Cadê o vídeo? Roriz e sua rede de proteção

10 08 2010

Hoje é um dia importante para a candidatura do ficha suja Joaquim Roriz. O TRE-DF deverá julgar os chamados ‘embargos de declarção’ de Roriz e da candidata à primeira suplente de senadora, Ana Christina Kubitschek (Demo), esposa de Paulo Octávio – aquele que renunciou para não ser também ele preso e caçado. Os chamados ‘embargos’ são artimanhas usadas na tentativa apenas de ganhar tempo – uma prática muito importante na estratégia jurídica de Roriz e assim ir se livrando da Lei.
Outra que está com o pescoço a perigo é Maria de Lourdes Abadia, que um dia já foi chamada de ‘vadia’ por Roriz e mesmo assim continua posando de aliada, até por saber que esta é sua única esperança de continuar viva politicamente. Portanto, Abadia que Roriz já chamou de ‘vadia’, também pode ficar fora da eleição de 2010. Basta o TRE-DF aplicar o disposto na Legislação eleitoral em vigor.
Mas o que impressiona é o fato da mídia do DF ter aderido de modo inocntinente e ter cerrado fileira na rede de proteção ao ex-governador. É o mesmo procedimento que usaram quando surgiram as denúncias contra Arruda – ironicamente deflagradas pelo próprio Roriz.
É um processo sistemático e organizado que privilegia a desinformação como estratégia, gerando a confusão – espaço ideal para a continuidade da ação impune da chamada turma do atraZo.
Tem-se a impressão de que não aconteceu nada. Até o momento, o vídeo de Roriz ainda não caiu na web e espera-se que ele venha a tona, inclusive para demonstrar de modo inequívoco tudo que aconteceu – algo que é, sabe-se, apenas a pequena parte de um iceberg de corrupção.
Fica a pergunta: cadê o vídeo?





Fechando o cerco contra Roriz

9 08 2010

Como o pessoal do PT é muito ruim de assessoria de imprensa, o negócio é a gente tratar de ir se virando do jeito que dá. Na verdade, bem que o pessoal poderia fazer um cursinho de fim de semana de como se faz assessoria de imprensa…
Mesmo assim, aí vai a notícia veiculada no portal do Uol:

09/08/2010 – 17h15

Bancada do PT entra com ação no Ministério Público para investigar denúncia contra Roriz
Camila Campanerut
Do UOL Eleições
Em Brasília

Os deputados distritais da bancada petista Cabo Patrício, Chico Leite, Erika Kokay e Paulo Tadeu protocolaram na tarde desta segunda-feira (9) uma representação no MP-DFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) pedindo uma investigação sobre a denúncia contra o candidato ao governo do DF, Joaquim Roriz (PSC).

A ação pede uma análise minuciosa do órgão sobre reportagem da revista Veja desta semana, segundo a qual Roriz foi flagrado em vídeo entregando R$10 mil a André Alves Barbosa, suposto “laranja” dele em imóveis e operações bancárias.
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Roriz não quis comentar o assunto mas, por meio de seu assessor de imprensa, Paulo Fona, afirmou que entrará até esta terça-feira (10) com uma ação contra André Alves Barbosa, a revista e o jornalista Diego Escosteguy, autor da reportagem.

Segundo Fona, Roriz foi vítima de extorsão por parte de André Barbosa que “cobrou” R$ 50 milhões pelo vídeo – que mostra o recebimento de maços de dinheiro das mãos de Roriz – para que as imagens não fossem divulgadas. O valor chegou a cair para R$ 30 milhões, mas ainda assim, o ex-governador do DF se recusou pagar e continuar o contato com o rapaz, neto de Geraldo Barbosa, amigo de Roriz há mais de 40 anos.

Roriz alega que teria dado o dinheiro para ajudar o avô do rapaz, que estaria doente e teria de pagar um advogado, justificou sua assessoria de imprensa.

Ainda de acordo com a reportagem, o vídeo foi oferecido a outros adversários políticos de Roriz, mas não foi comprado até ter seu conteúdo divulgado na revista. A reportagem também cita o nome do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), candidato ao Senado. Fraga não quis se pronunciar sobre o assunto.

A candidatura de Roriz foi rejeitada pelo TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal), mas os advogados dele já entraram com recurso no próprio tribunal e ele continua em campanha na região.

Na semana passada, o tribunal decidiu, por 4 votos a 2, barrar o candidato da disputa eleitoral, dentro do que prevê a Lei do Ficha Limpa, por ter renunciado ao cargo de senador, em 2007, para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar. Além disso, o Ministério Público Eleitoral também apontou uma pendência dele com a Justiça Eleitoral, de R$ 5 mil por propaganda antecipada.