Hora de democratizar impostos e tributos

29 03 2011

Trocando informes e farpas com alguns internautas, me dei conta do extremo acerto do Governo Federal em aumentar o IOF para as despesas com cartão de crédito no exterior. Diria mais: o aumento teria de ser ainda maior, porque se trata de um imposto que atinge uma parcela mínima da população. Em troca deste aumento, o Governo isentou do IR os TRABALHADORES brasileiros que recebem até R$ 1.566,61 por mês.
É assim que se faz justiça social, porque em nosso país só quem paga imposto é trabalhador, o resto é balela. Empresário não paga imposto, embute no preço que depois vai ser pago pelo consumidor – trabalhador. E há tantos estudos mostrando que o impsoto embutido em produtos pesa muito mais no bolso de quem paga menos. Rico pagava uma miséria de CPMF. Trabalhador não. Este já recebe com desconto.
E ficou a impressão de que muito deste esperneio contra o aumento do IOPF é porque escritórios de advocacia não poderão ganhar dinheiro com liminares. Uma pena para eles e para alguns membros do poder Judiciário – e feliciadde da imensa maioria dos brasileiros.
Seria importante que este fosse um primeiro passo, que deveria incluir a tributação das igrejas – TODAS! – as faculdades confessionais e pilantrópicas, cobrando IPTU, IPVA, ITR (sim, tem igrejas que são proprietárias de grandes áreas rurais). Se vivemos em um Estado Laico e ter uma igreja – qualquer que seja! – virou fonte de renda, nada mais justo do que submetê-la ao regime tributário vigente em nosso País.

Tantos absurdos

O aumento do IOF sobre contas no exterior deveria ter sido ainda maior, na minha opinião – como também se faz urgente aumentar a carga tributária de bebidas, cigarreos e refrigerantes, sabidamente maléficos à saúde.
Fico assustado coma cegueira das elites, que pensam o Brasil apenas como o lugar onde vivem a contragosto.
OU alguém vê lógica e sentido no fato de que produtos veterinários são isentos de vários impsotos e remédios para humanos, não!
OU alguém vê lógica na cobrança de taxas e tributos de quem tem um Uno Mille 2005 e quem é dono de um helicóptero, de um jatinho, de um iate ou uma lancha estar isento?
Na verdade, o melhor que uma elite brasileira poderia fazer era ir logo ser cucaracha nos EUA, porque eles aqui não passam de cadáveres de um Brasil que nós, brasileiros, sabemos que precisamos deixar no passado – um país onde as elites podiam deitar e rolar.

Último bastião

Se já houve uma acentuada mudança no perfil do Congresso Nacional…
Se já temos um Governo Federal que começa a pensar o Brasil do ponto de vista dos brasileiros
Continuamos, no entanto, vítimas de um modelo perverso e repugnante – que tem a mídia cosnervadora ao seu lado e este verdadeiro cancro da democracia nacional que é a estrutura do nosso Judiciário. Este sim, o grande bastião da impunidade. Dos ricos e poderosos.





