Durval e o ventilador

17 03 2011

Desde antes do carnaval, o multi-processado Durval Barbosa, talvez acossado pelo abandono, quiçá sentindo-se cercado, com problemas familiares decorrentes de briga com a ex e em vias de ir perdendo patrimônio e sem o glamour que alguns tentaram, por conveniência, criar em torno de sua figura como se pelo fato de ter revelado suas atividades criminosas e parte de seus cúmplices e comparsas, isso o tornasse figura de biografia imaculada… a verdade é que por alguma razão ele sentiu necessidade de dar sinal de vida e voltou a trazer vídeos que são saudados com estardalhaço por viúvas de Roriz e Arruda, que junto com agrupamentos diversos, ainda saúdam Durval como a esperança…
Trata-se de material requentado, partes complementares de material anteriormente editado e divulgado – dentro de um processo de blefe e de chantagem, contando com o beneplácito da chamada ‘delação premiada’. Neste sentido, é importante observar o que disse Roberto Gurgel, no Correioweb: “Questionado sobre o risco de Durval perder a delação premiada, o procurador-geral foi incisivo ao dizer que as gravações não podem ser entregues a “conta-gotas”, como ocorreu no caso do vídeo divulgado no último dia 4 em que a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) e o marido, Manoel Neto, recebem R$ 50 mil. “Na verdade, ele tem a obrigação de entregar o todo o material que ele tenha de uma só vez. A partir do momento em que ele estabelece uma entrega, digamos em conta-gotas, ele está sim rompendo os termos do acordo”, alerta Gurgel. “O Ministério Público não será instrumento de um tipo de conduta que não parece conveniente à Justiça, mas sim a outros interesses e a interesses certamente escusos”, completou.
É hora sim de dar um basta na palhaçada e na patifaria.
Que revele o nome das pessoas, dos magistrados, dos integrantes do Ministério Público, dos jornalistas e deixe de usar uma vasta rede de fofocas para tentar vender o material como tem sido insuando por alguns. É certo que o fim dos aportes financeiros cotidianos irá gerar uma redução de sua capacidade de cobrir custos com advogados e outras necesidades jurídicas para se livrar da condenação futura.
Brasília não merece ficar refém dos estertores de uma quadrilha que tomou de assalto o poder em janeiro de 1999 – inclusive com tentáculos dentro do governo que foi eleito com o compromisso de oportunizar ao DF e aos seus moradores ‘um novo caminho’.
Não me move nenhum sentimento de culpa ou de medo, apenas de nojo em face desta novela onde patifaria tenta se passar por heroísmo…





Jornalismo de Brasília está de luto

17 02 2011

Recebo do amigo e jornalista ACQ – Antonio Carlos Queiroz, a notícia da morte de um daquels que não se forjam mais na realidade do jornalismo dos dias de hoje. O que se foi e do qual logo em seguida transcrevo o texto emocionado e o relato esclarecedor que o ACQ mandou, este, o que agora é só saudade, era de um tempo onde lutar não era apenas uma expressão de fim de noite. Era um compromisso de vida, um referencial cotidiano.
Pessoas assim acabam fazendo muita falta, porque cada vez mais esta nossa profissão está sendo ocupada por oportunistas, sem comprometimento e sem ética.
O texto do ACQ serve para resgatar o Seninha. De minha parte, cabe apenas dizer que ficará o vazio e a saudade que poderemos e deveremos preencher com seus exemplos de lealdade e de dignidade.

Perdemos o companheiro Clóvis Sena, o Seninha

Perdemos, nessa terça-feira, 15, um importante membro de nossa Velha Guarda: o jornalista, poeta e escritor maranhense Clóvis de Queiroz Sena, aos 81 anos de idade, vítima de câncer abdominal. Ele foi enterrado às 11 horas desta quarta-feira.

Seninha, como era tratado pelos amigos, participou ativamente das lutas dos jornalistas de Brasília. Foi um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas e do Clube da Imprensa, e ocupou a presidência do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados no período 1985 e 1986.
Durante 25 anos, no DF, foi correspondente do Correio do Povo, de Porto Alegre. Passou pelas redações do Correio Braziliense, do Jornal de Brasília, do Diário de Brasília, dos semanários José, O País e O Semanário, e dos Cadernos do Terceiro Mundo. Foi também servidor da Câmara dos Deputados.

