Velha mídia arma o velho bote

22 11 2010

A exemplo do que fez no governo Lula/PT – com êxito financeiro – a velha mídia está repetindo com o ainda não iniciado Governo Dilma/PT a mesma estratégia de constranger o governo, acuá-lo e sistematicamente desmoralizá-lo com factóides com o único objetivo de levar vantagem.
A Folha de São Paulo, que exterioriza toda frustração e sentimento de impotência dos paulistanos diante da realidade de um Brasil que deixou de ser cabresteado pelas besteiras da Fiesp e não se curva mais às vontades dos endinheirados dos Jardins, não teve a dignidade de dizer qaue a prova do Enem que ela tanto critica e aponta falhas foi impressa na sua gráfica (Plural), como no ano anterior a prova fora subtraída do interior da mesma gráfica. Cabe lembrar que o Governo Federal não queria imprimir as provas nesta empresa, mas ela conseguiu na Justiça o direito – mesmo todos sabendo de sua incapacidade técnica, gerencial e ética.
A Veja, que ganhou muito dinheiro do Governo Federal nos últimos oito anos na mais estúpida visão reinante dentro do Governo Lula/PT e na Secom, repete a estratégia. Na linha editorial, ataca Dilma e quem estiver por perto dela. Na parte comercial, está tentando extorquir, através da chantagem, um acordo financeiro benéfico e que garanta publicidade farta. Pelos corredores do Congresso Nacional escuta-se o tititi histérico e eufórico de alguns oposicionistas dizendo que a Veja continuará aliada deles – dizendo abertamente que, a partir de janeiro, quem estará na presidência será a terrorista.
A Veja quer a garantia de que terá dinheiro privilegiado do governo, como teve nos oito anos de Lula/PT. Dinheiro de publicidade. De acordos. Por isso bate e continuará batendo. Será que o Governo Dilma/PT será tão conivente, subserviente e tolo quanto foi o Governo Lula/PT na relação com a velha mídia?
O Estadão mantém a velha postura dos empresários brasileiros, que cinicamente atacam o Estado, mas que dependem do Estado para alavancar seus negócios.
E qual será a postura do Governo Federal e do Governo do RS com a RBS – este grupo mafioso-midiático que atua como um verdadeiro câncer a destruir a dignidade, a identidade e a cultura dos gaúchos?
A Globo, a despeito do seu golpismo reiterado, agora terá muito mais de se preocupar com o crescimento sólido e consolidado da Record do que manter-se no seu exercício predileto de articular a derrubada do Governo Dilma/PT. O fortalecimento da Record representa um duro golpe no núcleo oposicionista, uma vez que isto possibilita ao telespectador uma alternativa de informação com viés um pouco mais democrático.
Uma preocupação adicional: a oposição se deu conta de que talvez seja mais interessante centrar sua atuação nas redes/cadeias de rádio – que não tendo a visibilidade da TV, em verdade tem muito mais efeito. Neste sentido, o noticiário da CBN (com seus comentaristas) traz muito mais ataques ao governo do que a própria TV. Valendo-se desta ausência de repercussão pública, estas ‘redes’ acabam servindo de espaço para disseminação de ódio e de rancor dos Jabor da vida – sub-raça de comentaristas que usam a frustração como alimento para destilar ódio e preconceito.
No fundo… eles querem continuar atacando o Governo Federal e querem também ganhando os rios de dinheiro que ganharam do Governo Lula/PT…





