DF: Onda de boatos e leviandades outras

10 03 2011

Alguns se dizem colunistas, outros se apresentam como articulistas e tem aqueles que se escondem por detrás do epiteto de ‘jornalistas’, mas estes todos estão se esmerando nos últimos dias a uma só prática e rotina no DF: disseminar e realimentar os boatos que eles próprios criam. Formam-se grupos que atuam de modo quase que orgânico, focados no mesmo objetivo.
A bem da verdade, eles andavam sumidos depois da vitória de Agnelo. Voltaram com a montagem da equipe frankenstein que o nosso governador entregou para a população – que em alguns casos foi um verdadeiro soco no estômago dos que realmente (como eu) acreditavam e ainda acreditam (como eu) na proposta de um novo caminho.
Depois de um ou dois dias nos quais estas pessoas ficaram claramente ‘passadas’ por terem se sentido traídas por Durval – afinal de contas ele entregou um vídeo editado e cortado que jamais tinha sido apresentado no cineminha que rolava numa certa casa no Park Way.
A onda de boatos assim está servindo muito mais para disseminar vontades do que amparados pela realidade. Fala-se com tanta convicção de coisas que nunca foram vistas que chega a beirar a irresponsabilidade. Leio, observo e me reservo o direito de acreditar que não passa de um trauma pelo inusitado da fita onde a própria filha de Roriz está com Durval.
Tudo bem… tem gente dizendo, insinuando que os últimos dias foram de intensas atividades de edição de imagens – mas e se entre as imagens houver alguma de Roriz, por exemplo, com Durval? Sabe-se que ele, Durval, devolveu ao menos a um personagem todo o material que teria desta figura. Será isto verdade ou apenas um boato a mais?
O que eu percebo é que muitos dos coleguinhas estão mais inseridos no exercício de um papel do que comprometidos com a informação.
Dentro desta visão – não estou aqui absolvendo ninguém e muito menos dizendo ou julgando, estou apenas me posicionando: para mim, boato pode virar notícia quando estiver amparado em fatos e não atendendo a um desejo ou necessecidade pessoal. É também importante saudar a postura firme, enérgica e clara do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para quem não tem cabimento alguim o Durval continuar usufruindo do instituto da Delação Premiada e ir soltando o material na base do conta-gotas, como se só liberasse depois de não obter vantagens. Suspendendo o benefício da Delação Premiada, ele voltaria a ser um reles réu – ainda que seja daquelas figuras de alto poder destrutivo e com uma carga de ódio muito grande.
Já disse antes e este é meu posicionamento via Jornal Passe Livre desde que eclodiu o episódio das fitas de Arruda: para mim, Durval não passa de alguém encrencado na Justiça. Para mim, não existe bandido bom ou bandido ruim. É preciso acabar com este circo – que hoje serve apenas para alimentar uma imensa rede de boatos que tem como fontes emissoras um grupo de viúvas. E que os envolvidos – inclusive magistrados, pessoal do TCDF, políticos, jornalistas e agregados em geral – paguem exemplarmente por participarem desta bandalheira.