Clóvis Sena era um democrata radical e defendia a ideia de que os jornalistas devem ter posição, sem prejuízo da objetividade. Como militante, cerrou fileiras com lideranças da oposição à ditadura militar, entre os quais o deputado federal Neiva Moreira, do antigo Partido Social Progressista (PSP), um dos primeiros cassados após o golpe de 1º de abril de 1964, e que participou da organização do PDT de Leonel Brizola na redemocratização. Sena iniciou sua carreira jornalística no Jornal do Povo de São Luís, de propriedade de Neiva, nos anos 50, exercendo as funções de repórter, redator, cronista e crítico de assuntos culturais. Na gestão de 1955-56, foi diretor da União Nacional dos Estudantes.

Além de jornalista, Sena destacou-se como crítico de cinema e de música erudita, poeta e escritor. São de sua autoria as obras: Neiva Moreira, testemunha de libertação (depoimento). Brasília: Movimento Brasileiro pela Anistia, 1979; Flauta rústica (romance). Brasília: Thesaurus, 1984 (2.ed., Thesaurus, 1985); Jornalismo de Brasília: impressões e vivências (co-autoria). Brasília: Lantana Comunicação, 1993; A queda de Ovídio (poema), distinguido com o 1º lugar do Prêmio Nacional de Literatura da Fundação Cultural do Distrito Federal, 1987; O senhor da cerimônia (poema), 1985; O arquipélago (poemas), 1989; Muitos cajus da vida (poema), 1990; Mitolavratura (poema), 1991; Poema do continente e das ilhas, 1991.

Sena foi membro do Conselho de Cultura do Distrito Federal; do Júri Nacional de Cinema e de diversos júris de festivais de Cinema de Brasília e de Gramado; da Associação Nacional de Escritores; do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal; e da Academia Brasiliense de Letras. Ocupava a cadeira número 5 da Academia Maranhense de Letras. E foi vice-presidente da Associação Cláudio Santoro. Em 2006, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília da Câmara Legislativa do DF.

Um depoimento do Seninha sobre a sua carreira e sobre as mudanças políticas ocorridas no País em meio século foi colhido pelo jornalista Paulo José Cunha para o programa Comitê de Imprensa, da TV Senado, e pode ser visto no seguinte endereço: http://tinyurl.com/4rqqtmz Nesse documentário ele conta que veio para Brasília, entre outras razões, por achar que aqui o chão ficava mais perto do céu.

Outro depoimento dele, sobre a história do nosso Sindicato e do Clube da Imprensa, está no vídeo “Cadê o Sindicato que estava aqui?”, de autoria de Luiz Turiba, à venda no SJPDF.

A Velha Guarda dos Jornalistas do Distrito Federal vai encaminhar à direção do Sindicato dos Jornalistas a proposta de Turiba de dar ao auditório da futura sede da entidade no SIG o nome de nosso querido companheiro. Será uma homenagem mais que merecida a um jornalista e artista que foi, antes de tudo, um lutador das causas democráticas e populares.





A sinuca de Agnelo

25 08 2010

Para vencer as eleições, a campanha de Agnelo e Filipeli precisam conquistar a Ceilândia!


O grande dilema do PT-DF nestas eleições é que, mesmo tendo tudo para ganhar e devendo ganhar (inclusive pela nossa responsabiliadde para com o futuro do DF) – com ou sem a presença de Roriz no pleito, tendo em vista que já é ficha suja segundop entendimento do TRE-DF – Agnelo é ruim de discurso, de palanque. Pode-se dizer que ele é um desastre no palanque. Ninguém consegue aguentar os seus discursos. São cansativos, chatos, enfadonhos e não levantam o astral da militância.
Agnelo é forte, imbatível até mesmo, no corpo-a-corpo, no convencimento pessoal do eleitor, na sincerudade que transmite. Mas quando abre a boca para discursar, daí a coisa fica feia. Desanimadora até.
O ideal seria deixar o Filipeli no palanque fazendo discurso e ele, Agnelo, no meio do povo distribuindo abraços e conversando.
E outro desafio: o PT precisa conquistar a Ceilândia. Se não fizer isto, fica difícil.