Velha mídia arma o velho bote

22 11 2010

A exemplo do que fez no governo Lula/PT – com êxito financeiro – a velha mídia está repetindo com o ainda não iniciado Governo Dilma/PT a mesma estratégia de constranger o governo, acuá-lo e sistematicamente desmoralizá-lo com factóides com o único objetivo de levar vantagem.
A Folha de São Paulo, que exterioriza toda frustração e sentimento de impotência dos paulistanos diante da realidade de um Brasil que deixou de ser cabresteado pelas besteiras da Fiesp e não se curva mais às vontades dos endinheirados dos Jardins, não teve a dignidade de dizer qaue a prova do Enem que ela tanto critica e aponta falhas foi impressa na sua gráfica (Plural), como no ano anterior a prova fora subtraída do interior da mesma gráfica. Cabe lembrar que o Governo Federal não queria imprimir as provas nesta empresa, mas ela conseguiu na Justiça o direito – mesmo todos sabendo de sua incapacidade técnica, gerencial e ética.
A Veja, que ganhou muito dinheiro do Governo Federal nos últimos oito anos na mais estúpida visão reinante dentro do Governo Lula/PT e na Secom, repete a estratégia. Na linha editorial, ataca Dilma e quem estiver por perto dela. Na parte comercial, está tentando extorquir, através da chantagem, um acordo financeiro benéfico e que garanta publicidade farta. Pelos corredores do Congresso Nacional escuta-se o tititi histérico e eufórico de alguns oposicionistas dizendo que a Veja continuará aliada deles – dizendo abertamente que, a partir de janeiro, quem estará na presidência será a terrorista.
A Veja quer a garantia de que terá dinheiro privilegiado do governo, como teve nos oito anos de Lula/PT. Dinheiro de publicidade. De acordos. Por isso bate e continuará batendo. Será que o Governo Dilma/PT será tão conivente, subserviente e tolo quanto foi o Governo Lula/PT na relação com a velha mídia?
O Estadão mantém a velha postura dos empresários brasileiros, que cinicamente atacam o Estado, mas que dependem do Estado para alavancar seus negócios.
E qual será a postura do Governo Federal e do Governo do RS com a RBS – este grupo mafioso-midiático que atua como um verdadeiro câncer a destruir a dignidade, a identidade e a cultura dos gaúchos?
A Globo, a despeito do seu golpismo reiterado, agora terá muito mais de se preocupar com o crescimento sólido e consolidado da Record do que manter-se no seu exercício predileto de articular a derrubada do Governo Dilma/PT. O fortalecimento da Record representa um duro golpe no núcleo oposicionista, uma vez que isto possibilita ao telespectador uma alternativa de informação com viés um pouco mais democrático.
Uma preocupação adicional: a oposição se deu conta de que talvez seja mais interessante centrar sua atuação nas redes/cadeias de rádio – que não tendo a visibilidade da TV, em verdade tem muito mais efeito. Neste sentido, o noticiário da CBN (com seus comentaristas) traz muito mais ataques ao governo do que a própria TV. Valendo-se desta ausência de repercussão pública, estas ‘redes’ acabam servindo de espaço para disseminação de ódio e de rancor dos Jabor da vida – sub-raça de comentaristas que usam a frustração como alimento para destilar ódio e preconceito.
No fundo… eles querem continuar atacando o Governo Federal e querem também ganhando os rios de dinheiro que ganharam do Governo Lula/PT…





