2º turno: Serra e o aborto no caminho de Marina

17 10 2010

Ao ser convencida a participar de uma festa, na condição de ‘divertidora de plateia’, Marina Silva talvez não tivesse como dimensionar os riscos que poderia estar correndo.
Tudo é um pouco patológico, mas com preensível…
Marina sempre foi um apêndice dos donos do PT no Acre. Uma espécie de ‘menina da floresta’. Valia mais pelo que podia representar do que propriamente pelos conceitos de ecologia que tinha – e todos podemos observar o vazio de suas propostas, mesmo sendo candidata de um PV.
Mas Marina viu o vazio de opções com que o PT e Lula se defrontaram. Logo percebeu, que estava fora de cogitação seu nome. E lançou âncoras, lançou bóias ao mar buscando onde pudesse navegar.
Fez uma votação muito acima do papel do PV na política nacional e muito além da própria dimensão que ela, Marina, tem em termos de Brasil.
E agora está diante de um dilema: para onde ir? Que rumo convém seguir?
Marina está isoada dentro do PV. Talvez tenha a simpatia de Sirkis, do Rio.Talvez. Os demais sonham com Serra, mas acreditam que possam se dar bem também com a eleição de Dilma. E a cabeça de Martina balança tal qual um pêndulo de um relógio esquecido no tempo.
Se quiser continuar tendo vida pública, sabe que terá de apoiar Dilma, mas teme perder a luz da fama que a mídia lhe dá exatamewnte por atacar Dilma e o PT. Ou vota em Dilma ou terá de reconstruir sua vida política pela direita. Não lhe restará nem o conforto do PSB ou do PMDB.
Amigos que a conhecem, confessam que ela gostaria de voltar ao PT. Dizem que Serra lhe dá calafrios. Que esta história da Mônica foi além de sua capacidade. Será verdade ou se trata mais de manifestação do desejo de quem passa a informação?
No domingo, o PV deve decidir que nada decidiu.
E a Marina? O PV é apenas uma destas siglas que servem como balcão de negócios. Mas Marina sabe que está numa encruzilhada. OU lembra Lênin e dá um passo atrás. Ou pega o caminho da direita. Para nunca mais ter volta. Para morrer ali adiante, como morreu sua amiga Heloísa Helena – hoje relegada a uma condição muito aquém daquela que ela pensava ter.
Marina pode lembrar de Heloísa, antes de decidir.
O tempo se esvai.
E se a menina da floresta, de repente, se der conta que não passou de um brinquedo, de uma bonequinha exótica do sistema?





DF: Roriz, Rosso e Estevão armam golpe

13 10 2010

Está tudo pronto. O trio que envolve o condenado Luiz Estevão – conforme bem disse o advogado Paulo Goyaz é muito estranho que Estevão esteja condenado, com transitado e julgado, há mais de dois anos e até agora não tenha sido publicado o acórdão mandando-o para a cadeia – o ficha-suja Roriz e Rosso, o governador de fancaria, oportunista de plantão e ególatra doentio que manda secretários de estado coagirem servidores para trabalharem abertamente pela eleição da mais ignominável toupeira política (Weslian), agora trabalham para armar um golpe – usando para isso uma ‘vantagem’.
Como se sabe, a eleição no DF só foi para o 2º turno por conta do tradicional reacionarismo de um segmento pequeno burguês que se diz de esquerda, mas que na realidade sempre trabalha de braçõs dados com a direita. O Psol amealhou entre este segmento algo como 16% dos votos, tonificados por um eleitor que se pensa consc iente, mas que serve de instrumento de manipulação da extrema-direita.
Pois bem… haverá 2º turno no DF e a despeito da grande vantagem de Agnelo (64 a 36) nas pesquisas, o trio maquiavélico está bolando algo que só mesmo quem tem a ficha criminal dos mesmos poderia colocar em prática.
Como o feriado do dia do Servidor incide numa quinta-feira e na terça-feira será dia de finados, Rosso, Roriz e Estevão estão trabalhando para mostrar uma extrema generosidade: darão ponto facultativo na sexta-feira, dia 29, e na segunda-feira, dia 1º (de novembro).
Com esta artimanha, pretednem esvaziar a cidade e assim, pela abstenção, eleger uma ‘gracinha’ de presépio como governadora do DF.
Se isto acontecer, será a mais retumbante vitória eleitoral do Psol em 2010. Similar a de Marina, do PV.

