Durval Barbosa garante: Alírio recebia mensalão de Arruda

26 03 2011

O Governo Agnelo começa a sofrer as consequências por ter saido montado sem respeitar os princípios defendidos durante a campanha. Entregar secretarias para quem tinha participado dos governos corruptos de Roriz e Arruda (Rosso) foi uma jogada de extremo risco e falta de percepção política da realidade local.
Continuo sendo um defensor do Governo Agnelo e creio que estas denúncias, uma vez reiteradas e comprovadas, devem servir de senha para o governador se livrar de uma série de figuras nefastas, perversas e comprometedoras. Depois de quase 100 dias, Agnelo tem a chance de realmente mostrar para Brasília e seus habitantes que tem compromisso com um novo caminho, sem estar na companhia de pessoas que vivem de velhas práticas.
E se fizer esta limpa, poderá inclusive compor uma base menos fisiológica na Câmara Legislativa. O governo não precisa contar com 22 dos 24 votos. O melhor é ter a maioria. Fica mais barato, inclusive financeiramente. Não sei de onde esta vontade de ter 22 votos. Não entendo de onde esta necessidade.
É preciso fazer uma limpa imediata nas administrações regionais. Não tem cabimento deixar administrações importantes nas mãos de pessoas que tem o único compromisso de esculhambar e acabar com as cidades.

Alírio e Durval – figuras do mensalão do demo

Transcrevo a seguir o material veiculado no portal do Terra Notícias, que por sua vez escreveu o texto a partir de notícias da edição de hoje, sábado, do jornal Folha de São Paulo.

A matéria do Terra é a seguinte:

DF: secretário de Agnelo é acusado de receber mensalão do DEM

26 de março de 2011 • 08h43 – Notícia

Reduzir Normal Aumentar Imprimir O secretário de Justiça do governo do Distrito Federal na gestão do petista Agnelo Queiroz, Alírio Neto (PPS), é acusado ter recebido propina do escândalo de corrupção conhecido como “mensalão do DEM”. Durval Barbosa, delator do esquema, disse em depoimento à Promotoria do DF que encaminhou repasses de R$ 80 mil mensais a Alírio quando o secretário ocupava a mesma pasta na gestão do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Alírio presidiu na Câmara Distrital a CPI criada para investigar a corrupção no DF. De acordo com Barbosa, Alírio era um dos beneficiários de parte dos R$ 220 mil desviados mensalmente do Detran. O dinheiro, segundo ele, era arrecadado junto a empresas de informática contratadas pelo Detran e pela Secretaria de Justiça e Cidadania. O secretário nega as acusações e diz que elas têm motivação política. O policial aposentado Marcelo Toledo, que aparece em um dos vídeos gravados por Barbosa entregando dinheiro, seria o responsável por repassar a propina ao secretário.

Entenda o caso

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final de 2009, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Já a reporragem veiculada pela Folha de São Paulo é a seguinte:

Secretário do DF é acusado de receber propinas
Delator do mensalão do DEM diz que R$ 90 mil eram repassados a político

Secretário da Justiça já ocupava pasta na gestão Arruda; Alírio nega as acusações e diz que elas têm motivação política

