Dilma, a minha presidenta!

1 11 2010

Foram dias de luta e cansaço.
Enfrentar toda a avalanche dos meios de comunicação, não é nada fácil.
Ao acordar – que afinal de contas a vida segue e já está na hora de fazer mais uma edição do Jornal Passe Livre – passei os olhos pelo noticiário da internet: eles não conseguem aceitar a derrota!
Impressionante a cegueira que tomou conta destas pessoas.
Ontem assisti, com meus filhos, ao mais hilariante programa de humor dos últimos anos da TV brasileira: as carpideiras serristas se lamuriando na Globo News – Merval, Waack, Waldvoguel, Lobo. Nos divertimos muito escutando a penca de frustrados destilando ódio, rancor e amargura.
Até mesmo a Record News se prestou ao papel de toalha para dejetos, como um certo candidato derrotado do PV ao Senado de SP que não conseguia esconder a frustração pela derrota do Serra.
Confesso: fui dormir de alma lavada!





Boca de urna presidencial

31 10 2010

Extra oficialmente, a boca de urna do Ibope aponta Dilma com 57% dos votos e Serra com 43%.
Pelo tom sarcástico dos comentaristas da Globo, os números tiraram a turma do sério.
Estão destilando raiva. Ódio. Rancor. Preconceito.
Ás 19h sai o boca de urna oficial.





Vice do Serra revela desespero tucano

25 06 2010

“O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum. O Álvaro Dias não acrescenta nada e desagrega muito”, Ronaldo Caiado (Demo-GO).

Caso se confirmem as notícias de que Álvaro Dias, do PSDB, será o vice de Serra, estará bem definido o perfil plebiscitário e de opção dos tucanos pela parte ‘branca e rica’ do Brasil – um segmento do Sul que acha que ainda é melhor se separar do Brasil do que aceitar ser presidido pelos petistas.

Na verdade, a opção por Álvaro Dias tem muito a ver com a falta de opções do Serra, o messianismo paquidérmico de sua figura e o desinteresse de nomes com maior densidade e peso político-eleitoral em aliar-se ao naufrágio de uma candidatura cada vez mais abandonada pelo Brasil e pelos brasileiros.

Até chegar em Álvaro Dias, Sera flertou com outros 23 nomes. Álvaro é o 24 na lista de opções e tentará com seu discurso de ódio e rancor capitalziar o voto de uma direita que sente-se diminuída em ser chamada e tratada como de direita. Álvaro é um direitoso empedernido e com amplo espaço na mídia. Vai ser a boca de aluguel dos setores fascistas que estão por trás da candidatura do Serra e que ainda não tinham conseguido voz. Com Álvaro Dias, este segmento passará a ter voz.

Eleitoralmente pode-se dizer que a opção do Álvaro Dias não terá impacto eleitoral, tendo em vista que é o Sul que ainda resiste em estar afinado com o Brasil e com os brasileiros. Pode-se ‘ler’ também que os tucanos resolveram fazer de SP e do Sul a base de resistência na tentativa de manter a possibilidade de um 2º turno nas eleições presidenciais de outubro. Hoje, todos indicativos apontam para a vitória de Dilma já no 1º turno e nada leva a crer que a entrada de Álvaro Dias – ele já vinha pressionando a cúpula tucana faz muitos dias – tenha como mudar este quadro.





A insanidade latente do Serra

4 06 2010

José Serra é destas figuras que, por patéticas, acabam servindo para representar, sob a forma de estereótipo, todo um comportamento doentio da classe que representam. É um parvo ao qual foi transmitida a mensagem de que, com ele, os que o cercam poderão mais. Ainda que este ‘mais’ represente, na realidade, menos para o Brasil e para os brasileiros.
Esta é a impressão que fica: Serra não é o candidato. É um fantoche transformado em candidato por quem passou a vida inteira se locupletando das verbas e se beneficiando do aparelho do Estado em seu favor. É uma situação que a mídia omite, não aceita discutir e, pelo contrário, trata de manipular segundo os seus interessses e necessidades. É o episódio do pseudo-dossiê.
Pega-se um fato, manipula-se e constrói-se uma nova verdade. Foi assim com a roubalheira das ambulâncias e a relação dele com os Vedoin. Já tinha sido assim quando ele e os seus amigos da PF detonaram Roseana Sarney, no episódio Lunus.
É algo que transcende a racionalidade e, ao mesmo tempo, os parâmetros de normalidade. Serra precisa estar ‘delinquindo’ para se sentir bem e realizado. De outro modo, aumenta o seu azedume.
E para a materialização e realização de sua verdadeira personalidade, Serra precisa contar com o beneplácido da mídia e do judiciário, tão bem representado por Algemar Mendes. Há outros, mas este é o píncaro da lealdade para com Serra.
Por falar em mídia e Judiciário, dia destes no Jornal Passe Livre – edição 434, disponível aqui online no https://passelivreonline.wordpress.com/2010/06/01/jornal-passe-livre-434/ – sugeri que a tão cobrada transparência que a mídia e os macaquinhos amestrados do Judiciário cobram, fosse também aplicada ao Judiciário e aos meios de comunicação.
Pode parecer querer demais, mas seria importante que os leitores, ouvintes e telespectadores soubessem quanto a Folha de São Paulo recebe do Governo federal, do Governo do Estado de São Paulo e assim por diante – também saber quantas assinaturas ela (a Folha) e os demais têm com estes órgãos públicos. O mesmo para a RBS/Zero Hora – credo, daí a coisa ficará escrota demais – a famiglia O Globo, Grupo Abril e por aí afora. Imagine-se se estes veículos fossem obrigados a revelar também o chamado BV – Bônus de Veiculação, com o qual ‘presenteiam’ as agências por conta de destinarem verbas…
Vale aqui até uma sugestão para a campanha da Dilma Rousseff, pré-candidata e futura presidente do Brasil: que a Secom divulgue semanalmente a liberação de todos os valores de mídia veiculados nos grandes veículos de comunicação. Estará fazendo um imenso favor à cidadadia, caso isto realmente venha a ser implementado. Mas seria importante divulgar os valores todos,seme sconder nada – porque tem muito tucano que saiu da CEF e foi pra Secom do Governo Federal e continua com poder de mando, mesmo depois de 8 anos do Governo do PT/Lula.
Eles querem transparência… para os outros…
E o Serra?
Nunca é demais lembrar e relembrar que a PF ainda está infestada de pessoas ligadas ao PSDB. Basta ver o papel que o tal do Itagiba exerce, como ‘comandante’ de uma ala especialziada em fazer o jogo sujo em favor dos projetos representados por Serra. Não foi apenas o caso Lunus, que defenestrou a candidatura de Roseana. Há muitos outros episódios que revelam este perfil ‘necrófilo’ do Serra.
Episódio recente diz respeito ao suposto ‘dossiê’ que a turma da Dilma estaria preparando para detonar o ‘coisa’. Graças ao Luis Nassif, tudo ficou esclarecido. Mesmo sem autorização dele, transcrevo na íntegra o post dele – porque vale a pena ler e ver, entender e lamentar que a mídia esteja fazendo a parte suja de todo o trabalho…

O caso do suposto dossiê
Enviado por Luis Nassif, em 04/06/2010 – 08:07

À primeira vista, não fazia lógica a história da divulgação do suposto dossiê contra a filha de José Serra, que estaria sendo armado pelo PT.

Primeiro, por ser inverossímil. Com a campanha de Dilma Rousseff em céu de brigadeiro, à troco de quê se apelaria para gestos desesperados e de alto risco, como a divulgação de dossiês contra adversários? Se a campanha estivesse em queda, talvez.