Porque hoje é quinta-feira…

28 10 2010

É claro que, quanto mais se aproxima o dia e a hora, mais acelerado e por vezes descontrolado o coração bate.
Toma-se mais café.
As conversas mesclam euforia e preocupação.
Disparam-se telefonemas a amigos.
São feitas ligações a amigos do outro lado, para descobrir como anda o clima por lá. A gente tenta entender e ler até mesmo as diferenças na respiração… nos silêncios.
É quinta-feira. Faltam três dias.
Continua o cheiro de armação no ar.
Continua esta Marina Silva sem coragem de assumir.
Reclama que os tucanos distorcem suas palavras.
Diz que os tucanos – leia-se campanha do Serra – inventam declarações.
Diz que não é dela o falso e-mail que anda circulando pela blogosfera.
Mas ela é frouxa, mole. Não tem fibra. Parece uma ameba.
Por vezes penso que é melhor assim: ela pensa que teve 20 milhões de votos…
Mas é quinta-feira.
Tem jogo do Grêmio com o Fluminense, lá no Engenhão – que parece um chiqueiro de tão descuidado que está. Mas mesmo assim, vamos torcer… É dia de ganhar, continuar na luta por uma vaga na Libertadores… Na outra semana, será aqui ao lado, no Serra Dourada contra o Goiás e já tenho convite da equipe de esportes da Rádio Cultura para comentar o jogo – confesso: será bom voltar a comentar uma partida de futebol depois de 25 anos… nos tempos de Guarujá de Floripa… pelos idos de 1985…
Hoje é dia de preparar mais um Jornal Passe Livre, que lançado em 1998, com a proposta de ser semanal, foi transformado em bi-semanal e nesta reta final está sendo diário e com tiragem de 150 mil exemplares.
Pode não ser muito, mas é uma forma de guerrilha.
E tenho certeza que vai ajudar a virar o jogo pró-Dilma no DF – lembrando que na primeira pesquisa depois de 3 de outubro, Serra tinha 10 pontos de vantagem sobre Dilma aqui no DF.
Como tenho certeza também que o Jornal Passe Livre vai ajudar a consolidar a vitória de Agnelo.
Mas é quinta-feira…
Falta três dias.
Sobra tempo para a extrema direita mentir, inventar, manipular.
É quinta-feira e eu não acredito em urna eletrônica.
Não adianta. Nada me convence da lisura destas máquinas.
Hoje é quinta-feira.
Ninguém sabe da Mônica Serra, a chilena que vociferava pelas ruas que a Dilma mata criancinhas. Tadinha. Tenho pena dela. Logo ela que carrega a dor de um aborto. Ela e o Serra.
Confesso, sem maldade, que sempre pensei que o Serra fosse um aborto da natrureza pela forma doentia como s eposiciona. Mas, falando com outros psicólogos, me disseram que o descontrole do Serra é o peso na consciência.
Bom, se for isto – menos mal: ao menos se descobre que ele tem consciência. Pesada, mas tem…
Hoje é quinta-feira. Faltam três dias.
Dizem que a Folha não vai mais publicar a matéria contra Dilma.
Duvido. Logo-logo Gilmar Dantas, ops, Gilmar Mendes libera.
Logo ele, Gilmar, que ontem babava de tanto ódio. De tanto rancor.
E acabou reconhecendo: a Lei da Ficha Limpa é do PT.
Agora o Sera terá de ligar de novo para ele?
E como fica o Índio que queria roubar a relatoria do projeto, que na verdade foi do Cardoso do PT-SP? E Índio vai ter que falar com o Gilmar…
Continuar também na guerrilha virtual.
Seguir estruturando o projeto de um seminário para novembro – OS DESAFIOS DA BLOGOSFERA. Quem falando para quem.
Coisa que se mesclam.
Já preocupado. Domingo é dia de vestir uma camisa vermelha, verdadeiro sacrilégio. Só visto de 4 em 4 anos. Por causa das eleições.
Hoje é quinta…
Faltam três dias…





Como ficarão a Globo e a Veja depois das eleições?

