Quem, ainda, quer Serra?

9 08 2010

Confesso estar preocupado. Tenho conversado com amigos, com especialistas e com pessoas dos mais diversos e distintos matizes ideológicos, conceituais e apego a agremiações clubísticas. E me deparo sempre com a mesma informação: por aqui, o Serra não existe!
Pensei tratar-se até mesmo de uma estratégia tipo aquela de sumir com a pessoa para depois fazê-la voltar em sua plenitude, numa volta triunfal. Na verdade, depois me lembrei que esta tinha sido a ideia genial de FHC ao entregar o Brasil mais parecendo um esmoleiro do que um País. FHC sonhou, e por isso também o seu ódio em relação a Lula, com o naufrágio do governo do PT e com a sua volta ao poder – sabe-se até que entre seus mais próximos apoiadores havia alguns monarquistas (como, por sinal, o vice do Serra, que sumiu do cenário depois de impor a Veja a obrigatoriedade de publicar um direito de resposta do PT, também é monarquista). E estes urdiam um desejo: FHC voltaria ao poder e proporia um plebiscito para restaurar a monarquia e o rei seria ele…
Portanto, esta forma de fazer política com o retorno triunfante já tinha dado com os burros na água neste episódio de 2002/2003. Mas o que mais poderia estar urdindo a turma de Serra? Fabricar dossiês, criar, com apoio de segmentos da PF, novas ciladas do tipo dos aloprados? Ou quem sabe repetir o esquema da Lunus, com a Roseana Sarney em 2002? Ou jogar sujo como ele jogou antes de 2002 inclusive com aliados do PSDB?
Estou começando a me convencer de que esta eleição vai deixar o Serra do tamanho que ele é. E também haverá um novo retrato do poder da mídia. E os chamados formadores de opinião poderão observar que a sua capacidade de influenciar o pensamento alheio está muito aquém do que os seus egos insuflados imaginam.
E isto que nem começou o horário eleitoral, quando então sim nãos erá mais possível escondera vinculação de Dilma com Lula. E nem a tal de Sandra Cureau poderá fazer seus histriônicos e circenses espetáculos.
Aí que reside a minha maior dúvida: qual a mágica e a sujeira da qual se valerão para evitar o vexame em nível federal, tendo em vista que em nível estadual, cada qual está fazendo a sua parte e deixando o Serra de lado?
Circulo muito pelas ruas aqui no DF e ainda hoje passei diante do Comitê Central da candidatura impugnada do Roriz: lá estão cartazes e nenhuma menção ao nome do presidente (e olhe que o PSDB faz parte da coligação da turma do Arruda e do Roriz). O mesmo me dizem que acontece em Goiás, em Minas, em Pernambuco, no RS, em SC e até São Paulo…
Indo para os segmentos sociais, os trabalhadores não querem, os catadores de lixo não querem, os servidores públicos não o querem, o sistema financeiro não o quer, a indústria nacional não o quer, os micro e pequenos empresários urbanos querem distância dele, o pessoal da agricultura familiar sabe que ele é inimigo… Ele ficou, pelo visto, com a mídia, a TFP, a Opus Dei,a turma doente da CNA (que defendo o latifúndio mesmo improdutivo, como moeda de especulação e lavagem de dinheiro) sob o comando da Kátia Abreu e os permissionários das rodovias paulistas…
Ou seja: além destes que são contra o Brasil, quem ainda quer Serra?





Trabalho escravo em Goiás

5 06 2010

Recebo do sempre diligente e competente Luis Henrique Parahyba a informação que interessa a todos os brasileiros de bem: no governo Lula, a turma que gosta de trabalho escravo não tem descanso – para azar do Demóstenes Torres, da Kátia Abreu e outros…

TRABALHADORES ESCRAVOS SÃO RESGATADOS PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO, MPT e POLÍCIA FEDERAL, APÓS DENÚNCIA DA FETAEG

Ao todo, 99 trabalhadores rurais que atuavam no despendoamento de milho, no município de Joviânia-GO, foram resgatados, após a constatação que estavam em situação análoga a escravidão. Os trabalhadores estavam em situação precária no alojamento e sem alimentação, segundo constatou os Auditores Fiscais do Trabalho, numa ação com a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho (MPT). A denúncia da situação de escravidão dos trabalhadores, chegou até a FETAEG, através de uma denúncia de um trabalhador. Segundo José Maria de Lima, presidente em exercício da Federação, a denúncia foi encaminhada para o MPT, para que investigasse o caso, que ora foi confirmado.

Os trabalhadores rurais são migrantes do nordeste brasileiro, e estavam submetidos à situações degradante. Segundo o Dr. Roberto Mendes Auditor-Fiscal do Trabalho da SRTE-GO e Coord. de Fiscalização Rural da Sup. Reg. do Trabalho e Emprego em Goiás, que atuou no flagrante,os trabalhadores prestavam serviços de despendoamento de pendões de milho para a empresa DU PONT do Brasil do Grupo da Pionner (fabricação de sementes). Ainda segundo o Auditor do Trabalho, Depois de um acordo com a empresa, os 99 trabalhadores receberam um acerto de contas no valor de R$ 300 mil reais, e já se deslocaram para seus estados de origem.

Para José Maria de Lima, presidente em exercício da FETAEG, essa situação acontece devido a atuação do “gato” – intermediário de mão-de-obra – que engana os trabalhadores com salários acima da média e na verdade é um golpe da informalidade. “Lutamos para a formalidade do emprego no campo e fiscalizamos o cumprimento da legislação para garantir os direitos dos trabalhadores rurais”, declara José Maria.

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO

http://www.mte.gov.br ou http://www.reporterbrasil.com.br