Os jornais do DF e o estranho jeito de ser independente

14 04 2011

Quando comecei a escutar a chiadeira de algumas vozes e o burburinho feito eco de outros anunciando um tempo de coas e obscurantismo cercando a imprensa do DF, com fechamento de jornais e a demissão em massa de profissionais, confesso que fiquei preocupado.
Mas como sou de um tempo onde sempre considero mais prudente esperar a poeira baixar para ver melhor o cenário, eis que se desenha um novo quadro. É importante deixar de lado o choro das viúvas e dos que perderam o acesso facilitado ao modus operandis que era vigente nos últimos 12 anos e entender que o governo mudou.
Confesso que de cara levei um susto, pois li Liliane Roriz defendendo jornais e jornalistas, logo ela que não saiu em defesa da irmã quando esta foi exposta ao opróbio das imagens degradantes de uma visita dela à sala de Durval. Logo ela que durante os oito anos de desgoverno de Roriz, seu pai, em nenhum momento questionou o favorecimento de jornais aliados, de líderes comunitários (que, inclusive, usavam supostos ‘jornais’ para reforçar o orçamento; enquanto que o GDF de então usava o garrote financeiro para reforçar a lealdade).
Escutei muchochos da Celina Leão, também sobre o mesmo tema. Inclusive com a mesma variante, cabendo para as duas, a necessária extensão do questionamento também para o governo Arruda – onde a prática se manteve intacta (inclusive com o mesmo esquema operacional e com as pessoas mantendo os postos e gostos).
Sinto muito pelos colegas que perderam o emprego. Muitas vezes um emprego precário, que atrasa o salário, é ainda muito melhor do que estar desempregado. Sei do pânico que se instaura neste momento, porque é uma realidade que já vivi ao longo de quase quatro décadas de jornalismo –sendo 24 anos só aqui em Brasília.
Poderia dizer que eu próprio vivi esta realidade, mas o que é o ‘eu’, quando no contexto se fala em um todo com ares de tragédia? Mas é ignorar que no mais das vezes quem coloca um jornal ‘alternativo’ ou ‘comunitário’ em circulação o faz sem estudos de mercado, acreditando em promessas e com recursos para no máximo seis edições. Eu falei: no máximo.
Ignorar a dinâmica do processo de comunicação, a rotatividade das redações e o abre-fecha de jornais comunitários é ter vivido sempre dentro do casulo do amparo de um esquema de mídia viciado que funcionou no DF nos últimos 12 anos. E que é o mesmo processo em Candelária, Blumenau, Florianópolis, Curitiba, Goiânia ou Brasília. Jornais construídos tendo como principal fonte de sustentação o governo ‘local’ têm prazo de validade condicionada ao mandato deste próprio governo ou, quando muito, do seu sucessor se houver ranços de um no governo do outro.

Dependência e comodismo

A grosso modo, pode-se dizer que esta é a realidade do GDF de hoje, onde alguns políticos que serviram e se serviram das benesses e da mídia nos governos Roriz e Arruda – inclusive chafurdando na lama e sendo alvo de denúncias – continuam pressionando o ‘anunciante’ para que mantenha o apoio a certos comunitários que servem como ‘jornais particulares’.
Voltando ao DF, os jornais que fecharam e em torno do qual se faz tanto alarde, estranho é alguém se surpreender com o fim dos mesmos. O Tribuna do Brasil, cujo dono foi flagrado enfiando dinheiro pra dentro das roupas, era muito mais uma negação de si mesmo do que um projeto de comunicação – desde o seu nascedouro. Durante a campanha eleitoral apostou tudo em Roriz – e perdeu. Os demais, queiram me desculpar os que ficaram desempregados, sempre foram jornais que fizeram parte de um esquema de favorecimento de mídia. E poderia elencar aqui mais uma dezena de jornais ‘comunitários’ que não circulam mais e cujos ‘donos’ estão pelos corredores da Câmara Legislativa buscando um novo padrinho.
Dentro deste quadro, é preciso saudar a manifestação do Distrital e empresário Olair Francisco ao questionar esta dependência exclusiva das verbas do GDF, provocando os ‘empresários’ da área de comunicação a construir alternativas – algo que hoje em dia virou uma imensa falácia, porque é muito mais fácil ficar uma, duas ou três horas esperando para ser recebido por algum políticos do que bater pernas atrás de anúncios (como fazem muitos jornais) ou colocar a cabeça para funcionar no sentido de construir novos meios de sustentabilidade.
Existem alternativas, mas o choro de viúvas é normal – inclusive se forem divulgados os valores repassados a certos jornais nos últimos anos, muita gente vai ter dificuldade de continuar com este discurso de vítima.