23 10 2010

Não é de hoje que o sistema Globo, mas de modo mais incisivo a TV Globo, resolveu partir para uma de ação e de atuação típicas de um grupo político. O grupo – famiglia Globo – pode até fazer acordos pontuais, mas tem uma clara definição de qual universo que ela ocupa e dentro do qual procura se mover. Por não ser brasileiro, em verdade a postura pública do grupo é sempre um reflexo das determinações de fora – onde os ventriluquos que supostamente a administram em terras tupiniquins… Resgatando, por não ser brasileiro, o grupo não se sente comprometido com as aspirações do conjunto da sociedade. Construiu, conslidou e solidificou uma liderança que vai ruindo lentamente – mas enquanto não se esvai, continua disseminando a defesa de seus postulados como se eles fossem paradigmas de liberdade, igualdade e democracia.
A TV Globo está apostando alto na eleição de Serra. Sabe que a vitória de Dilma será um probelma a mais, pois como foi bem posto pelo Paulo Henrique Amorim, a Globo (ou seja, a extrema direita) perdeu o controle que tinha no Senado. A aposta da Globo envolve mentiras, montagens, edições e todo um arsenal de crimes que, tivéssemos uma Lei dos Meios de Comunicação, já a teriam tirado do ar tal a reiterada opção pela mentira.
Cabe lembrar, neste sentido, que a tag #globomente é, faz dias, líder mundial entre as mais citadas pelo twitter. A TV Globo, que vai perdendo audiência e com isso recursos privados e públicos (responsáveis pela saúde financeira), sabe que não terá como se recompor com Dilma. Por isso, chafurda cada vez mais no anti-jornalismo, abrindo espaço e dando notoriedade a figuras como Jabor, Molina, Miriam Leitão, Merval, Waack e outros que não passam de entes totêmicos a repetir o que lhes é mandado.
Talvez o ponto alto tenha sido a edição do ‘atentado’ sofrido por Serra. Amparado pela falta de credibilidade do perito Molina – que virou uma espécie de boca-de-aluguel – a Globo materializou umas das mais estapafúrdias criações do seu anti-jornalismo. A reação dos profisisonais de São Paulo após a exibição da matéria talvez tenha sido a mais clara demonstração de que a farsa era grotesca demais. Houve vaias e o assunto logo estourou na rede.
Resta mais uma semana.
Ainda há tempo para a Globo se superar.
Mas que a história da bolinha de papel mostrou o quão ridícula a ex-vênus platinada pode ser na defesa dos seus interesses.
Depois das eleições, restará o desafio de convencer alguns petistas do tipo do Suplicy, do Pallocci, do Rui Falcão, da Helena Chagas (que subitamente abandonou sua paixão pelos tucanos e virou porta-voz da Dilma), do Zé Dutra e outros inomináveis, de que, como disse o Lula, é possível viver sem a Globo. E que isto também chegue até ao pessoal de comunicação/marketing/publicidade da Secom e das empresas como BB, CEF, Eletrobrás, etc.

Veja – por que o governo ainda anuncia?

A Revista Veja é uma história a parte, mesmo sendo parte do mesmo sistema que foi estruturado para atacar o governo, atacar o PT e atacar o Brasil. De escola para bons jornalistas, a Veja transformou-se em depósito da escória do jornalismo. Profisisonais que, em troca do salário, aviltam a própria biografia – esmeram-se em desrespeitar as biografias alheias.
A edição desta semana volta a utilizar uma ferramenta fundamental: a acusação sem provas, o grampo sem áudio. Antes foi aquela palhaçada envolvendo Demóstenes Torres – uma das figuras mais patéticas do Senado – e o Gilmar Mendes (a quem muitos chamam de Gilmar Dantas) num grampo nunca provado, numa interceptação que nunca existiu. Foi uma ação criminosa envolvendo os três – Veja, Gilmar e Demóstenes – com o intuito claro de brecar a ação da Polícia Federal no cerco às ações criminosas que, de uma forma ou de outra, têm guarida em altas esferas…
A Veja, a despeito desta postura reiterada, ainda assim merece anúncios do Governo Federal. Qual a lógica desta insanidade? Já escrevi várias vezes que a Secom do Governo Federal é um depósito tucano, um entulho. Lá, o que não falta é a hipocrisia de quem assume um discurso ético – mas que não sobrevive a um lampejo de seriedade. Se a Dilma quiser mudar o Brasil, deve começar a mudar a perspectiva de um governo que injeta milhões numa publicação – e não é só a Veja, pois o mesmo acontece com o grupo RBS, a Folha, famiglia Marinho, Estadão (que inclusive conseguiu um financiamento privilegiado) – que pratica um jornalismo de esgoto.
Reitero aqui, inclusive, a estranheza de ver que o ‘Núcleo de Mídia’ é coordenado por alguém que num passado não muito distante, se vangloriava de ser anti-petista. Dizem que o Núcleo não manda nada, então a situação é ainda mais ridícula na medida em que mantêm uma estrutura (salas, telefones, funcionários, etc) que não possui valor e nem tem importância. Pior: pagam para alguém anti-petista e que tem ódio por comunicação comunitária e alternativa.
Já propus inclusive que se fizesse algo simples: que se veiculasse em cada anúncio na Veja o valor que o Governo pagou por aquele espaço. Desta maneira, o contribuinte poderia ver como um governo que tanto fez como o do Lula/PT às vezes gasta mal o seu dinheiro. Na verdade o meu dinheiro. O nosso dinheiro.





