FHC até parece um ‘trapalhão’ a serviço do PT

13 04 2011

Há certos momentos nos quais a gente lê, relê e volta ao ponto inicial na vã esperança de estar lendo errado, de não estar compreendendo algum sentindo oculto, alguma genialidade nas entrelinhas. Mas, vencidos pela realiadde, somos obrigados a aceitar o que pensamos irreal.
Cada intervenção de FHC é um desastre político, como foi o seu mandato presidencial – com a dilapidação do patrimônio público no mais famigerado e criminoso processo de transferência de um bem de todos para o benefício de poucos. Nem vou discutir os méritos da privatização, mas sim a imensa picaretagem e negociata no qual se transformou este evento onde andaram, par-e-passo, a pilantragem e a irresponsabiliadde – sob o manto da insanidade. É sabido que as empresas públicas de telefonia foram doadas com valores bem abaixo do mercado – sem a salvaguarda ou a preopcupação com o consumidor que hoje paga as mais elevadas tarifas para celular, fixo e internet do mundo (para um serviço imundo, vil e degradante); a Vale do Rio Doce foi ‘doada’ por algo como 10% do seu valor real, a transferência de rodovias com curso de pedágio garantindo um retorno absurdo da casa de 30% do valor investido.
Alguém lembra de 2006 quando FHC garantiu a vitória de Lula no 2º turno ao dizer que era sim preciso privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobrás? Ou alguém já esqueceu da nunca desmentida reunião com investidores em Foz do Iguaçu em 2010 quando FHC disse que Serra seria apenas um fantoche em suas mãos e ele garantiria que o Pré-Sal estaria nas mãos das multinacionais – e com o fim do modelo de partilha aprovado pelo governo Lula?
A compulsão de FHC pela verborragia é algo a ser estudado por especialistas em distúrbios ou descompasso entre o ego exaltado e o anonimato e ostracismo ao qual a história o está relegando – e nem questiono aqui se este esquecimento é justo ou não.
Mas eis que ele ataca novamente. No momento em que a oposição se fragmenta e uma parcela tenta criar um partido para flertar com o Governo Dilma – o PSD é composto daqueles que sabem que sem máquinas públicas não têm como sobreviver. O seu último ataque pró-PT foi este seu artigo no qual ele diz categoricamente que o PSDB deve deixard e lado os pobres e os movimentos sociais e moldar seu discurso para tentar engambelar a nova classe média. Ele não está de todo errado em sua abordagem, afinal foi esta nova classe média quem garantiu a vitória de Piñera no Chile – derrotando um governo que havia propiciado sua (desta nova classe média) mobilidade social.
O probelma de FHC, ao menos na minha opinião, é o seu ego. Ele deve escrever tais artigos e lê-los olhando-se no espelho – como a escutar o seu próprio elogio ao brilho intelectual que ficou perdido naquelça sua antológica frase solicitando que todos esquececessem o que ele havia escrito e dito até então.
Como ideólogo tucano, diria que FHC é um dos melhores propagadores do PT.





Mantega e o deslumbramento tupiniquim

11 04 2011

Nada contra, mas é totalmente fora de sentido um ministro de Estado, no caso da Fazenda, ter tempo para se encontrar com um roqueiro – Bono, que é uma espécie de arroz de festa – enquanto alega falta de espaço na agenda para receber micros e pequenos empresários.
Já seria uma falta do que fazer se a Ministra da Cultura resolvesse recebê-lo, imagina então o titular da pasta da Fazenda. O deslumbramento conta alto e revela a pobreza intelectual deste ministro. Também não me agrada esta sucessão de audiências que FHC, Lula e Dilma concedem a artistas estrangeiros – como se eles tivessem algo a contribuir com a mudança de nossa realidade social. Se quiser mostrar algum compormisso com a cultura, que abra agenda para receber os nossos artistas, nossos bons músicos e escritores (menos Paulo Coelho).
Em tempo: Votei em Dilma.





O que esperar do debate na Record?