Em tempo: estive no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF para saber efetivamente quantos profissionais devidamente contratados, com carteira assinada e legalmente exercendo a profissão foram demitidos. Pediram para que eu voltasse lá para pegar os dados.

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GDF – cheiro de armação na festa da Capital!

13 04 2011

A denúncia é grave.
Uma história escabrosa e que, confirmada, enlameia uma vez mais o aniversário de Brasília. É intolerável imaginar que isto esteja acontecendo. Com a palavra, o povo da Secretaria de Cultura.
No apagar das luzes, a Secretaria de Cultura está criando mecanismos para fraudar um processo pseudo-democrático. Há uma cláusula no Edital de Chamamento Público para o aniversário da cidade que afirma, categoricamente, que é necessário apresentar uma declaração de que nenhum integrante dos grupos classificados é integrante ou faz parte do GDF. Entretanto, após o processo estar quase finalizado, mudaram a regra permitindo tais incrições de funcionários!
Este fato – mudança de regras durante o jogo! – foi informado pelo coordenador do processo, sr. Dilnei, que sequer conhece as regras do processo que está coordenando ou, simplesmente, ignora. Qual o motivo de concordar com uma ignomínia deste tamanhop? Alguma vantagem pessoal? Estará advogando em favor de quem?
Isso é uma vergonha!
Seria prática verdadeira de um novo caminho mudar as regras durante o jogo para benefício próprio?
Ou essa também é herança maldita?
Entre os contemplados, há grupos com músicos e artistas funcionários do Metrô, Fundação Educacional, Secretaria de Comunicação e Sedest…
Com a palavra a Secretaria de Transparência do GDF, do Ministério Público.
Como diz parte da denúncia enviada ao blog: “Nós cidadãos, artistas estamos sendo enganados! Precisamos tornar isso público para tentar evitar essa mudança no grito e no tapetão! Exigimos transparência e o cumprimento do edital!”
Vamos, agora, esperar as explicações.





Agnelo tem o desafio de tirar o GDF do mar de lama

2 04 2011

A Caixa de Pandora, tal qual na mitologia, depois de aberta pela Polícia Federal como parte de uma operação, está revelando toda a podridão que tomou conta da política no DF – depois de janeiro de 1999, quando a Capital de todos os brasileiros foi governada por Roriz durante oito anos, Arruda três, Wilson Lima alguns dias e Rogério Rosso poucos meses.
Mas, ao contrário do legado grego, é preciso mantê-la aberta. Tenho para mim, que depois de todas as revelações, há de sobrevir a esperança. Não é possível que nós, brasiliense, não tenhamos razões de continuar acreditando em um novo tempo.
Estive ontem à tarde em um evento no Buriti. Não tive estômago para ficar mais do que meia hora no local.
Confesso que fiquei enojado vendo figuras que se locupletaram nos governos podres que transformaram Brasília em sinônimo de lama e corrupção andando com perversa desenvoltura pelos corredores de um Palácio hoje ocupado por um governo que deveria portar-se unicamente pelo padrão ético. E o que mais me apavorou foi ver como algumas pessoas são facilmente seduzidas pelas amplas ramificações da bandidagem.
Estes últimos 12 anos serviram para enraizar uma cultura de podridão entre a classe política que certamente vai acabar atingindo muitos dos que usam discursos de moralidade. Que a sociedade faça uma limpa, mas é vergonhoso como o eleitor é manipulável, como ele aceita trocar seu voto por uma promessa, por um benefício ou simplesmente por dinheiro.
É ruim que continuem na equipe de Agnelo pessoas que tem sido constantemente acusadas de atos de clara improbidade – mantendo-se sob a ameaça de que, sem espaço, passariam para a oposição. Não entendo como pode o governo Agnelo estar tão capenga em termos de negociação política. Não tem lógica esta ambição e querer construir um governo com 22 dos 24 distritais na sua mão.
Já disse isso e volto a repetir: de que adianta o apoio de Agaciel Maia, por exemplo, se ele na verdade é controlado politicamente por Pedro Passos – seu apoiador e financiador? Nos corredores da Câmara Legislativa fala-se abertamente que o mandato de Agaciel é ‘cuidado’ por Pedro Passos – e ele sabe usá-lo indicando apaniguados seus para a Secretaria de Agricultura, para administrações regionais. Qual a vantagem de contar com o apoio de Benedito Domingos, político que usa a sigla para fazer negócios e beneficiar familiares? Estes são apenas dois casos, mas poderíamos aqui discorrer sobre como a casa legislativa do DF tem prazer em chafurdar na lama.