Derrotada, mídia opta por disseminar preconceitos

17 11 2010

Causou asco, nojo, espanto e indignação a revelação, em nível nacional, das diatribese sandices vociferadas por um ‘comentarista’ da RBS/SC. Em verdade, não deveria.
Este sujeito, ao qual não se nomina e nem se insere em nenhuma profissão visto que a sua indicação como ‘parte’ de determinada área ou categoria poderia servir como referência desabonadora de outros bons profissionais em verdade não fala sozinho.
Este sujeito, ao qual alguns tentam vincular sua origem (RS) para disseminar o preconceito inverso de que todo gaúcho é preconceituoso, é na realidade semelhante a tantos outros.
A diferença básica está na sua reiterada grosseria – mas que em nada difere do que já foi vomitado pelo Madureira, pelo Jabor, pelo Mainardi, para ficar apenas em alguns casos. Neste caso, todos são condenados, mas a condenação se dá pela sua manifestação de opinião. Não vi nenhum comentário dizendo que Jabor é contra os nordestinos e contra o Lula por ser carioca. Ou que o Mainardi é contra o Lula e os nordestinos por ser paulista. Então não venham dizer que Prates faloiu o que falou por ser gaúcho. Falou porque é imbecil e porque representa um ponto de vista que está na cabeça de comentaristas de vários estados, de várias origens, de várias etnias.
A questão não é o estado onde nasceu, mas o estado (mental) no qual se encontra a cabeça de pessoas capazes de dizerem o que diz um Jabor, um Prates, um Mainardi, uma Cantanhede, um Merval.
Não é coerente que nós, de repente, movidos pelos nossos próprios preconceitos, queiramos jogar fora a água suja do balde sem antes tirarmos a criança de dentro.
Tenho dito e volto a dizer: o Governo Lula/PT foi omisso e se acovardou no enfrentamento desta questão da mídia. Foram oito anos jogados fora, período no qual nem o Governo e nem o Partido do Presidente tiveram a coragem e a ousadia de alterar o eixo da política de comunicação. O que impera dentro da lógica da Secom e na ‘comunicação social’ de empresas como CEF, BB, etc – a única exceção, ainda tímida, é a Petrobrás – é o modo tucano de tratar os veículos. Aos grandes, as benesses de tratamento privilegiado. Aos alternativos e pequenos, migalhas e tratamento desrespeitoso.
A mídia usa estas ‘bocas de aluguel’ porque sabe que o Governo Federal é frouxo e conivente. Certa feita cauosu furor e espanto a afirmação de José Serra de que haviam ‘blogues sujos’ que, segundo ele, eram financiados pelo Governo Federal. Decrépito e demente, como quem fala o que não sabe e nem entende, Serra jamais pode provar nada – ficando assim, mais uma vez comprovada sua dificuldade de manter ligados o ‘tico e o teco’.
Se o Serra não pode provar nada, resta-nos farto material para mostrar que existe sim uma ‘mídia suja’ fartamente bancada pela mídia oficial. Trata-se de algo vergonhoso, basta folhear – quem tiver estômago – alguma edição da Veja. Basta assistir – quem tiver estômago – a Globo ou a Band.
Sinceramente eu não consigo entender como esta cultura tucana se manteve intacta dentro da Secom – e pode-se temer até que continue a vigorar o mesmo tratamento preconceituoso no governo de Dilma. Não há sinais de mudança desta cultura, até porque muitos ‘companheiros e companheiras’ se sentem mais confortáveis com os salamaleques dos grandes veículos do que com o despojamento de quem faz comunicação comunitária, alternativa, independente ou o nome que se queira dar.
A mídia – derrotada pelos Brasil e pelos brasileiros – continua gozando da generosidade das verbas da Secom e do Governo Federal. E, bancada com o dinheiro da sociedadade, continuará a disseminar o preconceito contra o Brasil e os brasileiros que a derrotaram.
O que fomenta que os Jabor, os Prates, as Cantanhede e outros continuem vociferando suas aleivosias, exteriorizando de modo impune e incentivando o preconceito, é a certeza, dos donos dos meios de comunicação, de que lá na Secom o modo tucano de gerir as verbas de publicidade se mantiveram intactas durante os oito anos do Governo Lula/PT.
E apostam que continuará assim no Governo Dilma/PT…





Como ficarão a Globo e a Veja depois das eleições?

23 10 2010

Não é de hoje que o sistema Globo, mas de modo mais incisivo a TV Globo, resolveu partir para uma de ação e de atuação típicas de um grupo político. O grupo – famiglia Globo – pode até fazer acordos pontuais, mas tem uma clara definição de qual universo que ela ocupa e dentro do qual procura se mover. Por não ser brasileiro, em verdade a postura pública do grupo é sempre um reflexo das determinações de fora – onde os ventriluquos que supostamente a administram em terras tupiniquins… Resgatando, por não ser brasileiro, o grupo não se sente comprometido com as aspirações do conjunto da sociedade. Construiu, conslidou e solidificou uma liderança que vai ruindo lentamente – mas enquanto não se esvai, continua disseminando a defesa de seus postulados como se eles fossem paradigmas de liberdade, igualdade e democracia.
A TV Globo está apostando alto na eleição de Serra. Sabe que a vitória de Dilma será um probelma a mais, pois como foi bem posto pelo Paulo Henrique Amorim, a Globo (ou seja, a extrema direita) perdeu o controle que tinha no Senado. A aposta da Globo envolve mentiras, montagens, edições e todo um arsenal de crimes que, tivéssemos uma Lei dos Meios de Comunicação, já a teriam tirado do ar tal a reiterada opção pela mentira.
Cabe lembrar, neste sentido, que a tag #globomente é, faz dias, líder mundial entre as mais citadas pelo twitter. A TV Globo, que vai perdendo audiência e com isso recursos privados e públicos (responsáveis pela saúde financeira), sabe que não terá como se recompor com Dilma. Por isso, chafurda cada vez mais no anti-jornalismo, abrindo espaço e dando notoriedade a figuras como Jabor, Molina, Miriam Leitão, Merval, Waack e outros que não passam de entes totêmicos a repetir o que lhes é mandado.
Talvez o ponto alto tenha sido a edição do ‘atentado’ sofrido por Serra. Amparado pela falta de credibilidade do perito Molina – que virou uma espécie de boca-de-aluguel – a Globo materializou umas das mais estapafúrdias criações do seu anti-jornalismo. A reação dos profisisonais de São Paulo após a exibição da matéria talvez tenha sido a mais clara demonstração de que a farsa era grotesca demais. Houve vaias e o assunto logo estourou na rede.
Resta mais uma semana.
Ainda há tempo para a Globo se superar.
Mas que a história da bolinha de papel mostrou o quão ridícula a ex-vênus platinada pode ser na defesa dos seus interesses.
Depois das eleições, restará o desafio de convencer alguns petistas do tipo do Suplicy, do Pallocci, do Rui Falcão, da Helena Chagas (que subitamente abandonou sua paixão pelos tucanos e virou porta-voz da Dilma), do Zé Dutra e outros inomináveis, de que, como disse o Lula, é possível viver sem a Globo. E que isto também chegue até ao pessoal de comunicação/marketing/publicidade da Secom e das empresas como BB, CEF, Eletrobrás, etc.