25 10 2010

Antes de mais nada, uma certeza – mesmo sem saber o formato do debate, é certo que haverá mais audiência. O debate na Band teve mais repercussão que audiência, o da RedeTV/Folha, nem um e nem outro. Assim, vamos para o 3º embate. De um lado Dilma Rousseff, que representa os anseios dos brasileiros, que tem uma relação de respeito com os movimentos sociais e, acima de tudo, representa a continuidade do projeto político e das ações sociais e de desenvolvimento implementadas pelo presidente Lula/PT. De outro, temos Serra que representa a parte mais retrógrada das chamadas elites brasileiras e tem o apoio de grupos que se escondem por trás de siglas como UDR, Opus Dei, TFP, Maçonaria, Monarquistas e o grande conglomerado monopolista da mídia.
Acredito que será oportunidade para Dilma responder algumas mentiras do Serra que até o momento ela não soube colocar de forma clara:
– O Serra fala que o governo Lula privatizou empresas, quais foram;
– O Serra fala que o Governo Lula ‘vendeu’ o BB na Bolsa de Valores;
– O Serra fala que o Zé Dutra elogiou a m.. que os tucanos fizeram na Petrobras;
– O Serra fala que a Dilma, o Lula e o PT elogiaram o programa de picaretização do sistema de Telefonia;
– O Serra fala que o Governo Lula terminou com os cursos do FAT, mas a Dilma não diz o quanto era roubado nestes cursos no Governo FHC e que aqueles cursos não qualificavam ninguém para o mercado de trabalho.
De outra parte, Dilma deve enfatizar:
– O custo dos pedágios – mostrar o paralelo com os preços cobrados em praças da alçada do Governo Federal;
– Por que Paulo Preto é protegido pelo Governo de SP?
– Por que foram engavetadas mais de 60 CPIs contra os tucanos em SP?
– Onde está a Mônica Serra e como foi a história do abor. Sabe-se, por depoimentos de várias alunas, que Mônica deixou claro que o aborto foi uma decisão do Serra e que ela aquiesceu
– Se o BB não tivesse comprado a Nossa Caixa, ela teria sido privatizada como forma outras empresas públicas de São Paulo?
– Para quem os tucanos querem o Pré-Sal?
– Como falar de aparelhamento, se o próprio Jornal da Tarde de São paulo mostrou que o governo paulista é um puleiro de fantasmas de partidos de vários estados, inclusive ghente que hoje está trabalhando o tempo todo na campanha tucana…
– Deixar claro que enquanto LUla é motivo de orgulho para os brasileiros, ele, Serra, já virou motivo de chacota…
– Falar da destruição da indústria naval brasileira, que nos tempos de FHC/Serra empregava menos de 2 mil pessoas e hoje são mais de 50 mil.
É hora de pontuar estas questões e respondê-las de modo claro, incisivo. Vamos, pois, esperar para ver o bicho que vai dar.
Quais sereiam as sugestões de perguntas que cada um dos que me acompanham teria?





FHC – arrogância do porta-voz das elites

20 10 2010

Eu considero FHC uma das figuras mais representativas do pensamento das elites nacionais. Uso sempre como partâmetro a sua conduta pessoal. Fosse ele uma pessoa comum – preto, banguela; branco e mal-pago – seria um legítimo putanheiro. Mas como é branco, supostamente educado e delicado, ele é apenas um verme.
Assim, trata-se de um verme pelo que pensa e fala, mas também o é pela conduta pessoal. Esperou a esposa morrer – de desgosto? – para só então reconhecer um dos filhos ‘extra’ que fez. Eu fico imaginando se fosse o Lula…
Mas a revelação de excertos do que aocnteceu lá em Foz do Iguaçu em um hotel paradisíaco quiando ele, FHC, destilou arrogância e prepotência, deve servir de reflexão a todos nós neste momento pré-eleitoral.
Vou apontar alguns itens que extrai do blog Brasil Mobilizado, do grande e incansável Laerte Braga. Ele desmascarou cada uma das mentiras de FHC que negou estar vendendo o Brasil. Não só está vendendo, como revelando a opionião dele, o pulha, sobre o Brasil e o atual quadro. Vou colocar alguns exemplos – lembrando que o evento foi realizado e oprganizado por um alto executivo da Globo (Famiglia Marinho):

Sobre o nordeste:

“Com o Aécio neutralizado o Nordeste não conseguirá derrotar São Paulo e Minas”. E acrescentou – “as coisas no Brasil hoje não se decidem em Brasília, nem no Nordeste, mas em São Paulo. Lá está a locomotiva, o resto da composição vem atrás sem poder contestar”.
Percebe-se o descaso com a democracia, com o valor dos brasileiros. FHC mostra toda a arrogância e a soberba dos paulistas. É de rebolcar o estômago, de causar nojo.