A insanidade da Folha

3 10 2010

Tenho para mim que as eleições deste ano entram para a história como o divisor de águas acerca do papel que os meios de comunicação assumem em toda e qualquer campanha. Não que em 2010 tenha sido diferente do que foi nos anteriores. A postura golpista dos meios de comunicação está presente desde antes do suicídio de Vargas.
A diferença é que este ano trouxe um novo protagonista para o ringue: uma blogosfera onde jornalistas mais bem preparados do que os que estavam escrevendo nos jornais fez, pela primeira vez, um contraponto à manipulação.
Não houve nenhuma mentira montada contra Dilma e veiculada pela mídia tradicional, por exemplo, que tenha resistido mais de seis horas de desconstrução pela blogosfera – sendo que a mídia tradicional, muitas vezes, demorou dias para assumir o erro (em alguns casos, a despeito de todas as provas e evidências, manteve-se apegada a sua versão e contribuindo, por teimosia, para o seu próprio descrédito).
O protagonismo propositivo da blogosfera estabeleceu o antes inexistente contraditório – algo assim primário, elementar, mas que pela primeira vez fez valer a diferença. E não se diga, como Serra e alguns sabujos, que o ‘nosso’ papel tenha sido o de fazer o jogo sujo. Pelo contrário: coube a este segmento fazer a limpeza da sujeira colocada na mídia e na rede.
Ao exteriotipar os adversários como ‘sujos’, Serra, a mídia e a elite por seus porta-vozes, acabou atraindo a atenção de muitos para as baixarias veiculadas contra Dilma, a montagem grotesca de fotos, as inverdades e as insanidades – que iam repercutindo em antas como Merval, Eliane, Reinaldo, Diogo. Na medida em que iam sendo desmascarados e condenados, eles próprios tornaram-se vítimas das próprias leviandades.
Assim, um fugiu e os outros foram ficando cada qual do seu verdadeiro tamanho intelectual, profissional e de subserviência profissional. Ou alguém ainda tem estômago para escutar Miriam Leitão? Ou alguém vai me dizer que não ficou arranhada a credibilidade do JN pela agressividade com que o Bonner, esta coisinha rica e fofa, atacou Dilma ao ser entrevistada? Ou não virou hit o pedido de desculpas ao ter que cortar Serra? Ou alguém haverá de esquecer que em face da repercussão negativa da entrevista até a Globo teve que soltar nota dizendo-se neutra?
Não faltam exemplos. Depois das eleições – mesmo que ocorra o improvável 2º turno – jornais como O Globo, Zero Hora (que é um verdadeiro câncer a corroer o RS e só quero ver se o Tarso Genro vai ter coragem de governar sem se ajoelhar para o povo da RBS), Folha de São Paulo e o Estadão terão de se reinventar ou serão cada vez mais jornais identificados apenas com um segmento derrotado da sociedade). O mesmo vale para revistas como a Veja – a despeito de algumas derrapadas, percebe-se que a famiglia Marinho parece que tirou as mãos do Kammel da linha editorial da Época. A TV terá de conviver cada vez mais com outra realidade: ela é a imagem da decadência.
Goste-se ou não de Edir Macedo enquanto empresário – permito-me como Luterano não questionar a suposta teologia da igreja por ele criada – mas a verdade é que ele partiu ativamente para o confronto. Não teve medo. Não aceitou a chantagem global. Correu o risco e está enfrentando a Globo e seus tentáculos com a mesma estratégia de sempre: sem recuar.
Mas… nada superou uma declaração de impotência que a Folha de São Paulo estampou na capa do portal Folha Online:

É o reconhecimento da impotência: Conheça os cargos em disputa; aprenda a votar branco ou nulo.





