, muito mais salutar para a melhoria da qualidade da nossa representação política do que adotar este ou aquele político.
Continuo acreditando que podemos melhorar a democracia. Mas isto, repito, não será através de ações messiânicas ou promessas de pureza – que é a promessa e o compromisso que marca o início de todo e qualquer processo ditatorial, conforme tão bem nos mostra e ensina a história.





Cuidado: Bolsonaro não está sozinho!

4 04 2011

Tenho lido toda esta celeuma envolvendo as declarações de Bolsonaro com extrema preocupação.
Tenho conversado com pessoas – não apenas no restrito círculo dos que pensam igual a mim, com os quais tenho convergência de ideias e ideais.
E posso assegurar: a cruzada de Bolsonaro pode gerar um efeito que irá assustar muita gente.
Me refiro ao surgimento público de novos ‘bolsonaros’.
Para quem é do DF, haverá de lembrar como foi a campanha – e a votação dos candidatos Ronaldo Fonseca e Ricardo Quirino. NO caso de Ronaldo Fonseca, ele fez mais de 67 mil votos com uma ‘cruzada’ marcada por parâmetros e propostas muito semelhantes as de Bolsonaro. Percebo que muita gente não se depara com esta questão por uma razão simples: Bolsonaro é o primeiro com coragem de externar um sentimento que é latente em boa parte da sociedade. Quer queiramos ou não, mas ele é o primeiro com coragem de dizer o que pensa de modo claro.
O estimado leitor não concorda com este perigo? Basta que cada um comece a prestar atenção nos eleitos em seus municípios e estados e ficará mais claro o que estou dizendo: existem muitos outros ‘bolsonaros’.
Pode ser estranho e muitos poderão não concordar, mas com toda esta mídia, hoje ele virou figura nacional e, pelo seu exemplo (e não estou aqui julgando se é bom ou ruim), vai acabar encorajando outras pessoas a defenderem as mesmas causas.
Volto a dizer: não é conveniente continuar tratando Bolsonaro apenas como um louco ou um caso isolado.





Líbia – imprensa brasileira toma partido e não sabemos o que acontece

4 04 2011

Quem for se basear apenas pelo noticiário disponível nos sites e portais nacionais ou lligados de alguma forma ao modo norte-americano de ver o mundo, continuará certo de que os ‘rebeldes’ líbios estão vencendo a guerra contra Kadaffi.
Sinceramente, não sei em que pé está aquele salseiro lá.
Sei apenas que, também neste embate, quem está perdendo mesmo é a informação.
Não há compromisso em informar o que acontece.
Percebe-se que há muito mais torcida e vontade, do que notícias sérias acerca deste embate.
Tudo é superficial. Não há um aprofundamento nas questões básicas – como, por exemplo, na dissecação dos interesses envolvidos.
Quem fornece armas para os chamados rebeldes? Quem está por trás da ação de mercenários no País?
Fica complicado entender a mídia nacional, que parece funcionar como porta-voz do departamento de Estado norte-americano. Aqui, predomina apenas a visão de um lado.
Ninguém se ateve a questionar, por exemplo, o tipo de armamento dos rebeldes. Qual a origem deste armamento? Não sou especialista em armas, gostaria de saber o que usam, quem fornece alimentação e carros de combate?
Em face de tantas verdades, ouso transcrever um texto tentando mostrar que, de repente, pode haver um outro lado em toda esta história. Um outro lado que a nossa briosa mídia não aceita nem ao menos sugerir a sua existência.

Movimentos Sociais manifestam-se contra guerra na Líbia e pela Paz no Oriente Médio. Fazem manifestação no Senado, Câmara e Itamaraty.

Por KHARINNA CANAVARRO:

