Alckmin, porta-voz da Opus Dei?

27 08 2010

Confesso: não morro de amores pelo modo paulistano de pensar, agir e reduzir o Brasil aos seus interesses, numa doentia tentativa de nos transformar em escravos do seu pensamento e de suas verdades. São Paulo tem seus fascínios, como por exemplo a excelência da comida servida nas tratorias e cantinas. O que mais?
Mas é inegável que o episódio eleitoral deste ano está revelando algumas realidades estranhas. Me atenho a três delas.
Roberto Requião, seguramente um dos melhores políticos em atividade em nosso País, não cosneguiu ‘fazer’ um sucessor capaz de dar continuidade à sua obra. E agora corre o risco de entregar tudo de mão beijada para um Beto Richa ou Osmar Dias – que são a mesmíssima coisa ou seja: são apenas coisa.
Hélio Costa, uma vez mais, larga como favorito – mas tenho para mim que sua extremada submissão à Globo é responsável por suas derrotas. Minha dúvida é saber quem a Dilma Rousseff vai colocar no Ministério Privado das Organizações Globo, vulgarmente chamado de Ministério das Comunicações? Em Minas, salvo engano, o PT que já foi grande, será o maior derrotado em casod e vitória de Anastasia.
Por fim, o tal do picolé de xuxu.
Mesmo que ele negue, Geraldo Alckmin é o ícone político da Opus Dei – grupo terrorista-teocrático abrigado na estrutura da Igreja Católica. Tanto isto é verdade que ele, Alckmin, homenegou a sua seita no ano do cinquentenário dela (1978) com o nome de uma rua em Pindamonhangaba. A rua se chama Josemaría Escrivá de Balaguer – o criador da seita, que se tornou aceita pela Igreja Católica por contar (a seita) com a proteção do ditador Franco.
Como pode que em pleno séc. XXI, uma sociedade, como a paulista, que se vangloria de ser cosmopolita, mas que deixa um bairro inteiro como o Bixiga transformar-se num cortiço e num prostíbulo com 24 horas de funcionamento, como pode… um fascista assumido e defensor da Opus Dei, que no Brasil teve seu auge e esplendor com a TFP, uma espécie de Opus de segunda linha, virar governador?
Alguém consegue explicar a lógica dos paulistas?





Dilma coloca Serra em seu devido lugar

5 06 2010

É preciso entender uma coisa simples e elementar: todo ser humano despreparado e desqualificado, quando sob pressão libera seus instintos mais primitivos. Assim é o Serra. E não é de hoje. Vale a pena escutar a resposta da Dilma Rousseff sobre o dossiê que o Aécio fez contra o Serra e que este, de modo doentio, tentou (com apoio da Veja e da Globo) imputar a responsabilidade ao PT e a Dilma.





A insanidade latente do Serra

4 06 2010

José Serra é destas figuras que, por patéticas, acabam servindo para representar, sob a forma de estereótipo, todo um comportamento doentio da classe que representam. É um parvo ao qual foi transmitida a mensagem de que, com ele, os que o cercam poderão mais. Ainda que este ‘mais’ represente, na realidade, menos para o Brasil e para os brasileiros.
Esta é a impressão que fica: Serra não é o candidato. É um fantoche transformado em candidato por quem passou a vida inteira se locupletando das verbas e se beneficiando do aparelho do Estado em seu favor. É uma situação que a mídia omite, não aceita discutir e, pelo contrário, trata de manipular segundo os seus interessses e necessidades. É o episódio do pseudo-dossiê.
Pega-se um fato, manipula-se e constrói-se uma nova verdade. Foi assim com a roubalheira das ambulâncias e a relação dele com os Vedoin. Já tinha sido assim quando ele e os seus amigos da PF detonaram Roseana Sarney, no episódio Lunus.
É algo que transcende a racionalidade e, ao mesmo tempo, os parâmetros de normalidade. Serra precisa estar ‘delinquindo’ para se sentir bem e realizado. De outro modo, aumenta o seu azedume.
E para a materialização e realização de sua verdadeira personalidade, Serra precisa contar com o beneplácido da mídia e do judiciário, tão bem representado por Algemar Mendes. Há outros, mas este é o píncaro da lealdade para com Serra.
Por falar em mídia e Judiciário, dia destes no Jornal Passe Livre – edição 434, disponível aqui online no https://passelivreonline.wordpress.com/2010/06/01/jornal-passe-livre-434/ – sugeri que a tão cobrada transparência que a mídia e os macaquinhos amestrados do Judiciário cobram, fosse também aplicada ao Judiciário e aos meios de comunicação.
Pode parecer querer demais, mas seria importante que os leitores, ouvintes e telespectadores soubessem quanto a Folha de São Paulo recebe do Governo federal, do Governo do Estado de São Paulo e assim por diante – também saber quantas assinaturas ela (a Folha) e os demais têm com estes órgãos públicos. O mesmo para a RBS/Zero Hora – credo, daí a coisa ficará escrota demais – a famiglia O Globo, Grupo Abril e por aí afora. Imagine-se se estes veículos fossem obrigados a revelar também o chamado BV – Bônus de Veiculação, com o qual ‘presenteiam’ as agências por conta de destinarem verbas…
Vale aqui até uma sugestão para a campanha da Dilma Rousseff, pré-candidata e futura presidente do Brasil: que a Secom divulgue semanalmente a liberação de todos os valores de mídia veiculados nos grandes veículos de comunicação. Estará fazendo um imenso favor à cidadadia, caso isto realmente venha a ser implementado. Mas seria importante divulgar os valores todos,seme sconder nada – porque tem muito tucano que saiu da CEF e foi pra Secom do Governo Federal e continua com poder de mando, mesmo depois de 8 anos do Governo do PT/Lula.
Eles querem transparência… para os outros…
E o Serra?
Nunca é demais lembrar e relembrar que a PF ainda está infestada de pessoas ligadas ao PSDB. Basta ver o papel que o tal do Itagiba exerce, como ‘comandante’ de uma ala especialziada em fazer o jogo sujo em favor dos projetos representados por Serra. Não foi apenas o caso Lunus, que defenestrou a candidatura de Roseana. Há muitos outros episódios que revelam este perfil ‘necrófilo’ do Serra.
Episódio recente diz respeito ao suposto ‘dossiê’ que a turma da Dilma estaria preparando para detonar o ‘coisa’. Graças ao Luis Nassif, tudo ficou esclarecido. Mesmo sem autorização dele, transcrevo na íntegra o post dele – porque vale a pena ler e ver, entender e lamentar que a mídia esteja fazendo a parte suja de todo o trabalho…