Governo Lula financia o ‘câncer’

14 09 2010

Ao se omitir de partir para o enfrentamento da máfia midiática, o governo Lula prestou um imenso desserviço à democracia. Pode-se arghumerntar que o pragmatismo lulista optou por não criar atritos com um setor oligárquico e onde a prática mafiosa e de quadrilha é lei. Mas não precisava envolver-se na lama que cerca este segmento. E é preciso dizer sim: o governo Lula foi conivente com a mídia – a começar pela estrutura da Secom, que sempre se pautou por parâmetros ‘tucanos’ na distribuição de verbas.
Não passa de ardilosa falácia dizer que o governo pulverizou as verbas publicitárias, quando isto é apenas uma verdade forjada em números absolutos. O governo Lula foi conivente ao não ter uma política séria, responsável e consequente para o fortalecimento da comunicação comunitária, independente e verdadeiramen te alternativa.
Ao deixar a Secom nas mãos de pessoas comprometidas com o sistema – oriundos da grande mídia e trazendo consigo toda sorte de preconceitos – o governo Lula que tantos avanços teve em outras áreas, no setor da comunicação social foi um retrocesso. E só não está pior por conta da ação dos blogueiros – que ainda são acusados de receber dinheiro do governo e do PT.
Como se explica que um governo popular e democrático insiste em despejar milhões de reais mensalmente nos cofres de empresas como Abril, Globo, Folha, Estadão e RBS – que não passam de ‘câncer’ a carcomer e destruir o tecido social?
O que justifica colocar egressos da TV Globo a comandar a comunicação do País – Hélio Costa, no Ministério das Comunicações; Franklin Martins, na Secom; Tereza Cruvinel, na EBC. Será que só na TV Globo existe competência? Será que não existem pessoas mais capazes e capacitadas?
Cada um destes foi colocado por um razão estratégica – lembrando sempre que o Ministério das comunicações é uma espécie de capitania hereditária onde a TV Globo manda e desmanda. Não deve ser só por acaso que no governo Lula as chamados rádios alternativas e comunitárias viveram seu período de maior perseguição. Não deve ser por acaso que a Conferência de Comunicação foi a última aser realziada – porque quem esteve na ‘coordenação’ foi alguém indicado por Hélio Costa.
No caso do RS, é ainda mais vergonhosa a cumplicidade do Governo Federal e tenho inclusive solicitado a muitos de meus conhecidos jornalistas em atividade lá que perguntem ao Tarso Genro se ele vaio continuar se ajoelhando para a RBS, se ele vai continuar mantendo a relação promíscua com a RBS – ou se vai fazer como o Roberto Requião e dar uma banana para este povo.
O RS vive um estado de manipulação que chega a ser doentio. Lá a RBS se dfá ao luxo de perseguir democratas, de estar dentro do aparelho do Estado – inclusive com senhas privativas para acesso.
Extraio o post do Cloaca News (http://cloacanews.blogspot.com/) “Depois de admitir, por meio de nota publicada no tabloide venal Zero Hora, que o araponga lotado na Casa Militar do Palácio Piratini era informante do Grupo RBS (afiliado da Globo no RS e em SC), o império mafiomidiático gaúcho está às voltas com mais uma sarna: pelo menos dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança foram distribuídas pelo governo Yeda Crusius (PSDB) aos repórteres do conglomerado da Famiglia Sirotsky.”
Lembremo-nos: este grupo mafiomidiático detéem o controle da informação no RS e também em SC, com dezenas de concessões de rádio e TV, além de jornais. Não é por acaso que no RS e em SC estão os menores índices de votação de Dilma Rousseff nas pesquisas.
E repito: o governo Lula foi conivente com este grupo mafiomidiático permitindo que fosse inserida publicidade em seus veículos de manipulação, desinformação e preconceito. Se alguém que não for do RS estiver pensando que exagero, convido que assistam – se tiverem estomago – os comentários de Lasier Martins e as notícias de Ana Amélia Lemos (inclusive candidata da RBS ao Senado) no RS ou então os comentários de Luis Carlos Prates ou mesmo de um boçal como Cacau Menezes em algum dos seus veículos em SC. No caso de SC, cabe lembrar que um dosa ‘Sirostky’ inclusive participou de um estupro coletivo contra uma menor – sendo que todos os veículos da ‘famiglia’ silenciaram.
E volto a dizer: o governo Lula foi conivente ao inserir publicidade em tais ‘meios de comunicação’. Ao faser isto, ao permitir que isso ocorresse, Lula foi conivente e cúmplice – esta é uma verdade amarga, mas que precisa ser dita.
Por fim, que a presidenta Dilma Rousseff tenha coragem de implementar uma ‘Lei Geral para os Meios de Comunicação’ ou, como diz o Paulo Henrique Amorim com muita propriedade, ela não terá paz e nem sossego. E concluo eu dizendo: se não fizer a Lei, se não tomar nenhuma atitude, não cumpre o mandato até o fim.