Mais escândalos

A cada nova semana, um festival de denúncias.
A cada dia que passa, mas podridão vem à tona.
Segundo um velho conhecido da Receita Federal, já aposentado, os desvios no DF seriam superiores a R$ 30 bilhões – entre subornos, corrupção, desvios, aumento de gabaritos de prédios, remissão fiscal e tributária, tráfico de influência, etc.
E que o meio mais seguro para lavar este dinheiro é através de fazendas com criação de gado, lojas em shopping (consta que um ex-secretário dos governos Roriz e Arruda é dono de 10 lojas em um só shopping no DF, todas elas em nomes de laranjas), aquisição de imóveis e carros através de consórcios.
Talvez isto explique porque no DF está o metro quadrado construído mais caro do País – havendo apartamentos que são vendidos por R$ 14 mil o metro quadrado. Sempre tive curiosidade em saber se a desculpa de que o terreno encarece a construção poderia justificar tal absurdo. Ao encontrar um engenheiro/empreendedor, divaguei sobre valores e cheguei a conclusão de que o que encare a construção civil do DF são os chamados sócios ocultos.
A coisa funciona mais ou menos assim: alguém entra com um projeto numa administração regional ou órgão do GDF. Para o documento andar, começam a ser feitas concessões. Para quem não sabe, cada administração regional é nicho comandado e controlado por um distrital. Assim, para que o documento seja liberado e a autorização para a obra saia, o empreendedor é obrigado a dar apartamentos que são escriturados em nome de laranjas, ou igrejas, ou empresas…

Hora de dar um basta!

Terá Agnelo coragem e força para dar quebrar esta cadeia?
É difícil saber, porque a corrupção acabou empoderando pessoas que hoje detém mandatos parlamentares. E foi de atl forma letal que acabou seduzindo até mesmo deputados e políticos do próprio partido do Governador. Para romper todo este esquema, apenas com transparência e sem passar a mão na cabeça de aliados. Existe uma engrenagem carcomida, com dentes podres e alavancas invisíveis, entraves com vida própria.
A saída do Secretário de Desenvolvimento Econômico dá bem uma dimensão do poder desta máfia. O mesmo acontece em áreas como da Agricultura, Terracap, Saúde, Obras, Transporte, Educação, Tecnologia… Sei de histórias escabrosas que são contadas por pessoas que descobrem fatos e percebem que o comando destas estruturas corrompidas continuam nas mesmas mãos que estavam nos últimos anos, a mostrar o quanto esta rede de proteção criminosa detém de poder.





Comunicação: o estranho mundo do GDF

29 03 2011

Dizer que há um privilegiamento na divulgação das informações do DF – e falo aqui no fato de que algumas pessoas recebem informações, são mantidas a par de certas coisas que talvez nem devessem ter este acesso – é repisar numa tecla enfadonha e que serve para denunciar o estranho compadrio entre quem chega a um cargo sem ter tido a honestidade profissional de se dizer incapacitada para o exercício do mesmo e quem se beneficia deste ‘trânsito’. Não se trata de ‘fonte’, quando quem serve de ‘fonte’ deveria ser apenas emissor. Trata-se mais de um exemplo de incompetência do que de estratégia de comunicação.
É óvio que o GDF sob o comando de Agnelo – a quem eu defendo por continuar entendendo que a despeito de vacilos e titubeios, por equívocos e trapalhadas, ainda é o único nome que pode fazer um mandato de transição entre a lama e o caos dos últimos 12 anos e um novo tempo que é o anseio maior de todos os brasilienses.
Amanhã, por exemplo, tem a reunião de Agnelo com a CUT-DF – que estava marcada para a semana passada e foi transferida de última hora. Esta, por sinal, é uma reclamação geral: as pautas furadas que são passadas, as informações mambembes que são repassadas e uma indefinição acerca do papel que deve executar dentro deste script. Mas nada é feito. Nada é dito.
Falo de comunicação porque é meu mundo. Falo, pois, do que bem sei e busco pela leitura cotidiana compreendê-la (a comunicação) cada vez mais dentro desta dinâmica de um mundo no qual ‘fazer comunicação’ não é mais botar as mãos na cintura e se julgar acima do bem e do mal – ainda mais quando se faz parte de uma equipe de um governo eleito por um partido como o PT que tem vínculos históricos com a luta pela democratização da informação e contra toda sorte de privilegiamento.





