Eu defendo e apóio a CPMF

22 02 2011

Podem me xingar, podem me atacar – mas eu assumo e defendo: sou a favor da CPMF (com este nome ou com o nome que vierem a criar). E tenho esta posição não apenas pela convicção pessoal de que mais do que um tributo, a CPMF é um valoroso instrumento contra a sonegação, uma ferramenta eficaz em favor das ações da Receita e da PF contra a sonegação, contra a lavagem de dinheiro e contra os crimes do sistema financeiro.
Alguém já parou para reparar que depois do fim da CPMF, diminuíram as ações contra lavagem de dinheiro? Na realidade, a derrubada da CPMF foi uma cruzada conjunta da oposição política do Senado, segmentos empresariais que adoram sonegar, a mídia que precisava derrotar Lula e setores comprometidos do STF com toda uma engrenagem que não é salutara o Estado e aos brasileiros. O Senado rejeitou a CPMF e o STF armou um verdadeiro circo contra os grampos. Chegou a tal nível de ridículo que pela primeira vez tivemos a transcrição de um diálogo que nunca foi escutado por mais ninguém (aquele onde o senador Demóstenes, do Demo-GO, simulava uma conversa com seu velho parceiro Gilmar, ministro de FHC e defensor de FHC e seu legado no Supremo).
Pode-se dizer que a Fiesp bancou financeiramente a campanha contra a CPMF porque ela sabia e sabe – por isso já prometeu lutar contra a nova versão da CPMF – que da forma como ela foi elaborada – e olha, isto é um elogio a FHC! – ela representava sempre um risco para os contraventores, sonegadores e assemelhados. Não é errado também dizer que a outrora gloriosa OAB se posicionou contra a CPMF por uma prosaica e corporativa razão: tratava-se do único tributo, dentre o emaranhado tributário nacional, onde advogados não ganhavam nada.
Eu sempre achei estranho ninguém lutar pelo fim de coisas como Pis/Cofins – mas é compreensível: trata-se da maior fonte de corrupção e uma garantia de renda para muitos que são diretamente envolvidos na máquina de liminares e de pareceres. São milhares de ações e recursos para justificar a sonegação do Pis/Cofins e, portanto, não interessa terminar com este mecanismo que justifica preços e enriquece quem não produz e nem faz nada e penaliza os mais pobres…
Assim, é importante destacar: o retorno da CPMF – com qualquer que seja seu nome – é importante não apenas para injetar recursos na saúde – mas principalmente para oportunizar à Receita e a PF terem mais um mecanismo na sua luta contra a sonegação, a corrupção e a lavagem de dinheiro.
Por fim, um lembrete: os mesmos empresários, políticos, jornalistas e oportunistas que mentiam descaradamente dizendo que a CPMF tinha impacto final de 5% no preço dos produtos e serviços foram desmentidos pela realidade. A CPMF foi revogada e nenhum produto ou serviço diminuiu de valor.
Espera-se que desta vez o Governo tenha mais competência para enfrentar a guerra midiática que será travada. Basta mostrar a verdade e quais os verdadeiros objetivos dos que lutam contra a CPMF.





Passe Livre 474: Quem tem medo da CPMF?

10 11 2010

Nesta quinta, dia 11, estará sendo distribuída aqui na rodoviária de Brasília a edição 474 do Jornal Passe Livre que tem entre os comentários e notícias em destaque traz a pergunta:
Quem tem medo da CPMF?
Além desta abordagem, a constatação: A imprensa AINDA não aceitou a derrota.
Leia o Jornal Passe Livre!
Indique-o para os amigos!

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