Veja – por que o governo ainda anuncia?

A Revista Veja é uma história a parte, mesmo sendo parte do mesmo sistema que foi estruturado para atacar o governo, atacar o PT e atacar o Brasil. De escola para bons jornalistas, a Veja transformou-se em depósito da escória do jornalismo. Profisisonais que, em troca do salário, aviltam a própria biografia – esmeram-se em desrespeitar as biografias alheias.
A edição desta semana volta a utilizar uma ferramenta fundamental: a acusação sem provas, o grampo sem áudio. Antes foi aquela palhaçada envolvendo Demóstenes Torres – uma das figuras mais patéticas do Senado – e o Gilmar Mendes (a quem muitos chamam de Gilmar Dantas) num grampo nunca provado, numa interceptação que nunca existiu. Foi uma ação criminosa envolvendo os três – Veja, Gilmar e Demóstenes – com o intuito claro de brecar a ação da Polícia Federal no cerco às ações criminosas que, de uma forma ou de outra, têm guarida em altas esferas…
A Veja, a despeito desta postura reiterada, ainda assim merece anúncios do Governo Federal. Qual a lógica desta insanidade? Já escrevi várias vezes que a Secom do Governo Federal é um depósito tucano, um entulho. Lá, o que não falta é a hipocrisia de quem assume um discurso ético – mas que não sobrevive a um lampejo de seriedade. Se a Dilma quiser mudar o Brasil, deve começar a mudar a perspectiva de um governo que injeta milhões numa publicação – e não é só a Veja, pois o mesmo acontece com o grupo RBS, a Folha, famiglia Marinho, Estadão (que inclusive conseguiu um financiamento privilegiado) – que pratica um jornalismo de esgoto.
Reitero aqui, inclusive, a estranheza de ver que o ‘Núcleo de Mídia’ é coordenado por alguém que num passado não muito distante, se vangloriava de ser anti-petista. Dizem que o Núcleo não manda nada, então a situação é ainda mais ridícula na medida em que mantêm uma estrutura (salas, telefones, funcionários, etc) que não possui valor e nem tem importância. Pior: pagam para alguém anti-petista e que tem ódio por comunicação comunitária e alternativa.
Já propus inclusive que se fizesse algo simples: que se veiculasse em cada anúncio na Veja o valor que o Governo pagou por aquele espaço. Desta maneira, o contribuinte poderia ver como um governo que tanto fez como o do Lula/PT às vezes gasta mal o seu dinheiro. Na verdade o meu dinheiro. O nosso dinheiro.