INTER.PRESS – AGNOT – Brasília – DF – Br. 313\11; 18.h: – Com uma vasta programação que incluiu a entrega de um documento com a posição dos movimentos sociais brasileiros sobre a revolta no Oriente Médio, a guerra na Líbia e pedindo a Paz no Oriente Médio, a CMS, Coordenação dos Movimentos Sociais, no Distrito Federal, a pedido de uma das entidades que a integra, o MDD, Movimento Democracia Direta, deliberou e com o apoio e a mobilização dos principais dirigentes das demais organizações populares que compõem sua direção, como representantes da CUT, CTB, CGTB, UNE, UBES, MST, CEBRAPAZ, CDR Cubana, dentre outras entidades posicionaram-se contra a guerra na Líbia, a intervenção dos EUA e da União Européia e pediram a imediata revogação da Resolução do conselho de Segurança da ONU de trata o assunto.
O documento foi entregue nesta quita feira, 31, na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e no Gabinete do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.
O documento afirma que: “É com grande indignação que a Coordenação dos Movimentos Sociais, reunida no dia 28 de março, acompanha as conseqüências da resolução do Conselho de Segurança da ONU que, mesmo sem ser unânime, deflagrou uma agressão militar contra a Líbia. Sob cínicas declarações “humanitárias”, os governos das grandes potências (EUA, França, Reino Unido, Itália, Espanha) – agora com a chancela da OTAN – bombardeiam esse país norte – africano de apenas seis milhões de habitantes”.
O documento afirma ainda mais adiante que : “A agressão imperialista intervém numa guerra civil, causa centenas de mortes entre a população e é, na verdade, uma nova guerra de rapina por petróleo e uma estratégia de contenção contra a luta que varreu os regimes ditatoriais sustentados pelos EUA e a OTAN nos vizinhos Egito e Tunísia. Os Movimentos Sociais do Brasil exigem o fim imediato dos bombardeios à Líbia, reafirma que a intervenção militar externa é inaceitável e atentatória à soberania nacional dos povos. É a descarada manutenção, pela força, dos interesses das potências imperialistas e suas multinacionais na região.
Mais adiante e finalizando, o documento diz: “Neste momento de profunda aflição, prestamos toda nossa solidariedade ao povo líbio, pois apenas a ele cabe a decisão sobre seu próprio destino.Dirigimo-nos ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil e as representações do Senado e da Câmara Federal, para que expresse junto aos organismos internacionais e, em particular à Organização das Nações Unidas, a exigência dos Movimentos Sociais pelo imediato fim da intervenção militar da OTAN na Líbia, pela cessação imediata dos bombardeios, e pelo restabelecimento da paz naquela região”.
Após a entrega do documento e em todos os locais onde foi deixado os manifestantes fizeram questão de afirmar que podem ir ás ruas na próxima semana em manifestações de rua nas principais capitais do país.
Ao finalizar a reunião no Itamaraty o grupo de manifestantes dirigiu-se a casa do Embaixador da Líbia no Brasil, Salem Al Zubeid onde fizeram questão de manifestar pessoalmente seu apoio ás manifestações que acontecem em todo o mundo contra a guerra na Líbia e por uma solução pacífica sem intervenção das potencias imperialistas.
O Coordenador da CMS no DF e representante da CUT, Ismael Silva fez questão de manifestar sua indignação contra os bombardeios praticados pelos EUA e França que mataram centenas de civis em Trípoli nestes últimos dias.
Acilino Ribeiro, Coordenador Nacional do MDD e um dos principais dirigentes da CMS no DF, disse que os crimes praticados pelos EUA e a União Européia, através da OTAN, a qual chamou de Organização Terrorista do Atlântico Norte , serão julgados e condenados pela história, e que “ terroristas como Obama, Sarkozy, Cameron, Hillary Clinton e Robert Gates devem pegar prisão perpetua pelos hediondo crimes praticados, como o assassinato de crianças, jovens, idosos e mulheres, dentre milhares de civis os quais são os responsáveis”, concluio.
Paulo Vinicius, representante da CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, reafirmou a unidade dos movimentos sociais pela necessidade de combater o imperialismo e levá-lo a derrota política em todo o mundo.
O representante do Comitê de Defesa da Revolução Cubana, Marcelo Melquiedes, reafirmou a posição dos movimentos sociais brasileiros em lutarem até as últimas conseqüências para conseguirem a Paz na região, buscando se necessário a articulação internacional para o fortalecimento da luta.
Iberê Lopez, Presidente do CEBRAPAZ, Centro Brasileiro pela Paz, afirmou que levará o assunto ao Conselho Mundial da Paz para intensificar suas ações, lembrando que a Presidente do órgão, Socorro Gome, já manifestou posição idêntica ao dos movimentos sociais brasileiros e que continuará lutando pela paz na líbia e demais países do Oriente Médio.
O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Zubeib, agradeceu aos manifestantes afirmando que além do governo brasileiro a sociedade manifesta seu apoio a paz na Líbia e em toda a região como tradicionalmente tem sido de forma histórica. Afirmou que tais manifestações eleva a moral dos líbios que lutam contra o imperialismo e o sionismo, responsáveis pelo que hoje acontece em seu país.

Fontes : – INTERPRENSA – AGNOT – INTERPRESS – MIDIA LATINA. 31.03.11- KM.