Serra será expulso da Maçonaria?

16 10 2010

Como muito bem disse a Dilma no debate da Band, Serra tem ‘mil caras’. E todas elas têm em comum o cinismo, a hipocrisia e a falsidade.
Assim também é no quesito religioso. Serra acende uma vela para Deus e outra para o diabo. Diz ser cristão e mesmo assim é adepto da maçonaria. Daí é que começam as coisas estranhas: terá a maçonaria uma atitude filosófica coerente com os ensinamentos do Grande Arquiteto do Universo e expulsará Serra dos seus quadros por ter atentado contra a vida ao ser cúmplice do aborto praticado por sua esposa?
Nunca fui maçom, até por ter sérias divergências quanto à difusão de cultos e adorações – algo que não condiz com a minha formação religiosa e opção de vida. Mas sempre ‘aprendi’ que dentro da maçonaria, os ritos e o preceito ético tinham valor e peso – quando referendados por uma conduta pessoal.
Fica pois a dúvida: a maçonaria irá expulsar Serra como antes já expulsou Arruda por este ter sido flagrado ‘roubando’?

Em tempo:

Que fique bem claro: não faço nenhum julgamento da opção que Serra e Mônica fizeram acerca do aborto. Alegar situação de ‘vulnerabilidade’ é tão óbvio que chega a ser risível: toda mulher e/ou casal é levado ao aborto por uma situação de vulnerabilidade. O que resta aguardar é se o Serra terá uma atitude de homem e vai ser solidário com a esposa Mônica ou vai deixar sobre os ombros dela a responsabilidade individual de uma prática que, no caso do casal, sempre é tomada pelos dois.





Tiraram o ‘bode’ da sala

6 01 2010

Como diz o Beto Almeida, Arruda “foi expulso (do partido), mas continua como governador, já circula pela cidade, já faz reuniões normais de secretariado, planeja investimentos. Não pode se candidatar, mas não será impichimado. E mais tarde será reeleito por outro partido”. E conta com isso com a conivência vergonhosa da mídia, que cala e aplaude.

Enquanto não tirar o patrimônio que foi adquirido de modo ilícito, ele continuará afrontando a todos, com o cinismo inerente aos caras de pau. Foi expulso da maçonaria, algo raro na confraria – numa cena tida como deprimente pelos termos duros e contundentes com que o ‘relator’ o defenestrou da companhia. Ainda se ufana de ser católico, kardecista e pentecostal. Com tal parafunda religiosa, ele ainda acha que pode enganar alguém…