Cadáver fresco na praça: O PSD já nasce morto e inútil

23 03 2011

Idealizado como trampolin e esperteza, reles chicana de espertalhões para que o insosso Kassab possa migrar para o PSB sem correr o risco de perder o cargo de prefeito de São Paulo, o PSD já é um entulho político insepulto no seu nascedouro. Não se trata de um partido, mas um depósito mal-cheiroso e fedorento onde estarão empilhados cadáveres de entes públicos que só prosperaram pela extrema conivência do eleitor brasileiro com a fisiologia, com o oportunismo.
O que dizer então do PSB que flerta com figuras deste nível? Observando as reações de Erundina, cada vez mais me dou conta que falta aos políticos profissionais esta dignidade e indignação que ela tem manifestado. O PSB não pode, por pragmatismo, conviver com a presença de figuras assim tão deploráveis.
O que esperar de uma sigla que abriga sob o manto da impunidade figurar como Afif, Índio da Costa e outras viúvas que pulam de galho em galho em busca de sobrevivência política – sem nenhum compromisso ideológico?
Qual a linha doutrinária a ser posta em prática, não aquela escrita em suposto estatuto que pdoe ser copiado e adaptado facilmente a partir de modelos disponíevsi na internet. Como este novo partido entende o papel do Estado? Apenas como fonte de enriqueciomento dos políticos ou como essencial dentro de uma ação para atacar as origens de nossas desigualdades regionais? Qual o entendimento deles em relação ao Judiciário – hoje, seguramente o mais corrupto dos três poderes sobre os quais está ‘construída’ a nossa democracia?
Tenho lido com certo pavor os noticiários dando conta de que a sigla está sendo construída com o apoio de setores do Planalto para que atue na ‘base’ de sustentação do Governo Dilma. De quems erá esta genial idéia de fomentar o fisiologismo assim de modo tão escancarado? Qual será o gênio que terá tido a brilhante idéia de reunir todos os que apenas surrupiam em uma mesma sigla? Creio tratar-se de uma jogada digna de Golbery, quando atuou para que a sigla do PTB não voltasse para as mãos de Brizola e a entregou nas mãos de uma aliada fisiológica, moldável, adaptável, submissa, dócil e curvadamente agradecida (algo que em verdade continua sendo o veraddeiro perfil do PTB nos dias de hoje).
Pergunto, nesta manhã de quarta: alguém acredita na viabilidade política e eleitoral desta coisa chamada PSD?





Arruda e o enterro do Demo

18 03 2011

Arruda, o vice dos sonhos de Serra, resolveu voltar à ativa.
Ninguém sabe se a entrevista é recente. Alguns acreditam que é coisa antiga.
Se for recente, indica que Arruda desta vez não vai deixar Durval comandar o espetáculo sozinho.
Se for coisa antiga, de antes das eleições como acreditam alguns, então a Veja terá cometido um crime – mais um! – na sua vasta folha corrida de compromissos com a desinformação. Lembram da tórrida história do grampo sem áudio? Por ironia, nas denúncias de Arruda e no episódio do grampo, uma figuira perversa e patética permeia as duas: o senador careca Demóstenes de Goiás.
E fez de tal forma que enterrou numa só lapada o Demo e deixou bem claro que pode puxar o Psdb para a cova também. Aproveitou para chamuscar o PT do Goiás, mormente pela parceria no Entorno, e lembrar de sua estreita amizade com Cristovam – algo que todos aqui no DF já sabem muito bem! Sobre o Cristovam, a revelação do Arruda fez voltar na pauta das conversas aquela história de que o ex-governador do DF só entrou na campanha para bater no Lula. Algo que a Marina fez em 2010, desta feita batendo na Dilma… E foi dando nome aos bois… melhor, aos nobres e honestos Demos, puxou para o lamaçal os tucanos e daí resolveu ainda poupar nomes, jogando tudo nas costas do Guerra – tudo figuras ilibadas. Ícones do moralismo. Impolutos, singulares – bandidos que cada vez mais se sabe apenas ganaciosos e vulgares.
Estranhamente, ao menos por agora, resolveu poupar Aécio – mas poderia, por exemplo, dizer que trouxe e ainda está com contrato em vigor a Agência Nacional, empresa de BH que aportou por terras candangas em contas de muito dinheiro do GDF a pedido do governador mineiro. Reciprocidades.
O enterro do Demo chegou a ser patético: Arruda – ou terá sido Serra? – deixou que o partido elegesse um novo presidente e o alvejou na lata – Agripino Maia. Seria interessante dar uma olhada na prestação de contas da Micarla e ver se tem o dinheiro doado pelo Arruda. E de todos os demais mencionados.
Vingativo, também detonou Kassab, esta figura estranha, um ser meio anódino. Surgiu do nada e para o nada voltará. Muitos são os que dizem que a vingança do Arruda um dia chegaria – e pelo visto chegou ceifando diguras e dizimando ainda mais onde já havia apenas escombros, perfis fantasmas e ranços.
Vale a pena ler a entrevista que o Arruda deu para a Veja – antes ele tinha dado muito, mas bota muito dinheiro nisso para a revista. A entrevista vale pelas revelações, pelas confirmações -mas também porque elas oferecem um contraponto às gravações do Durval e possibilitam uma leitura mais demorada do perfil corrupto e perverso de Demos, Tucanos e a papagaiada do PPS.