Por que vão caçar o Tiririca?

5 10 2010

Pressionado pela mídia, que por sua vez repercute uma angústia oculta e todos sabemos de quem, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral contra Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, eleito com cerca de 1,3 milhão de votos para o cargo de deputado federal, pela coligação “Juntos por São Paulo”.
Dizem que é por conta do analfabetismo, mas cá entre nós, todos sabemos que nem deputado e nem senador escreve discurso e muito menos ridige projetos de lei. O mesmo podemos dizer de prefeitos, governadores e tantos outros.
FHC tem curso superior e nem por isso deixou de fazer e aprontar, dilapidando o patrimônio público, transferindo-o para as mãos de amigos e quebrando o País várias vezes. Serra, que nunca fez vurso nenhum, diz ter concluído mestrado nos EUA logo depois de ‘sair’ do Chile para onde tinha ido como exilado – na mais surreal e estranha inversão de lógica geopolítica.
Em verdade, quem precisa que o Tiririca seja caçado é o Gilmar Mendes, porque a validade dos votos do Tiririca elegem o Delegado Protógenes para a Câmara Federal. A verdadeira razão que já determinou a cassação do ‘palhaço’ não é o analfabetismo de um, mas o medo de outro.
Seja qual for o argumento, é importante reiterar e destacar e enfatizar: Tiririca já está caçado. Agora falta encontrar as razões que justifiquem esta medida. Se não for o analfabetismo, será outra qualquer…





Gilmar, sempre Gilmar

29 09 2010

Impressiona a forma partidária e apaixonada como o ministro Gilmar mendes, do STF, atua. É, inclusive, algo que merece aplausos a sua extremada coerência em sempre se posicionar em favor das demandas que atendem aos interesses de seu partido.
É o caso deste julgamento do STF acerca da obrighatoriedade de levar dois documentos no domingo. Mesmo estando 7 a 0 em favor de mudar esta determinação, ainda assim ele pediu vistas… É cada uma deste ministro…

Pedido de vista de Gilmar Mendes suspende julgamento sobre exigência de dois documentos para votar

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu hoje (29) o julgamento sobre a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos na hora de votar. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, quando a votação estava em 7 a 0 pela apresentação de apenas um documento com foto. Mendes disse que “vai tentar” trazer seu voto amanhã (30).

Para a relatora do caso, ministra Ellen Gracie, “a norma jurídica contestada, com o propósito de alcançar maior segurança, estabeleceu na verdade a obrigação de apresentação de documento oficial com foto”. A ministra ainda disse que a presença do título eleitoral não é tão indispensável quanto a identificação com fotografia.

“Cada urna conhece seus eleitores. Cada urna eleitoral tem o máximo de 400 eleitores do distrito. Se qualquer outra pessoa for votar naquela urna, não aceita o voto. Além disso, o caderno de votação tem dados do eleitor, como data de nascimento e filiação. Não é cabível que [a não apresentação de dois documentos] se torne um impedimento ao voto do eleitor. Essa análise é ofensiva ao principio da razoabilidade, uma exigência desmedida”, disse Ellen.

O voto de Ellen foi seguido pelos ministros Antonio Dias Toffoli, Marco Aurélio, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa. O ministro Ricardo Lewandowski, que também é presidente do TSE, acompanhou o voto da relatora, mas sugeriu que o eleitor possa votar só com título, desde que identificado pelo mesário por outros meios.

Se o ministro Gilmar Mendes não apresentar seu voto amanhã, a exigência dos dois documentos – título de eleitor e documento oficial com foto – na hora de votar vai valer para as eleições do próximo domingo (3). Isso porque o julgamento não foi encerrado, mas o placar de 7 a 0 indica que ação será acolhida pelo STF.





STF: arrogância e prepotência

24 09 2010

Confesso que, tirante o horário do meu programa nas rádios Brasília 1.210 AM e 88,9 FM de 8 às 9 da noite, sempre de segunda a sexta, acompanhei todo o julgamento – mesmo nos votos enfadonhos (e por que não dizer medonhos) de figuras como Gilmar, Marco Aurélio e Peluzo. Dois deles (Gilmar e Peluzo), por sinal externaram toda a imbecilidade humana que escondem por trás da toga ao dizerem que se lixam para o que pensda o povo, para os anseios da sociedade. Quem estes dois imbecis pensam que são? Eles não sabem que são pagos com o dinheiro da sociedade? Eles não sabem que o salário que recebem e todos os outros tantos benefícios e vantagens – e todos nós sabemos como existem vantagens ocultas e que não passam no contra-cheque e muito menos na declaração de imposto de renda – vêm única e exclusivamente do bolso do povo?

É revoltante observar pseudos ministros, desprovidos do senso do ridículo, dizerem que se lixam para o que o povo pensa, visto que têm a vitalicidade a protegê-los.