Sobre Aécio

“Aécio está domado. É só um menino que acha que pode ser presidente por ser neto de Tancredo. É neto, não é Tancredo”.
Vale a pena ler de novo… Aécio domado… como quem doma um pequeno animal, domestica-o. Quando Aécio estiver por Brasília vou entrevistá-lo para, de contraponto, saber qual o tipo de bichinho de estimação no qual o FHC o transformou depois de ‘domá-lo’. Ou terá sido domado financeiramente?

Sobre Paulo Afrodescendete

Sobre os escândalos do governo José FHC Serra principalmente o último, envolvendo o engenheiro Paulo Preto, Fernando Henrique Cardoso disse que “essa figura é um arranjo do Aloísio (referia-se a Aloísio Nunes, senador eleito do PSDB paulista), mas já está controlado. Coisa do Aloísio e da filha do Serra, a imprensa não vai tratar disso por muito tempo, está sob nosso controle”.
No caso me pergunto: controlar é pagar o preço requerido? Quanto à filha do Serra, provavelmente o FHC resgate o fato dela ser ávida por trambiques e tramóias – como por exemplo a quebra do sigilo bancário de 62 milhões de brasileiros no governo do próprio FHC e que ele, como omisso que sempre foi, nada fez.

Serra mentiroso

“O Serra vai continuar mantendo essa postura nos debates, ele sabe fazer bem esse jogo, e na última semana a mídia vai aumentar o tom das denúncias contra Dilma.(…)”
A senha está dada…
Quem vai deixar se enganar?

A extrema-direita / a gráfica / o fascismo / a Opus Dei

“Temos o apoio de alguns bispos e o povo brasileiro é muito influenciável em se tratando de religião. O D. Luís está disposto a tudo, é nosso sem limites, é amigo íntimo do Alckimin. A descoberta da gráfica foi um golpe de sorte do PT, um vacilo da nossa segurança”.
Confessemos todos juntos: são declarações de arrepiar. Mostra o quanto é podre esta elite paulista. O quanto ela tem nojo do Brasil e dos brasileiros. Como ela vê o brasileiro: um imbecil que se deixa levar no bico (pelo bico dos tucanos).

Mentindo sobre o que não conhece

“Vocês já notaram que quase não existe gaúcho negro? O eleitorado lá é branco em sua grande maioria e vai votar conosco”.
Este é um dos momentos mais assustadores de desconhecimento do Brasil. Talvez a fonte de informação de FHC seja o Pedro Parente, que foi ser o manda-chuva do grupo RBS – os sionistas que dominam a comunicação no Sul e que, infelizmente, ganharam rios de dinheiro do Governo Lula. Dizer que nãoe xistem negros no RS é um desrespeito para com o povo gaúcho. O que é Paulo Paim, senador do PT? O que é Alcéu Collares? Dá vontade de mandar o FHC para os quintos… mas lá ele já foi mandado tantas vezes…

Marina Silva – igual a papel higiênico: descartável

“está fadada a ser uma nova Heloísa Helena, vai acabar sendo vereadora. O encanto do primeiro turno terminou, foi ajudada pelos nossos para forçar o segundo turno”.
Pior que é preciso concordar. Só a Marina pensa que tem algum valor fora do PT. Mas que não há como questionar esta declaração… tanto assim que há vários post aqui neste meu blog (www.passelivredf.com.br) tratando a Marina da mesma forma… Mas é bom saber que a direita assume que a Marina teve um papel estratégico para evitar a vitória de Dilma no 1º turno.

Vamos privatizar o BB, Petrobras e Itaipu

Para o ex-presidente a privatização de ITAIPU, BANCO DO BRASIL e PETROBRAS “deve ser tratada com calma e paciência, vamos ter que contornar algumas dificuldades com militares e é preciso ir amaciando esse pessoal com calma”
Leia de novo comigo e reflita…
É preciso ter muita cara de pau… m as ainda bem que ficamos sabendo destes propósitos…

Bases americanas no Brasil?

E sobre bases militares norte-americanas no Brasil. “É o assunto mais delicado. Um tema explosivo, mas temos alguns apoios nas forças armadas e vamos ter que negociar esse assunto com muito tato”.
É mole? O que este cara tinha bebido… para revelar assim sua face mais pilantra?