O caso do suposto dossiê
Enviado por Luis Nassif, em 04/06/2010 – 08:07

À primeira vista, não fazia lógica a história da divulgação do suposto dossiê contra a filha de José Serra, que estaria sendo armado pelo PT.

Primeiro, por ser inverossímil. Com a campanha de Dilma Rousseff em céu de brigadeiro, à troco de quê se apelaria para gestos desesperados e de alto risco, como a divulgação de dossiês contra adversários? Se a campanha estivesse em queda, talvez.

Além disso, os dados apresentados pela Veja, repercutidos pelo O Globo, eram inconsistentes. Centravam fogo em Luiz Lanzetta, que tem uma assessoria em Brasília que serve apenas para a contratação de funcionários para a campanha de Dilma – assim como Serra se vale da Inpress e da FSB para suas contratações.

Serra atacou Lanzetta, inicialmente, através de parajornalistas usualmente utilizados para a divulgação de dossiês e assassinatos de reputação. Só que há tempos caíram no descrédito e os ataques caíram no vazio. Serviram apenas como aviso.

Aí, se valeu da Veja que publicou uma curiosa matéria em que dava supostos detalhes de supostas conversas sobre supostos dossiês, mas nada falava sobre o suposto conteúdo do suposto dossiê.

Até aí, é Veja. Mas os fatos continuaram estranhos.

Há tempos a revista também caiu em descrédito tal que sequer suas capas são repercutidas pelos irmãos da velha mídia. Desta vez, no entanto, entrou O Globo, inclusive expondo a filha de Serra – como suposto alvo do suposto dossiê. Depois, o próprio Serra endossando as suposições, em um gesto que, no início, poucos entenderam. A troco de quê deixaria de lado o «Serra paz e amor» para endossar algo de baixa credibilidade, em uma demonstração de desespero que tiraria totalmente o foco da campanha?

Havia peças faltando nesse quebra-cabeças. Mas os bares de Brasília já conheciam os detalhes, que acabaram suprimidos nesse festival de matérias e editoriais indignados sobre o suposto dossiê.

A história é outra.

Quando começou a disputa dentro do PSDB, pela indicação do candidato às eleições presidenciais, correram rumores de que Serra havia preparado um dossiê sobre a vida pessoal de seu adversário (no partido) Aécio Neves.

A banda mineira do PSDB resolveu se precaver. E recorreu ao Estado de Minas para que juntasse munição dissuasória contra Serra. O jornal incumbiu, então, seu jornalista Amaury Ribeiro Jr de levantar dados sobre Serra. Durante quase um ano Amaury se dedicou ao trabalho, inclusive com viagens à Europa, atrás de pistas.

Amaury é repórter experiente, farejador, que já passou pelos principais órgãos de imprensa do país. Passou pelo O Globo, pela IstoÉ, tem acesso ao mundo da polícia e é bem visto pelos colegas em Brasília.

Nesse ínterim, cessou a guerra interna no PSDB e Amaury saiu do Estado de Minas e ficou com um vasto material na mão. Passou a trabalhar, então, em um livro, que já tem 14 capítulos, segundo informações que passou a amigos em Brasília.

Quando a notícia começou a correr em Brasília, acendeu a luz amarela na campanha de Serra. Principalmente depois que correu também a informação de um encontro entre Lanzetta e Amaury. Lanzetta jura que foi apenas um encontro entre amigos, na noite de Brasília. Vá se saber. A campanha do PT sustenta que Lanzetta não tem nenhuma participação na campanha.

Seja como for, montou-se de imediato uma estratégia desesperada para esvaziar o material. Primeiro, com os ataques iniciais a Lanzetta, que poucos entenderam o motivo: era uma ameaça. Depois, com a matéria da Veja.

A revista foi atrás da história e tem, consigo, todo o conteúdo levantado por Amaury. Curiosamente, na matéria não foi mencionado nem o nome da filha de Serra, nem o do repórter Amaury Ribeiro Jr. nem o conteúdo do suposto dossiê.

O Globo repercutiu a história, dando o nome da filha de Serra, mas sem adiantar nada sobre o conteúdo das denúncias – medida jornalisticamente correta, se fosse utilizada contra todas as vítimas de dossiês; mas só agora lembraram-se disso.

Provavelmente Veja sairá neste final de semana com mais material seletivo do suposto dossiê. Mas sobre o conteúdo do livro, ninguém ousa adiantar.