FERNANDA ODILLA
DE BRASÍLIA

O atual secretário de Justiça do governo do petista Agnelo Queiroz, no Distrito Federal, é acusado de receber propina do mensalão do DEM, de acordo com depoimentos até agora inéditos do delator do esquema de corrupção na capital do país.
Durval Barbosa, denunciante do escândalo, revelou à Promotoria do DF que encaminhou repasses de R$ 90 mil mensais a Alírio Neto (PPS), quando o secretário ocupava a mesma pasta na gestão do ex-governador José Roberto Arruda.
Segundo Barbosa, Alírio era um dos beneficiários de parte dos R$ 220 mil desviados mensalmente do Detran. O dinheiro, segundo ele, era arrecadado junto a empresas de informática contratadas pelo Detran e pela Secretaria de Justiça e Cidadania.
Alírio Neto nega as acusações e diz que elas têm motivação política.
Barbosa detalha a participação do secretário no esquema em dois depoimentos no dia 14 de setembro do ano passado. Não faz menção a vídeos registrando a entrega do dinheiro a Alírio, que presidiu a CPI criada para investigar a corrupção no DF.
Barbosa afirma nos depoimentos que “eram arrecadadas propinas” junto a duas empresas que prestavam serviços de informática no Detran e uma na Secretaria de Justiça e Cidadania.
“Por determinação do então governador Arruda, parte desses valores era repassado diretamente ao deputado distrital Alírio Neto, então secretário da referida pasta”, afirmou Barbosa.
Quem repassava a propina ao secretário, segundo os depoimentos, era o policial aposentado Marcelo Toledo, que aparece em um dos vídeos gravados pelo delator entregando dinheiro.
Ao falar sobre a Secretaria de Justiça, o delator afirma que os repasses de R$ 90 mil foram feitos no quando Alírio permaneceu na pasta- de fevereiro e novembro de 2009.
No caso do Detran, Barbosa diz que Arruda determinou que cerca de 30% do arrecadado na área de informática do Detran fosse entregue a Alírio e ao ex-deputado Leonardo Prudente.

Na mesma edição, Alírio Neto se defendeu:

OUTRO LADO

Acusações têm motivação política, afirma Alírio Neto

DE BRASÍLIA

O secretário de Justiça e Cidadania do DF, Alírio Neto (PPS), negou todas as acusações do delator do mensalão do DEM e disse que as declarações de Durval Barbosa têm motivação política.
Segundo Alírio, ele e Durval sempre foram de grupos adversários dentro da Polícia Civil do DF. O secretário disse desconhecer os depoimentos prestados pelo delator à Promotoria do DF, mas afirmou saber que Barbosa fala mal dele “há muito tempo”.
“Todo mundo que ele acusa, apresenta vídeo. É fácil falar, quero ver um vídeo com minha imagem e minha voz.”
O governo do DF informou não ter “conhecimento oficial sobre qualquer denúncia contra o secretário”.
Procurado pela Folha, o advogado de Marcelo Toledo disse que não o localizou. Também não foi localizado o defensor do ex-deputado Leonardo Prudente. Os advogados de Arruda não atenderam ligações da reportagem.


Ou seja: uma boa oportunidade para o Governo Agnelo se livrar de Alírio e a Câmara Legislativa inicra um processo de cassação do seu mandato.





DF: Weslian também é ficha-suja?

11 10 2010

Trata-se de reportagem veiculada pela Folha Online – porque aqui no DF, os jornais sabem apenas silenciar…

10/10/2010 – 11h34

Tribunal de Contas liga ONG de Weslian Roriz a mensalão do DEM

FILIPE COUTINHO
GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

O instituto fundado pela candidata ao governo do Distrito Federal, Weslian Roriz (PSC), foi beneficiado pelo mesmo esquema que mais tarde patrocinou o mensalão do DEM, segundo o Tribunal de Contas do DF.

O Instituto Integra aparece na lista de irregularidades em contratos de informática da Codeplan (Companhia do Desenvolvimento do DF). Na época, a companhia estava sob a administração do governador Joaquim Roriz (2003-2006) e era presidida por Durval Barbosa.

Barbosa veio a ser o delator do mensalão do DEM. O caso envolve empresas também contempladas pelo esquema já no governo José Roberto Arruda (2007-2010). Essas empresas foram indiciadas pela Polícia Federal na operação Caixa de Pandora.

Segundo o delator e a CPI da Codeplan, a companhia de desenvolvimento foi o embrião do esquema do mensalão –possibilidade admitida pelo próprio Roriz.

Todas as “falhas graves” apuradas pelo tribunal no Instituto Integra são do período em que Weslian era presidente da ONG (2004-2006). O TCDF afirma que as facilidades obtidas pela ONG podem ser consideradas uma violação do princípio constitucional da impessoalidade, dada a relação do “casal 20” –slogan de Weslian na campanha ao governo após substituir o marido “ficha-suja” na disputa.

Segundo o tribunal, a ONG recebeu da Codeplan obras e equipamentos para montar laboratórios de informática para cegos, e o governo bancou os instrutores, sem a ONG ter comprovado que ofereceu os cursos. O governo pagou a manutenção dos computadores sem a organização oferecer de fato o programa de inclusão digital. Mesmo assim, o convênio foi renovado duas vezes.