Desdenha sindicatos e centrais

Perguntado sobre as reações de sindicatos, centrais sindicais, da população em geral contra a entrega da PETROBRAS, o ex-presidente afirmou que à época que privatizou a VALE DO RIO DOCE enfrentou essas resistências “com polícia na rua e pronto”.
É impressionante o simplismo deste cara. Simplismo ou cinismo?

Opinião sobre o brasileiro

“O brasileiro é passivo não vai lutar por muito tempo contra a força do governo”.
Ele continua com aquela visão das elites que o povo brasileiro é tudo bunda-mole, com complexo de vira-lata. Mas, ainda que seja revoltante e enojante, é importante que o brasilerio saiba o que esta figura pensa de nós (brasileiros).

Brasil de 4 para os EUA

FHC falou ainda sobre a possibilidade de ressuscitar a idéia da ALCA – ALIANÇA DE LIVRE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS – “com outro nome, esse ficou marcado negativamente”.
Ou seja: os nossos diplomatas vão de novo tirar os sapatos para entrarem nos EUA. E o nosso produto de exportação continuará sendo o sexo…

Opinião sobre soberania nacional e militares

E assegurou aos investidores norte-americanos que os acordos para compra de submarinos nucleares franceses serão revistos e dificultados. “Não temos necessidade desses submarinos”. Sobre a compra de aviões para a FAB foi sarcástico – “para que? Meia dúzia de brigadeiros brincarem de guerra aérea?”
Pior é que é bem assim que ele fala…

Mineiro não serve para nada…

Para FHC “quando um brasileiro nasce já começa a sonhar com São Paulo. Não precisam se preocupar com o resto do Brasil, muito menos com Minas Gerais. Foi-se o tempo que os mineiros decidiam alguma coisa na política brasileira. São Paulo hoje é a capital real do Brasil”.
Com a palavra, meus amigos mineiros…
Não posso falar pelos outros, falo apenas por mim. Se tem lugar onde NUNCA aceitei trabalhar foi em SP.

Serra é vaquinha de presépio

Fernando Henrique jactou-se que fosse ele o candidato e já teria liquidado a fatura a mais tempo. “Serra não e Fernando Henrique, costuma se perder em algumas coisas e não sabe absorver golpes, fica irado e acaba criando problemas desnecessários. Mas vou estar por trás e asseguro cada compromisso que assumi aqui.”
Todos nós sabemos que Serra é um desqualificado. Mas escutar da boca do próprio FHC tem outro peso…
Fica claro que Serra é vaquinha de presépio…

Inveja de Lula
“Lula não tem coragem de debater comigo. É um analfabeto, não passa de um pobretão que virou presidente num golpe de sorte. Acabou o tempo dele. Não vai eleger Dilma e vai terminar seus dias no ostracismo”.
Pobre FHC.
A senilidade parece ter apenas servido para aumentar o ciúme, a inveja…

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ENFIM: vamos aceitar tudo isso calado?





Porque vou votar no Serra!

15 10 2010

Calma… sou eleitor da Dilma, do Agnelo e defendo o voto nos dois. Mas recebi este texto e o achei magnífico. É um dos textos mais finos e irônicos que já li. Nãos ei quem é o autor – se alguém souber, me avise.
Li em algum lugar que seria do Nassif. Como encontrei em vários blogs – com autorias diversas. Fica aqui o registro: se alguém souber o autor, me avise.

Cansei! Basta! Vou votar no Serra, do PSDB.

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega.

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. “É uma vergonha!”, como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha!

Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou “empreendedor” no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da “Veja” passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito! Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula!

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim!

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco! Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no SERRA. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. “Quero minha felicidade de volta.

Estou com muito MEDO.

Chega! Assim está DILMAIS.”





Luz sobre as trevas – quem é Eduardo Jorge?

6 09 2010

Transformado numa espécie de santo e intocável pelos tucanos, Eduardo Jorge é figura no mínimo controversa – fruto típico do obscurantismo que vigorou em nosso país no reinado dos tucanos. Vale a pena resgatar este texto de 1997 que o diligente e brizolista Arthur Monteiro encaminhou.

Em lugar da aura de vbítima, Eduardo Jorge é, em verdade, um trunfo para quem quiser colocar uma coleção de tucanos atrás das grades.

05/11/97

Palácio do Planalto

O homem-Interpol

Eduardo Jorge sairá do Planalto e o governo continuará olhando as dívidas dos parlamentares

Vladimir Netto

O ministro, acumulando salário e aposentadoria: “Sou a prova viva da necessidade de mudar a Previdência”

Secretário-geral da Presidência da República, o cearense Eduardo Jorge Caldas Pereira, de 55 anos, é figura poderosa. Com um bem fornido acervo de informações sobre os bastidores do governo e do Congresso, ele é temido tanto pelos adversários como por amigos do presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem tem pelo menos dois encontros diários, às 9 da manhã e às 5 da tarde. “Homem-Interpol” é como o chamam no Palácio do Planalto, apelido com o qual o presidente se diverte. Por força de suas informações, Eduardo Jorge já se meteu em rebuliço. Em dezembro passado, o ministro Luiz Carlos Santos, da Coordenação Política, o acusou de ter pedido a lista dos parlamentares do PPB endividados com o Banco do Brasil para pressioná-los a votar pela emenda da reeleição. Até hoje Eduardo Jorge jura que não pediu a lista. De lá para cá, não se mexeu mais no assunto, mas sabe-se agora de coisa muito pior que acontece nessa área dentro do Planalto, como o desrespeito total ao sigilo bancário: o governo mantém registros das dívidas no BB de todos os parlamentares  e não só do PPB. “Isso porque a conta bancária pode influir em certas posições dos parlamentares. Algum pode ser levado, por exemplo, a votar o tabelamento dos juros a 12%”, explica um assessor. O Homem-Interpol, agora, tomou uma decisão grave. Mesmo que o presidente venha a ser reeleito, comenta, larga o governo no final deste mandato.

“Eu não estarei no próximo governo”, declarou a VEJA, na quarta-feira passada. A revelação espantou até sua mulher, Lídice, com quem é casado há 21 anos. “Você falou isso? Mas é para publicar?”, indagou ela ao próprio marido. “É”, respondeu Eduardo Jorge. “Quero consolidar esta posição.” Eduardo Jorge diz que está cansado da rotina do Palácio do Planalto e que se retira por isso, anuncia ainda que sairá para fazer a campanha de reeleição de FHC e depois não volta. Quem conhece o gosto dele pelo trabalho que realiza, e o apreço que Fernando Henrique tem pelo assessor, tem dificuldade em acreditar que não voltará. Ele não cuida de nenhuma área específica, mas influi em muitas  em geral, investigando, investigando, investigando. É sua atribuição conferir a “ficha” de todos que são nomeados para cargos no governo, pedindo informações à Receita Federal, aos tribunais de contas e à polícia. Ele também é encarregado de articular o apoio aos projetos de interesse do presidente no Congresso. Por isso, em seu computador Pentium MMX 200 estão arquivados um mapa com todas as indicações para cargos no governo e indicadores de fidelidade dos parlamentares. Com esses dados, e a influência com os ministros para liberar verbas, Eduardo Jorge é um dos principais alvos de pedidos de políticos. “Ele é o que o Luiz Carlos Santos pensa que é”, cutuca o senador Esperidião Amin, do PPB de Santa Catarina.

É ele, por exemplo, o encarregado de articular o apoio da base do governo a um projeto de emenda constitucional que regulamente a edição de medidas provisórias pelo presidente, sem limitar-lhe o poder. Na semana passada, ligou para líderes do governo pedindo a aceleração da tramitação da emenda. Eduardo Jorge também é o responsável por fazer a ponte entre o governo e a direção dos fundos de pensão das estatais, mastodontes que movimentam bilhões de dólares e decidem qualquer parada nas privatizações. “Não controlo fundo de pensão nem dou orientação de investimento”, diz. Mas que fundo de pensão passa por ele, passa. Foi assim antes da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, quando ele entrou em campo para evitar que os fundos formassem um cartel. Coube a Eduardo Jorge puxar o freio dos fundos. Às vezes Eduardo Jorge solta as rédeas. Quando o senador José Eduardo Andrade Vieira, ex-Bamerindus, brigava com Benjamin Steinbruch, da Vicunha, pelo controle da Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, o secretário-geral mobilizou sindicalistas amigos do Planalto para entrar na parada ao lado do senador.