Mídia e manipulação: tantas coincidências…

14 08 2010

Eu sei que papai noel não existe, mas continuo acreditando em papai noel.

É como eu sempre digo: existem, tantas coincidências no Brasil de hoje que já não se pode mais atribuir isto como fruto do acaso. Há quanto tempo a matéria da Época estava pronta? Provavelmente seis ou oito meses, como também está pronta uma edição contendo escândalos de sindicalistas, alguma requentando o pseudo-mensalão do PT, sabe-se que há uma edição sobre as estratégias de guerrilha do MST. Dia destes conversando com pessoa que está na ativa, revelou que teve a incumbência de preparar matérias ‘contra a tua turma’. Ou seja: a turma do Serra usou a imprensa para fazer aquilo que gosta de usar como acusação contra o PT e contra a Dilma: em lugar de reportagens, verdadeiras reporcagens sob o formato de dossiês.

E este material, via de regra, foi produzido por jornalistas que a Folha e outros meios de comunicação contrataram para trabalhar com a campanha do Serra. Aqui do DF, saíram algumas menininhas indicadas pelo ‘editor-chefe’ de um diário chinfrim, casualmente cria da Folha – saíram com a missão de reescrever textos que existissem com críticas ao Serra e também elaborar dossiês, digo… reporcagens. Como eu sempre digo: muitas coincidências…

Não se trata de invencionice, mas a dura realidade de quem sabe que, perdida a eleição, Globo, Folha, Veja, Estadão e alguns outros arremedos regionais de mídia que atuam mais como máfia do que amparadas em algum compromisso com a informação, sonham ao menos com um segundo turno.

O arsenal de dossiês com cara de reportagem está repleto. E quando surgir algo incômodo como o suposto sumiço do dinheiro tucano, coloca-se uma edição já pronta para rodar – lembrando que estranhamente a matéria contra os tucanos já estava disponíevl online na quinta-feira à tarde…

É enojante o papel que a mídia desempenha. Como pontuou com muita ironia o Paulo Henrique Amorim: que a Época também pergunte ao Serra sobre as atividades terroristas da Ação Popular, da qual ele fazia parte, e os assaltos a banco do Aloysio Ferreira Nunes.

Se alguém, por ingenuidade, pensa que este povo que é porta voz das elites vai aceitar a derrota do Serra no 1º turno sem partir para a baixaria, aviso desde já: esqueçam e se preparem. A guerra, em verdade, nem começou.





O Dunga me obrigou a torcer pelo Brasil

23 06 2010

Todos nós somos movidos por ódios e paixões. A razão é só uma fuga, quando o coração está em dúvida. Desde a confirmação do Dunga como treinador, tinha decidido torcer pra Argentina. Eu sabia que Dunga era vingativo demais para perdoar Ronaldinho pelos dribles humilhantes em um Grenal de 1999. Também sabia de antemão que jamais convocaria Vitor, por ele jogar no Grêmio.

Também sei, por gaúcho que sou, que Dunga sempre foi um cara de direita, inclusive apadrinhado e fazia campanha para o povo da Arena e do PDS. Certamente é eleitor do Serra. Da Yeda. Enfim, politicamente é um cara que não possui uma visão do que seja o compromisso com os setores e segmentos democráticos da sociedade.

Certo de minhas convicções, passei a torcer pela Argentina. Afinal de contas, ela tem Messi. Tem Maradona. E não tem Dunga.

E assim fiquei com as minhas convicções e minhas certezas.