A auditoria apontou também que os programas da ONG “Fábrica Minha Sopa” e “Cão Guia” não tinham relação com inclusão digital.

Não é possível saber quanto foi gasto pela Codeplan com a ONG. Não houve transferência direta de recursos e há quatro anos o governo não informa os valores gastos. Isso foi considerado mais uma irregularidade.

CARTÃO DE VISITAS

Usada na campanha como principal experiência da novata Weslian, a Integra contou ainda com outras facilidades no governo Roriz. A sala do instituto foi doada pelo governo e, segundo a auditoria, material de informática foi deixado para a ONG. Só para “adequar o ambiente”, o governo gastou R$ 343 mil (em valores atualizados).

A procuradoria do tribunal afirma ainda que funcionário terceirizado do governo, que deveria trabalhar no maior hospital de Brasília, dava expediente na ONG de Weslian. Além disso, um decreto de Joaquim Roriz deu exclusividade para o instituto Integra capacitar cães-guia.

O processo no TCDF se arrasta desde 2006 porque dirigentes da Codeplan não compareceram às audiências. No período, a Codeplan também foi presidida pelo atual governador, Rogério Rosso (PMDB). Aliado de Weslian, ele não prestou as informações pedidas pelo tribunal.

OUTRO LADO

Weslian Roriz não se manifestou sobre as irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal na ONG Integra.

A Folha encaminhou na quinta-feira uma lista de perguntas para a assessoria da candidata, mas não obteve resposta.

A presidente do Integra, Lúcia Bittar, também não atendeu às ligações telefônicas da Folha. Segundo funcionários da ONG, ela está em viagem para o exterior.

Aliado de Weslian Roriz e ex-presidente da Codeplan, o governador Rogério Rosso (PMDB) afirmou que não poderia responder sobre irregularidades encontradas em governos anteriores ao seu.

Por meio da assessoria, Rosso afirmou que não prestou informações ao Tribunal de Contas do DF, quando era da Codeplan, porque o órgão estava subordinado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano do DF, e os contratos de informática não eram mais de sua responsabilidade.





Fichas-sujas não terão votos computados

29 09 2010

Copio e colo texto veiculado pela Agência Brasil.

Votos em ficha suja serão anulados até posicionamento definitivo do STF, afirma Lewandowski

Débora Zampier
Repórter da Agencia Brasil

Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, disse hoje (29) que os candidatos que atualmente estão barrados pela Lei da Ficha Limpa podem ser votados, mas que o voto será considerado nulo até que uma possível decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reverta a inelegibilidade.

“O que nossas máquinas estão programadas é para que os candidatos que não obtiverem registro até o momento da eleição, vai aparecer simplesmente um zero [na contagem dos votos]. Esses votos irão para um arquivo separado e futuramente o tribunal decidirá como vai computar esses votos, pois pode haver uma reversão no STF [sobre a inelegibilidade do candidato]”, disse Lewandowski.

No fim do ano passado, uma lei aprovada pelo Congresso Nacional incluiu um artigo na Lei das Eleições que afirma que o candidato com registro pendente de análise judicial pode participar normalmente do processo eleitoral e, inclusive, ser votado enquanto estiver sob essa condição, “ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior”.

Um dos pontos que também não foram definidos com a lei é a situação dos puxadores de votos que tiverem o registro negado em definitivo: se os votos vão para a legenda ou são totalmente anulados. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá analisar os efeitos da lei antes do dia 17 de dezembro, data da diplomação dos eleitos.

Questionado sobre a possibilidade de um político obter o diploma caso a situação dele ainda esteja sub judice no dia agendado para a diplomação, o ministro Marco Aurélio Mello, que também é do TSE, disse que “parece uma incoerência diplomar um candidato que não teve seu registro liberado”, mesmo que o recurso sobre o registro esteja pendente de análise judicial.