Prova viva  Formado em economia pela Universidade de Brasília, o Homem-Interpol trabalhou 27 anos no Congresso, até se aposentar em 1990. Com mestrado e doutorado nos Estados Unidos, foi convidado pelo então senador Fernando Henrique para trabalhar em seu gabinete em 1983. Aposentado pelo Senado quando tinha apenas 48 anos, Eduardo Jorge ganha 8.500 reais por mês. Soma a isso o contracheque de ministro, de 8.000. “Eu sou a prova viva da necessidade de uma reforma da Previdência, é um absurdo que eu possa acumular dois rendimentos desta maneira”, declara ele, aparentando seriedade. “Tenho lutado para acabar com isso”, salienta, ainda sério. Mas durante as negociações em torno da reforma da Previdência foi dele a idéia de acatar a sugestão vinda do Congresso para a criação do polêmico extrateto salarial. “A idéia original era que quem estivesse ocupando função temporária e fosse aposentado poderia acumular até um determinado valor. Achei que era legítimo”, afirma. Melhor seria dizer “oportuno”, já que o próprio Eduardo Jorge seria beneficiado pelo extrateto. Sem o emprego no governo, diz, pretende se dedicar a prestar consultoria na área política e legislativa. E avisa: seus torpedos continuarão a serviço de Fernando Henrique.





O PSDB e as Farc – II

20 07 2010

Candidato de Serra acusado de ligações com as FARC
Enviado por luisnassif, ter, 20/07/2010 – 08:15

Por daSilvaEdison

Farc e o Aloysio na mesma matéria pode não dar certo.

No Governo FHC nossas autoridades participaram de diversas reuniões com as FARC.

Muitas delas formais, protocolares, documentadas. E outras nem tanto, como convém à diplomacia.

Consta que o Aloysio ciceroneava o Raul Reyes quando o comandante por aqui circulava em missão sigilosa. Será que esses encontros eram para tratar da logística do narcotráfico?

Eu não tenho dúvidas: não eram.

Comentário

Não leve o título do post a sério. É apenas uma demonstração de como é fácil manipular teorias conspiratórias envolvendo as FARC. Há tempos, blogs de ultra-direita disparam insinuações por todos os poros, algumas delas contra Aloysio Nunes Ferreira, o político que Serra queria para sucede-lo no governo do Estado.

Em sua coluna no Estadão, hoje, Dora Kramer trata o caso das FARC como “mais velha que a Sé de Braga e absolutamente inócua em termos eleitorais”.

Já o jornal menciona a tal capa da Veja sobre o tema, para tentar salvar o tema.

Clique aqui para ler o capítulo que escrevi sobre o tema na série “O Caso de Veja”, mostrando a maluquice da reportagem.

No final, uma “aula” de jornalismo do diretor de redação Eurípedes Alcântara, para uma turma da Abril, desdizendo tudo o que a reportagem insinuava.

Finalmente, notas e matérias sobre as supostas ligações de Aloysio com as FARCs.

O Caso FARCs

Na edição de 16 de março de 2005, Veja cometeria mais um de seus malabarismos editoriais, com a matéria “Tentáculos das FARC no Brasil”

Foi matéria de capa. A ilustração era uma metralhadora e o texto incriminador:

“Espiões da ABIN gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.

Depois, outro texto:

“PT: militantes serão expulsos se pegaram dinheiro das Farc”.

Havia excesso de textos na capa, ferindo princípios básicos de clareza editorial. A revista estava em plena campanha, na sucessão de capas sobre Lula. E pouco se lhe interessava saber da consistência ou não das matérias. Nas páginas internas, ficaria mais claro o estilo Veja de criar matérias através da manipulação de ênfases.

Jogam-se acusações enfáticas. Depois, algumas ressalvas para servir de blindagem contra ações judiciais, seguidas de novas acusações taxativas.

O que se tinha, objetivamente, era um informe da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), uma página, três parágrafos e nada mais, na qual um agente infiltrado relatava um encontro em uma chácara, com um padre supostamente ligado às FARCs. O padre era conhecido como um mitômano, há muito tempo afastado do contato com as FARCs.

No encontro, teria mencionado o suposto financiamento à campanha do PT. Não havia nenhuma indicação a mais sobre isso. Na ABIN, não se levou a sério o informe.

Para sustentar a matéria, Veja assegurava que o informe tinha recebido tratamento relevante da ABIN e que havia documentos comprovando as doações. Não aceitou a palavra oficial da ABIN, de que nunca levou a sério o informe.

Esses documentos, comprovando as supostas doações, nunca apareceram, o caso morreu de morte morrida. E o fecho se deu este ano, com a curiosa explicação do diretor de redação Eurípedes Alcântara para o papel de Vejano episódio.

