Carnaval deve ser no fim de janeiro – I

9 03 2011

Antes de mais nada, vamos ser simples e diretos: nós vivemos em um Estado laico. Ao menos é isto que está disposto em nossas Constiutições desde a edição do Decreto119-A, de 17 de janeiro de 1890, que instaurou a separação entre a Igreja e o Estado – ainda que a Constituinte de 1988 tenha apresentado falhas legislativas e tenha propositalmente, na minha opinião, tentado repor a dubiedade no que diz respeito à citação de Deus no preâmbulo da nossa Carta Magna. Estou, inclusive, entre aqueles que advogam a revogação do disposto na letra ‘b’, do item IV do Art. 150 – mas isto é pano para outra abordagem.
O tema de agora é esta farsa de que a data do carnaval não pode ser fixa por conta de ser ‘parte’ de um contexto religioso. E não adianta vir com esta história de tradição ou de democracia, porque o carnaval hoje em dia pode ser tudo – menos popular e democrático. Isto posto, quero passar a defender aqui uma tese simples, amparada numa cruel constatação: no Brasil, o ‘ano’ só começa depois do carnaval.
Levando isto como algo sério, temos que assumir: o domingo de carnaval precisa acontecer no último domingo de janeiro. Trata-se de uma questão de compromisso e de respeito com aqueles que efetivamente querem fazer parte da construção de um novo País.
Do jeito que hoje está, é ruim para empresas, para escolas e também para quem trabalha.
Eu não vejo razão para esta besteira de ser a Páscoa – que eu como Cristão respeito e, ao lado do Natal, considero as datas magnas da Cristandade – um feriado móvel. Deixemos de lado a hipocrisia. A Igreja Católica que se vire, afinal de contas é apenas uma data de referência e, como disse no começo, vivemos um estado LAICO. Assim, se o Natal incide sempre no dia 25 de dezembro, qual a justificativa para a Páscoa ter data móvel?
Do ponto de vista do País, colocar o carnaval na última semana de janeiro elimina esta estupidez que joga tudo para ‘depois das festas’, como se a vadiagem de nossa classe política ainda precisasse de um argumento a mais. O mesmo valeria para o Judiciário, sendo que o Carnaval serviria como um fecho de ouro ao seu justo e merecido recesso.
Todo mundo sairá lucrando com o Carnaval na última semana de janeiro.
Veja o caso das escolas, públicas e privadas. Os próprios professores açulam esta percepção nas crianças desde muito jovens. Dia destes, conversando com os filhos sobre o andamento e a assimilação de novos conteúdos, disseram-me patéticos que ‘tudo vai começar pra valer depois do carnaval’.
Hora… somos um País que não pode estar preso a este tipo de desculpas, a um posicionamento assim leviano frente à vida.
Voltarei ao tema mais vezes, porque não tolero esta hipocrisia, este cinismo e a leviandade como o Brasil é tratado por suas ‘mentes dirigentes’ e por oportunistas de plantão.





O pé frio de Arruda e PO

17 02 2010

Flagrados com a mão na cumbuca criada, lubrificada e alimentada desde o governo Roriz, em 1999, Arruda e PO realmente vivem um tempo estranho e de muitos desafios. Um busca sair da prisão e outro luta de todas as formas para não ser caçado e não ter o mesmo e merecido destino.

Para os brasilienses, ver o governador na cadeia deixou de ser motivo de vergonha e perplexidade e já se insere no contexto de vitória da dignidade e da cidadania. Mas ainda falta Roriz, PO, os Distritais, os Federais e os diretórios dos partidos – todos eles comensais do banquete podre da corrupção.

Outra constatação: Aruda enfim conseguiu uma exposição nacional e se fez presente em todas as capas de revistas nacionais dos últimos dias. Enfim, a vaidade doentia foi contemplada.

Para alegria de muitos, a Beija Flor dos R$ 3 milhões de patrocínio e anunciados 30% de devolução acabou quebrando a cara no carnaval carioca…





Marchinha de carnaval

15 02 2010

Vale a pena conferir esta marchinha: