MPF alimenta central de boatos no DF?

13 03 2011

Como não estou entre aqueles jornalistas, blogueiros e nem ‘viúva’ de quem quer que seja que tem fontes, amigos, compadres e informantes dentro do MPF – Ministério Público Federal, só me resta esperar que aconteça durante a semana a derrama de vídeos que as verdadeiras viúvas de Roriz e Arruda vêm anunciando. Diga-se de passagem que é bastante questionável esta postura do MPF de ficar vazando informações e depoimentos, supostamente prestados sob segredo de justiça e muitas vezes amparado por instrumentos como a delação premiada e outras variantes. Terá o glorioso MPF o papel de alimentar uma espiral de fofocas – inclusive em revistas que se esmeram na arte de requentar informações?
Antecipadas e anunciadas com estardalhaço, as revistas apenas serviram para repisar velhos e surrados episódios. Não houve nenhum questionamento, por exemplo, acerca das razões que levaram Durval Barbosa a entregar a filha de Roriz. Fossem publicações sérias – Veja, Isto É e O Globo – e poderiam ter prestado um belo serviço à ética dizendo a quem interessa a renúncia de Jaqueline e o que ela traz de simbolismos.
Mas seria demais esperar algo de quem se vale de conversas de corredor, mesclando sensacionalismo e irresponsabilidade!
Desde o fim do carnaval tenho insistido com alguns interlocutores, mormente no twitter, se algum deles viu as tais ‘outras fitas’, tal a riqueza de detalhes que afzem questão de enunciar – dentro de um círculo de realimentação do boato e da fofoca. Percebe-se que há mais desejo do que amparo em fatos e na realidade.
Agora, a derrama de filmes está sendo anunciada para esta semana. Sabem até quantos são, o que demonstra a proximidade de muitos deles com Durval Barbosa. Sabem quais os personagens de cada um deles, o que supõe que tiveram acesso. Mas, questionados sobre conivência e cumplicidade – todos tratram de desconversar e cair fora. De fininho. Teve um que até tuitou durante o carnaval que as edições das fitas estavam em ritmo galopante.
Votei em Agnelo – e assumo meu voto. Mas não sou conivente com nenhuma forma de patifaria. No entanto, não acredito que seja um reforço para a democracia a sistemática disseminação de boatos. Percebe-se que tudo é jogado para a frente como forma, na tentativa de tirar o foco da única realidade jurídica e política inconteste: flagraram a filha de Roriz com a mão na massa.
O resto é boato – mesmo que seja, esta prática, alimentada pelo vazamernto do MPF.





No DF, boataria deixa eriçada as viúvas de Arruda e Roriz

8 03 2011

Se alguém ‘de fora’ chagasse em Brasília durante o carnaval e falasse aleatoriamente com as pessoas que encontrasse, certamente formaria um juízo segundo o qual haverá um terremoto político nos próximos dias, algo capaz de não deixar pedra-sobre pedra envolvendo Tribunal de Contas, Juízes, Ministros de Cortes Superiores e Magistrados do TJDFT, deputados federais, distritais, senadores, equipes do GDF e mesmo meios de comunicação.
A divulgação do vídeo com a Jaqueline Roriz ‘olhando’ o dinheiro embolsado por seu marido e flagrado pela filmadora do Durval Barbosa serviu para deixar em polvorosa o povo que alimenta a central de boatos. Alguns são irresponsáveis, outros sonham com a implosão de tudo que aí está pelo simples fato de que ficaram alijados das benesses que tinham em governos anteriores. Separar o interesse pessoal do que pode ser verossímel é desafio pra lá de complexo.
Trocando mensagens via twitter com o também jornalista Rodrigo Vianna, deixei claro que, na minha avaliação, o ponto central é saber de onde o vídeo saiu – vazou. Ao que parece, este e supostamente outros vídeos teriam sido liberados pelo MP. Por trás desta ação, seria importante saber qual a motivação deste material ter sido divulgado só agora – tendo em vista que se tivesse sido veiculado antes das eleições teria impugnado a candidatura da filha de Roriz.
Há uma outra corrente que diz ser este apenas o primeiro de uma série de vídeos. E sempre apontam para a existência de coisas escabrosas envolvendo todo mundo. Volto a dizer: boato é uma coisa, fato é outra. É preciso, também, enfatizar que este material entregue pelo Durval foi cortado/editado segundo as suas conveniências. Ou seja: talvez nem ele (Durval) tenha mais a gravação na íntegra. Um excerto isolado do contexto é sempre uma faca de dois gumes e é escolhido muito mais pelo interesse ou vantagem pessoal do que amparado pela verdade.
Longe de mim pensar Durval como uma figura importante – ainda mais se levarmos em conta que a divulgação das primeiras imagens foi parte de uma estratégia do ex-governador Roriz de alijar Arruda do cenário político local. Para mim, ele é tão venal e abjeto quanto os que foram flagrados por sua câmera. E, num certo sentido, ele acaba sendo uma figura necessária – mas ao mesmo tempo desprezível porque não joga limpo, joga de acordo com sua estratégia.
Para ser bem sincero: não acredito nesta boataria. O que eu percebeo, volto a dizer, que há muito mais o desejo de alguns do que qualquer conexão com a realidade. E a realidade do momento, que pode ser desmentida quando algum destes boatos de hoje tiverem a materialização das imagens, é uma só: pegaram a filha do Roriz com a mão na massa.
O resto, reitero, é boato.