Além disso, os dados apresentados pela Veja, repercutidos pelo O Globo, eram inconsistentes. Centravam fogo em Luiz Lanzetta, que tem uma assessoria em Brasília que serve apenas para a contratação de funcionários para a campanha de Dilma – assim como Serra se vale da Inpress e da FSB para suas contratações.

Serra atacou Lanzetta, inicialmente, através de parajornalistas usualmente utilizados para a divulgação de dossiês e assassinatos de reputação. Só que há tempos caíram no descrédito e os ataques caíram no vazio. Serviram apenas como aviso.

Aí, se valeu da Veja que publicou uma curiosa matéria em que dava supostos detalhes de supostas conversas sobre supostos dossiês, mas nada falava sobre o suposto conteúdo do suposto dossiê.

Até aí, é Veja. Mas os fatos continuaram estranhos.

Há tempos a revista também caiu em descrédito tal que sequer suas capas são repercutidas pelos irmãos da velha mídia. Desta vez, no entanto, entrou O Globo, inclusive expondo a filha de Serra – como suposto alvo do suposto dossiê. Depois, o próprio Serra endossando as suposições, em um gesto que, no início, poucos entenderam. A troco de quê deixaria de lado o «Serra paz e amor» para endossar algo de baixa credibilidade, em uma demonstração de desespero que tiraria totalmente o foco da campanha?

Havia peças faltando nesse quebra-cabeças. Mas os bares de Brasília já conheciam os detalhes, que acabaram suprimidos nesse festival de matérias e editoriais indignados sobre o suposto dossiê.

A história é outra.

Quando começou a disputa dentro do PSDB, pela indicação do candidato às eleições presidenciais, correram rumores de que Serra havia preparado um dossiê sobre a vida pessoal de seu adversário (no partido) Aécio Neves.

A banda mineira do PSDB resolveu se precaver. E recorreu ao Estado de Minas para que juntasse munição dissuasória contra Serra. O jornal incumbiu, então, seu jornalista Amaury Ribeiro Jr de levantar dados sobre Serra. Durante quase um ano Amaury se dedicou ao trabalho, inclusive com viagens à Europa, atrás de pistas.

Amaury é repórter experiente, farejador, que já passou pelos principais órgãos de imprensa do país. Passou pelo O Globo, pela IstoÉ, tem acesso ao mundo da polícia e é bem visto pelos colegas em Brasília.

Nesse ínterim, cessou a guerra interna no PSDB e Amaury saiu do Estado de Minas e ficou com um vasto material na mão. Passou a trabalhar, então, em um livro, que já tem 14 capítulos, segundo informações que passou a amigos em Brasília.

Quando a notícia começou a correr em Brasília, acendeu a luz amarela na campanha de Serra. Principalmente depois que correu também a informação de um encontro entre Lanzetta e Amaury. Lanzetta jura que foi apenas um encontro entre amigos, na noite de Brasília. Vá se saber. A campanha do PT sustenta que Lanzetta não tem nenhuma participação na campanha.

Seja como for, montou-se de imediato uma estratégia desesperada para esvaziar o material. Primeiro, com os ataques iniciais a Lanzetta, que poucos entenderam o motivo: era uma ameaça. Depois, com a matéria da Veja.

A revista foi atrás da história e tem, consigo, todo o conteúdo levantado por Amaury. Curiosamente, na matéria não foi mencionado nem o nome da filha de Serra, nem o do repórter Amaury Ribeiro Jr. nem o conteúdo do suposto dossiê.

O Globo repercutiu a história, dando o nome da filha de Serra, mas sem adiantar nada sobre o conteúdo das denúncias – medida jornalisticamente correta, se fosse utilizada contra todas as vítimas de dossiês; mas só agora lembraram-se disso.

Provavelmente Veja sairá neste final de semana com mais material seletivo do suposto dossiê. Mas sobre o conteúdo do livro, ninguém ousa adiantar.