Em tempo:
No próximo fim de semana, a Exta divulga nova pesquisa com intenções de voto para Governador e Presidente aqui no DF. Lembrando que no levantamento anterior, Agnelo tinha 55% e Weslian 38%. O tracking mostra evolução de Agnelo, consolidando sua posição com algo como 58% das intenções nominais de voto, sendo que Weslian oscila negativamente dentro da margem de erro ficando como 36%.
Em relação à disputa presidencial, o tracking aqui em Brasília mostra que o quadro começa a sofrer um rearranjo, sendo que Serra oscila na margemd e erro para baixo e Dilma cresce acima da margem de erro. A previsão é que a próxima pesquisa os coloque praticamente empatados aqui no DF – o que significa dizer que Serra perde a dianteira de 10 pontos que apresentou na primeira pesquisa pós 1º turno quando o grosso dos eleitores de Marina diziam-se propensos a votar em Serra.
É esperar para ver…





2º turno: a baixaria já começou…

4 10 2010

Muitas e muitas vezes já publiquei no Jornal Passe Livre que o arsenal de baixarias pornto para ser usado no 2º turno será incomensuravelmente maior do que foi até aqui.
Agora, 21h28, quando temos cerca de 95.5% dos votos apurados e Dilma lidera com 46,34% e ao acessar a caixa de mensagens do meu e-mail, lá estavam eles – convocando a ‘militância silenciosa em favor da vida’ a derrotar as forças do diabo também no 2º turno.
Este será um padrão recorrente no material que vai circular no 2º turno.





Gabeira e Marina do PV – senilidade ou oportunismo?

14 01 2010

A confirmação de que haverá um ‘campo’ verde (deve ser verde da cor das cédulas norte-americanas) no apoio a Serra só pode surpreender àqueles que, idealistas, ainda pensam que há muitos outros por aí. O Partido Verde brasileiro é exemplo patético de como uma boa idéia lá de fora, transposta para cá, virá apenas mais uma grande picaretagem.

É preciso entender, por exemplo, que o partido é uma colcha d eretalhos de interesses e ambições. Podiam, por respeito aos verdes de outras partes do mundo, trocar a sigla por PEE – Partido dos Egos Excitados. Mas atmbém aí é necessário lamentar que o PT tenha mantido o mandato de Marina Silva, usando os recursos, as passagnes aéreas e a visibilidade na mídia para fustigar o projeto político que está mudando o Brasil para muito melhor a partir de 2003.

O comando do PT parece que nãos e emenda. Gosta de sangrar em público. Adora o espetáculo deprimente de ver senador seu desfilando de sunguinha vermelha para agradar apresentadora de programa de TV. Esta predisposição para aceitar ser achincalhado parece que entorpece o Partido, gerando uma sensação de que nada e ninguém pode ser criticado.

Vejam o que aocnteceu com a ex-senadora Heloísa Helena. Destituída dos holofotes que a mídia de Brasília oportunisticamente lhe acendia, hoje é uma decrépita e decadente liderança de bairro, destilando suas baixarias contra vereadoras. Mas a mídia é esperta e pescou outra deslumbrada, advinda da pobreza e mantendo a pobreza mental como referência e o deslumbramento pelo espetáculo como ‘linha política’. Saiu Heloísa Helena – aquela mesma que votou pela absolvição do Luis Estevão – e tentaram colocar os holofotes sobre a Kátia Abreu, mas logo descobriram que ali estava uma montanha de corrupção em ebulição e tratam de usá-la apenas esporadicamente. Mas quema nda pelos corredores do senado, sabe bem que Marina Silva sempre foi mestre em passar ‘em off’ notícias contra o governo (quando ainda estava no PT) para jornalistas, pedindo que eles fossem confirmar a veracidade não com senadores da base do PT, mas sim com senadores da oposição.

Mas esta não é uma ação apenas da Marina. Tem outros senadores petistas que adoram fazer isto. Atuam como lavadeiras de beira de rio que, entre cochichos, trazem segredos de alcova para inseri-los na realidade.

E o que se ve nos noticiários é a verdadeira aflição dos ‘verdes’ em fechar logo a aliança com Serra. A candidatura de Marina para vice de Serra está sendo costurada.  A própria Marina já concordou com a hipótese e só mantém sua candidatura para ‘presidente’ enquanto alguns ajustes regionais vãos endo consolidados e dentro da estratégia de Serra de, com os dois, ter mais espaço para de um aldo ficar como ‘estadista’ e a Marina para bater no Lula/PT e Dilma.

Por trás de tudo isto, muito dinheiro rolando…