Pegaram a filha de Roriz com a mão na massa!

4 03 2011

Uma verdadeira bomba explodiu nesta sexta-feira de pré-carnaval aqui em Brasília: o Ministério Público divulgou um vídeo onde Jaqueline, filha de Roriz e tida como a aposta do clã para continuar sugando as tetas do Estado, está, junto com o marido, pegando dindin com Durval Barbosa. Dindin e também pedindo estrutura para a campanha.
A despeito do teor explosivo do vídeo – que a exemplo do carnaval de 2010 coloca outro político da turma do atraZo na bica de ser preso ou no mínimo cassado – fica a pergunta: por quais razões só agora o MP está liberando este material? O que mais está guardado lá na ‘pinacoteca’? Durval entregou tudo de uma vez ou está entregando na base do conta-gotas? Se está afzendo a entrega por etapas, isto quer dizer que houve uma ruptura dele com Roriz?
Antes que me digam que não é pinacoteca, vou explicar: é cada quadro surrealista que vem surgindo… É neste sentido que digo ‘pinacoteca’. Coloco isto porque tempos atrás escrevi que queriam ‘caçar’ o Tiririca e vieram dizer que estava errado. Eu queria dizer caçar mesmo, de abater, de tirar do cenário…
Voltando ao post… Como fica agora a situação política dela? Já era uma deputada que frequentava um escalão abaixo do baixo-clero – e depois da revelação destas imagens fica a pergunta: Por que só agora?
A bomba serviu para alimentar a turma do boato, aqueles que juram saber toda verdade, cochichando e dizendo que a ‘pinacoteca’ de Durval é razão para tirar o sono de muitos azuis, verdes e vermelhos de todos os matizes. Pergunta-se: a quem interessa este jogo de soltar aos poucos o conteúdo do material, como vem fazendo o MP? Esta gravação tem continuidade? O que mais está guardado?
Enfim… lá está outra vez o nome do DF envolvido com podridão!





Os dilemas de Roriz

9 09 2010

Quando resolveu, em ação combinada com Durval Barbosa, defenestrar Arruda e seu grupo político – aproveitando também para se livrar de alguns compromissos que impunham mais ônus do que bônus (neste caso se insere a destruição pública de Eurides Brito, Brunelli, Leonardo Prudente, Pedro do Ovo, Berinaldo Pontes, Rogério Ulisses, entre outros, e mesmo alguns empresários como JC Gontijo) – Roriz jamais pensou que o tiro na realidade teria o efeito bumerangue e, por conta da nova percepção política que a sociedade adquiriu a partir dos vídeos, o que ele (Roriz) pensou ser uma forma de deixar o seu caminho livre para voltar ao Buriti, na verdade está sendo o veneno que o está matando.
Cabe lembrar que a chamada ‘lei da ficha limpa’, que é apenas o complemento de uma lei anterior e que trata da questão das condições de elegibilidade, andou mesmo depois dos vídeos que Durval e Roriz colocaram ao dispor da sociedade. E foi por pressão e imposição da sociedade que os congressistas aprovaram esta Lei. Ou seja: ao matar Arruda e seu grupo, Roriz se envenenou e ficou isolado.
Esta é a percepção da realidade que hoje vivenciamos: Roriz, o ficha-suja, se esvai politicamente pela incapacidade de aglutinar. Ao tentar manter viabilidade eleitoral, Roriz matou todos aqueles que antes lhe davam sustentação. Basta ver a votação dos que Roriz foi matando. Percebe-se que Roriz tem poucos votos e vai ter cada vez menos – quanto maior for a truculência do seu grupo de ataque.
O dilema de Roriz – com derrotas no TRE-DF, TSE e agora no STF – é como sair fora, buscando eleger as duas filhas. Com poucos recursos, Roriz está reduzindo as ações e aparições públicas, inclusive por falta de agenda, e mesmo muitas das bandeiras usadas são antigas, velhas. Ele pode continuar na disputa, tenatndo reverter pesquisas, eleger-se e antes de ser caçado, renunciar e entregar o GDF para Jofran, o seu vice, que na realidade seria um reles boneco, fazendo tudo aquilo que o verdadeiro governador determinar. Pode colocar alguém em seu lugar e assim se dedicar de corpo e alma na eleição das filhas.


Em tempo: mais sorte teve Maria de Lourdes Abadia, do PSDB, que terá a sua situação relatada, no STF, por Gilmar Mendes, seu companheiro de partido, de militância e de conduta…