Rbs, o câncer que destrói o RS… mais tucana do que nunca…

6 02 2010

Paulo Henrique Amorim, a Rbs – grupo que detém o monopólio de comunicação no RS e é diretamente responsável pela perda de consciência crítica de boa parte dos eleitores gaúchos – pratica o pior jornalismo do País. Trata-se de uma posição nada louvável, mas que para os sionistas do grupo possibilita o que eles mais querem: fazer desaguar em suas contas correntes a maior parte dos recursos da publicidade do Governo do RS e das prefeituras municipais que eles ajudam eleger, inclusive exigindo a indicação de secretários de áreas estratégicas (Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Caxias).

Mesmo com todo ódio ao PT que a empresa tem e manifesta claramente em seu material, a Secom do Governo Federal continua despejando dinheiro em veículos que escalam ‘comentaristas’ apenas para desancar Lula, o PT e o Brasil… coisas desta tal de Secom…

Pois bem… o presidente Lula esteve no RS na sexta-feira, dia 05 de fevereiro. E a forma como a Rbs resolveu reduzir a presença do presidente foi dizendo que estava lá (no RS) em clima de comício. Observe como existe ódio, ranços e menosprezo na cobertura – ‘clique’ nas imagens ao lado para ver como os títulos que se repetem e como há uma clara tentativa de reduzir o Lula a um homem que vive de comício em comício…





Desinformação e jornalismo no DF

3 01 2010

A verdadeira pobreza do DF é cultural e isto tem a ver com a ausência de informação, quer advém do fato de não haver jornalismo local em Brasília. Trata-se de cruel realidade, mas que ajuda a entender a razão pela qual esfriou junto a sociedade o movimento anti-Arruda e Paulo Octávio. Não está aí a única razão, mas passa muito por aí…

Os meios de comunicação no DF – oficiais e comunitários (a exceção são ALGUMAS rádios comunitárias e a TV Comunitária, Canal 8 da Net) – são controlados, manipulados e financiados pelo dinheiro da publicidade do GDF e, pasmem, do Governo Federal. Possuem vínculos obscuros com o poder, empregos e benesses são trocadas – há uma conivência e convivência espúria entre jornalistas e fontes, numa troca de favores e de sustentações que só ajudam a denegrir a categoria.

Muitas das chamadas rádios comunitárias estão em mãos de políticos, de religiosos – responsabilidade do Ministério das Comunicações que não leva em conta a legislação, mas também a troca de favores políticos. Não há jornalismo comunitário, tendo em vista que os jornais não tem anunciantes privados que lhe dêem sustentação, tendo de recorrer ao GDF, que costuma mandar anúncio e indicar matéria a ser veiculada. Além disso, os jornais comunitários também estão ligados a políticos.

Para piorar, nem mesmo temos uma rede confiável de blogs, porque os jornalistas que os mantêm, possuem vínculos com os jornais tradicionais e, mais do que isso, em geral mamam nas tetas de algum cargo público. É uma situação deplorável e que mostra a pobreza de informação na qual vive o povo do DF. As informações mais precisas sobre falcatruas no GDf só são encontradas em blogs de fora – porque mesmo farsas como a tal de ‘ong’ Contas Abertas é uma pilantragem só.

É um quadro dantesco, que faz mal à sociedade do DF. Vejamos o caso do Hospital Regional de Santa Maria, repassado a uma ong supostamente espanhola, já corrida da Bahia por falcatruas e bizarrices. Mas no DF ela ganhou a bagatela de R$ 222 milhões para administrar um hospital construído com dinheiro do povo e do governo federal. E ninguém para denunciar…

O que dizer então da ação da Polícia Militar, bancada com dinheiro federal e que o governo local (do DF) usa para agredir os trabalhadores e proteger ladrões? E a Polícia Civil, também paga com dinheiro da União e que serve mesmo é para bisbilhotar a vida alheia, fazer política a favor de determinados candidatos que defendem o corporativismo que levou ao ponto de manter as delegacias operando emr egime de plantão das 6 da tarde até o meio dia do dia seguinte? Para que proteger a sociedade se é mais fácil proteger quem manda?