Roriz desrespeita liminar

29 09 2010

Para quem, tal qual Roriz, resolveu transformar a eleição num grande circo, buscando, através do descrédito de todo o processo, uma espécie de cortina de fumaça para não reconhecer a vitória do adversário, nada deve surpreender.
Durante a tarde, já com a vigência da liminar, cabos eleitorais estavam ao longo da Epia colocando faixas e fixando material. Numa demonstração de que, para esta gente, viver à margem da lei é uma opção de vida, um modo de se relacionar com a sociedade.
Transcrevo o material – desta vez bem completo e com um texto de qualidade – veiculado no portal do Correio Braziliense:

TRE-DF suspende material de propaganda eleitoral de Weslian Roriz
Ana Elisa Santana

Publicação: 29/09/2010 13:39 Atualização: 29/09/2010 14:32

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal decidiu, nesta quarta-feira (29/9), suspender o material de propaganda eleitoral da coligação Esperança Renovada, da candidata Weslian Roriz (PSC), que faça referência a Joaquim Roriz como aspirante ao GDF. A medida foi tomada após o tribunal receber uma representação protocolada pela coligação Novo Caminho, do concorrente de Weslian, Agnelo Queiroz (PT).

De acordo com a decisão do TRE, está proibida a veiculação de propaganda em rádio, televisão e internet em que Joaquim Roriz figure como candidato. Em um prazo de 12 horas, a coligação deverá ainda retirar das ruas todo material impresso, pintado ou estampado, que indique o ex-governador como aspirante ao Buriti. A mesma regra vale para as propagandas de candidatos a outros cargos que sejam apoiadores de Roriz.

Segundo o coordenador jurídico de campanha da coligação Novo Caminho, Claudismar Zupiroli, a ação foi protocolada para que o eleitor não seja induzido ao erro, já que o material em questão não esclarecia que a real candidata ao GDF, após a renúncia de Joaquim Roriz, é a esposa dele, Weslian Roriz.

Caso a determinação não seja cumprida, a fiscalização do TRE fará o recolhimento do material irregular. Está prevista, ainda, multa diária de R$ 10 mil, tanto em caso de veiculação de programas que não estejam de acordo com a decisão do tribunal, quanto pela exposição de material irregular nas ruas.

===
Apenas para ajudar:
Se o pessoal do TRE quiser realmente cumprir a liminar, pode fazer um comboio pela Epia, no Guará e principalmente recolhendo placas de rua onde está a foto de Roriz, o ficha-suja, com algum candidato.





Família Roriz: Palhaçada sem fim

29 09 2010

Até por formação, sou daqueles que em todos os espaços de comunicação dos quais disponho – blogue, jornal Passe Livre, Re34vista Boa Viagem, Programa de Rádio, Programa de TV – sempre sou cuidadoso no que diz respeito as questões familiares. Creio que nenhuma esposa ou filho/filha não tem culpa com a estripulias do pai ou vice-versa. Mas quando o próprio ‘dono’ de uma famiglia traz seu grupo familiar de DNA para o centro do debate, não há como fugir de tratar a todos como cúmplices.
É o que estamos presenciando e vivenciando em Brasília, em pleno Séc. XXI, em pleno tempo de redescoberta ética. Neste sentido, creio que Roriz presta um serviço de informação inestimável à sociedade: ele mostra o quanto, para alguns, o exercício do poder é apenas e tão somente fonte de enriquecimento.
A famiglia Roriz se empoderou tornando o exercício do poder em profissão, em fonte de ampliação do poder ‘privado’ da família. É patético observar a fragilidade dos mecanismos de aferição patrimonial no Brasil, mas presume-se que o ficha-suja tenha hoje um patrimônio de bilhões de reais – e isto, convenhamos, não foi adquirido pelo trabalho, mas amealhado pela prática constante de estratégias lesivas ao erário público, como bem denunciou o ex-governador Arruda em sua entrevista ao Correio Braziliense e que foi transcrita aqui no blogue (https://passelivreonline.wordpress.com/2010/09/28/arruda-abre-o-bico-e-confirma-passe-livre/).
Pelo que se sabe, nenhum membro da família Roriz tem emprego ou função. Vivem da ‘coisa pública’. Valem-se dela para ampliar e tonificar pseudos-negócios que afloram do nada – amparados numa vasta rede de laranjas, entre os quais agora o velho e decadente Roriz – que entra para a história não como exemplo de probidade, mas sim sinônimo de corrupção e ficha-suja – resolveu até mesmo colocar a esposa.
Foi por isso, também, que o MPE-Minitério Público Eleitoral se insurgiu contra mais esta palhaçada da famiglia: a esposa-candidata-laranja assumida.
Qual será a próxima palhaçada?