Mas a Globo me fez mudar de idéia. Depois do jogo do Brasil contra a Costa do Marfim.

Dispensei a camiseta da Argentina. Comprei duas da Seleção Brasileira.

A Globo fez eu mudar de idéia.

Ao partir para o ataque contra o Dunga, que por sua vez revidou bem no seu estilo de jogador limitado, mas disciplinado, o povo da Globo não sabia que havia em Dunga um viés de dignidade que anda ausente dos nossos homens públicos, todos babões da Globo. Ao afrontar a poderosa Globo – algo que nem o Lula com seus mais de 80% de avaliação positiva teve coragem – Dunga mostrou que é possível ter dignidade e não aceitar o achincalhe de quem se pensa dona do Brasil. Lula, por sinal, nesta questão de manter o apoio financeiro aos veículos que batem no Brasil revelou que o pragmatismo em excesso é pernicioso poara o Brasil. Mas também o que dizer, se este memso Lula transformou o seu governo numa pequena sucursal da Globo?

Voltando ao Dunga…

Ao afrontar a Globo. Ao não permitir as exclusividades e benefícios dos deuses da Globo, Dunga revelou ao Brasil que é possível sim dizer não à chantagem. O Lula, que recebeu o Dunga antes dele ir para a África, deveria chamá-lo a um canto e perguntar: de onde você tirou esta coragem. Sim, o Lula precisa imitar o Dunga e mandar o pessoal da Globo pra merda.

Mas o Lula não é Dunga, infelizmente.

Mas foi o colorado Dunga. O antigremista Dunga, com sua hombridade, com sua coragem, quem fez eu torcer pelo Brasil de novo. Mas eu queria que esta coragem do Dunga contaminasse o Lula, ele que gosta tanto de futebol – mesmo sendo torcedor do Corinthinas (time, onde, por sinal, Dunga também andou quebrando a bola).

Há duas chagas no governo Lula – uma é esta dele mandar seu governo ficar de joelhos e despejar dinheiro nos veículos que são contra o Brasil (grupo RBS, Folha, Globo, Veja, Estadão, Band e alguns gatos pingados). O outro é deixar esta raposa do Meirelles tomando conta do galinheiro.

Mas ainda bem que temos o Dunga. Ele mando a Globo para o lugar dela: para ser igual a qualquer outra emissora. Não é possível tolerar esta chantagem permanente. Quem é jornalista. Quem já trabalhou em qualquer veículo, sabe que os coleguinhas da Globo são uns profissionais muito filhos da puta. Não repseitam os colegas de profissão. Tivéssemos um Conselho Nacional de Jornalismo e eles certamente seriuam proibidos de exercer a profissão. Tal a arrogância. Tal a empáfia.

Claro que o exercício da arrogância deles é amparado na babação de ovos de quem vai ser entrevistado. Pode ser o Lula. Pode ser o sindicalista. Pode ser quem quer que seja. Eles gostam de endeusar o povo da Globo.

Mas ainda bem que temos o Dunga. O Dunga foi o primeiro – depois do velho Brizola – a  ter culhões para mandar o povo da Globo pro raio que os parta.

Digo mais: o Dunga não foi contra a Globo. O Dunga foia  favor do Brasil.

Digo: o Dunga não foi contra os jornalistas. O Dunga foia  favor da igualdade.

Insisto: o Lula precisa se espelhar no Dunga. Precis ater culhões como Dunga e Brizola tiveram. Precisa aprender que não pdoe uma empresa de Tv – que é concessão do Estado – estar acima da Lei (como neste episódio da TV Globo SP).

A Globo vive de chantagear o Governo, o PT e tudo mais porque o Brizola se foi e o Dunga é um só. Claro que vai perder o emprego depois da Copa. Mas ele mostrou uma dignidade que é rara neste País onde os políticos de TODOS os partidos vivem de bajular o povo da Globo.

O que a Globo não sabia é que ainda havia Dunga. Ela pensou que mandava no Brasil. Ela tinha certeza que mandava no Brasil.

Ao não aceitar os privilégios, Dunga fez de mim o mais ferrenho torcedor da Seleção Brasileira.

Obrigado, Dunga!