PASSE LIVRE edição 447

18 08 2010

Para ver o jornal em tela cheia, basta clicar em Menu, no canto inferior esquerdo, e depois em “View fullscreen”





1º de Maio – Dia do Trabalhador

4 05 2010
É impressionante a manipulação que a mídia gosta de fazer da realidade. Não bastasse a necessidade cotidiana de desvirtuar notícias, boa parte da mídia brasileira tenta, de todas as formas e com a conivência de muitas pseudo-lideranças sindicais, despolitizar algumas datas – enquanto que ao mesmo tempo trata de DEMOnizar os movimentos sociais.
Foi assustador escutar durante todo o 1º de Maio os repórteres das principais emissoras de TV do Brasil – e até da TV Brasil, que na minha opinião hoje funciona como uma espécie de sub-TV a serviço da direita – insistindo na tese de que se tratava do ‘Dia do Trabalho’. É preciso resgatar a data como marco dos trabalhadores em sua luta contra o trabalho escravo, contra as condições de vida degradantes que ainda hoje são comuns.
Do ponto de vista histórico, a data nos leva ao distante 1º de Maio de 1886, quando em Chicago, então meca da industrialização, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nas terras do Tio Sam uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze trabalhadores que faziam protestos e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalhador, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes. (As pesquisas sobre a data foram feitas na Internet em vários sites e referências diversas).
 





De volta ao desafio

4 05 2010

Já mais ajustado a rotina de fazer programa diário em duas emissoras de rádio, manter a periodicidade semanal do Jornal Passe Livre, o Programa do Servidor, semanal, ao vivo, na TV Cidade Livre de Brasília, aqui vamos nós. Resta ainda ajustar a dinâmica de edição e periodicidade da Revista Boa Viagem – leitura de bordo.

De qualquer sorte e forma, aqui vamos nós…





Os desafios da cidadania

12 02 2010

Sob o ponto de vista da realidade, todos nós vivemos ou comprometidos com o futuro ou então vítimas do passado. O presente, fugidio e insidioso, mostra-se cada vez mais efêmero. O que antes era improvável, tornou-se real e como tal precisa ser entendido não mais como possibilidade, mas como fato.

Nós, brasilienses que aqui vivemos e trabalhamos, ainda nos calamos muitas vezes diante da famigerada e insidiosa campanha daqueles que tentam nos colocar a todos no mesmo campo da corrupção e da impunidade. Mas Brasília está bem além destas mazelas. Nós, povo de Brasília, não merecemos ser vítimas deste espetáculo de horrores onde atores decrépitos se esmeram na arte de, amparados na hipocrisia e no farisaísmo, representarem papéis numa ópera bufa.

Ainda atordoados pela felicidade de saber que Arruda ao menos vai passar uma noite preso e que portanto passará a ostentar também o galardão de ex-presidiário, já advém o medo de que a Justiça poderá liberá-lo quando o sol do novo dia chegar. É preciso que nós, que gostamos de Brasília e aqui identificamos e definimos como sendo a cidade onde haveremos de viver, tenhamos em mente a imensa possibilidade de aprendizado com este episódio todo.

O aniversário da nossa cidade já está maculado, mas talvez a humilhação seja uma forma de expiação e assim podemos e devemos comemorar a prisão de Arruda – e que ainda venha a de PO, de Roriz e outros envolvidos – como uma razão de comemorar o cinquentenário de Brasília como um marco na cidadania, dividindo o modo de fazer política entre o antes e o depois.





PASSE LIVRE 413

20 01 2010

Esta é a edição 413 do jornal PASSE LIVRE que nesta semana tem como destaque o crescimento da violência no Guará, tida como a cidade com melhor qualidade de vida no DF e que foi destruída pela perversa ação de lideranças políticas e do GDF que resolveu encher a cidade de prédios – verdadeiros cortiços para todos os segmentos sociais, empuleirando andares e destruindo o trânsito, aumentando a violência, a prostituição e o tráfico de drogas. Há também outras informações, inclusive uma escola que aproveita cada janeiro para ampliar suas intalações sem projeto de engenharia e nem identificação de responsável pela obra. Enfim, retratos do DF – onde o crime defintivamente compensa.

Link para o download: 413





PASSE LIVRE – Edição 407

21 12 2009

Donwload no seguinte link: 407





PASSE LIVRE – Edição 402 —> EXTRA!!!

15 12 2009

Download da edição:402 – Especial Arruda