Oposição, mídia e judiciário preparam o golpe

2 09 2010

Assumindo a derrota nas urnas, logo eles que pensavam que seriam aclamados como os salvadores do caos, os tucanos armam o circo para preparar o terreno para um golpe ou apostar na ‘ingovernabilidade’ pelo verdadeiro inferno que pretendem criar caso Dilma Rousseff confirme nas urnas em 3 de outubro o que apontam as pesquisdas.

É importante dizer que o governo Lula em muito contribuiu para este estado de coisas em três instâncias.

Primeiro, ao manter na Secom um grupo com um modo de agir tucano – marcado pelo cinismo, pela hipocrisia e pelo reiterado culto aos padrões do mercado. Qual outra justificativa para o governo despejar generosos milhões de reais.

Em segundo ao render-se ao poder das bancas na indicação de ministros ao STF – sendo que estas sempre usaram Marcio Thomaz Bastos como mensageiro de seus intereses junto ao presidente. A manutenção de um Supremo com um viés reacionário não condiz com as indicações de um governo democrático e popular.

Em terceiro, ao não fortalecer os mecanismos alternativos e populares de comunicação. E neste ponto volta-se outra vez para o nefasto papel cumprido pela Secom. Dizer que houve a pulverização na liberação dos recursos é misturar alhos com bugalhos. Distribuíram recursos sim, mas para representantes da mesma velha e preconceituosa mídia, valendo-se dos mesmos mecanismos de protecionismo político. A ‘pulverização’ não contemplou com um montante específico – 40%, o que seria o mínimo – para rádios, jornais e tvs comunitárias.

A Secom com suas mentiras e sua manipulação afronta a inteligência de qualquer pessoa que consiga viver sem o cabresto da conveniência. E hoje o governo e a sociedade pagam o duro preço do padrão tucano de legalismo e de hipocrisia.

A bem da verdade, a única rede de sustentação que o governo ainda mantém é pela internet, onde o trabalho militante acontece. Enquanto o governo despeja milhões na Veja, os blogueiros que fazem a resistência penam para defender o emprego do pessoal da Secom. Estranha e absurda ironia.

É dentro deste quadro que a oposição arma, de modo descarado na repetição da aliança entre a mídia e o Judiciário, o cenário para um golpe e, este não podendo acontecer, para a infernalização do mandato de Dilma.

Volto a dizer: boa parte da culpa de trudo que acontece hoje foi pela prevalência do modo tucano de agir de muitos pseudo-petistas.