Comunicação é o ‘calcanhar’ do governo Agnelo (PT-DF)

20 03 2011

Ao assumir, Agnelo se deparou com um quadro de terra arrasada: serviços públicos sem funcionar; cascas de banana deixadas aqui e acolá por Rogério Rosso – com a assessoria do grupo de Roriz e até alguns raivosos ligados ao Arruda; lixo acumulado por todos os cantos; mato vergonhoso. Não teve, no entanto, habilidade para dimensionar junto à sociedade que isto não teria solução em um passe de mágica.
Além deste quadro, ele também contribuiu para um certo desencanto junto ao eleitor ao nomear e indicar como auxiliares diretos pessoas que tinham sido servis e serviçais dos governos Roriz e Arruda.
Esta situação gerou uma situação de perplexidade. Em alguns, até mesmo de desencanto.
Em um primeiro momento, parece que Agnelo não tinha assumido a dimensão política do cargo de Governador. Quis, por exemplo, ser secretário de Saúde, como se esta área seria consertada com algumas visitas.
A bem da verdade, o descaso dos últimos 12 anos em áreas como Saúde, Segurança, Educação, Transporte Coletivo e Habitação demanda o trabalho POLÍTICO de um governador 24 horas por dia. Agnelo, ao se cercar de pessoas com interesses políticos e em permanente disputa de espaço e poder dentro do Governo, acabou alimentando o fisiologismo. Falta ao GDF um gerente, alguém que tenha o perfil para fazer tecnicamente o governo andar e o governador poder fazer POLÍTICA – algo que hoje não lhe sobra tempo. Delegar a tarefa de fazer POLÍTICA é criar cobras dentro da própria casa.
Querer ser ao mesmo tempo gerente e político é perda de tempo.
Sem querer comparar, mas apenas para que se tenha um parâmetro real do que estou dizendo: Lula teve êxito porque não precisou se preocupar com o andamento da máquina, que ficou nas mãos de Dilma. Lula teve todo tempo do mundo para fazer política. É esta figura que falta no GDF de hoje.
É hora de sair da fase das visitas e partir para questões operacionais – algo que, cá entre nós, será quase que impossível com a atual equipe – e nem vou nominar aqui nomes que ocupam cargos e sua ação é pífia. E sua competência já ficou provada inexiste.
Agnelo e o PT precisam criar uma agenda positiva que faça com que a sociedade tenha a percepção de que o governo está funcionando. Como são muitas caras que continuaram, é preciso mudar o modo de chegar na sociedade. Uma medida positiva seria desativar aqueles postos da PM que o Arruda, de modo tresloucado e incompreensível, instalou no DF. Ali poderiam funcionar postos de atendimento ao cidadão – uma espécie de ‘na hora’. Algo precisa ser feito com aqueles cubículos hoje inúteis.
O governo não está mal, mas infelizmente não tem tido competência para dizer à sociedade o que está fazendo e como o quadro está sendo alterado aos poucos. Fez bem ao alterar a estrutura viciada que havia, deixando a publicidade nas mãos de uma pessoa de sua confiança. Errou, no entanto, ao confundir porta-voz com o responsável pela implementação das políticas de comunicação do seu governo. São coisas parecidas, assim como o vidro e o cristal são similares e tem na areia a sua origem e no calor a sua busca do ponto de fusão. Mas o porta-voz, vidro, pode ser qualquer um ou uma, enquanto que a pessoa a quem cabe o papel de criar uma política de comunicação do governo deve ser alguém lapidado, capaz, competente e que não se limite a emitir releases.
Vidro é vidro. Cristal é cristal.
Porta-voz é porta-voz. Secretário de comunicação é outra coisa – bem distinta.
Enquanto Agnelo e o PT não entenderem isso, continuará esta sensação de marasmo e de imobilismo – algo que seguramente agrada algumas pessoas (mesmo petistas) e principalmente os partidos hoje aliados e que, com tempo de fazer política, começam desde já a tricotar com vistas a 2014.





