DF: Teremos um governo ou um frankenstein?

8 12 2010

Enquanto o governador eleito do DF, Agnelo Queiroz, não divulga o nome dos seus secretários – e tendo em vista que estranhamente em lugar de ter um assessor de imprensa ou uma assessora de imprensa ele preferiu colocar uma funcionária do Correio Braziliense que só repassa informação para os jornalistas do ‘seu’ jornal – o que conta mesmo no DF é o festival de boataria.
Alguns são aterradores, como por exemplo a informação de que André Clemente, atual titular da Secretaria da Fazenda do GDF e que vai passar para Agnelo o caixa do GDF com um rombo da ordem de R$ 1 bi deverá continuar comandando a pasta. Para quem não sabe, André Clemente foi transformado em secretário de Rosso atendendo pedido do Senador Gim Argello (PTB) – e que agora caiu em desgraça. Ous eja: a se confirmar o fato, Agnelo Queiroz terá como secretário da Fazenda alguém comprovadamente ligado a Gim – que foi defenestrado da relatoria do Orçamento da União por estripulias financeiras com emendas.
Ou seja: o slogan de campanha anunciando um novo caminho pode ser na verdade um caminho seguro para Agnelo ser engolido pela corrupção que marcou os últimos 12 anos no DF – inclusive no ‘interino’ Rosso a quem André serve, indicado por Gim.





DF: Polarização mantida

31 05 2010

Pesquisa veiculada pelo Jornal de Brasília na edição desta segunda-feira, dia 31 de maio, mostra que a eleição no DF continua polarizada entre Roriz e Agnelo.

Pesquisa mostra o crescimento de candidatos alternativos no DF

A mais nova rodada de pesquisas do Exata Opinião Pública, registrada no TRE-DF sob o número 13.663/2010, mostra uma estagnação dos votos dos dois líderes na corrida ao Buriti. Joaquim Roriz (PSC) e Agnelo Queiroz (PT) mantiveram a faixa de votação no primeiro turno, apurada na pesquisa realizada em abril, e seguem tecnicamente empatados num possível segundo turno. A novidade da coleta de dados foi o crescimento de outras candidaturas ao GDF, especialmente as de Alberto Fraga (DEM) e de Gim Argello (PTB).

Desta vez, o Exata simulou três cenários para a pesquisa estimulada a governador do DF. No primeiro, Roriz lidera com 35,1%, à frente de Agnelo, que tem 25,7% de intenções de voto. Em terceiro aparece Alberto Fraga (DEM), com 10,4%, crescimento de quase quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Toninho do Psol tem 2,9%. Há  13,4% de eleitores indecisos e 12,5% pretendem anular o voto. 

O segundo cenário  trocou de Fraga pelo deputado federal  Tadeu Filippelli (PMDB). Neste caso, Roriz sobe para 36,8% e Agnelo mantém os 25,7%, Filippelli ficou com 6% e Toninho do Psol caiu para 2,6%. Indecisos somam 16,8% e nulos são 12,1% dos entrevistados. O terceiro cenário colocou  o senador Gim Argello (PTB) como candidato. Roriz e Agnelo mantiveram os 36,8% e 25,7%. Gim alcançou 6,2% e Toninho do Psol manteve os 2,6%. Indecisos ficaram em 16,8% e nulos, 11,9%.

O Exata também realizou, pela primeira vez, uma pesquisa espontânea para governador. Nela., há 59,4% de eleitores indecisos. Entre os 40,1% que declararam voto, Roriz lidera, com 18,1% de citações,  e Agnelo vem em segundo, com 9,4%. Na sequência, Cristovam Buarque (PDT)  e o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) obtiveram 2,5%. O governador Rogério Rosso (PMDB), com 1,9% e o deputado José Antônio Reguffe (PDT), com 1,5%, foram outros citados por mais de 1% dos entrevistados.





Senado – a briga no DF ainda não começou

31 05 2010

Os primeiros levantamentos acerca das intenções de voto para as duas vagas de Senador aqui pelo DF revelam a dianteira de Cristovam Buarque (Pdt) e a rápida alavancada em torno do nome de Rodrigo Rollemberg (Psb), em qualquer dos cenários pesquisados. Mas estes dados não podem ser usados nem para ufanismo e nem para desânimo em face do elevado número de indecisos – percentual acima dos 50%.

Somando 1º e 2º voto, Cristovam atinge o patamar de 47%, cabendo a Rodrigo Rollemberg 29,2. Na sequência, 17% optam por Abadia; 14,3% preferiram Gim – seguindo-se Fraga com 11% e Adelmir Santana com 7%.

Tanto Cristovam quanto Rollemberg levam vantagem pelo fato de estarem na mídia e já terem, os dois, colocado a campanha na rua – ao contrário de Abadia que ainda não sabe qual o rumo que a tucanaiada vai tomar aqui no DF. Dentro desta mesma premissa, Gim tem anunciado a disposição de concorrer – mas ainda não definiu a qual cargo – numa indefinição que em nada ajuda a consolidar o nome para a disputa.

Por outro lado, os números devem manter o folego de Fraga, que pretende concorrer ao Senado pelo Demo, na vaga que hoje está ocupada por Adelmir Santana – outro suplente que herdou o mandato.

Por falar em senado, espera-se que desta vez o eleitor observe com cuidado quem são os suplentes – lembrando que cadaSenador tem na sua sombra mais dois nomes.

A bem da verdade, nem mesmo Cristovam – o Senador-viajante – tem a eleição garantida, ainda mais que a sua rejeição entre os petistas continua alta e em alguns setores tem ares de ser definitiva.