Transparência necessária

23 07 2010

De quando em vez volta a velha e surrada choradeira de que a mídia golpista manipula, desvirtua e mente sobre o Brasil – compreendido aqui o Brasil que nós, brasileiros, começamos a reconstruir a partir de janeiro de 2003. Eu mesmo estou entre estes que ralham os dentes, mesclando ódio e destilando ira – sem compreender como um governo que tanto fez, foi incapaz de construir uma nova relação com a velha mídia.
E não adianta vir o povo da Secom com a surrada balela de que houve uma ‘democratização’ no acesso às verbas – que esta é uma daquelas historinhas para boi dormir e engordar piranha. Que alguém tente furar o bloqueio da mídia na Secom, na CEF ou no BB, hoje pequenos currais onde os mecanismos de manipulação dos fatores obscuros, das normas ocultas e das estratégias de comunicação seguem intocadas – com pessoas e condutas – dos tempos dos tucanos.
Diria que o ÚNICO setor onde houve uma sensível democratização no acesso às verbas foi na Petrobras. O resto do Governo poderia copiar os acertos e, juntos, eliminar os resíduos de tucanismo que ainda perduram, em pequena e incômoda escala, na Petrobras.
No caso das verbas de publicidade, eu creio que seria importante que a Secom tratasse de centralizar o fluxograma de suas liberações e colocasse no site quanto custou cada veiculação. Lembro, salvo engano, de iniciativa de uma ex-prefeita petista de Santos e que colocava quanto tinha custado cada anúncio.
Tenho para mim que a sociedade merece saber quanto a Veja recebe do Governo Federal, da Caixa, do BB e de todas as empresas públicas. O mesmo valendo para a Globo, Band, Folha, RBS (o câncer que corrói e destrói o RS e SC com um monopólio enojante e que é reiteradamente alimentado com as verbas públicas do Governo Federal – que paga para ser vilipendiado em noticiários que via de regra criminalizam os movimentos sociais, que servem de instrumento para a manipulação da informação) e outros quetais.
Os meios de comunicação, que são os que mais cobram transparência, também poderiam adotar esta cruzada pela moralização dos recursos públicos. Então se poderia ter a clara noção de como é desigual a repartição do bolo de publicidade e se poderia ver, também, como certas práticas perversas continuam acontecendo – para ficar ainda mais claro, poderia colocar ao lado qual o deputado ou senador da oposição que pediu a liberação das verbas.
Outro aspecto bem lembrado pelo Josemar Dantas de Aguiar, que mandou e-mail, foi no sentido de que o governo cobrasse das grandes empresas de comunicação o rigor que tem com as pequenas – sendo obrigado a estar em dia com todos os encargos. Sabe-se que mais de 99% dos grandes veículos de comunicação são devedores do FGTS, Previdência, IRRF, Ecad e outros débitos (inclusive empréstimos) e mesmo assim continuam transacionando com o governo. Que as verbas de publicidade sejam restritas a quem estiver rigorosamente em dia.
É preciso partir para a transparência, porque, em última instância, o dinheiro da publicidade advém dos impostos diretos e indiretos do contribuinte. Não tem nenhuma lógica o cidadão saber quanto o governo gasta com os cartões corporativos ou as passagens dos deputados federais e não ter a informação sobre os recursos de publicidade.
Este é um ponto fundamental. Mas quem terá coragem de propor algo assim? Talvez o Brizola Neto, do PDT-RJ, mas quem mais?
Volto a repetir: que o governo veicule quanto gasta comj cada veículo de comunicação, esmiuçando quanto custou cada inserção e patrocínio e mesmo compra de horários e que só depois serão usados (outra prática tucana que perdura).

Para encerrar

Conversando com um prócer do PT, após uma entrevista, perguntei sobre mídia e outros aspectos. Contou-me então que outros já haviam feito a mesma pergunta a ele e que ele responderia a mim como respondeu aos outros: mude a linha editorial de sua revista (ou publicação). Faça algumas edições atacando o nosso governo, o nosso partido e o nosso presidente e então sim o pessoal da Secom (e da área de comunicação de outras empresas do Governo Federal) vai lhe atender, porque então sim você estará sendo um deles…





Sobre a liberdade e a fantasia

12 06 2010

Leio notícias, escuto vozes e indicativos de que se prepara um ‘encontro’ nacional de blogueiros independentes. Talvez seja uma grande oportunidade de se ‘organizar’ o povo que, meio que à margem do sistema, esteja hoje afzendo o melhor jornalismo do País. O grande risco é os organizadores passarem a pensar como os donos do PT, do PSDB e da mídia nacional – de que só a vida inteligente em São Paulo.

Em encontro nacional de blogueiros deve necessariamente estar aberto a imensa diversidade de linguagens e ter como premissas três pontos:

1 – O oferecimento gratuito de templates/modelos de blogs além daqueles hoje disponíveis no Ig, no Blogspot, no WordPress, no Uol e outros. É preciso ter ‘modelos’ nacionais. Onde estão os chamados programares jovens e conscientes? Onde está o povo do software livre que ainda não se atentou para esta realidade? Ou só conseguem pensar do ponto de vista de suas salas com ar condicionado?

2 – Hospedagem, que hoje é a forma mais safada e desgraçada de controle de conteúdo. Quantos blogueirtos já tiveram seus conteúdos bloqueados nestes pseudos portais de hospedagem ‘gratuitos’? Assim, sugiro que a primeira ação da ressucitada Telebrás seja a de disponibilizar, gratuitamente, hospedagem a todos os blogs

3 – Que a Secom destine recursos para a veiculação de ‘popas’ de anúncios do Governo Federal – porque pelas normas de hoje, só os grandes e poderosos conseguem acessar estas verbas.

Dito isto, reitero: discutir qualquer assunto centrado apenas na realidade do próprio umbigo é hiresia. Esquecer que o Brasil é muito além de São Paulo, é hipocrisia.