Não deve ser por acaso que o Correio Braziliense tem uma cobertura no mesmo padrão da Folha de São Paulo, afinal de contas tem no comando editorial alguém deformado por aquela escola paulista de fazer jornalismo. Digo escola, porque é uma forma de denunciar a perversão da mídia como algo institucionalizado nacionalmente. Volto a dizer: que o GDF injete milhões nestas coisas que alguns chamam de rádios, jornais, TVs e revistas até se compreende pela necessidade de levantar dinheiro – mas o Governo Federal também financiar este pessoal e suas estruturas, aí já é demais…

O esquema de amordaçamento da informação que hoje existe no DF foi montado ao longo dos anos pelo doublê de empresário e jornalista conhecido como Baiano, fiel escudeiro de Roriz e que hoje continua no Governo Arruda com as mesmas práticas. Conmo tenho dito: Arruda e Roriz são iguais em tudo e cúmplices em tudo…





Serra protege Arruda

1 01 2010

Todos nós recebemos muitas mensagens em nossos e-mails. Por vezes, duvidamos de algumas. Questionamos outras. Esta, que transcrevo a seguir, “chegou” no dia 18 de dezembro do ano passado. E se mostra, a cada dia, mais verdadeira. Alfredo Bessow

Governador paulista quer

frear escândalo Arruda,

diz jornalista

“Isso respingaria na minha candidatura”, teria dito, segundo testemunho de senador bem informado

Segundo relato de Rodrigo Viana, ex-jornalista da Rede Globo e responsável pelo blog “Escrevinhador”, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), intercedeu junto à emissora pedindo para “pegar leve com Arruda” e evitar maiores repercussões sobre o esquema de propina descoberto no governo de José Roberto Arruda/Paulo Otávio, revelado pela Operação “Caixa de Pandora”, da Polícia Federal.

“Isso respingaria na minha candidatura”, teria argumentado o tucano, na descrição de Rodrigo Viana, que tem como fonte um senador. Este parlamentar, diz Viana em seu blog, tem informações seguras sobre o esquema do governador do DF. “Em julho, ele avisou a vários jornalistas que havia uma fita de Arruda pegando dinheiro. Poucos acreditaram. As fitas estão aí”, lembra Viana, descrevendo o parlamentar como “um dos mais bem informados do Congresso (ele transita bem entre governistas, mas é de um partido que tem boas relações com a oposição)”.

Agora ele adverte que a fita mais impactante ainda não foi divulgada. Arruda apareceria numa cena de “adoração monetária”, louvando as notas novinhas em folha. “Eu vi a fita, ela existe. Só não sei se vai aparecer”, disse o membro do Senado.

O senador deu as informações numa conversa em “off” com jornalistas: “a Globo vai tirar o pé do escândalo, o Serra chamou a direção de jornalismo e ‘pediu’ (ênfase irônica) para baixar a bola, e não bater tanto no Arruda”, informou o parlamentar. O que tem atrapalhado o plano tucano de sumir com o escândalo são as manifestações, carreatas e protestos  quase diários exigindo a saída do governador e do vice. Além disso, destacam-se as ações da OAB-DF e outras entidades, que estão determinadas a não descansar enquanto Arruda, Paulo Otávio e sua turma não forem defenestrados do Palácio do Buriti.

Na avaliação do ex-jornalista da Globo seria difícil ignorar um escândalo desses. Mas, em sua visão, tudo é uma questão de ênfase jornalística. O pedido de Serra, segundo ele, “não foi pra sumir com o caso, mas pra baixar a bola…”. Coincidência ou não, na mesma hora em que a Rede Record fazia uma reportagem de meia hora sobre a pancadaria promovida por Arruda contra os estudantes em frente ao Palácio do Governo do Distrito Federal, no início da semana passada, a Globo apresentava uma reportagem sobre um robô no Japão. Também na mesma semana, o “panetonegate” já tinha sumido da primeira página da “Folha”. Mas, no caso da Folha, nem precisaria mesmo do “pedido” de Serra. Para se ter uma idéia da “isenção” dos Frias, no auge do escândalo de Arruda, uma das manchetes da “Folha”, foi “Dinheiro do BNDES sai mais rápido para petistas”.

“Parece inacreditável. Mas, nesse caso, quase tudo parece inacredi-tável: das meias e cuecas à desculpa do panetone… Eu já não duvido de mais nada”, comenta o blogueiro, atualmente trabalhando na TV Record de São Paulo.

Num dos novos filmes revelados esta semana Arruda aparece pedindo a Durval Barbosa que arranje um emprego para seu filho, além de insinuar que tem algum esquema no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Além de receber os pacotes de dinheiro, ele diz “isso aqui é para resolver as questões no TSE”. Sobre seu filho, ele acrescenta. “O menino formou em economia. Você arranja aí uma colocação para ele numa dessas empresas do esquema, mas não deixa ninguém saber que ele é meu filho”. Segundo alguns cálculos, cerca de R$ 500 milhões foram desviados pela quadrilha chefiada por Arruda. Tudo devidamente filmado e gravado por Durval Barbosa, até então, homem de confiança do governador.