Enganam-se estas figuras: quem paga o salário deles sou eu, é a sociedade e não apenas o Daniel Dantas.

Dentro deste quadro, é preciso saudar os votos serenos de Dias Tófoli e Celso de Melo e deplorar que a Suprema Corte do País abrigue figuras como Gilmar, Peluzo e Marco Aurélio.





Os dilemas de Roriz

9 09 2010

Quando resolveu, em ação combinada com Durval Barbosa, defenestrar Arruda e seu grupo político – aproveitando também para se livrar de alguns compromissos que impunham mais ônus do que bônus (neste caso se insere a destruição pública de Eurides Brito, Brunelli, Leonardo Prudente, Pedro do Ovo, Berinaldo Pontes, Rogério Ulisses, entre outros, e mesmo alguns empresários como JC Gontijo) – Roriz jamais pensou que o tiro na realidade teria o efeito bumerangue e, por conta da nova percepção política que a sociedade adquiriu a partir dos vídeos, o que ele (Roriz) pensou ser uma forma de deixar o seu caminho livre para voltar ao Buriti, na verdade está sendo o veneno que o está matando.
Cabe lembrar que a chamada ‘lei da ficha limpa’, que é apenas o complemento de uma lei anterior e que trata da questão das condições de elegibilidade, andou mesmo depois dos vídeos que Durval e Roriz colocaram ao dispor da sociedade. E foi por pressão e imposição da sociedade que os congressistas aprovaram esta Lei. Ou seja: ao matar Arruda e seu grupo, Roriz se envenenou e ficou isolado.
Esta é a percepção da realidade que hoje vivenciamos: Roriz, o ficha-suja, se esvai politicamente pela incapacidade de aglutinar. Ao tentar manter viabilidade eleitoral, Roriz matou todos aqueles que antes lhe davam sustentação. Basta ver a votação dos que Roriz foi matando. Percebe-se que Roriz tem poucos votos e vai ter cada vez menos – quanto maior for a truculência do seu grupo de ataque.
O dilema de Roriz – com derrotas no TRE-DF, TSE e agora no STF – é como sair fora, buscando eleger as duas filhas. Com poucos recursos, Roriz está reduzindo as ações e aparições públicas, inclusive por falta de agenda, e mesmo muitas das bandeiras usadas são antigas, velhas. Ele pode continuar na disputa, tenatndo reverter pesquisas, eleger-se e antes de ser caçado, renunciar e entregar o GDF para Jofran, o seu vice, que na realidade seria um reles boneco, fazendo tudo aquilo que o verdadeiro governador determinar. Pode colocar alguém em seu lugar e assim se dedicar de corpo e alma na eleição das filhas.


Em tempo: mais sorte teve Maria de Lourdes Abadia, do PSDB, que terá a sua situação relatada, no STF, por Gilmar Mendes, seu companheiro de partido, de militância e de conduta…





Serra e o sigilo violado: mídia requenta notícias

9 09 2010

Pode soar estranho, mas é verdadeiro.
Pode soar ridículo, mas é verdadeiro.
Todo este alarde acerca do sigilo fiscal do Serra e de outros é balela. Como afirma com muita propriedade o jornalista Paulo Henrique Amorim: Serra trabalha para desqualificar um livro que vai ser lançado em 2011 e não para tentar mudar o quadro da eleição de 2010.
Exemplo clamoroso desta manipulação espúria encontramos no fato, por exemplo, de que apenas Eduardo Jorge tem a relação completa dos quase três mil CPFs acessados na agência de Mauá da Receita. Porque a Receita não toma uma titude e termina com o cineminha dos bandidos do PSDB? É simples: informa todos os CPFs que foram acessados e pronto. Termina o drama. Acaba a sangria diária. Esvai-se o circo.
Por que a Receita não libera os nomes de todos que tiveram seus dados acessados em 2009? Em parte porque a Receita está imersa numa guerra fisiológica e corporativa onde os auditores – que se pensam uma espécie de deuses tributários – querem a Receita para eles, não para a sociedade e nem para o governo.
De outro lado, há um grupo que defende, por exemplo, um controle externo da Receita. Este grupo, onde há uma percepção maior do próprio papel da Receita e de que ela existe para a sociedade e não para o benefício dos seus servidores, precisa ser mais ouvido.
Outra medida simples e que ajudaria e muito a oxigenar a Receita Federal seria a transferência de auditores ao cabo de três anos. De preferência para outros estados, de forma escalonada, impondo quarentenas e a não formação de grupos de ação. Evitaria que certas práticas se tornassem lesivas aos interesses da sociedade e da Receita.
Mas, voltando ao tema original deste comentário: a mídia, os tucanos e parcelas do Judiciário vivem de requentar notícias. Observem esta reportagem do SBT – algo lá de 2006… ou antes…