Roriz cria suspense no circo

28 09 2010

Tal qual um antigo mestre de cerimônia de um daqueles circos mambembes que se apresentavam no interior de Candelária pelos idos dos anos 60, assim se porta Roriz em relação à política na Capital da República em pleno Séc. XXI. Buscando tapear os incautos e animar a patuléia.

É o modo mais retrógrado de fazer política, onde esta acaba se transformando em profissão e modo de enriquecimento familiar, através da continua sangria de cofres públicos e a complacência de um Judiciário moroso – alguns costumam chamá-lo de ‘nodoso’. Roriz é o exemplo típico de um Brasil perdidso no tempo e que não se deu conta de que os tempos mudaram. Continua agindo como se o DF ainda fosse o curral de alguma de suas tantas fazendas e trata boa parte da população como o gado ao qual cabe a ele decidir o destino.

A cada novo dia, uma nova palhaçada neste circo.

Um dia é colocar a esposa para ser candidata a governadora, afinal de contas passou a vida mandando nas mucamas da fazenda e distribuindo cobertores.

No outro, é fazer-se passar por vítima de uma trama urdida pelo PT que manobrou juízes.

Arrosta a si ainda o título de campeão da ética, por jamais ter sido condenado – mas sem nunca aludir a que custo e valendo-se de que artimanhas extra-jurídicas. Acredito que inclusive foi por esta razão que ele disse em entrevista que muitos dos juízes e ministros que o julgaram tinham ficha mais suja que a dele.

A pantomima do dia é acerca da participação ou não da laranja no debate de hoje à noite na TV Globo. Se parte de enredo de algum folhetim de Dias Gomes já seria patético e ridículo, o que pensar então quando o ‘coronel’ de carne e osso o arranca do burlesco de alguma trama e o insere no cotidiano de todos nós?

E isto vai sendo alimentado numa cadeia de blogs aqui no DF que tem a prática do mútuo elogio: um fala, outro repercute – um terceiro elogia, o seguinte canta hosanas e todos eles esperam ansiosos pela mesada…

O que é mais sui generis ainda: tem gente que acha o morubixaba genial.





GDF não é negócio de família!

27 09 2010

Estratégia ou palhaçada?

A opção de Roriz de fugir não é nova no cenário político do DF, sendo a alternativa preferencial de todos que se criaram na escola rorizista de transformar a coisa pública em fonte de enriquecimento pessoal e familiar.

A constatação desta amarga e patética realidade fica patente quando usamos como referência o circo armado por Roriz aqui no DF – mostrando que para ele e os seus (ou seriam suas?), o GDF é apenas um negócio. Percebe-se que a família Roriz não tem emprego. É uma característica ‘genética’ perversa: todos eles têm como atividade e fonte de renda a política – e através dela buscam dinheiro, emprego e facilidades.

É um caso que poderia ser investigado: como pode alguém ir aumentando o patrimônio sem trabalhar? Mesmo amigos de Roriz costumam dizer que o patrimônio do velho morubixaba é superior a R$ 3,5 bilhões. Sim – isto mesmo.

Este exercício matemático levou em conta fazendas, lacticínios, imóveis e o imenso laranjal.  E como construiu tal patrimônio? E como consegue omitir tal patrimônio? Há muitos mecanismos, a começar pela fragilidade do sistema de fiscalização de terras no Brasil, de um cadastro nacional de propriedades rurais que é ‘controlado’ pelos prefeitos. Ou seja: algo sob medida para o funcionamento de uma imensa lavanderia.

Importa é que o eleitor se dê conta de que na estratégia de Roriz, a política é seu meio de ganhar dinheiro. Mesmo que seja com uma palhaçada como esta de se fazer de vítima. Ainda que no caso de sua vida real, vítima mesmo dele costumam ser os cofres públicos…