Governo Agnelo: risco de naufrágio apavora petistas do DF

17 03 2011

A letargia das ações governamentais, o amadorismo na formação da equipe de governo, a incapacidade política do governador de assumir compromissos e se desvencilhar deles, a falta de visão estratégica do cargo, a falta de sensibilidade na definição dos administradores regionais, a indefinição e a dubiedade da movimentação política do governador, a omissão diante da voracidade do vice que abocanhou as áreas estratégicas, um incompreensível alheamento do que acontece ao seu redor…
Estas são as opiniões recorrentes que a gente capta conversando com petistas de vários matizes e tendências. Dizem que até agora a marca do governo Agnelo é a omissão. Nem mesmo o povo da DS, corrente do secretários e deputados Paulo Tadeu e de Arlete Sampaio, e que foi a mais aquinhoada com espaço, cargos e poder, está contente.
Antes de completar 100 dias de governo, há uma sensação de frustração e desencanto com a tibieza de Agnelo Queiroz – que se cercou de um núcleo de amigos e, diante de problemas, acaba sempre se omitindo de tomar as decisões necessáiras. Tomado por uma percepção de infalibilidade, o governador não se dá conta de que manter alguns dos secretários escolhidos sabe-se lá segundo quais critérios é fazer naufragar ainda mais o seu governo.
E aqui, sejamos francos, ninguém leva a sério ou considera como real a possibilidade de haver alguma fita incriminadora de Durval contra Agnelo. O que está apavorando as pessoas é a falta de ação. Não houve rompimento com as antigas práticas – e muitos dos que se locupletaram com Roriz, Arruda e Rosso continuam nadando de braçada. Administrações regionais, como a do Guará, por exemplo, continuam nas mãos do grupo político que esculhambou a cidade, tornando-a um reduto de kits e um inferno por conta de prédios autorizados bem além do gabarito estipualdo pelos moradores em audiências públicas para a definição do PDL.
Agnelo, reclamam outros, é refém de esquemas com os quais fez acordos no afã de chegar ao poder.
A pergunta que fica: estes mesmos petistas que hoje temem pelo naufrágio… eles não sabiam o que estava sendo tramado? Há os que reclamam e ameaçam coocar a boca no trombone mostrando que Agnelo não está cumprindo acordos políticos e financeiros – um cenário que deixa petistas apavorados.





Obcurantismo no GDF?

12 02 2011

A despeito do início claudicante, continuo entre aqueles que acreditam que Agnelo poderá completar o seu mandato sem sobressaltos e quem sabe até buscar a reeleição em 2014 – inclusive pela absoluta falta de contendores em condições de colocar em risco o seu favoritismo. Em um cenário bem eclético, poderemos ter em 2014 o Filippelli na disputa (tentando juntar as bandas menos podres do rorizismo podre e do arrudismo entumescido); uma das filhas do ex-governador Roriz (embalada pelo resto); o Toninho do Psol e o próprio Agnelo. Neste cenário, pode-se considerar a fatura liquidada – mesmo que Agnelo continue com um governo fraco, vacilante e marcado por arrogâncias (não dele, mas de quem o cerca).
Tenho o ponto de vista que o obscurantismo é a essência básica e reveladora da incompetência e da arrogância. E cá entre nós, este é um prato cheio nos dias de hoje aqui no DF.
Não sei se o Agnelo sabe e também não se em ele sabendo irá tomar alguma atitude – mas a verdade é que gente por ele guindada à posição para a qual não possui nenhuma competência ou qualificação e chateada com críticas, resolveu se valer do mais torpe mecanismo: ameaças pecuniárias.
O recado foi simples e grosseiro, como é do próprio perfil de quem o fez: ou manda parar de me criticar ou não deixo o GDF apoiar e nem patrocinar e nem ajudar sua emissora. Este é o novo padrão de relação que se pretende estabelecer, muito longe de qualquer nuance ou viés de democracia e de respeito.