Velha mídia arma o velho bote

22 11 2010

A exemplo do que fez no governo Lula/PT – com êxito financeiro – a velha mídia está repetindo com o ainda não iniciado Governo Dilma/PT a mesma estratégia de constranger o governo, acuá-lo e sistematicamente desmoralizá-lo com factóides com o único objetivo de levar vantagem.
A Folha de São Paulo, que exterioriza toda frustração e sentimento de impotência dos paulistanos diante da realidade de um Brasil que deixou de ser cabresteado pelas besteiras da Fiesp e não se curva mais às vontades dos endinheirados dos Jardins, não teve a dignidade de dizer qaue a prova do Enem que ela tanto critica e aponta falhas foi impressa na sua gráfica (Plural), como no ano anterior a prova fora subtraída do interior da mesma gráfica. Cabe lembrar que o Governo Federal não queria imprimir as provas nesta empresa, mas ela conseguiu na Justiça o direito – mesmo todos sabendo de sua incapacidade técnica, gerencial e ética.
A Veja, que ganhou muito dinheiro do Governo Federal nos últimos oito anos na mais estúpida visão reinante dentro do Governo Lula/PT e na Secom, repete a estratégia. Na linha editorial, ataca Dilma e quem estiver por perto dela. Na parte comercial, está tentando extorquir, através da chantagem, um acordo financeiro benéfico e que garanta publicidade farta. Pelos corredores do Congresso Nacional escuta-se o tititi histérico e eufórico de alguns oposicionistas dizendo que a Veja continuará aliada deles – dizendo abertamente que, a partir de janeiro, quem estará na presidência será a terrorista.
A Veja quer a garantia de que terá dinheiro privilegiado do governo, como teve nos oito anos de Lula/PT. Dinheiro de publicidade. De acordos. Por isso bate e continuará batendo. Será que o Governo Dilma/PT será tão conivente, subserviente e tolo quanto foi o Governo Lula/PT na relação com a velha mídia?
O Estadão mantém a velha postura dos empresários brasileiros, que cinicamente atacam o Estado, mas que dependem do Estado para alavancar seus negócios.
E qual será a postura do Governo Federal e do Governo do RS com a RBS – este grupo mafioso-midiático que atua como um verdadeiro câncer a destruir a dignidade, a identidade e a cultura dos gaúchos?
A Globo, a despeito do seu golpismo reiterado, agora terá muito mais de se preocupar com o crescimento sólido e consolidado da Record do que manter-se no seu exercício predileto de articular a derrubada do Governo Dilma/PT. O fortalecimento da Record representa um duro golpe no núcleo oposicionista, uma vez que isto possibilita ao telespectador uma alternativa de informação com viés um pouco mais democrático.
Uma preocupação adicional: a oposição se deu conta de que talvez seja mais interessante centrar sua atuação nas redes/cadeias de rádio – que não tendo a visibilidade da TV, em verdade tem muito mais efeito. Neste sentido, o noticiário da CBN (com seus comentaristas) traz muito mais ataques ao governo do que a própria TV. Valendo-se desta ausência de repercussão pública, estas ‘redes’ acabam servindo de espaço para disseminação de ódio e de rancor dos Jabor da vida – sub-raça de comentaristas que usam a frustração como alimento para destilar ódio e preconceito.
No fundo… eles querem continuar atacando o Governo Federal e querem também ganhando os rios de dinheiro que ganharam do Governo Lula/PT…





Mídia e manipulação: tantas coincidências…

14 08 2010

Eu sei que papai noel não existe, mas continuo acreditando em papai noel.

É como eu sempre digo: existem, tantas coincidências no Brasil de hoje que já não se pode mais atribuir isto como fruto do acaso. Há quanto tempo a matéria da Época estava pronta? Provavelmente seis ou oito meses, como também está pronta uma edição contendo escândalos de sindicalistas, alguma requentando o pseudo-mensalão do PT, sabe-se que há uma edição sobre as estratégias de guerrilha do MST. Dia destes conversando com pessoa que está na ativa, revelou que teve a incumbência de preparar matérias ‘contra a tua turma’. Ou seja: a turma do Serra usou a imprensa para fazer aquilo que gosta de usar como acusação contra o PT e contra a Dilma: em lugar de reportagens, verdadeiras reporcagens sob o formato de dossiês.

E este material, via de regra, foi produzido por jornalistas que a Folha e outros meios de comunicação contrataram para trabalhar com a campanha do Serra. Aqui do DF, saíram algumas menininhas indicadas pelo ‘editor-chefe’ de um diário chinfrim, casualmente cria da Folha – saíram com a missão de reescrever textos que existissem com críticas ao Serra e também elaborar dossiês, digo… reporcagens. Como eu sempre digo: muitas coincidências…

Não se trata de invencionice, mas a dura realidade de quem sabe que, perdida a eleição, Globo, Folha, Veja, Estadão e alguns outros arremedos regionais de mídia que atuam mais como máfia do que amparadas em algum compromisso com a informação, sonham ao menos com um segundo turno.

O arsenal de dossiês com cara de reportagem está repleto. E quando surgir algo incômodo como o suposto sumiço do dinheiro tucano, coloca-se uma edição já pronta para rodar – lembrando que estranhamente a matéria contra os tucanos já estava disponíevl online na quinta-feira à tarde…

É enojante o papel que a mídia desempenha. Como pontuou com muita ironia o Paulo Henrique Amorim: que a Época também pergunte ao Serra sobre as atividades terroristas da Ação Popular, da qual ele fazia parte, e os assaltos a banco do Aloysio Ferreira Nunes.

Se alguém, por ingenuidade, pensa que este povo que é porta voz das elites vai aceitar a derrota do Serra no 1º turno sem partir para a baixaria, aviso desde já: esqueçam e se preparem. A guerra, em verdade, nem começou.