Mas, antes disso, acompanhe o desenrolar dessas matérias. (clique aqui para continuar)

No final da matéria a “aula” de Eurípedes no curso Abril:

Escrever pensando

No dia 24 de janeiro de 2008, o diretor de redação de Veja, Eurípedes Alcântara, proferiu palestra para os alunos do Curso Abril de Jornalismo (clique aqui).

No intertítulo “As marcas de Veja”, Eurípedes descreve a receita de jornalismo praticado pela revista.

O Diretor de Redação expôs alguns pontos essenciais para a produção da revista. Um deles é o controle que o repórter precisa ter sobre a matéria. “Não é a pauta ou a fonte que têm de dominar o jornalista”, disse.

Provavelmente, nem a informação pode servir de limitação. Segundo a aula de Eurípedes, Veja pratica o conceito de “escrever pensando”:

Outro ponto é a diluição de conteúdo opinativo em meio às reportagens, a qual Eurípedes chama de “escrever pensando”. O jornalista ponderou sobre as diversas interpretações dos críticos sobre determinadas reportagens da revista. “Você só pode ser cobrado por aquilo que escreve. Não pelo que interpretam”.

Cobrado pela capa das FARCs, explicou o que a revista fez:

“A Veja disse que a Abin estava investigando. Não disse que Lula recebia de guerrilheiros. Isso é uma interpretação”.

De fato, tudo não passou de uma grande interpretação, com direito a capa.

O curioso, nesse endosso que o candidato José Serra dá às estripulias do “Viceíndio” (o endereço do Índio no Twitter), é que seu candidato do coração, Aloysio Nunes, já foi alvo da ultradireita, acusado de manter contatos com Raúl Reys, o primeiro homem das FARCs.

Do Cláudio Humberto, 12/03/2008

Encontro confirmado

Desmemoriado, o ex-ministro de FHC Aloysio Nunes Ferreira negou haver recebido o bandidão das Farc Raúl Reyes, morto há dias. Mas arapongas confirmam o encontro em um sítio em São Paulo, também com o ex-deputado João Herrmann (PPS) e outros esquerdóides.

Do Diárioweb

O chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes, negou, por meio de assessoria de imprensa, que como Ministro da Justiça, em 1997, tenha mantido contato com o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes.

…NÃO SEI…

A informação do suposto encontro foi divulgada ontem pela coluna do jornalista Cláudio Humberto (www.claudiohumberto.com.br). O contato entre Aloysio e o guerrilheiro morto na semana passada teria ocorrido em Porto Alegre, durante encontro do Foro de São Paulo, grupo que reúne esquerdistas de toda América Latina.

…E NEGO

Aloysio, porém, se recusou a dizer se, como político e também ex-guerrilheiro, já teve contato com as Farc em outra época e se aprova a conduta do grupo colombiano que se diz “revolucionário” e seqüestra pessoas como meio de negociação.

Do Blog do Mesquita

Brasil – Da série “Relembrar é preciso” – As Farc e a turma do FHC

José Mesquita Brasil, Circula na rede, Da série “relembrar é preciso”, Internet, Nota do editor, Política, Política internacional 13 de março de 2008 às 11:37

Não somente os maluquetes do PT – participaram, sob a batuta do aloprado Marco Aurélio “top-top” Garcia -, de um tal “Foro de São Paulo”, no qual os narcotraficantes colombianos foram incensados como os redentores da humanidade.

Mas, pasmem!, a curriola tucana esquerdete do sociólogo da entregação, também entabulou namoricos com os doidivanas das selvas do Uribe.

Confira nota abaixo.

Aloysio nega outra vez encontro com Reyes.

Coluna do Claudio Humberto

O ex-ministro de FHC Aloysio Nunes Ferreira insiste que não se encontrou com o bandidão das Farc Raúl Reyes, recentemente morto pelo exército colombiano. “Esta novela já ultrapassou as raias do delírio”, disse ele, para depois garantir que não é um desmemoriado: “Eu tenho uma excelente memória – como iria me esquecer de um encontro campestre com João Hermann?”

Arapongas ouvidos pela coluna, e que participaram do monitoramento da presença de Reys no País, em 1997, garantem que o então ministro de FHC se encontrou com o bandidão das Farc em um sítio, nos arredores de São Paulo, na companhia do então deputado João Hermann (PPS-SP) e outras figuras da esquerda brasileira.