A preocupação do tucano com o desgaste que sofrerá com a continuidade das notícias sobre o caso Arruda tem fundamento. Serra tinha praticamente convidado o governador para compor sua chapa como vice na eleição de 2010. Ele estava tão empolgado com Arruda que já tinha até um magnífico e criativo slogan para a campanha eleitoral da dupla. “Vote num careca e ganhe dois”, disse Serra, sob risos e aplausos de seguidores de ambos, numa reunião realizada em setembro, em Brasília. O encontro, que teve a presença dos “dois carecas” foi realizado para a assinatura de um convênio entre a Sabesp (empresa de saneamento paulista) e a Caesb, sua congênere no Distrito Federal (ver foto ao lado, reprodução do vídeo que corre na internet).

SÉRGIO CRUZ
http://www.horadopovo.com.br/ModelosNovaEdicao/P3/pag3a.htm





O papel nada digno da mídia

27 12 2009

Para quem gosta de se debruçar com alguma paixão sobre o papel que a mídia desempenha em nossa sociedade, estes têm sido momentos de muita riqueza de ‘material’. Chega a ser vergonhoso para quem, por opção, buscou ser jornalista, formando-se não apenas na faculdade, mas através da leitura, da pesquisa – sempre, de preferência, longe do santificado saber das academias.

Na verdade a mídia se move apenas pelos seus interesses e tenho para mim que é, de todos os ‘poderes’, o que menos apego tem pela democracia, pela liberdade e pela igualdade. Guiada por parâmetros que pressupõem a prevalência do ‘finaneiro’ e da dominação sobre qualquer compromisso com a divulgação das ações governamentais, no caso Lula/PT, que tenham como premissa a construção de estruturas sociais menos excludentes e que impliquem, na manutenção e no aprofundamento das mesmas, a esperança dos excluídos de viverem numa sociedade mais justa, humana e fraterna, a mídia não age ou reage sem estar embasada em parâmetros e estratégias bem definidas.

Pouco tem se falado, até por não ser conveniente abordar estes temas dentro das academias porque isto pode levar alguns alunos de comunicação a tirar a viseira da deformação a qual hoje estão submetidos, em estudos que apontam a forma como a mídia trata de manipular as pessoas. Se observarmos o que nos indica a Agenda Setting, nos daremos conta de que os meios de comunicação não estão mais apenas interessados em  priorizar opiniões presentes na mídia. Estão indo além: eles querem na verdade determinar uma agenda daquilo que, para eles, é importante. Chegou-se ao nível de tirania no qual estes ‘meios’, que são concessões do Estado, assumem o papel de determinar o que a comunidade pode pensar ou dizer e, assim, arbitrariamente, definir, segundo seus interesses, como a sociedade vai reagir, agir ou se expressar.

Os que não concordam com esta manipulação, que são a maioria, optam por permanecer em silêncio. Com esta variável, já estamos botando o pé em outro trabalho inquietador, da alemã Elisabeth Noelle-Neumann, que busca exatamente provocar a reflexão sobre os conceitos de democracia na comunicação. Para que não se descarregue uma massante verborragia acerca da Espiral do Silêncio, vamos atentar ao que nos diz Felipe Pena, no livro Teorias do Jornalismo, lançado pela Editora Contexto em 2005: “A opção pelo silêncio é causada pelo medo da solidão social, que se propaga em espiral e, algumas vezes, pode até esconder desejos de mudança presentes na maioria silenciosa. Ou seja, as pessoas não só são influenciadas pelo o que os outros dizem como também pelo que imaginam que eles poderiam dizer.”(Felipe Pena,2005:155).

É isto que observamos cotidianamente no papel da mídia, assumindo o trabalho sujo de omitir e distorcer a realidade, de ‘esquecer’ deliberadamente assuntos como no caso aqui do DF, quando a mídia, seguindo ao que tudo indica a orientação política do governador José Serra, tirou a temática Arruda da pauta. Este é um exemplo perverso e que mostra o quão nefasta tem sido a omissão do Estado na fiscalização do uso das concessões.

O que é mais preocupante no caso do DF é a ausência de alternativas de informação, como se fossem todos cooptados pelo poder financeiro do GDF, que usa as verbas para manipular conteúdos.

Por tudo isso é importante que se leve adiante a implantação das conclusões e sugestões da 1ª Confereência Nacional de Comunicação e se parta, desde já, para a discussão dos temas de uma nova Conferência – ainda em 2010.